Atletismo · 15 mar, 2011
O colunista do Webrun de medicina esportiva, Dr. Neto, explica mais sobre a trombose venosa profunda. Essa doença pode ser associada a diversos fatores, inclusive longas viagens rodoviárias e aéreas.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição clínica extremamente séria, potencialmente grave, na qual um coágulo sanguíneo entope alguma veia do sistema vascular profundo, geralmente dos membros inferiores. Ele desenvolve uma reação inflamatória do vaso e compromete o fluxo de sangue que estaria retornando ao coração. A TVP é relativamente comum (50 casos/ 100 mil habitantes) e provoca dores nas pernas, edema (inchaço), aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha), e até úlceras de estase (feridas).
O desenvolvimento da trombose venosa profunda pode estar relacionado a alguns fatores, como estase venosa (diminuição da velocidade de circulação do sangue), lesões nas paredes internas dos vasos sanguíneos e aumento da capacidade de coagulação do sangue (hipercoagulabilidade). Ocorre com maior frequência em portadores de determinadas condições predisponentes, como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal.
Pode também estar associado ao tabagismo, a portadores de insuficiência cardíaca, à presença de veias incompetentes (varizes), tumores malignos, obesidade, idade avançada ou história prévia de TVP. Qualquer situação de imobilização prolongada, como períodos longos de recuperação pós-operatória, paralisias ou longas viagens aéreas ou rodoviárias, também podem desencadear o aparecimento da TVP.
Tratamento - O tratamento basicamente envolve a administração de drogas anticoagulantes para que o coágulo seja dissolvido, e a recuperação normalmente é total. Portanto, se o tratamento adequado for instituído, são grandes as chances do paciente se recuperar e retornar ao seu desempenho anterior.
Atletismo · 08 mar, 2011
A Nutrição é um campo de estudo que, assim como tantas outras áreas da saúde humana, há poucas décadas utiliza métodos científicos para tirar suas conclusões daquilo que funciona ou não, do que faz bem ou mal. Um dos maiores desafios na Nutrição é o de estudar o ser humano em um aspecto tão errático e com incontáveis variáveis, o seu hábito alimentar. As pessoas, lembremos, provavelmente devem mentir tanto em anamnese alimentar, quanto em pesquisas sobre hábitos sexuais o que só dificulta.
Por outro lado, os inúmeros nutrientes e variáveis de nossa rotina tornam dificílimo o isolamento dos efeitos de uma substância ou nutriente em nossa saúde. Somemos a isso os mitos que foram sendo criados quando o rigor científico não era regra geral. Afinal, quem nunca ouviu falar que devemos beber de dois a três litros de água por dia? De onde vem esse número? E a ideia de que a temperatura corporal sobe alguns graus com o exercício? Você já viu algum estudo que comprove isso? Eu posso apostar que não, pois o mais recente deve ser mais velho do que eu ou você.
Uma das coisas mais difíceis é você defender algo e depois mudar radicalmente de posição. E foi lendo alguns estudos e um livro magistral que tive que rever com certo constrangimento algumas coisas que sempre acreditei. Basicamente, e toda simplificação de temas complexos é um pouco perigoso, sempre defendi junto com a maioria dos nutricionistas a ideia de que devemos restringir ao máximo o consumo de gorduras saturadas pela sua relação com problemas cardíacos e o colesterol. Mas isso será mesmo verdade? Todo médico ou nutricionista dirá que sim.
Teorias - Nos anos 60, o fisiologista Ancel Keys criou uma teoria que estabeleceu os fundamentos do que pode vir a ser um dos maiores equívocos das ciências da saúde: a relação direta entre gordura, colesterol e problemas cardíacos. As pessoas evitam ovos por causa do colesterol pensando em nunca ter infarto, mas hoje sabemos que a alimentação é responsável por apenas 1/3 dos níveis de colesterol. Mas o pior não é isso, há cada vez mais evidências de que o colesterol e a gordura têm um peso muito menor em nossa saúde.
A economia comportamental, tão em voga atualmente, explica como a teoria de Keys foi se auto-alimentando mesmo trapaceando a ciência. Keys especulou que quanto mais gordura se ingere, mais alto o colesterol e mais riscos temos. Na falta de dados (e eles quase sempre serão inexatos na Nutrição), Keys usou de uma associação totalmente falha e caduca para provar sua tese. Como ela em teoria fazia todo sentido, por décadas centenas de cientistas usaram o viés da confirmação para encontrar apenas resultados que confirmassem a tese de Keys mesmo que para isso e agora o mais importante sem más intenções, deixassem de publicar estudos que contrariassem a tese dessa relação achando que houvera erros metodológicos.
