Ultra Maratona

Marca Under Armour investe na corrida e lança o SpeedForm Gemini

A Under Armour, marca de alta performance de calçados, vestuário e equipamentos esportivos, incrementou seu portfólio de tênis de corrida com o lançamento do Under Armour SpeedForm Gemini. Desenvolvido com base na tecnologia SpeedForm de modelos anteriores como o Under Armour SpeedForm RC e o Under Armour SpeedForm Apollo, o SpeedForm Gemini traz a mesma precisão de ajuste e conforto, em um calçado feito para corridas de longa distância.

Com o cabedal produzido em fábrica de roupas, todos os calçados da coleção apresentam suporte de calcanhar sem costura e acabamento superior leve e transpirável, aumentando o seu conforto e permitindo melhor encaixe e ajuste personalizado.

O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 Foto: Divulgação O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 Foto: Divulgação

Modelo histórico da Asics, gel-Kayano chega à 21ª edição
Seja treino para corridas de longa distância ou simplesmente quilômetros a mais para atingir novas metas, o SpeedForm Gemini foi desenvolvido para corredores que precisam de amortecimento extra sem adicionar peso e volume. Ele apresenta duas camadas de Charged Cushioning, um material de entressola inovador que proporciona uma combinação única de proteção de impacto superior, que se adapta a necessidade de qualquer corredor e oferece resposta rápida. O Gemini apresenta uma malha de acabamento altamente transpirável e solado anatômico que garante suporte eficiente à pisada.

“A Under Armour é extremamente comprometida com o mercado de running e em desenvolver os melhores tênis de corrida do mercado”, diz Adriano Serff, Gerente de Brand Marketing da Under Armour Brasil. “Foram dois anos de muita dedicação para desenvolver o Under Armour SpeedForm Gemini e confeccionar o melhor tênis de corrida da categoria. Estamos animados em aumentar o número de corredores que podem encontrar o que precisam em um tênis Under Armour”.

A lista de corredores de elite da Under Armour inclui o maratonista Nick Arciniaga, o triatleta Chris “Macca” McCormack e os velocistas Manteo Mitchell e Natasha Hastings. O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 nas principais lojas e e-commerces de esportes do Brasil e, em breve, na loja da Under Armour no Shopping Morumbi.


Marca Under Armour investe na corrida e lança o SpeedForm Gemini

Corridas de Rua · 17 mar, 2015

A Under Armour, marca de alta performance de calçados, vestuário e equipamentos esportivos, incrementou seu portfólio de tênis de corrida com o lançamento do Under Armour SpeedForm Gemini. Desenvolvido com base na tecnologia SpeedForm de modelos anteriores como o Under Armour SpeedForm RC e o Under Armour SpeedForm Apollo, o SpeedForm Gemini traz a mesma precisão de ajuste e conforto, em um calçado feito para corridas de longa distância.

Com o cabedal produzido em fábrica de roupas, todos os calçados da coleção apresentam suporte de calcanhar sem costura e acabamento superior leve e transpirável, aumentando o seu conforto e permitindo melhor encaixe e ajuste personalizado.

O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 Foto: Divulgação O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 Foto: Divulgação

Modelo histórico da Asics, gel-Kayano chega à 21ª edição
Seja treino para corridas de longa distância ou simplesmente quilômetros a mais para atingir novas metas, o SpeedForm Gemini foi desenvolvido para corredores que precisam de amortecimento extra sem adicionar peso e volume. Ele apresenta duas camadas de Charged Cushioning, um material de entressola inovador que proporciona uma combinação única de proteção de impacto superior, que se adapta a necessidade de qualquer corredor e oferece resposta rápida. O Gemini apresenta uma malha de acabamento altamente transpirável e solado anatômico que garante suporte eficiente à pisada.

“A Under Armour é extremamente comprometida com o mercado de running e em desenvolver os melhores tênis de corrida do mercado”, diz Adriano Serff, Gerente de Brand Marketing da Under Armour Brasil. “Foram dois anos de muita dedicação para desenvolver o Under Armour SpeedForm Gemini e confeccionar o melhor tênis de corrida da categoria. Estamos animados em aumentar o número de corredores que podem encontrar o que precisam em um tênis Under Armour”.

