Atletismo · 15 jul, 2011
Segundo texto publicado esta semana no "British Medical Journal", escrito pela médica Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, o conselho de beber cerca de dois litros de água por dia é "nonsense". Eu, particularmente, discordo do texto que ela publicou. Desde que estudo nutrição (há 11 anos), a água sempre foi ponto chave para uma vida saudável.
A água é o maior componente singular do corpo, sendo seu principal constituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatores estabelecidos durante a vida do indivíduo, entre eles a idade, o sexo, a massa muscular, o aumento ou perda de peso, o tecido adiposo, e até mesmo a gravidez ou lactação. Como porcentagem de peso corpóreo, a água varia entre os indivíduos, dependendo da proporção de músculo e tecido adiposo. A água total é maior em atletas do que em não atletas, e diminui significativamente com a idade devido a diminuição da massa muscular.
A água tem diversas funções essenciais em nosso corpo, algumas delas são:
E como saber se a quantidade de água que estamos bebendo está adequada ou não? Inicialmente é importante saber como o corpo controla esta necessidade. A sensação de sede é o principal sinal de que o corpo necessita da ingestão de fluídos (mas, vale ressaltar que é necessária mais atenção em crianças, idosos, doentes e atletas que podem ter este reflexo de sede diminuído). E este controle dá água que precisa ser ingerida versus a água que foi excretada é feito através de um hormônio conhecido como ADH (hormônio antidiurético). Caso a quantidade de água ingerida não seja o suficiente para o organismo, os rins compensam esta falta conservando água e excretando uma urina mais concentrada. Por isso, a urina de quem bebe água adequadamente está sempre clara.
O corpo não possui condição de armazenamento de água; portanto a quantidade de água perdida a cada 24hs deve ser reposta para manter a saúde e a eficiência das funções que ela intermedia. E em caso de esta necessidade não ser reposta, pode ser que a pessoa entre em um quadro de desidratação que pode resultar em dificuldade de concentração, tontura, espasmos musculares, coma e até mesmo a morte em casos graves.
Sob circunstâncias de perdas normais (sem excesso de transpiração por calor excessivo, febre ou prática de atividade física) a perda de líquidos para uma pessoa pode chegar a 2,3 litros/dia. Em tempo quente, esta perda pode chegar a 3,3 litros/dia. A recomendação de ingestão hídrica é de 35ml/kg de peso corpóreo/dia Isso resultaria em aproximadamente 2 litros/dia para uma pessoa de 55kg, ou aproximadamente 2,5 litros/dia para uma pessoa de 70kgs.
Se a pessoa ingerir por dia 300 ml de água proveniente dos alimentos, ainda restam quase dois litros por dia para serem ingeridos através da água ou de outras bebidas. Por todos os motivos que eu expliquei acima, eu continuo a prescrever para os meus pacientes no mínimo dois litros de água por dia. Tenho certeza que mal não fará, pois para que a água cause uma diluição de sódio na corrente sanguínea, a quantidade tem que ser absurdamente alta, ou o sódio estar abaixo por algum outro motivo.
Sendo, assim, beba bastante água e seja feliz!
O texto do jornal britânico pode ser lido no seguinte endereço http://www.bmj.com/content/343/bmj.d4280.
Atletismo · 12 jul, 2011
Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.
Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos inocentes etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.
O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.
O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável
Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão contaminados (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.
Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.
Caminhada · 05 jul, 2011
O Dr. José Marques Neto, em seu novo artigo de medicina esportiva, fala sobre as lesões do menisco, bem como a forma de tratamento e recuperação do paciente.
Os meniscos são análogos aos amortecedores de um veículo, constituindo coxins fibróticos interpostos no interior da articulação dos joelhos, entre os ossos da tíbia e do fêmur, com a função de ajudar a dissipação de forças geradas através dos membros inferiores. Possuem um formato circular e apresentam espessura maior em sua periferia, diminuindo à medida que se dirigem para o interior da articulação dos joelhos.
O menisco medial tem formato mais oval, enquanto que o lateral se apresenta mais circular. Possuem uma parte central chamada de corpo e duas pontas, os cornos anterior e posterior. A lesão dos meniscos, extremamente comum na prática esportiva, ocorre normalmente nos casos em que o pé do praticante permanece fixo no solo e sua coxa roda externamente, provocando um movimento rotacional abrupto em seu joelho.
Esta lesão parece com um pequeno rasgo da substância fibrótica do menisco e pode ser tratada por meio de procedimentos cirúrgicos ou apenas conservadoramente (fisioterapia), dependendo da extensão da lesão e de sua localização no menisco. Sua irrigação sanguínea está presente exclusivamente nas regiões periféricas, portanto lesões que envolvem esta região são mais predisponentes à cicatrização, ao contrário de lesões meniscais mais internas.
