Ultra Maratona

Alimentação saudável dispensa uso de cosméticos e garante saúde e beleza

Atualmente as drogarias estão reservando cada vez mais espaço em seu estoque para abrigar os múltiplos produtos cosméticos, que prometem saúde e beleza. Porém, manter uma alimentação saudável pode trazer todos os benefícios encontrados nas cápsulas ou cremes espalhados pelas prateleiras.

Segundo a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira, cabelos sedosos, pele hidratada e sem acne, além de unhas fortes têm relação direta com o que comemos. “A alimentação equilibrada e balanceada é o que fornece as vitaminas e minerais essenciais para essas áreas do corpo”, informa.

Água de coco: bom para a pele, saúde e cabelos!

Pele - Além de prejudicar a saúde do fígado, a ingestão de álcool em excesso também pode aumentar a oleosidade da pele. “Os alimentos como o leite de vaca, açúcar ou uma dieta rica em aminoácidos e gorduras, sejam insaturadas, saturadas ou trans, devem ser evitados por pessoas que apresentam pele oleosa, pois aumenta o trabalho das glândulas sebáceas, o que gera acne”, completa a nutricionista.

Para pessoas com pele seca, a sugestão é ingerir alimentos com menos gordura e grande teor de água. “Melancia, abacaxi, melão, pêra, laranja e limão são ótimos hidratantes. O adequado é que se busque uma dieta rica e mesclada em frutas, legumes e verduras, respeitando a quantidade ideal diária, para cada indivíduo, de carboidratos, proteínas e gorduras”, indica Joyce.

Outro segredo para ter uma pele aveludada é dar um basta nas comidas fast food, que são repletas de gordura. “Os alimentos industrializados, com muito corante e conservante, como os salgadinhos, só fazem mal à beleza. Além deles, a combinação de hambúrguer e batata frita, cheia de gordura, também não ajuda a deixar a pele e o cabelo mais vistosos”, afirma a profissional de saúde.

Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng
Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng

Cabelos - De acordo com Joyce, alimentos ricos em zinco, manganês, selênio e ferro, assim como vitaminas C, K e complexo B são essenciais para dar vitalidade aos fios. “Produtos ricos em enxofre também devem ser introduzidos na dieta, pois a substância é um mineral básico para a formação de queratina, proteína que dá estrutura às madeixas”, conta.

A nutricionista também lembra que fios bem nutridos resistem melhor a agressões externas, diferente de quando estão pobres, com um bulbo capilar enfraquecido. “Para ter cabelos fortes, a dieta deve ser rica em proteínas de alto valor biológico, como carne, peixe, ovos, iogurte desnatado, verduras, frutas, sementes oleaginosas, grãos e cereais integrais”, enumera.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

Unhas - Não adianta nada marcar hora toda semana na manicure se a alimentação não está sendo suficiente para manter as unhas fortes. Para isso, a profissional recomenda a ingestão de biotina, uma substância presente em peixes de água salgada, gema cozida e grãos integrais.

As vitaminas do complexo B e aminoácidos também são bem-vindas. “Não esqueça de colocar na dieta alimentos ricos em vitamina C, encontrada na laranja, limão, morango e goiaba, além de vitamina E, presente em vegetais de folhas verde escura e oleaginosas”, complementa Joyce.

Quando as unhas ficam quebradiças ou esbranquiçadas, é um alerta do organismo para carência de cálcio, zinco e magnésio. “Recorra a sementes de abóbora e girassol sem casca, brócolis, couve-de-bruxelas, lentilha, repolho, carnes magras, feijões e cereais integrais. Essa são boas fontes desses minerais fortalecem as unhas e as deixam mais bonitas e resistentes”, conclui a nutricionista.


Alimentação saudável dispensa uso de cosméticos e garante saúde e beleza

Atletismo · 27 ago, 2013

Atualmente as drogarias estão reservando cada vez mais espaço em seu estoque para abrigar os múltiplos produtos cosméticos, que prometem saúde e beleza. Porém, manter uma alimentação saudável pode trazer todos os benefícios encontrados nas cápsulas ou cremes espalhados pelas prateleiras.

Segundo a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira, cabelos sedosos, pele hidratada e sem acne, além de unhas fortes têm relação direta com o que comemos. “A alimentação equilibrada e balanceada é o que fornece as vitaminas e minerais essenciais para essas áreas do corpo”, informa.

Água de coco: bom para a pele, saúde e cabelos!

Pele - Além de prejudicar a saúde do fígado, a ingestão de álcool em excesso também pode aumentar a oleosidade da pele. “Os alimentos como o leite de vaca, açúcar ou uma dieta rica em aminoácidos e gorduras, sejam insaturadas, saturadas ou trans, devem ser evitados por pessoas que apresentam pele oleosa, pois aumenta o trabalho das glândulas sebáceas, o que gera acne”, completa a nutricionista.

Para pessoas com pele seca, a sugestão é ingerir alimentos com menos gordura e grande teor de água. “Melancia, abacaxi, melão, pêra, laranja e limão são ótimos hidratantes. O adequado é que se busque uma dieta rica e mesclada em frutas, legumes e verduras, respeitando a quantidade ideal diária, para cada indivíduo, de carboidratos, proteínas e gorduras”, indica Joyce.

Outro segredo para ter uma pele aveludada é dar um basta nas comidas fast food, que são repletas de gordura. “Os alimentos industrializados, com muito corante e conservante, como os salgadinhos, só fazem mal à beleza. Além deles, a combinação de hambúrguer e batata frita, cheia de gordura, também não ajuda a deixar a pele e o cabelo mais vistosos”, afirma a profissional de saúde.

Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng
Alimentação balanceada dispensa uso de produtos estéticos. Foto: Beermug / stock.xchng

Cabelos - De acordo com Joyce, alimentos ricos em zinco, manganês, selênio e ferro, assim como vitaminas C, K e complexo B são essenciais para dar vitalidade aos fios. “Produtos ricos em enxofre também devem ser introduzidos na dieta, pois a substância é um mineral básico para a formação de queratina, proteína que dá estrutura às madeixas”, conta.

