Me enrolando com o cadarço do tênis

Redação Webrun | Corridas de Rua · 24 fev, 2008

Adoro ditados. E um dos que mais me identifico é com o velho e conhecido: “um é pouco, dois é bom e três é demais”. Se três é demais, imagine quatro, cinco ou mais “pitos”. Pois é, foi isso (por baixo) que o corredor aqui precisou escutar para tomar vergonha na cara e aplicar o conhecimento passado pelo “Mestre”.

Muito longe de achar ruim essas cobranças, aprovo esses “pitos” (dados numa boa), afinal uma das coisas que aprendi com a corrida é que devemos ter humildade, pois nosso esporte é um eterno aprendizado. E muito longe de querer achar que sei tudo (porque não sei) tenho plena consciência que devo escutar, aprender e o mais importante: colocar em prática as instruções do meu técnico. Sim, ele é quem sabe das coisas e disto tenho plena consciência.

Afinal nossos técnicos estão aí para nos ajudar a “chegar no topo da montanha”, ou você acha que eles não têm orgulho quando completamos nossos desafios e metas? Às vezes podem não demonstrar seus sentimentos para que não “fiquemos com a bola cheia”, mas por dentro, podem ter certeza, eles torcem por nós e vibram muito com nossas conquistas.

Tênis – Bem, já postei sobre cuidados com a amarração dos cadarços de tênis, mas quando pensei que sabia tudo vem um novo ensinamento. Corrida é detalhe embora não pareça. E uma simples estratégia equivocada, como a escolha do tênis errado, amarração incorreta ou o alimento diferente na véspera de uma competição, pode colocar seus meses de treinamento para escanteio.

Vamos lá, mas qual foi o novo aprendizado? Bom, sempre faço somente um nó no cadarço de meu tênis. O laço fica “grande” e pode ficar tocando na perna e em milhares de passos que damos numa corrida ele pode até machucar, mas não foi esse o caso, em particular.

O mais importante da amarração segura, segundo o ensinamento passado, é que devemos dar dois nós nos cadarços, pois assim eles não se soltam, e o que sobrar do cadarço deve ser trançado pelas amarras.

E é nesta simples tecla mas importante que tenho sido alertado e não coloco em prática, talvez por força do hábito. Mas como faço parte de uma equipe e todos seguem a recomendação, por que eu devo ser diferente? Se 50 pessoas o fazem não devo ser exceção. O ditado diz: se sair na chuva é para se molhar.

Alertado dei dois nós. Mas como meu cadarço ainda tem a “cera” o segundo nó não “pega”, assim sempre faço somente um nó. Isso pode ser desculpa? Não. Não tenho esse álibi da “cera”, já que foi ensinado que para tirar a cera podemos lavá-los com uma escovinha. Fiz? Não. Errei? Sim.

Mas a constatação é simples: não sei amarrar o tênis. E sinceramente os “nós” não estão se entendendo comigo.

Solução é simples. Ao sair do treino fui direto em uma loja especializada em corridas de rua e comprei um simples regulador de cadarço de tênis (com cadarço personalizado). Embora deva manter o cadarço original o regulador de nylon será usado no próximo treino.

Como diz o ditado: errar é humano persistir no erro é burrice!

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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