As lesões das regiões mais internas são passíveis de tratamento cirúrgico em grande parte dos casos. A recuperação das cirurgias de lesões meniscais é relativamente rápida, contanto que o paciente se dedique às medidas fisioterápicas e enfatize os exercícios de fortalecimento muscular e propriocepção na medida em que forem prescritos pelos médicos e fisioterapeutas.
Atletismo · 01 jul, 2011
Dores na lateral da unha, incômodo? Cutucar muitas vezes é a primeira atitude que tomamos, muitas vezes de forma automática. O podólogo Anderson Schmidt ressalta em seu novo artigo, alguns problemas que essa prática pode ocasionar.
Ao sentirmos algum incomodo no canto dos dedões, é comum termos o reflexo de cutucar.Porém, nunca se deve fazer este tipo de limpeza, pois muita das vezes ao puxar uma pele que está causando desconforto esta poderá inflamar e trazer, além de muita dor, sérios problemas relacionados a infecções e surgimento de patologias perigosíssimas.
Entre elas podemos citar erisipela, doença causada por uma bactéria que costuma penetrar em ferimentos abertos. A erisipela é uma patologia de tratamento demorado, que requer muita paciência e dedicação por parte do paciente, pois se não tomadas as devidas precauções, esta poderá desenvolver uma trombose e aí a coisa ficará bem mais séria!
Neste caso, quem corre deve redobrar a atenção, jamais cutuque ou tente limpar a lateral dos dedões antes de uma prova. Procure um especialista, este saberá como proceder neste caso.
Para mais detalhes, consulte nosso site www.centralfeet.com.br.
É isso aí, até a próxima.
Há exatos nove anos nascia o Portal Webrun, originário do Maratona.com em parceria com a equipe do já consolidado Webventure. Nesses nove anos de história estivemos em muitos locais para cobrir corridas de rua, triathlon, ultramaratonas e outros eventos relacionados.
Para comemorar a data resolvemos publicar as nove melhores fotos registradas em coberturas desde o começo do ano.
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| Triathlon Internacional de Santos. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Meia de Floripa. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Meia Maratona Corpore. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Corrida da Ponte. Foto: Maurício Val/ Divulgação |
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| Mountain Do Costão do Santinho. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Volta à Ilha. Foto: Monique Barleben/ Webrun |
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| Corpore Graacc. Foto: Mariana Araújo/ Webrun |
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| Ironman Brasil 2011. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| XTerra Amazônia. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Atletismo · 15 jun, 2011
Há exatos nove anos nascia o Portal Webrun, originário do Maratona.com em parceria com a equipe do já consolidado Webventure. Nesses nove anos de história estivemos em muitos locais para cobrir corridas de rua, triathlon, ultramaratonas e outros eventos relacionados.
Para comemorar a data resolvemos publicar as nove melhores fotos registradas em coberturas desde o começo do ano.
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| Triathlon Internacional de Santos. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Meia de Floripa. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| Ironman Brasil 2011. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
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| XTerra Amazônia. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Caminhada · 16 maio, 2011
Atualmente cresceu o número de treinadores e praticantes de atividade física regular que questionam a influencia e os benefícios do alongamento sobre o esporte praticado. Para a grande maioria das pessoas, alongar é quase obrigatório, antes de qualquer exercício físico, seja ele de alta ou baixa intensidade, curta ou longa duração, nos mais diversos ambientes, mesmos no mais hostil.
Segundo uma grande revisão bibliográfica feita recentemente pelo GSSI (Gatorade Sports Science Institute), as tradicionais rotinas de alongamento realizadas durante o aquecimento, antes do exercício, podem aumentar a flexibilidade por um curto período de tempo, porém não promovem benefícios para a performance, tão pouco na prevenção de lesões musculares, tendões e ligamentos.
A dor muscular de início tardio, conhecida como dor do dia seguinte, também não se beneficia do alongamento pré e pós atividade. Ainda de acordo com este mesmo estudo, o risco de lesão parece ser menor em indivíduos de melhor condição aeróbica. Imagino que alguns devem estar se perguntando: Então o que eu devo fazer para evitar lesões e ganhar flexibilidade?
A resposta mais aceita atualmente é que flexibilidade pode ser conquistada durante alongamentos em momentos distintos da atividade física propriamente dita. Este alongamento, ou trabalho de flexibilidade, deve preferencialmente ser feito de forma passiva (com auxilio) e com tempo de permanência em cada posição de aproximadamente 30 segundos.