A nutricionista também lembra que fios bem nutridos resistem melhor a agressões externas, diferente de quando estão pobres, com um bulbo capilar enfraquecido. “Para ter cabelos fortes, a dieta deve ser rica em proteínas de alto valor biológico, como carne, peixe, ovos, iogurte desnatado, verduras, frutas, sementes oleaginosas, grãos e cereais integrais”, enumera.

Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico

Unhas - Não adianta nada marcar hora toda semana na manicure se a alimentação não está sendo suficiente para manter as unhas fortes. Para isso, a profissional recomenda a ingestão de biotina, uma substância presente em peixes de água salgada, gema cozida e grãos integrais.

As vitaminas do complexo B e aminoácidos também são bem-vindas. “Não esqueça de colocar na dieta alimentos ricos em vitamina C, encontrada na laranja, limão, morango e goiaba, além de vitamina E, presente em vegetais de folhas verde escura e oleaginosas”, complementa Joyce.

Quando as unhas ficam quebradiças ou esbranquiçadas, é um alerta do organismo para carência de cálcio, zinco e magnésio. “Recorra a sementes de abóbora e girassol sem casca, brócolis, couve-de-bruxelas, lentilha, repolho, carnes magras, feijões e cereais integrais. Essa são boas fontes desses minerais fortalecem as unhas e as deixam mais bonitas e resistentes”, conclui a nutricionista.

Shaker portátil promete dissolver suplementos por completo

Atletismo · 23 ago, 2013

Apesar dos fabricantes de suplementos tentarem sempre diminuir o gosto ruim dos produtos com o uso de sabores artificiais, uma coisa ainda incomoda os usuários: a difícil dissolução do produto em água. Mesmo com o uso de liquidificadores, não é raro a substância final ficar “empelotada”.

Por isso, a empresa EsportePlay coloca no mercado o Shaker MixerTwist, uma espécie de liquidificador portátil, que não utiliza lâminas para misturar o suplemento. A vantagem do produto é a facilidade que o atleta tem de levá-lo para os treinos na academia, parques ou até em trilhas.

O shaker possui um motor de nove RPM, por isso consegue misturar os ingredientes com rapidez e facilidade, porém não processa alimentos sólidos, como frutas. Com funcionamento a pilha, a novidade dispensa o uso de fios e a mistura pode ser bebida direto do recipiente.

Produto também tem versão na cor rosa. Foto: Divulgação/ EsportePlay
Produto também tem versão na cor rosa. Foto: Divulgação/ EsportePlay

O Shaker MixerTwist é vendido em duas medidas, 350 ml e 800 mil, com preço de R$ 88 e R$ 99 respectivamente. Os interessados podem garantir o produto no site esporteplay.com.br.

Quer saber como o aparelho funciona? Então confira o vídeo:

Trekking poles ajudam na subida e na descida: saiba como usá-los

Trail Runner, tudo bem? Muitos leitores enviam algumas sugestões de temas e tento sempre elucidar algo a respeito. Hoje, a coluna tratará do uso de trekking poles e adaptação dos treinos a mochilas de hidratação com mais de três quilos.

Trekking poles são aqueles bastões que os corredores de montanha costumam carregar nas provas. Sua uitlidade é um diferencial nas corridas com desnível positivo relevante. Mas como eles nos ajudam?

Apoio na subida- Quando estamos em uma subida íngreme, mesmo estando muito treinados, é necessário andarmos um pouco. Lembrem-se: devemos tentar manter nosso metabolismo aeróbio estável (steady-state) evitando picos de esforço muito altos que provoquem acúmulo de lactato e consequentemente nível de fadiga elevado. Logo, mesmo caminhando, devemos otimizar essa caminhada, ou seja, ganharmos um pouco mais de velocidade.

Os bastões dividem a força que fazemos com as pernas, assim temos mais músculos envolvidos na biomecânica. Assim sendo, aumentamos nosso ritmo sem aumentarmos nossa sensação de esforço. Outra ajuda importante é em relação a nossa musculatura lombar (paravertebral). Como nosso tronco está demasiado projetado à frente, a ação da gravidade atua com muita força sobre essa parte do corpo, ocasionando um alto nível de dores lombares. Com o apoio do bastão conseguimos aliviar essa tensão e canalizar esforços para nos movimentar. Mais um ponto para aumentarmos a velocidade. Para fecharmos essas características, os bastões ajudam a dar cadência em nossas passadas, facilitando mantermos o ritmo mais consistente.

Nessas situações descritas acima não vejo necessidade de grandes períodos de treino para adaptação. O uso dos bastões é relativamente fácil.

O trekking pole ajuda a dividir a sobrecarga na lombar em subidas íngremes - Foto: Vagabon9/ Stock.xchng
O trekking pole ajuda a dividir a sobrecarga na lombar em subidas íngremes - Foto: Vagabon9/ Stock.xchng

Cuidado nas descidas- Em algumas descidas íngremes e com curvas fechadas, os bastões também nos ajudam. Mas para isso, nessa situação, muito treino! Vejam os esquiadores descendo as montanhas nos “slalons” e tente reproduzir. Os bastões facilitam as freadas bruscas e reaceleração nas curvas.

Contudo, em descidas muito técnicas, com pisos cheio de obstáculos (raízes e pedras), os bastões costumam atrapalhar nossa corrida. Inclusive quando caímos. Logo, é importante que nós saibamos colocar e tirar os bastões de nossas mochilas. Deve-se praticar em casa exaustivamente, para não perdermos tempo nas provas e também evitar ficarmos irritados.

Saber cair em trilhas é tão importante quanto descer rápido

Bagageiro cheio- Quando somos obrigados a carregar mochilas com itens obrigatórios, carregamos um peso extra de três a cinco quilos (contando 1,5 litro de água). O que fazer? Basta você começar a treinar, qualquer que seja seu treino, carregando a mochila. Não precisa carregar o material específico, mas pode colocar 2 garrafas de isotônico de 500ml, comida extra e simular o mesmo peso. Algumas mochilas permitem que a água seja carregada na frente, em duas garrafas squeeze. Talvez você se sinta mais confortável distribuindo o peso assim, ao invés de tudo na parte das costas. Experimente!

Acessórios que podemos utilizar nas Corridas de Montanha

Não desista nunca! Cruze a linha de chegada!