Por que estou dizendo tudo isso?
O excelente livro de Gary Taubes, Good Calories, Bad Calories (ainda não publicado no Brasil), lista uma série infindável de estudos que mostram que a relação gordura-colesterol-infarto não é garantida. O colesterol alto é encontrado em muitos cardiopatas, mas o colesterol baixo também. Keys parece ter acusado um vilão e o julgamento foi mais do que precipitado.
Comer gordura mataria? - Alguns dos estudos são incríveis, mostram que se o colesterol alto mata, ensina que o baixo também mata. Comer gordura mataria? Não comer acaba resultando em mais câncer. Estranho, não? E o que dizer da falta de correlação em inúmeras populações entre consumo de gordura e colesterol e a incidência de problemas cardíacos?
Se o maior erro de Keys foi simplificar algo tão complexo, tornando vilã a gordura quando são inúmeros nutrientes em nossa alimentação, não deixa de ser menos ingênuo menosprezar ou ignorar o peso do estilo de vida da pessoa. Como gordura entupindo vasos fazia sentido e parecia científico, virou verdade e se busca até hoje comprovar que bacon e ovo entopem as artérias.
E então chegamos a um dilema, porque para os estudos mostrando que dieta rica em gordura prejudica nossos casos sanguíneos, há outras mostrando que é inofensiva ou mesmo pode fazer bem.
O vai e vem dos protagonistas
O ovo já foi réu, a gordura trans já foi salvação, Atkins virou celebridade, foi depois execrado e muitas vitaminas já foram tidas como a salvação do futuro. Esse vai e vem não ajuda justamente por gerar descrédito e esperanças vãs. Mas o pior é que ela gera correria em direção ao fogo. Passamos a nos entupir de carboidrato com medo de gordura e cada vez mais a ciência vai descobrindo que os açúcares simples são os grandes vilões. À época, nem Keys nem os demais puderam ver nas entrelinhas que a sombra da gordura fez com que o açúcar e a farinha de trigo (refinada) involuntariamente se inocentassem, justo elas que parecem ser as principais responsáveis pelo imenso aumento nos casos de problemas cardíacos e diabetes.
O assunto é longo. Longe de querer absolver a gordura ou liberar seu consumo os profissionais da saúde precisarão rever completamente suas recomendações porque, se comer menos gordura reduz a ingestão calórica (e o peso tem grande influência em nossa saúde), por outro lado ela parece não ter papel único e central nas doenças do coração.
Se é difícil hoje fugirmos da gordura, as farinhas e açúcar estão igualmente introduzidos por completo em nossas vidas.
Para fechar, a tática de alguns fármacos redutores de colesterol, sob o olhar das novas teorias, é tão efetiva quanto montar uma academia dentro do escritório achando que a simples presença das máquinas nos trará condicionamento. Você pode até reduzir os valores do colesterol, mas o inimigo, ainda nem sequer totalmente identificado, permanece lá em uma forma bem doce.
De um tempo para cá tenho escutando várias vezes a expressão corredores de verdade e confesso que tento entender o que as pessoas querem dizer com isso. Outro dia li que havia um circuito de provas somente para os corredores de verdade e fiquei pensando qual critério utilizariam para aceitar ou não as inscrições. Tempo em provas? Distância já concluída? Número de quilômetros rodados na semana?
Na minha concepção, conheço corredores de elite e amadores. Os de elite são aqueles que vivem profissionalmente da corrida, cuja atividade é sua fonte de renda e sua prioridade na vida. É lógico que além da corrida também possuem família, outros deveres e atividades, mas enquanto atletas de elite, a corrida será sempre o principal.
São aqueles que nasceram geneticamente favorecidos, cujos primeiros resultados de testes e provas superam de longe os melhores resultados da maioria das pessoas esforçadas e com longos anos de treino. Tive um aluno que com pouco tempo de treino orientado correu 32 minutos baixo nos 10 quilômetros. Tempo cuja maioria de nós mortais só poderá fazer em sonhos. Ganhou algumas provas e subiu ao pódio em outras importantes, mas com o tempo e a realidade que vivia na época, teve que decidir entre a corrida e o trabalho em uma empresa, optando pela segunda.