Em relação à prevenção de lesões, devemos nos preocupar mais com o aquecimento antes da atividade, pois este trabalho tem como função aumentar a temperatura corporal e preparar os ligamentos, tendões e músculos para a atividade a ser realizada. Por mais chocante que pareça, o alongamento antes da atividade física pode promover perda de força muscular, o que prejudicará o desempenho físico.
Propor um novo hábito na rotina de exercícios da qualquer pessoa não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se trata de um conceito tão tradicional. Entretanto, diante de uma nova teoria, o bom senso deve sempre prevalecer, além do bem estar de quem busca no esporte um estilo de vida saudável.
Atletismo · 27 abr, 2011
Sabemos que, hoje em dia, a corrida é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Com esse aumento do número de praticantes, será que as orientações a respeito do preparo técnico vão além do tradicional alongamento básico e os polichinelos para aquecimento?
A melhor maneira para se adquirir uma melhor técnica do gesto da corrida é recrutar toda a musculatura específica e praticar exaustivamente os exercícios educativos.
Os efeitos positivos dos exercícios educativos são:
Veja alguns exemplos de exercício educativo e seu objetivo:
Os exercícios educativos são simples e não ocupam muito tempo em sua execução, sendo recomendável realizá-los antes dos treinos para melhoria das técnicas e antes das corridas como forma de aquecimento.
Pratique os exercícios educativos e bons treinos!
Caminhada · 28 mar, 2011
A partir deste mês o Webrun conta com um novo colunista: o professor Thomas Souza, preparador físico com enfoque na qualidade de vida e consultor de atividade física e terceira idade.
Incomum, temível, controverso? Tudo isso se encaixa perfeitamente na cabeça de muitas pessoas quando o assunto é a corrida e o idoso. Mas quem disse que o idoso não pode correr? Visto que essas pessoas que chegam agora à terceira idade por toda sua vida correram em certa parte da vida, não seria agora que deixariam de lado esta prática tão espetacular, promotora de grandes benefícios, para ao menos promover a manutenção dos sistemas orgânicos por um tempo maior, retardando assim o envelhecimento.
Porém, fica claro que, por se tratar de pessoas numa população especial, o treinamento e as práticas de corrida devem ter certas precauções ao colocar o idoso numa pista de corrida. É certa a grande colaboração que o exercício físico traz à população idosa. Isso é de grande valia para a saúde e qualidade de vida que muitas vezes se perde ao chegar nesse ponto da vida, por isso cabe a nós profissionais ir à busca de um treinamento confortável e que leve benefício ao extremo no caso dos nossos alunos.
Tem-se como benefício da corrida melhorar o bem estar geral, a melhora da condição da saúde física e o mais importante: preservar a independência dos praticantes que estão na terceira idade. Vale lembrar que a corrida é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida de todos os praticantes e também dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento, promovendo a completa autonomia nas atividades do cotidiano.
Com todas as alterações que acometem as pessoas de mais idade, há muito sofrimento, sendo que ocorrem restrições quanto a sua capacidade de locomoção, o que pode implicar em quedas e dificuldades na realização de atividades da vida diária, levando a total incapacidade funcional. Por isso, incentivar o idoso a praticar uma atividade é super importante, mais ainda se a atividade estimular sua locomoção e padrão de caminhada, fazendo com que este não se debilite a ponto de sofrer quedas e continuar sua vida sem maiores problemas.
Para que possamos colocar o idoso na pista de corrida devemos atentar a certos fatores importantes quanto aos aspectos de saúde de uma pessoa na terceira idade. Dessa forma teremos uma margem de segurança para um trabalho eficiente e sem riscos.
Cuidados - Devemos em primeiro lugar respeitar a frequência cardíaca máxima, que ao longo dos anos tende a diminuir substancialmente. Trabalhar numa margem segura e confortável ao idoso é imprescindível, tendo sempre em vista a idade, fazendo assim um cálculo correto para determinar o máximo de batimentos que ele deverá alcançar para realizar a prática da corrida de uma maneira saudável e confiável.
Outro fator a que devemos atentar é a pressão sanguínea, que tende a aumentar mais a cada ano, assim para evitar riscos maiores ao coração devemos aferir a pressão inicialmente e após o treinamento da corrida, tendo a implantação de uma planilha que nos evidencia a margem segura nos treinos.
Nunca devemos esquecer que cada um tem um ritmo, cada ser possui sua individualidade biológica, por isso com o idoso não deve existir diferença, deve-se respeitar o ritmo de corrida que este pode alcançar. Com isso, o treinador em posse dos equipamentos para avaliação durante o treino irá controlar toda e qualquer eventualidade que ocorra durante o treinamento.
O alongamento e o aquecimento devem ser realizados sempre antes da corrida, assim prepara-se a musculatura para o esforço que virá. Além disso, melhora a flexibilidade e amplitude de movimento do idoso, que já não é tão boa assim, e ainda colabora para conservar a musculatura a fim de evitar lesões durante a atividade.