Trekking poles ajudam na subida e na descida: saiba como usá-los

Corrida de Montanha · 21 ago, 2013

Trail Runner, tudo bem? Muitos leitores enviam algumas sugestões de temas e tento sempre elucidar algo a respeito. Hoje, a coluna tratará do uso de trekking poles e adaptação dos treinos a mochilas de hidratação com mais de três quilos.

Trekking poles são aqueles bastões que os corredores de montanha costumam carregar nas provas. Sua uitlidade é um diferencial nas corridas com desnível positivo relevante. Mas como eles nos ajudam?

Apoio na subida- Quando estamos em uma subida íngreme, mesmo estando muito treinados, é necessário andarmos um pouco. Lembrem-se: devemos tentar manter nosso metabolismo aeróbio estável (steady-state) evitando picos de esforço muito altos que provoquem acúmulo de lactato e consequentemente nível de fadiga elevado. Logo, mesmo caminhando, devemos otimizar essa caminhada, ou seja, ganharmos um pouco mais de velocidade.

Os bastões dividem a força que fazemos com as pernas, assim temos mais músculos envolvidos na biomecânica. Assim sendo, aumentamos nosso ritmo sem aumentarmos nossa sensação de esforço. Outra ajuda importante é em relação a nossa musculatura lombar (paravertebral). Como nosso tronco está demasiado projetado à frente, a ação da gravidade atua com muita força sobre essa parte do corpo, ocasionando um alto nível de dores lombares. Com o apoio do bastão conseguimos aliviar essa tensão e canalizar esforços para nos movimentar. Mais um ponto para aumentarmos a velocidade. Para fecharmos essas características, os bastões ajudam a dar cadência em nossas passadas, facilitando mantermos o ritmo mais consistente.

Nessas situações descritas acima não vejo necessidade de grandes períodos de treino para adaptação. O uso dos bastões é relativamente fácil.

O trekking pole ajuda a dividir a sobrecarga na lombar em subidas íngremes - Foto: Vagabon9/ Stock.xchng
O trekking pole ajuda a dividir a sobrecarga na lombar em subidas íngremes - Foto: Vagabon9/ Stock.xchng

Cuidado nas descidas- Em algumas descidas íngremes e com curvas fechadas, os bastões também nos ajudam. Mas para isso, nessa situação, muito treino! Vejam os esquiadores descendo as montanhas nos “slalons” e tente reproduzir. Os bastões facilitam as freadas bruscas e reaceleração nas curvas.

Contudo, em descidas muito técnicas, com pisos cheio de obstáculos (raízes e pedras), os bastões costumam atrapalhar nossa corrida. Inclusive quando caímos. Logo, é importante que nós saibamos colocar e tirar os bastões de nossas mochilas. Deve-se praticar em casa exaustivamente, para não perdermos tempo nas provas e também evitar ficarmos irritados.

Saber cair em trilhas é tão importante quanto descer rápido

Bagageiro cheio- Quando somos obrigados a carregar mochilas com itens obrigatórios, carregamos um peso extra de três a cinco quilos (contando 1,5 litro de água). O que fazer? Basta você começar a treinar, qualquer que seja seu treino, carregando a mochila. Não precisa carregar o material específico, mas pode colocar 2 garrafas de isotônico de 500ml, comida extra e simular o mesmo peso. Algumas mochilas permitem que a água seja carregada na frente, em duas garrafas squeeze. Talvez você se sinta mais confortável distribuindo o peso assim, ao invés de tudo na parte das costas. Experimente!

Acessórios que podemos utilizar nas Corridas de Montanha

Não desista nunca! Cruze a linha de chegada!

Americanos criam fone sem fio para ser utilizado atrás da orelha

Atletismo · 15 ago, 2013

Existem pessoas que não abrem mão de escutar a música preferida enquanto praticam exercício, um hábito que pode ser gostoso e perigoso ao mesmo tempo, já que com o acessório é impossível perceber o que acontece ao redor. Porém, é comum sentir um desconforto com os auriculares, que podem sair facilmente da orelha ou até atrapalhar o treino de outros esportistas.

Por isso, um grupo de professores e pesquisadores norte americanos criou o Sound Band, um fone de ouvido que dispensa o uso de auto-falantes, não tem fios e não bloqueia a audição para sons externos. A novidade também se ajusta pelo pescoço e funciona por meio de vibrações atrás da orelha.

Fomes ficam mudos quando não estão encostados em nada. Foto: Divulgação/ Hybra Advance Technology
Fomes ficam mudos quando não estão encostados em nada. Foto: Divulgação/ Hybra Advance Technology

Por meio de uma tecnologia chamada “surface sound technology”, o usuário pode utilizar os fones enquanto conversa ou fala no telefone. Quando não está próximo a nada, ele fica completamente mudo.

O aparelho ainda não foi lançado no mercado porque os criadores necessitavam de um recurso financeiro de 175 mil dólares. Porém, faltando 29 dias para as ofertas acabarem, foi arrecadado 350.780 mil dólares. A partir de 75 dólares, o investidor leva o aparelho para casa.

Para saber mais sobre a novidade, confira o vídeo abaixo:


Musculação é uma grande aliada para corredores: entenda os benefícios

A corrida de rua e a musculação são duas atividades que por muito tempo foram consideradas concorrentes, ou seja, uma influenciava negativamente na melhora de rendimento da outra.

Esse pensamento fazia sentido já que na corrida de fundo, ou provas de endurance, quanto menor o peso corporal (e isso inclui inclusive a redução da massa magra), mais leve o atleta ficaria e consequentemente mais rápido ele se tornaria, caso bem condicionado. Por isso acreditava-se que treinos de força geravam resultados insatisfatórios para um atleta que buscasse melhorar seu tempo em uma maratona, por exemplo.

Porém, com a melhor compreensão da fisiologia e da biomecânica humana, profissionais de educação física concluíram que o ganho de força ajuda o corredor a gastar menos energia, já que músculos bem desenvolvidos geram economia de movimento por conta da eficiência do gesto motor. Além disso, é essencial para evitar lesões.

“O treinamento de força pode ajudar na economia de corrida, além de prevenir lesões, já que o movimento excêntrico (alongamento dos músculos) é o que mais causa lesões.”, explica Ronaldo Martinelli, professor de educação física e treinador de corrida da Bio Ritmo.