Conheça 10 mitos e verdades sobre as dietas
Já os amadores são aqueles que gostam de correr, que treinam corrida bem ou não, que evoluem bem ou não, sobretudo conforme a disciplina e aplicação nos treinos, mas cuja atividade principal de vida não é a corrida. Incluo neste grande grupo o profissional liberal, o estudante, a mãe de família, o empresário, o pedreiro, o gerente, o administrador de empresas e milhares de outras pessoas que possuem outras profissões, independente de fazerem dez quilômetros abaixo de 40 minutos ou de uma hora.
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| Todos são corredores de verdade. Foto: ekki/ Stock.Xchng |
Ser elite ou não tem total ligação com a genética e em seguida com a opção de vida do cidadão. Sem o primeiro quesito é impossível ser elite, por mais esforçado que o indivíduo seja. É como um cidadão que tem 1m70 de altura querer treinar para chegar aos dois metros. Também é verdade afirmar que com a genética e sem a aplicação nos treinos dá pra fazer bons resultados e impressionar por algum tempo, mas não dá pra ir muito longe.
Quem são? - Já o grupo dos tais corredores de verdade, pelo que escuto e leio de algumas fontes, acredito que por elas inclua os corredores de elite e também um misto de um amador que corra bem e seja aplicado nos treinos. Um maratonista amador sub três horas, por exemplo, ou uma moça que tem outra profissão, mas que corra dez quilômetros sub 45min ou uma meia abaixo de 1h40.
Para quem não é elite, é muito difícil atingir determinadas metas. Naturalmente será necessária bastante aplicação nos treinos e muitas renúncias, mas aí eu pergunto aonde encaixamos aqueles corredores acima do peso, sem qualquer biótipo, que não chegam a participar de muitas provas, ou que correm maratona acima de 4h30, mas que encontramos todos os dias correndo às 6h30 da manhã ou mais cedo? E aquele senhor de 70 anos que corre todos os dias no parque e não mais participa de provas? Seria justo dizer que estes não são corredores de verdade?
Quem é mais corredor de verdade, aquele que nasceu favorecido pela genética e que corre dez quilômetros em 45 minutos mesmo sem treinar muito, ou aquele cujos pais são obesos, que sofre de hipertensão, de obesidade, que trabalha várias horas por dia e se esforça para correr dez quilômetros em uma hora?
Divisão dos amadores - Se tivesse que fazer uma divisão mais justa entre os amadores, os dividiria entre os que têm boa genética para a corrida e que treinam sério, os que não têm boa genética para a corrida, mas que também treinam sério, os que correm mais para se divertir, relaxar e ampliar sua rede de relacionamentos, mas que não treinam tão sério e os que inventam as mais variadas desculpas para não treinar direito e ou correm por modismo.
Talvez dividir entre corredores sérios, não tão sérios e não sérios, independente de nível técnico, mas dizer que só é corredor de verdade quem faz tempo abaixo de X, quem corre de tanto por semana para cima e quem corre visando performance, particularmente acho uma grande injustiça com os milhares de corredores esforçados que acordam cedo todos os dias para treinar. Também com os que treinam na hora do almoço ou ao final de um duro dia de trabalho e que muitas vezes em função de suas limitações genéticas e de agenda, treinam com muito mais sacrifício que os que correm mais forte ou maiores distâncias por semana.
Atletismo · 02 fev, 2011
De um tempo para cá tenho escutando várias vezes a expressão corredores de verdade e confesso que tento entender o que as pessoas querem dizer com isso. Outro dia li que havia um circuito de provas somente para os corredores de verdade e fiquei pensando qual critério utilizariam para aceitar ou não as inscrições. Tempo em provas? Distância já concluída? Número de quilômetros rodados na semana?
Na minha concepção, conheço corredores de elite e amadores. Os de elite são aqueles que vivem profissionalmente da corrida, cuja atividade é sua fonte de renda e sua prioridade na vida. É lógico que além da corrida também possuem família, outros deveres e atividades, mas enquanto atletas de elite, a corrida será sempre o principal.
São aqueles que nasceram geneticamente favorecidos, cujos primeiros resultados de testes e provas superam de longe os melhores resultados da maioria das pessoas esforçadas e com longos anos de treino. Tive um aluno que com pouco tempo de treino orientado correu 32 minutos baixo nos 10 quilômetros. Tempo cuja maioria de nós mortais só poderá fazer em sonhos. Ganhou algumas provas e subiu ao pódio em outras importantes, mas com o tempo e a realidade que vivia na época, teve que decidir entre a corrida e o trabalho em uma empresa, optando pela segunda.