A lista de corredores de elite da Under Armour inclui o maratonista Nick Arciniaga, o triatleta Chris “Macca” McCormack e os velocistas Manteo Mitchell e Natasha Hastings. O Under Armour SpeedForm Gemini estará à venda por R$ 499,90 nas principais lojas e e-commerces de esportes do Brasil e, em breve, na loja da Under Armour no Shopping Morumbi.

Jovem corre Ultramaratona em prol de crianças da África do Sul

O administrador Iago Sampaio de 21 anos, começou a correr por incentivo de amigos e desde então o esporte tem mudado sua vida do condicionamento físico a disposição no trabalho. Em 2014 conheceu o Desafio Unogwaja através do corredor Nato Amaral, único brasileiro que completou o desafio de correr 1660 quilômetros por dez dias e a duríssima Comrades, de 89 quilômetros no dia seguinte, tendo como único objetivo ajudar o próximo.

Inspirado por Nato, o administrador criou o projeto Ultradoações, que visa arrecadar dinheiro para crianças que sofreram abuso sexual na África do Sul. Iago irá participar no próximo dia quatro de abril da prova Two Oceans Marathon de 56 quilômetros, representando a ONG Matla a Bana, que possui um projeto chamado “Xtreme For Kids 2015”, onde diversas pessoas e eventos podem colaborar arrecadando fundos para a instituição.

Até o momento o projeto já recebeu a doação de 3.300 rands e março é o último mês para quem quer ajudar Foto: Divulgação Até o momento o projeto já recebeu a doação de 3.300 rands e março é o último mês para quem quer ajudar Foto: Divulgação

Parou de correr e quer voltar? Confira as dicas

Todas as pessoas podem doar através da plataforma oficial que a instituição atualmente usa o GivenGain. Para isto é necessário apenas utilizar um cartão de crédito internacional e seguir o passo a passo do site fazendo a doação em rand (moeda sul-africana).

Para as pessoas que não tem um cartão de crédito internacional mas que mesmo assim querem ajudar, o atleta disponibiliza sua conta para depósito ou transferência, e no fim de cada mês ele repassa as doações para a instituição usando o seu próprio cartão. Além disso Iago também apoia o projeto com a doação de um rand a cada um quilômetro que ele corre em seus treinos. Um real vale em média quatro rands sul-africanos. Não existe valor mínimo para doação e, no site do atleta é possível verificar o nome das pessoas e os valores que já foram doados.

Até o momento o projeto já recebeu mais de 3.400 rands em doações e o mês de março é o último para arrecadação. É importante ressaltar que todos os custos como viagem e inscrição são pagas pelo corredor, e que o único objetivo do projeto é ajudar a mudar um cenário atual onde a cada três minutos uma crianças sul-africana é abusada.

Para mais informações e doações acesse o link: http://iagomarcal.wix.com/ultradoacoes


Jovem corre Ultramaratona em prol de crianças da África do Sul

Ultra Maratona · 03 mar, 2015

O administrador Iago Sampaio de 21 anos, começou a correr por incentivo de amigos e desde então o esporte tem mudado sua vida do condicionamento físico a disposição no trabalho. Em 2014 conheceu o Desafio Unogwaja através do corredor Nato Amaral, único brasileiro que completou o desafio de correr 1660 quilômetros por dez dias e a duríssima Comrades, de 89 quilômetros no dia seguinte, tendo como único objetivo ajudar o próximo.

Inspirado por Nato, o administrador criou o projeto Ultradoações, que visa arrecadar dinheiro para crianças que sofreram abuso sexual na África do Sul. Iago irá participar no próximo dia quatro de abril da prova Two Oceans Marathon de 56 quilômetros, representando a ONG Matla a Bana, que possui um projeto chamado “Xtreme For Kids 2015”, onde diversas pessoas e eventos podem colaborar arrecadando fundos para a instituição.

Até o momento o projeto já recebeu a doação de 3.300 rands e março é o último mês para quem quer ajudar Foto: Divulgação Até o momento o projeto já recebeu a doação de 3.300 rands e março é o último mês para quem quer ajudar Foto: Divulgação

Parou de correr e quer voltar? Confira as dicas

Todas as pessoas podem doar através da plataforma oficial que a instituição atualmente usa o GivenGain. Para isto é necessário apenas utilizar um cartão de crédito internacional e seguir o passo a passo do site fazendo a doação em rand (moeda sul-africana).