Fases dos treinos- Como em qualquer outra atividade física, o treinamento de força voltado para corredores precisa seguir uma estruturação que vai de planos de treinos mais simplificados aos mais complexos. “A primeira fase é a geral, onde os exercícios acontecem em aparelhos. Na segunda etapa o gesto motor da corrida é estudado e o professor cria exercícios em cima desses movimentos. São os chamados exercícios funcionais”, detalha Martinelli.

Musculação para corredores: como melhorar seu rendimento

Recuperando a massa- Outro benefício que a musculação pode gerar aos corredores é a manutenção da qualidade dos treinamentos e competições. Em provas muito longas o nosso organismo entra em processo catabólico, ou seja, há processamento de matéria orgânica para gerar energia. E essa demanda energética muita vezes é suprida pela massa magra, já que todos os outros nutrientes já estão esgotados.

“Com pouca massa magra o movimento excêntrico limita o trabalho das articulações e isso pode ocasionar lesões. Portanto, repor a massa muscular na musculação é uma maneira de evitar que dores e incômodos atrapalhem os treinos”, sintetiza Martinelli.

Conseguir conciliar a corrida e a musculação é a melhor maneira de conseguir melhorar o condicionamento para a corrida Bhoo/ Licença Crative Commons
Conseguir conciliar a corrida e a musculação é a melhor maneira de conseguir melhorar o condicionamento para a corrida Foto: Bhoo/ Licença Crative Commons

Segundo o treinador não há como traçar um plano de treinos genérico, pois isso varia bastante de corredor para corredor. O conselho que ele passa para o seus alunos é de “acrescentar atividades”. “Às vezes o ideal seria tirar um treino de corrida e encaixar um treino de força, do que trabalhar a corrida isoladamente. Lembrando que a fase mais importante é do início de um clico de treinamento, não importa se o corredor é iniciante ou mais experiente”, afirma.

Corridas longas ocasionam perda de massa muscular?

Quem corre pode dispensar a musculação para as pernas?

“Rasgados” X “Massudos”- A corrida também pode ser uma atividade bem-vinda para quem não tem como objetivo diminuir o tempo nos dez quilômetros, mas sim aumentar a quantidade de anilhas na barrado supino.

Martinelli diz que qualquer atividade aeróbia, desde que tenha o controle total da intensidade, não traz malefícios para quem faz treinos hipertróficos. Muitas vezes esses exercícios podem “transformar os ‘massudos’ em ‘rasgados’”. “A pessoa que busca hipertrofia muitas vezes quer mostrar aquela conquista. Então, a corrida ajuda a diminuir o percentual de gordura do corpo e o trabalho vai aparecer mais”, explica.

Nesse caso, o ideal é que o treino de corrida ocorra em horário diferente do hipertrófico, para que o corpo se recupere bem entre uma atividade e outra. “Às vezes, no exercício aeróbio uma proteína que pode servir como fonte energética também pode ser importante para a reconstituição de um músculo microlesionado na musculação. Caso isso não seja possível, a corrida pode acontecer logo após os exercícios de hipertrofia”, finaliza.


Musculação é uma grande aliada para corredores: entenda os benefícios

Atletismo · 14 ago, 2013

A corrida de rua e a musculação são duas atividades que por muito tempo foram consideradas concorrentes, ou seja, uma influenciava negativamente na melhora de rendimento da outra.

Esse pensamento fazia sentido já que na corrida de fundo, ou provas de endurance, quanto menor o peso corporal (e isso inclui inclusive a redução da massa magra), mais leve o atleta ficaria e consequentemente mais rápido ele se tornaria, caso bem condicionado. Por isso acreditava-se que treinos de força geravam resultados insatisfatórios para um atleta que buscasse melhorar seu tempo em uma maratona, por exemplo.

Porém, com a melhor compreensão da fisiologia e da biomecânica humana, profissionais de educação física concluíram que o ganho de força ajuda o corredor a gastar menos energia, já que músculos bem desenvolvidos geram economia de movimento por conta da eficiência do gesto motor. Além disso, é essencial para evitar lesões.

“O treinamento de força pode ajudar na economia de corrida, além de prevenir lesões, já que o movimento excêntrico (alongamento dos músculos) é o que mais causa lesões.”, explica Ronaldo Martinelli, professor de educação física e treinador de corrida da Bio Ritmo.

Fases dos treinos- Como em qualquer outra atividade física, o treinamento de força voltado para corredores precisa seguir uma estruturação que vai de planos de treinos mais simplificados aos mais complexos. “A primeira fase é a geral, onde os exercícios acontecem em aparelhos. Na segunda etapa o gesto motor da corrida é estudado e o professor cria exercícios em cima desses movimentos. São os chamados exercícios funcionais”, detalha Martinelli.

Musculação para corredores: como melhorar seu rendimento

Recuperando a massa- Outro benefício que a musculação pode gerar aos corredores é a manutenção da qualidade dos treinamentos e competições. Em provas muito longas o nosso organismo entra em processo catabólico, ou seja, há processamento de matéria orgânica para gerar energia. E essa demanda energética muita vezes é suprida pela massa magra, já que todos os outros nutrientes já estão esgotados.

“Com pouca massa magra o movimento excêntrico limita o trabalho das articulações e isso pode ocasionar lesões. Portanto, repor a massa muscular na musculação é uma maneira de evitar que dores e incômodos atrapalhem os treinos”, sintetiza Martinelli.

Conseguir conciliar a corrida e a musculação é a melhor maneira de conseguir melhorar o condicionamento para a corrida Bhoo/ Licença Crative Commons
Conseguir conciliar a corrida e a musculação é a melhor maneira de conseguir melhorar o condicionamento para a corrida Foto: Bhoo/ Licença Crative Commons

Segundo o treinador não há como traçar um plano de treinos genérico, pois isso varia bastante de corredor para corredor. O conselho que ele passa para o seus alunos é de “acrescentar atividades”. “Às vezes o ideal seria tirar um treino de corrida e encaixar um treino de força, do que trabalhar a corrida isoladamente. Lembrando que a fase mais importante é do início de um clico de treinamento, não importa se o corredor é iniciante ou mais experiente”, afirma.