Conheça 10 mitos e verdades sobre as dietas
Já os amadores são aqueles que gostam de correr, que treinam corrida bem ou não, que evoluem bem ou não, sobretudo conforme a disciplina e aplicação nos treinos, mas cuja atividade principal de vida não é a corrida. Incluo neste grande grupo o profissional liberal, o estudante, a mãe de família, o empresário, o pedreiro, o gerente, o administrador de empresas e milhares de outras pessoas que possuem outras profissões, independente de fazerem dez quilômetros abaixo de 40 minutos ou de uma hora.
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| Todos são corredores de verdade. Foto: ekki/ Stock.Xchng |
Ser elite ou não tem total ligação com a genética e em seguida com a opção de vida do cidadão. Sem o primeiro quesito é impossível ser elite, por mais esforçado que o indivíduo seja. É como um cidadão que tem 1m70 de altura querer treinar para chegar aos dois metros. Também é verdade afirmar que com a genética e sem a aplicação nos treinos dá pra fazer bons resultados e impressionar por algum tempo, mas não dá pra ir muito longe.
Quem são? - Já o grupo dos tais corredores de verdade, pelo que escuto e leio de algumas fontes, acredito que por elas inclua os corredores de elite e também um misto de um amador que corra bem e seja aplicado nos treinos. Um maratonista amador sub três horas, por exemplo, ou uma moça que tem outra profissão, mas que corra dez quilômetros sub 45min ou uma meia abaixo de 1h40.
Para quem não é elite, é muito difícil atingir determinadas metas. Naturalmente será necessária bastante aplicação nos treinos e muitas renúncias, mas aí eu pergunto aonde encaixamos aqueles corredores acima do peso, sem qualquer biótipo, que não chegam a participar de muitas provas, ou que correm maratona acima de 4h30, mas que encontramos todos os dias correndo às 6h30 da manhã ou mais cedo? E aquele senhor de 70 anos que corre todos os dias no parque e não mais participa de provas? Seria justo dizer que estes não são corredores de verdade?
Quem é mais corredor de verdade, aquele que nasceu favorecido pela genética e que corre dez quilômetros em 45 minutos mesmo sem treinar muito, ou aquele cujos pais são obesos, que sofre de hipertensão, de obesidade, que trabalha várias horas por dia e se esforça para correr dez quilômetros em uma hora?
Divisão dos amadores - Se tivesse que fazer uma divisão mais justa entre os amadores, os dividiria entre os que têm boa genética para a corrida e que treinam sério, os que não têm boa genética para a corrida, mas que também treinam sério, os que correm mais para se divertir, relaxar e ampliar sua rede de relacionamentos, mas que não treinam tão sério e os que inventam as mais variadas desculpas para não treinar direito e ou correm por modismo.
Talvez dividir entre corredores sérios, não tão sérios e não sérios, independente de nível técnico, mas dizer que só é corredor de verdade quem faz tempo abaixo de X, quem corre de tanto por semana para cima e quem corre visando performance, particularmente acho uma grande injustiça com os milhares de corredores esforçados que acordam cedo todos os dias para treinar. Também com os que treinam na hora do almoço ou ao final de um duro dia de trabalho e que muitas vezes em função de suas limitações genéticas e de agenda, treinam com muito mais sacrifício que os que correm mais forte ou maiores distâncias por semana.
O ano de 2010 foi marcado por diversos acontecimentos, entre eles a quebra de recordes, a inclusão de novas provas no calendário e a vitória brasileira em diversas modalidades. Confira a seguir os principais fatos da temporada.
Janeiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Outubro
Novembro
Dezembro
Atletismo · 04 jan, 2011
O ano de 2010 foi marcado por diversos acontecimentos, entre eles a quebra de recordes, a inclusão de novas provas no calendário e a vitória brasileira em diversas modalidades. Confira a seguir os principais fatos da temporada.
Janeiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Outubro
Novembro
Dezembro
Atletismo · 15 dez, 2010
Nome: Ana Silvia Ferreira Martins
Idade: 41
Dúvida: Gostaria de saber quantos tipos de esporão calcâneo existem?
Resposta: Olá Ana.