Para as pessoas que não tem um cartão de crédito internacional mas que mesmo assim querem ajudar, o atleta disponibiliza sua conta para depósito ou transferência, e no fim de cada mês ele repassa as doações para a instituição usando o seu próprio cartão. Além disso Iago também apoia o projeto com a doação de um rand a cada um quilômetro que ele corre em seus treinos. Um real vale em média quatro rands sul-africanos. Não existe valor mínimo para doação e, no site do atleta é possível verificar o nome das pessoas e os valores que já foram doados.

Até o momento o projeto já recebeu mais de 3.400 rands em doações e o mês de março é o último para arrecadação. É importante ressaltar que todos os custos como viagem e inscrição são pagas pelo corredor, e que o único objetivo do projeto é ajudar a mudar um cenário atual onde a cada três minutos uma crianças sul-africana é abusada.

Para mais informações e doações acesse o link: http://iagomarcal.wix.com/ultradoacoes

Editorial 2015: os desafios do Mercado segmentado

O carnaval passou e a partir de agora para muitos brasileiros o ano começa oficialmente. Mas não para nós dos portais Webrun e Webventure, que entramos em 2015 mesmo antes das primeiras badaladas do dia primeiro de janeiro. Ainda em 2014 tivemos muitas reuniões e discussões de planejamento.

Ano passado enfrentamos o desafio da Copa do Mundo, que tirou muitos investimentos do mercado de running e aventura para o já mundo milionário do futebol e nos fez literalmente correr em ritmo ainda mais frenético para alcançar as metas. Muitos eventos surgiram principalmente nas corridas de montanha, ao mesmo tempo em que alguns de asfalto não conseguiram manter seus patrocínios e não foram realizados.

No mundo da aventura vimos o ecoturismo ganhar ainda mais força com muita gente viajando para destinos dentro e fora do Brasil para praticar os esportes que há poucos anos eram restritos a atletas profissionais. Os grandes eventos são cada vez mais raros, com exceção da tribo off road que mantém acesa sua paixão no Rally dos Sertões e em eventos menores ao longo do ano.

Para 2015 o cenário brasileiro e mundial não se mostra muito favorável a grandes investimentos com todas as denúncias de corrupção, alta do dólar e incertezas sobre o futuro econômico. E temos uma vez mais o desafio de não nos entregarmos e continuarmos nossa luta para trazer a melhor informação aos nossos leitores e, por que não dizer, fãs que conquistamos ao longo dos 18 anos de Webventure e quase 13 de Webrun.

No Webrun nos manteremos antenados ao que acontece nas principais provas do Brasil e do mundo, trazendo um calendário completo, resultados e com nossa equipe de jornalistas, blogueiros e colunistas empenhada em encontrar sempre algo diferente. A qualidade de vida não pode ficar de fora e manteremos nossa tradição de passar dicas de como ter uma vida mais saudável.

O ano finalmente começou! Foto: psdesign1/ Fotolia O ano finalmente começou! Foto: psdesign1/ Fotolia

Já no Webventure seguiremos com a linha editorial adotada nos últimos anos de nos focarmos em Viagem, principalmente os destinos ecoturísticos conhecidos e os ainda pouco divulgados na mídia. Isso sem deixar nossa veia esportiva de lado, já que esse ano teremos o Mundial de Corridas de Aventura no Pantanal, uma etapa da Volvo Ocean Race no Brasil e a 23ª edição do Rally dos Sertões.

Desmembramos nossa área de foto e inscrições, que agora se tornaram empresas independentes para melhorar a qualidade do serviço prestado e buscar novos mercados. Com o Ticket Agora aturemos em inscrições de eventos variados, enquanto o Fotop busca aumentar seu portfólio de clientes finais e empresariais.

Por último, mas não menos importante, estaremos de olho nos atletas canarinhos que buscam uma vaga na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Traremos notícias sobre a luta por uma vaga olímpica no atletismo, triathlon, mountain bike, canoagem e vela, além de informações sobre as arenas de competição e bastidores.