Corridas longas ocasionam perda de massa muscular?

Quem corre pode dispensar a musculação para as pernas?

“Rasgados” X “Massudos”- A corrida também pode ser uma atividade bem-vinda para quem não tem como objetivo diminuir o tempo nos dez quilômetros, mas sim aumentar a quantidade de anilhas na barrado supino.

Martinelli diz que qualquer atividade aeróbia, desde que tenha o controle total da intensidade, não traz malefícios para quem faz treinos hipertróficos. Muitas vezes esses exercícios podem “transformar os ‘massudos’ em ‘rasgados’”. “A pessoa que busca hipertrofia muitas vezes quer mostrar aquela conquista. Então, a corrida ajuda a diminuir o percentual de gordura do corpo e o trabalho vai aparecer mais”, explica.

Nesse caso, o ideal é que o treino de corrida ocorra em horário diferente do hipertrófico, para que o corpo se recupere bem entre uma atividade e outra. “Às vezes, no exercício aeróbio uma proteína que pode servir como fonte energética também pode ser importante para a reconstituição de um músculo microlesionado na musculação. Caso isso não seja possível, a corrida pode acontecer logo após os exercícios de hipertrofia”, finaliza.

Spray, gel, creme…afinal, os anti-inflamatórios cutâneos funcionam?

Com promessa de alívio imediato da dor, os anti-inflamatórios cutâneos chamam a atenção de quem não vê a hora de se livrar do desconforto que as lesões causam. Os produtos, que muitas vezes contam com mentol e cânfora na formulação, trazem uma sensação de conforto no local, mas será que funcionam?

Segundo o fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter, o medicamento presente em sprays, géis, cremes ou emplastros não conseguem chegar até o músculo. “A penetração desses anti-inflamatórios é muito pequena, por isso não é comum os profissionais receitarem o seu uso”, explica.

O que é melhor na hora da lesão? Bolsa de gelo ou água quente?

Porém, muitos atletas consideram a ação do produto excelente e afirmam que a sensação de alívio de fato acontece. “As pessoas utilizam por conta da sensação que têm na pele, de gelado ou calor, e não pela reação no músculo. É um efeito placebo, mas existe”, comenta o fisioterapeuta.

Além disso, o fisiologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, alerta para as consequências do uso. “Esses produtos são vasodilatadores, significa que ele fará com que a circulação naquela região sejá exarcebada. Portanto, ao invés de diminuir o edema, ele irá aumentar, fazendo o local ficar mais roxo e inchado do que deveria”, diz.

Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng
Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng

Diferença entre os produtos - De acordo com Claudio, a única diferença entre a embalagem dos anti-inflamatórios é a praticidade e o preço. “Os sprays normalmente são utilizados por atletas, que não terão como lavar a mão em seguida. Os cremes, mais baratos, podem ser aplicados em casa mesmo”, conta.

O medicamento encontrado nos emplastros é o mesmo, mas a ação costuma ser um pouco diferente. “Esses produtos concentram a ação das substâncias no mesmo local por mais tempo, mas não fazem diferença no músculo. A única coisa que irá acontecer é o atleta ter a sensação de conforto na pele por mais tempo”, argumenta Cotter.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Solução - Não importa a atividade física, o mais indicado a fazer quando a dor aperta é parar e colocar gelo no local. “Quando você faz uma compressa de gelo está diminuindo o edema e impedindo que uma lesão pequena se torne grande. Quanto mais inchar, mais difícil será cicatrizar o tecido muscular”, discorre o fisioterapeuta.

Continuar praticando a atividade também pode aumentar a gravidade da lesão. “É necessário parar e fazer uma compressa de gelo por 20 ou 30 minutos para não danificar ainda mais o músculo”, fala Claudio.

O profissional também dá uma dica aos esportistas que não querem abandonar as competições: “sprays de gelo podem ajudar momentaneamente, sem necessidade de pausa”. Porém, o fisioterapeuta completa: “deve-se tomar muito cuidado para aplicá-los pois, de tão gelado que são, podem queimar a pele. Além disso, o efeito não será o mesmo da compressa de gelo”.


Spray, gel, creme…afinal, os anti-inflamatórios cutâneos funcionam?

Atletismo · 14 ago, 2013

Com promessa de alívio imediato da dor, os anti-inflamatórios cutâneos chamam a atenção de quem não vê a hora de se livrar do desconforto que as lesões causam. Os produtos, que muitas vezes contam com mentol e cânfora na formulação, trazem uma sensação de conforto no local, mas será que funcionam?

Segundo o fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter, o medicamento presente em sprays, géis, cremes ou emplastros não conseguem chegar até o músculo. “A penetração desses anti-inflamatórios é muito pequena, por isso não é comum os profissionais receitarem o seu uso”, explica.

O que é melhor na hora da lesão? Bolsa de gelo ou água quente?

Porém, muitos atletas consideram a ação do produto excelente e afirmam que a sensação de alívio de fato acontece. “As pessoas utilizam por conta da sensação que têm na pele, de gelado ou calor, e não pela reação no músculo. É um efeito placebo, mas existe”, comenta o fisioterapeuta.

Além disso, o fisiologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, alerta para as consequências do uso. “Esses produtos são vasodilatadores, significa que ele fará com que a circulação naquela região sejá exarcebada. Portanto, ao invés de diminuir o edema, ele irá aumentar, fazendo o local ficar mais roxo e inchado do que deveria”, diz.

Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng
Medicamentos presentes em anti-inflamatórios cutâneos não alcançam o músculo. Foto: Vullioud Pierre-André/ stock.xchng

Diferença entre os produtos - De acordo com Claudio, a única diferença entre a embalagem dos anti-inflamatórios é a praticidade e o preço. “Os sprays normalmente são utilizados por atletas, que não terão como lavar a mão em seguida. Os cremes, mais baratos, podem ser aplicados em casa mesmo”, conta.