Enfim, um idoso correndo, se bem orientado e seguindo as recomendações do treinador, pode chegar aos 100 anos correndo em boa forma física e mental. Incentivar o idoso às boas práticas físicas é necessário e faz bem a todos: a nós profissionais que promovemos o retardamento do envelhecimento e aos idosos que fazendo uma atividade como a corrida, conseguem preservar sua independência funcional. Também há uma elevação na auto estima, visto que o bem estar proporcionado pela corrida tende a elevar o orgulho e alegria do idoso.
Caminhada · 22 mar, 2011
Atualmente, as áreas ligadas à medicina esportiva não se preocupam somente com o tratamento de lesões. Mais do que nunca, a velha máxima que diz é melhor prevenir do que remediar é uma questão colocada com considerável freqüência nos diversos setores da medicina esportiva.
Para que haja um entendimento completo de todos os fatores relacionados à prevenção de lesões em atletas de corrida, é preciso traçar todos os fatores de risco associados a esta modalidade esportiva.
Vamos a alguns fatores de risco bem típicos de atletas de corrida:
Sabemos que uma pessoa sedentária, ao decidir começar a prática esportiva, normalmente está acima de seu peso ideal, o que pode ocasionar uma sobrecarga articular. Uma regra simples para identificar se o atleta está com sobrepeso é fazer o calculo de seu IMC (Índice de Massa Corporal). A fórmula em questão consiste na divisão do peso pela altura do atleta ao quadrado.
Se esse índice estiver acima de 24,9 é preciso cautela ao começar os treinos! O mais recomendado seria iniciar com caminhadas, exercícios de baixo impacto, para depois partir efetivamente para os treinos de corrida.
As patologias prévias são fatores importantes para medirmos a chance de um atleta sofrer uma nova lesão. Quem já teve alguma, fica mais susceptível a sofrer algum outro tipo de lesão por sobrecarga. Por isso é importante tratar lesões de maneira adequada e descobrir qual o fator exato que ocasionou o problema.
É necessário ter bastante atenção com os comuns desconfortos sem diagnósticos médicos, que normalmente aparecem logo após um treino, ou no início de uma corrida, e logo passam. O atleta acaba esquecendo desta dor e continua treinando. Desta forma, uma coisa que pode ser simples, acaba se tornando uma grande lesão por negligência do próprio atleta. Vale destacar que sentir dor nunca é normal e, portanto, sempre que ela aparecer, é necessário procurar orientação médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o prognóstico!
A freqüência de treinos realizada também nos diz se o atleta tem potencial para adquirir uma lesão. Corredores que treinam menos que três vezes por semana e mais do que cinco vezes por semana estão mais sujeitos a sofrer uma lesão. No primeiro caso, por falta de adaptação fisiológica do organismo frente ao estímulo dado, e no segundo, por sobrecarga articular, por não ter um descanso suficiente.
Exercícios extras - Os exercícios de reforço muscular, principalmente em membros inferiores, são essenciais para dissipar corretamente as energias e impactos recebidos durante o esporte. A manutenção de flexibilidade adequada também é importante para manter uma postura correta enquanto se corre, evitando compensações físicas.
Também vale um olhar especial para os exercícios educativos, que coordenam melhor o gesto esportivo, dando mais equilíbrio às passadas, melhorando todo o posicionamento do corpo enquanto se corre. E é aí que entra a necessidade de treinamento com orientação profissional de especialistas em educação física, que conseguem enxergar onde as passadas precisam ser lapidadas, onde que o atleta pode melhorar sua performance, se está com uma postura adequada etc.
Outro fator de risco que merece atenção são os tipos de piso. É importante intercalar asfalto e cimento, com pisos menos rígidos como grama e terra batida, (ou mesmo a esteira), pois desta forma o nível de impacto na musculatura e nas articulações é minimizado.
Por fim, as alterações biomecânicas são as variações do próprio corpo do atleta, como, por exemplo, desvios posturais, joelhos valgos ou varos, pés planos ou cavos, rotações de tronco. Ao perceber algum desvio biomecânico é de suma importância realizar uma avaliação e até mesmo um trabalho postural, como forma de prevenir e curar as lesões já existentes, que algumas vezes tornam-se recorrentes.
Por tudo que foi aqui descrito, fica a impressão de que prevenir de maneira correta é uma questão bastante trabalhosa. Pelo contrário! Apesar dos vários fatores de risco, o trabalho de prevenção é simples e efetivo. Vale à pena investir!
A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.
Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.
O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.
Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].
Atletismo · 17 mar, 2011
A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.
Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.
O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.
Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].