Existem dois: um em baixo do calcâneo (onde você pisa) e um que fica atrás (onde o sapato encosta), na inserção do tendão de Aquiles. Esse geralmente é associado à Síndrome de haglund- esporão, bursite tendinite.
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814.
Atletismo · 15 dez, 2010
Sem dúvida este problema faz parte do cotidiano de muitos corredores pelo mundo afora. Tecnicamente descrita como síndrome do stress tibial medial, a popular canelite nada mais é do que a irritação e a inflamação de uma faixa de periósteo (membrana que recobre o osso) da tíbia na parte frontal da perna ("canela"), que cursa com dor e dificuldade para caminhar e/ou correr.
Ocorre por ocasião de um aumento súbito e desproporcional do volume de treino (frequência, intensidade) sem que os músculos da parte frontal da perna estejam adequadamente preparados para atenuar esta mudança de solicitação mecânica sobre o aparelho músculo-esquelético. Ou seja, os músculos não estão suficientemente fortes para suportar o aumento de carga.
Acredita-se que esta lesão seja precursora da temível fratura de stress, portanto deve ser encarada com a devida importância. De tratamento eminentemente conservador, ela responde bem às medidas fisioterápicas para analgesia, como eletroterapia e crioterapia (compressas de gelo) e diminuição do ritmo de treino. Medicação antiinflamatória não deve ser prescrita por mais do que alguns dias e o corredor deve procurar enfatizar atividades aeróbicas alternativas durante este período de recuperação, como bicicleta, "spinning", natação ou hidroginástica.
A prevenção vem com o fortalecimento da musculatura da face anterior da perna (principalmente o músculo tibial anterior) e mudanças de alguns fatores extrínsecos do treinamento, como o uso de calçados adequados, preferência por treinos em superfícies mais macias, aumento progressivo de volume e intensidade de treino, calendário racional de corridas e respeito aos alertas do corpo, como a dor na região. Todo cuidado é pouco, pois esta é uma lesão que pode levar a uma situação crônica e se transformar em algo de difícil tratamento.
O Webrun lança esta semana uma Seção de Vídeos com dicas, entrevistas, técnicas e demais assuntos ligados às corridas de rua e triathlon. Dividida por categorias e temas, os leitores poderão navegar e assistir aos vídeos produzidos pela equipe de jornalismo do portal.
Treinadores, médicos, organizadores de eventos e atletas falarão sobre os assuntos ligados ao meio esportivo. Logo de início será possível acompanhar um pouco mais sobre o perfil dos atletas amadores na opinião do técnico Cláudio Castilho, acompanhar o que aconteceu na Maratona do Rio, conhecer as principais lesões do esporte e saber os bastidores da organização do Ironman Brasil.
Além de uma seção fixa na página principal do Portal, também é possível acessar diretamente a Home de Vídeos.
Atletismo · 14 dez, 2010
O Webrun lança esta semana uma Seção de Vídeos com dicas, entrevistas, técnicas e demais assuntos ligados às corridas de rua e triathlon. Dividida por categorias e temas, os leitores poderão navegar e assistir aos vídeos produzidos pela equipe de jornalismo do portal.
Treinadores, médicos, organizadores de eventos e atletas falarão sobre os assuntos ligados ao meio esportivo. Logo de início será possível acompanhar um pouco mais sobre o perfil dos atletas amadores na opinião do técnico Cláudio Castilho, acompanhar o que aconteceu na Maratona do Rio, conhecer as principais lesões do esporte e saber os bastidores da organização do Ironman Brasil.
Além de uma seção fixa na página principal do Portal, também é possível acessar diretamente a Home de Vídeos.
Atletismo · 14 dez, 2010
Nome: Tânia Facchinetti
Idade: 59
Dúvida: De uma hora para outra comecei a sentir dor no calcanhar e fui ao ortopedista que constatou ser esporão. Estou apavorada, pois pelo que tenho lido cheguei a conclusão de que não tem cura. Porém soube de uma injeção que é aplicada no calcanhar e que resolve. É verdade? Que injeção é essa?
Resposta: Oi Tânia,
A infiltração é feita com corticoide e não garante a resolução do quadro inflamatório. O esporão, como é osso, realmente não sai, mas as dores causadas, sim. O ideal é você achar um especialista pra te avaliar e tratar de acordo com seu perfil.
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814.
Caminhada · 13 dez, 2010
Nome: Silveria
Idade: 47
Dúvida: Fiz RX do pé e no laudo veio: calcificação na inserção do tendão de aquiles. O que é calcificação de tendão? Não tenho dor,o que fazer para prevenir?