O medicamento encontrado nos emplastros é o mesmo, mas a ação costuma ser um pouco diferente. “Esses produtos concentram a ação das substâncias no mesmo local por mais tempo, mas não fazem diferença no músculo. A única coisa que irá acontecer é o atleta ter a sensação de conforto na pele por mais tempo”, argumenta Cotter.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Solução - Não importa a atividade física, o mais indicado a fazer quando a dor aperta é parar e colocar gelo no local. “Quando você faz uma compressa de gelo está diminuindo o edema e impedindo que uma lesão pequena se torne grande. Quanto mais inchar, mais difícil será cicatrizar o tecido muscular”, discorre o fisioterapeuta.

Continuar praticando a atividade também pode aumentar a gravidade da lesão. “É necessário parar e fazer uma compressa de gelo por 20 ou 30 minutos para não danificar ainda mais o músculo”, fala Claudio.

O profissional também dá uma dica aos esportistas que não querem abandonar as competições: “sprays de gelo podem ajudar momentaneamente, sem necessidade de pausa”. Porém, o fisioterapeuta completa: “deve-se tomar muito cuidado para aplicá-los pois, de tão gelado que são, podem queimar a pele. Além disso, o efeito não será o mesmo da compressa de gelo”.

Alergias: a natação pode ajudar a combater os espirros?

Enquanto algumas pessoas não conseguem passar um minuto em locais empoeirados, outras saem correndo quando o cachorro do amigo pede carinho. Tudo isso para evitar a sessão de espirros, que muitas vezes vem seguida de coceiras nos olhos e pele, causada pela rinite alérgica respiratória.

Para conseguir diminuir os efeitos da alergia, muitas pessoas recorrem ao anti-alérgico, um medicamento facilmente encontrado em qualquer farmácia, mas que não mostra grandes resultados quando a pessoa já está em contato com a causa do problema. Neste caso, o indicado é beber bastante água para hidratar a mucosa nasal e esperar a crise passar.

Porém, se o objetivo é diminuir os sintomas a longo prazo, realizar aulas de natação pelo menos duas vezes por semana é o mais indicado. “A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido, que auxilia muito na recuperação”, conta a hidrotrainer do Clube Espéria, Luciana Falcão.

Obesidade e sobrepeso: quando é hora de desacelerar?

Respiração - De acordo com a profissional, independente de ser alérgico ou não, o hábito de praticar o exercício ajuda a fortalecer os músculos da caixa torácica, aumentando a capacidade respiratória. “Os pulmões são órgão elásticos, cuja capacidade de contração e expansão depende dos músculos. Quanto mais fortalecido, mais eficiente torna se o sistema respiratório”, explica.

Doenças crônicas, como asma e bronquite, também são amenizadas quando se aprende a respirar corretamente, com o auxilio do esporte. “No nado crawl (lê-se ‘cral’), por exemplo, o aluno inspira e em seguida expira contra a resistência da água. O ato de soltar o ar contra essa resistência provoca uma pressão contra toda a árvore brônquica, fazendo com que as vias aéreas que estão estreitadas se mantenham abertas ou dilatadas por mais tempo, possibilitando um melhor esvaziamento dos alvéolos”, exemplifica a hidrotrainer.

Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault
Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault

Idade não é um problema para quem deseja aprender a dar as primeiras braçadas. O exercício pode ser praticado por crianças, adultos e idosos, desde que sejam liberados pelo médico e realizem exames com frequência para checar se a saúde está em dia.

No caso dos bebês, o único cuidado que as mamães e papais devem ter é checar como é feito o tratamento da água e se a temperatura é ideal. “Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças”, completa Luciana.

Conheça o deep running

Cuidados com a água - Segundo Luciana Falcão, a natação pode chegar até a agravar o quadro respiratório se a água não for tratada corretamente, principalmente de crianças. “Seja clorada, salinizada ou tratada com ozonização, a água necessita de rigoroso cuidado e manutenção do nível de pH para eliminar microrganismos e garantir a saúde de quem a usa. O problema não esta diretamente ligado ao cloro e sim a quantidade utilizada para o controle das piscinas”


Alergias: a natação pode ajudar a combater os espirros?

Atletismo · 13 ago, 2013

Enquanto algumas pessoas não conseguem passar um minuto em locais empoeirados, outras saem correndo quando o cachorro do amigo pede carinho. Tudo isso para evitar a sessão de espirros, que muitas vezes vem seguida de coceiras nos olhos e pele, causada pela rinite alérgica respiratória.

Para conseguir diminuir os efeitos da alergia, muitas pessoas recorrem ao anti-alérgico, um medicamento facilmente encontrado em qualquer farmácia, mas que não mostra grandes resultados quando a pessoa já está em contato com a causa do problema. Neste caso, o indicado é beber bastante água para hidratar a mucosa nasal e esperar a crise passar.

Porém, se o objetivo é diminuir os sintomas a longo prazo, realizar aulas de natação pelo menos duas vezes por semana é o mais indicado. “A natação é realizada em um ambiente úmido e aquecido, que auxilia muito na recuperação”, conta a hidrotrainer do Clube Espéria, Luciana Falcão.

Obesidade e sobrepeso: quando é hora de desacelerar?

Respiração - De acordo com a profissional, independente de ser alérgico ou não, o hábito de praticar o exercício ajuda a fortalecer os músculos da caixa torácica, aumentando a capacidade respiratória. “Os pulmões são órgão elásticos, cuja capacidade de contração e expansão depende dos músculos. Quanto mais fortalecido, mais eficiente torna se o sistema respiratório”, explica.

Doenças crônicas, como asma e bronquite, também são amenizadas quando se aprende a respirar corretamente, com o auxilio do esporte. “No nado crawl (lê-se ‘cral’), por exemplo, o aluno inspira e em seguida expira contra a resistência da água. O ato de soltar o ar contra essa resistência provoca uma pressão contra toda a árvore brônquica, fazendo com que as vias aéreas que estão estreitadas se mantenham abertas ou dilatadas por mais tempo, possibilitando um melhor esvaziamento dos alvéolos”, exemplifica a hidrotrainer.

Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault
Desde que sejam liberados pelo pediatra, bebês devem praticar a natação. Foto: Lokigrl616 / Stockvault

Idade não é um problema para quem deseja aprender a dar as primeiras braçadas. O exercício pode ser praticado por crianças, adultos e idosos, desde que sejam liberados pelo médico e realizem exames com frequência para checar se a saúde está em dia.

