São Paulo – (correndo por um embutido…) – Logo após passar pelo pórtico de chegada eu estava agradecendo a Deus e diabos a quatro por ter acabado de completar a Meia Maratona Montanholi, considerada a mais difícil do Brasil.
Ainda desbaratinado pelo esforço monumental que fiz naquela competição, uma menina do staff me entregou um squeezy. Pesado, deve estar cheio de isotônico, pensei.
Segundos depois é que cai a ficha e percebi que meu squeezy nada mais era que uma mortadela. Pudera o mimo, já que o idealizador do evento, o José Carlos Romanholi é dono do Frigorifico Marba.
E como estavámos nas primeiras edições do Montanholi, nesta época não se distribuía medalhas, somente camisetas aos que completavam a prova. Nem precisa dizer que o selo estilizado da prova que acompanhava a mortadela virou uma medalha em minha coleção, já que da mortadela não sobrou pedaço para contar história.
Mas como tudo na vida evolui tive a grata satisfação de conhecer a medalha que será oferecida aos concluintes da prova que acontecerá em junho. Linda e maravilhosa certamente será uma das mais bonitas de minha coleção.
E por ela vou lutar ardorosamente e subir aos trancos e nos barrancos do difícil percurso.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.