
Fernanda na chegada: quarto lugar sem perder o belo sorriso (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
O Triathlon Internacional de Santos, prova disputada no último domingo (24) no litoral paulista teve uma mescla de profissionais experientes com jovens competidores, que começam a despontar no cenário profissional da modalidade. É o caso de Sandra Soldan, primeira brasileira a quebrar a hegemonia internacional e Fernanda Garcia, que nos últimos anos tem obtido ótimos resultados.
Aos 34 anos, 12 deles dedicados ao triathlon, Sandra treinou muito para os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, no ano passado, onde pretendia obter uma medalha e coroar o esforço. Decepcionada com a 16ª colocação ela havia decidido parar de competir para se dedicar à profissão de médica, mas esfriou a cabeça e retornou com fôlego renovado.
Durante a transição da bike para a corrida no Internacional, ela ocupou a segunda colocação, atrás de Carla Moreno, mas durante a corrida não conseguiu manter o mesmo ritmo e completou a prova na quinta colocação. A Doutora Sandra, que atualmente ocupa o cargo de médica na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, disse que esperava um pouco mais.
Rendimento – A prova foi razoável, ainda estou aquém do que posso render, ainda não estou na minha plenitude da forma física. Estou conseguindo treinar legal, esta foi minha primeira prova em dois meses e espero que seja a primeira de muitas. Ela diz ainda que a maioria dos atletas se cobra demais e ela não foge à regra, quer sempre superar seus limites.
A cobrança serve também como motivação para melhorar a performance, superar o limite, conclui a carioca que pretende incluir em seu calendário deste ano provas de longa distância. Soldan defendeu o Brasil em duas olimpíadas, Sidney 2000, onde foi a 11ª colocada e melhor sul-americana e Atenas 2004, onde abandonou no trecho de ciclismo.
Já Fernanda Garcia, que em maio completa 25 anos, compete na categoria profissional desde 2002, após ser revelada no SP Open de Biathlon, prova em que obteve o título nos anos de 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005. Ano passado ela foi vice-campeã do Triathlon Internacional e este ano tinha a expectativa de pelo menos repetir a colocação.
O tempo na largada estava encoberto, mas Fernanda diz que preferia o sol forte, que a condição na qual está acostumada a treinar. Eu queria o sol, é uma pena, mas agora é só competir forte para dar tudo certo.
Durante a competição, Helios, o deus do sol, não enviou forças suficientes à jovem triathleta, que terminou na terceira colocação, com o tempo de 2h13min58, 41 segundos atrás de sua xará, Fernanda Baú, 1min21 atrás da vice Vanessa Gianini e 8min03 da campeã Carla Moreno.
O meu problema nesta prova foi não ter conseguido acompanhar as outras meninas no trecho de corrida, mas o quarto lugar está ótimo, ressalta Fernanda, que já não tinha o mesmo sorriso do início da prova. Agora ela vai disputar todas as etapas do Troféu Brasil de Triathlon, além do maadman na Praia Grande, no dia cinco de abril.
Incentivo – Para Núbio de Oliveira, organizador da prova, é sempre bom que apareçam novos atletas para que o Brasil esteja bem representado no triathlon, sem é claro esquecer as pratas da casa. Os atletas precisam de apoio do poder público e das empresas, pois é um esporte caro e eles gastam muito. O resultado obtido aqui (com cinco brasileiros no pódio masculino e feminino) mostra que eles estão crescendo tecnicamente e que podem representar o país em qualquer lugar.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda