Você sabia que ao sentar na cadeira do dentista ele já consegue saber que você é um corredor? Sim, é verdade nós possuímos algumas atitudes características, perceptíveis em apenas uma análise rápida. Ficou curioso para saber por quê? O Webrun conversou com a dentista Fabiana Macedo, ela explicou quais são as principais situações e riscos que os corredores são expostos no dia a dia.

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1. Cárie e gengivite
Sua principal causa é a placa bacteriana, uma película pegajosa e incolor que se forma sobre os dentes. Ela é constituída por bactérias e restos alimentares. Tais bactérias são açúcar dependentes, as quais podem ser encontradas em carboidratos e alimentos açucarados. “Os ácidos que a placa produz atacam os dentes, após a ingestão de alimentos. Estes ataques frequentes da placa bacteriana ao esmalte do dente podem causar as cáries”, explica a dentista.
“Toda vez que escovamos os dentes desorganizamos esta estrutura da placa, a qual leva 24 h para se reconstituir. Já o sangramento gengival só irá aparecer após 72 h da presença da placa bacteriana em contato com a gengiva”, completa. A escovação dentária cuidadosa e o uso do fio dental diariamente, minimizam o risco destes ataques, mantendo assim todos saudáveis.
Fabiana ainda lembra que durante as provas, onde o uso de carboidratos em forma de gel são rotineiros os corredores devem tomar um pouco de água após a ingestão, mastigar goma de mascar sem açúcar ou com xylitol, para ajudar na remoção do alimento e neutralização do pH da saliva.
2. Erosão ácida do esmalte
“É causada pela constante ingestão de bebidas isotônicas que possuem o pH baixo (ácido), diminuindo assim o pH salivar, comprometendo a saúde do esmalte dentário”, conta Fabiana. Novamente, um gole de água ou a goma de mascar sem açúcar elevam o pH salivar, minimizando os riscos ao esmalte. Evitar a ingestão de alimentos e bebidas ácidas quando não estiver realizando atividade física, pode ajudar a evitar a erosão ácida.
3- Quebrar o dente
“Dentes com grandes restaurações, tratamento de canal ou próteses podem fraturar com alimentos muito duros. Certifique-se de que suas restaurações ou próteses estejam bem adaptadas, sem infiltrações e evite o risco”, explica.
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4- Respiração oral
“A saliva é um elemento que protege os dentes e, ao respiramos pela boca, além da produção de saliva diminuir, há uma troca da composição salivar. Passando de mais aquosa para mais mucosa. Quanto menor a concentração salivar, maior o risco de cárie, pois os componentes protetores da saliva neutralizam os ácidos bacterianos. Quando a saliva se torna mais mucosa, potencializa a ação bacteriana”, explica. Beber água, além de promover hidratação, restaura o balanço salivar e a goma de mascar também aumenta a produção de saliva.
5 – Apertamento dentário
O apertamento em atletas durante a atividade é comum, pois ao fazer mais força é comum apertar a arcada inferior contra a superior, fechando assim a cadeia muscular. “Quando há uma má posição dentária ou mandibular, temos os músculos fora de sua posição de equilíbrio, podendo gerar dores musculares e dentárias após o treino, assim como causar retrações gengivais em alguns dentes”, conta Fabiana.
Buscar a orientação de um especialista para minimizar ou até mesmo, sanar os problemas de mal posicionamento mandibular e/ou dentário para ter uma mordida equilibrada, pode proporcionar uma melhor performance.
Dependendo de como seus dentes estão posicionados, os músculos se acomodam. A respiração seja ela nasal ou oral também são diretamente influenciadas pela posição da mandíbula e da cabeça. Caso esta alteração muscular comece na postura da cabeça, toda musculatura do corpo pode se reacomodar na tentativa de manter o equilíbrio do corpo.
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