No caso dos bebês, o único cuidado que as mamães e papais devem ter é checar como é feito o tratamento da água e se a temperatura é ideal. “Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças”, completa Luciana.

Conheça o deep running

Cuidados com a água - Segundo Luciana Falcão, a natação pode chegar até a agravar o quadro respiratório se a água não for tratada corretamente, principalmente de crianças. “Seja clorada, salinizada ou tratada com ozonização, a água necessita de rigoroso cuidado e manutenção do nível de pH para eliminar microrganismos e garantir a saúde de quem a usa. O problema não esta diretamente ligado ao cloro e sim a quantidade utilizada para o controle das piscinas”

Ressaca: como praticar exercícios quando o corpo não responde?

Mesmo os atletas profissionais, que não perdem um dia de treino, reservam os dias de descanso para encontrar os amigos e confraternizar. Porém, alguns acabam extrapolando na dose e transformando a diversão do final de semana no pesadelo da segunda-feira: a ressaca.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, seguir a orientação de “dar uma corridinha que passa” pode trazer problemas. “Não adianta tentar treinar porque o organismo não está preparado para o exercício. Assim que o indivíduo forçar o corpo, ele vai passar mal”, alerta.

Cerveja pode substituir água na hidratação pós treino?

Segundo o médico, o fígado pode ser comparado ao tanque de combustível do corpo humano, encarregado de produzir energia o suficiente para a pessoa conseguir praticar atividades físicas. “O órgão trabalha muito liberando substâncias para poder se desintoxicar. Quando o atleta tenta treinar, irá sobrecarregá-lo, porque não está com um tanque decente”, enumera.

Mais tarde, esse álcool irá se transformar em açúcar em quantidade excessiva para ser consumido. “A glicose é responsável por gerar energia, porém, já debilitado, o fígado não consegue receber esse componente energético. Resumindo: não adianta tentar treinar”, sintetiza o profissional.

Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng
Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng

Outro grande erro é decidir tomar um remédio analgésico para combater as dores de cabeça que perturbam no dia seguinte. “Esse medicamento terá que ser metabolizado pelo fígado para poder ter algum efeito no organismo. Porém, o órgão já está sobrecarregado tentando se restabelecer do mal que sofreu, ou seja, o atleta estará causando mais uma agressão”, explica o fisiologista.

Barriga de chope: os riscos para a saúde

Como curar? - Não adianta inventar. A cura para uma grande ressaca é repouso e muita água para reidratar o corpo. “Não existe um tempo pré-determinado para a pessoa voltar ao treinamento, mas a recomendação é que ela pare por até três dias. Caso o indivíduo se sinta bem no dia seguinte, pode voltar aos treinos sem problemas”, sugere Paulo Roberto.

Caso o esportista veja necessidade de melhorar o mais rápido possível, a alternativa é tomar produtos hepatoprotetores. “Esses medicamentos são compostos de folhas, que colaboram para a melhora. Algo interessante é que eles têm um gosto horroroso quando a pessoa se sente bem e chega a ser até gostoso quando o objetivo é curar uma ressaca”, conclui o fisiologista.


Ressaca: como praticar exercícios quando o corpo não responde?

Atletismo · 12 ago, 2013

Mesmo os atletas profissionais, que não perdem um dia de treino, reservam os dias de descanso para encontrar os amigos e confraternizar. Porém, alguns acabam extrapolando na dose e transformando a diversão do final de semana no pesadelo da segunda-feira: a ressaca.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, seguir a orientação de “dar uma corridinha que passa” pode trazer problemas. “Não adianta tentar treinar porque o organismo não está preparado para o exercício. Assim que o indivíduo forçar o corpo, ele vai passar mal”, alerta.

Cerveja pode substituir água na hidratação pós treino?

Segundo o médico, o fígado pode ser comparado ao tanque de combustível do corpo humano, encarregado de produzir energia o suficiente para a pessoa conseguir praticar atividades físicas. “O órgão trabalha muito liberando substâncias para poder se desintoxicar. Quando o atleta tenta treinar, irá sobrecarregá-lo, porque não está com um tanque decente”, enumera.

Mais tarde, esse álcool irá se transformar em açúcar em quantidade excessiva para ser consumido. “A glicose é responsável por gerar energia, porém, já debilitado, o fígado não consegue receber esse componente energético. Resumindo: não adianta tentar treinar”, sintetiza o profissional.

Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng
Fígado libera substâncias para poder se desintoxicar da bebedeira. Foto: Alexandre Jaeger Vendruscolo/ stock.xchng

Outro grande erro é decidir tomar um remédio analgésico para combater as dores de cabeça que perturbam no dia seguinte. “Esse medicamento terá que ser metabolizado pelo fígado para poder ter algum efeito no organismo. Porém, o órgão já está sobrecarregado tentando se restabelecer do mal que sofreu, ou seja, o atleta estará causando mais uma agressão”, explica o fisiologista.

Barriga de chope: os riscos para a saúde

Como curar? - Não adianta inventar. A cura para uma grande ressaca é repouso e muita água para reidratar o corpo. “Não existe um tempo pré-determinado para a pessoa voltar ao treinamento, mas a recomendação é que ela pare por até três dias. Caso o indivíduo se sinta bem no dia seguinte, pode voltar aos treinos sem problemas”, sugere Paulo Roberto.

Caso o esportista veja necessidade de melhorar o mais rápido possível, a alternativa é tomar produtos hepatoprotetores. “Esses medicamentos são compostos de folhas, que colaboram para a melhora. Algo interessante é que eles têm um gosto horroroso quando a pessoa se sente bem e chega a ser até gostoso quando o objetivo é curar uma ressaca”, conclui o fisiologista.

Rosalia Guarisch chega ao tricampeonato do XTerra Costa Verde

Pelo terceiro ano consecutivo Mangaratiba recebeu o XTerra Endurance 50 km, prova que aconteceu nas imediações do Hotel Porto Bello Resort Safari. E pela terceira vez Rosalia Guarisch faturou a disputa, dessa vez com recorde do percurso.

Direto de Mangaratiba (RJ) - Logo após o locutor anunciar a autorização para os atletas entrarem no funil de largada, Rosalia iniciou o mesmo ritual que tem feito nas últimas provas. Testou o mp3 player, ajustou a mochila e se dirigiu para a frente do pórtico ao lado do marido Andre, cumprimentando alguns conhecidos pelo caminho.