Resposta: Olá Silveria.
Significa que seu tendão tem uma área onde ele se prende ao osso com calcificação, ou seja, uma ponta de osso foi formada talvez por excesso de impacto ou tração, falta de alongamento ou até mesmo degeneração. Se você não tem dor, é certo querer prevenir, mas antes é preciso descobrir a causa, sendo assim só com o especialista em tornozelo e pé analisando o seu caso para usar os artifícios que corretos ara combater a evolução.
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814.
Caminhada · 13 dez, 2010
Uma pesquisa recente causou preocupação entre os que estudam o crescimento da obesidade no mundo. Nos EUA o censo local apontou um aumento da população com IMC acima do recomendado (25), porém quando questionados sobre o próprio peso, há um aumento considerável do número de pessoas que agora se acha em forma. Ou seja, como indivíduos nos consideramos em forma, mas como população estamos de fato bem mais gordos.
O problema é que as pessoas parecem cada vez mais perder a referência do que seria estar em forma quando ela se vê rodeada por gente com sobrepeso. Por muitos anos o estudo da Nutrição apenas buscava informações sobre a composição dos alimentos e quais os efeitos em nosso organismo do consumo de gordura, carboidrato e proteína. Ainda há, obviamente, muita coisa muito útil sendo produzida nesse sentido e há também muita coisa interessante sendo produzida para compreendermos melhor hormônios e também alguns micronutrientes ainda não muito bem compreendidos.
A grande limitação dessa linha de pesquisa é que diferentemente de ratos, o ser humano é muito complexo, se não conseguimos sequer controlar bem a ingestão de proteína, como vamos controlar o de inúmeras vitaminas ou minerais? Não se consegue. Eu acredito que cada vez mais, mudanças no comportamento referente à nossa alimentação não terá absolutamente nada ligado à composição dos alimentos, mas ao nosso comportamento.
Treinadores vivem dizendo que não regulamos bem o mecanismo de sede. Isso é bobagem! Controlamos muito bem a sede, ela é quase tão automática quanto a respiração, ninguém morre de sede. O que não controlamos nada bem é a sensação de fome nem a necessidade de algum nutriente em particular, por mais vital que ele seja.
Estudos - Três estudos me chamaram muito a atenção recentemente. Em um deles as pessoas perdiam a vontade de comer quando havia um obeso desconhecido comendo, mas quando havia um magro qualquer as pessoas tinham um maior desejo pelo alimento. Um segundo estudo longitudinal mostra que quanto mais pessoas de nosso círculo social têm sobrepeso, maior é o nosso peso por assimilação de costumes e hábitos! Diga-me com quem andas....
Já em um terceiro estudo, algumas escolas americanas alteraram a distribuição dos alimentos na cantina com resultados mais do que surpreendentes, pois com mudanças como deixar a bebida saudável à frente do refrigerante ou apenas perguntando se o aluno gostaria de comer salada resultou em melhoras de até 120% em alguns medidores. Sou suspeito, porque sou grande entusiasta do uso da Economia Comportamental também na Nutrição. Como já escrevi aqui a respeito, mais do que saber quantas calorias há em alguns pratos (eu confesso, não sei a maioria deles sem nenhuma vergonha) é preciso que saibamos coisas básicas ditas por qualquer avó: varie os alimentos, coma frutas, verduras e legumes, faça várias refeições ao dia, e não abuse (principalmente) do açúcar, gorduras e frituras. Quem nunca ouviu isso?
Mas o que pouca gente sabe é que comemos mais quando nossos amigos também comem, exageramos quando o prato (ou a tigela da guloseima) é grande, doces em potes de vidro (são sempre visíveis!) nos faz comer mais vezes, na frente da TV comemos a mais e por aí vai. Por sua vez, quando a fruta fica lá na gaveta no pé da geladeira longe de nossa vista, ela fica esquecida, a simples palavra natural ou light faz que comamos ainda mais (!) se comparado à versão normal e sempre que tentamos calcular calorias na base do olho, nos damos muito mal. E essas armadilhas não discriminam ninguém, desde quem mal sabe ler até quem tem PhD.
O segredo, pois, parece estar mais em percebemos pequenos truques para controlar nossa vontade pelos pecados sem esquecermos obviamente o que é uma boa educação alimentar (vitaminas, minerais...).