Sob um forte sol, pontualmente às 14h foi dada a largada e os corredores iniciaram a parte plana do percurso, que passava por estradas de terra, travessias de rio e trechos de mata aberta. No quilômetro dez, teve início a subida ao oleoduto, com 1,5 quilômetro ladeira acima, mais 1,5 de descida até chegar ao posto de hidratação.

Rosalia foi abrindo caminho pelo percurso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Rosalia foi abrindo caminho pelo percurso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Com seus passos leves e rápidos, Rosalia abria caminho entre os concorrentes, fossem eles homens, mulheres ou obstáculos naturais. Ela passou pelo posto de água com boa vantagem, seguiu por um longo trecho reto e plano até voltar ao mesmo ponto e fazer o caminho inverso de sobe e desce, até sair novamente nas dependências do hotel.

Iazaldir escala o pórtico de chegada ao vencer o XTerra Costa Verde

Com um cima mais ameno graças à chegada de uma frente fria, ela foi se mantendo firme e forte na liderança até avistar o funil de chegada, onde um grande público a aguardava. Sem pressa, ela abriu seu sorriso característico, cruzou a faixa de chegada e ergueu os braços para comemorar o novo recorde do percurso, de 4h50min36.

"Mangaratiba é muito bom, ser tricampeã é melhor ainda", comemora a arquiteta. "Esse percurso é bom, pois é rápido e esse ano a organização deu uma caprichada com coca cola e amendoim no posto de apoio". Ela conta também que o trecho do oleoduto é a parte mais técnica, principalmente a descida, mas nem por isso aliviou. "Eu não consigo correr dosando o ritmo, então no meio da prova resolvi que queria bater o recorde", brinca. Ela marcou 4h51min20, contra as 4h55min44 de 2012 e 5h31min43 de 2011.

Agora ela terá uma semana de recuperação para encarar os 42 quilômetros do K42 Bombinhas, prova que acontece na cidade catarinense no próximo sábado (17/08). "Estou super empolgada com essa prova", finaliza a campeã.

Vice - A segunda colocação ficou com Cyntia Terra (5h23min51) e a terceira com Andrea Carloni (5h59min07). "Foi uma prova gostosa, apesar de são ser fácil", relata Cyntia. "O percurso é relativamente plano, mas com um grau de dificuldade gostoso", completa.

Cyntia diz que a prova tem um percurso interesante. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Cyntia diz que a prova tem um percurso interesante. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

A etapa de Mangaratiba foi a segunda do Circuito Endurance, que terá seu encerramento na prova de Tiradentes, a ser disputada entre os dias 28 e 29 de setembro. As inscrições já estão abertas pelo site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.


Rosalia Guarisch chega ao tricampeonato do XTerra Costa Verde

Corrida de Montanha · 11 ago, 2013

Pelo terceiro ano consecutivo Mangaratiba recebeu o XTerra Endurance 50 km, prova que aconteceu nas imediações do Hotel Porto Bello Resort Safari. E pela terceira vez Rosalia Guarisch faturou a disputa, dessa vez com recorde do percurso.

Direto de Mangaratiba (RJ) - Logo após o locutor anunciar a autorização para os atletas entrarem no funil de largada, Rosalia iniciou o mesmo ritual que tem feito nas últimas provas. Testou o mp3 player, ajustou a mochila e se dirigiu para a frente do pórtico ao lado do marido Andre, cumprimentando alguns conhecidos pelo caminho.

Sob um forte sol, pontualmente às 14h foi dada a largada e os corredores iniciaram a parte plana do percurso, que passava por estradas de terra, travessias de rio e trechos de mata aberta. No quilômetro dez, teve início a subida ao oleoduto, com 1,5 quilômetro ladeira acima, mais 1,5 de descida até chegar ao posto de hidratação.

Rosalia foi abrindo caminho pelo percurso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Rosalia foi abrindo caminho pelo percurso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Com seus passos leves e rápidos, Rosalia abria caminho entre os concorrentes, fossem eles homens, mulheres ou obstáculos naturais. Ela passou pelo posto de água com boa vantagem, seguiu por um longo trecho reto e plano até voltar ao mesmo ponto e fazer o caminho inverso de sobe e desce, até sair novamente nas dependências do hotel.

Iazaldir escala o pórtico de chegada ao vencer o XTerra Costa Verde

Com um cima mais ameno graças à chegada de uma frente fria, ela foi se mantendo firme e forte na liderança até avistar o funil de chegada, onde um grande público a aguardava. Sem pressa, ela abriu seu sorriso característico, cruzou a faixa de chegada e ergueu os braços para comemorar o novo recorde do percurso, de 4h50min36.

"Mangaratiba é muito bom, ser tricampeã é melhor ainda", comemora a arquiteta. "Esse percurso é bom, pois é rápido e esse ano a organização deu uma caprichada com coca cola e amendoim no posto de apoio". Ela conta também que o trecho do oleoduto é a parte mais técnica, principalmente a descida, mas nem por isso aliviou. "Eu não consigo correr dosando o ritmo, então no meio da prova resolvi que queria bater o recorde", brinca. Ela marcou 4h51min20, contra as 4h55min44 de 2012 e 5h31min43 de 2011.

Agora ela terá uma semana de recuperação para encarar os 42 quilômetros do K42 Bombinhas, prova que acontece na cidade catarinense no próximo sábado (17/08). "Estou super empolgada com essa prova", finaliza a campeã.

Vice - A segunda colocação ficou com Cyntia Terra (5h23min51) e a terceira com Andrea Carloni (5h59min07). "Foi uma prova gostosa, apesar de são ser fácil", relata Cyntia. "O percurso é relativamente plano, mas com um grau de dificuldade gostoso", completa.

Cyntia diz que a prova tem um percurso interesante. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Cyntia diz que a prova tem um percurso interesante. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

A etapa de Mangaratiba foi a segunda do Circuito Endurance, que terá seu encerramento na prova de Tiradentes, a ser disputada entre os dias 28 e 29 de setembro. As inscrições já estão abertas pelo site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.