Temos muito trabalho pela frente, mas nossos leitores diariamente nos fornecem a energia necessária para nos mantermos como referência de mercado. Todos aqui amam o que fazem e tenho certeza que 2015 nos reserva ótimas surpresas! Desafie seu Limite, Viva ao ar Livre.

Um grande abraço,

Alexandre Koda
Diretor de Redação Webventure/ Webrun


Editorial 2015: os desafios do Mercado segmentado

Atletismo · 23 fev, 2015

O carnaval passou e a partir de agora para muitos brasileiros o ano começa oficialmente. Mas não para nós dos portais Webrun e Webventure, que entramos em 2015 mesmo antes das primeiras badaladas do dia primeiro de janeiro. Ainda em 2014 tivemos muitas reuniões e discussões de planejamento.

Ano passado enfrentamos o desafio da Copa do Mundo, que tirou muitos investimentos do mercado de running e aventura para o já mundo milionário do futebol e nos fez literalmente correr em ritmo ainda mais frenético para alcançar as metas. Muitos eventos surgiram principalmente nas corridas de montanha, ao mesmo tempo em que alguns de asfalto não conseguiram manter seus patrocínios e não foram realizados.

No mundo da aventura vimos o ecoturismo ganhar ainda mais força com muita gente viajando para destinos dentro e fora do Brasil para praticar os esportes que há poucos anos eram restritos a atletas profissionais. Os grandes eventos são cada vez mais raros, com exceção da tribo off road que mantém acesa sua paixão no Rally dos Sertões e em eventos menores ao longo do ano.

Para 2015 o cenário brasileiro e mundial não se mostra muito favorável a grandes investimentos com todas as denúncias de corrupção, alta do dólar e incertezas sobre o futuro econômico. E temos uma vez mais o desafio de não nos entregarmos e continuarmos nossa luta para trazer a melhor informação aos nossos leitores e, por que não dizer, fãs que conquistamos ao longo dos 18 anos de Webventure e quase 13 de Webrun.

No Webrun nos manteremos antenados ao que acontece nas principais provas do Brasil e do mundo, trazendo um calendário completo, resultados e com nossa equipe de jornalistas, blogueiros e colunistas empenhada em encontrar sempre algo diferente. A qualidade de vida não pode ficar de fora e manteremos nossa tradição de passar dicas de como ter uma vida mais saudável.

O ano finalmente começou! Foto: psdesign1/ Fotolia O ano finalmente começou! Foto: psdesign1/ Fotolia

Já no Webventure seguiremos com a linha editorial adotada nos últimos anos de nos focarmos em Viagem, principalmente os destinos ecoturísticos conhecidos e os ainda pouco divulgados na mídia. Isso sem deixar nossa veia esportiva de lado, já que esse ano teremos o Mundial de Corridas de Aventura no Pantanal, uma etapa da Volvo Ocean Race no Brasil e a 23ª edição do Rally dos Sertões.

Desmembramos nossa área de foto e inscrições, que agora se tornaram empresas independentes para melhorar a qualidade do serviço prestado e buscar novos mercados. Com o Ticket Agora aturemos em inscrições de eventos variados, enquanto o Fotop busca aumentar seu portfólio de clientes finais e empresariais.

Por último, mas não menos importante, estaremos de olho nos atletas canarinhos que buscam uma vaga na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Traremos notícias sobre a luta por uma vaga olímpica no atletismo, triathlon, mountain bike, canoagem e vela, além de informações sobre as arenas de competição e bastidores.

Temos muito trabalho pela frente, mas nossos leitores diariamente nos fornecem a energia necessária para nos mantermos como referência de mercado. Todos aqui amam o que fazem e tenho certeza que 2015 nos reserva ótimas surpresas! Desafie seu Limite, Viva ao ar Livre.

Um grande abraço,

Alexandre Koda
Diretor de Redação Webventure/ Webrun

A liberação do exame do doping seria positiva?

Nos últimos anos grandes atletas têm sido pegos no controle antidopagem, assim esse assunto tem vindo a tona cada vez mais. É possível ser um atleta de alto desempenho sem uso de substâncias proibidas? Se tantos grandes corredores estão sendo pegos, o doping não poderia ser liberado para que fosse algo mais seguro? É possível ser um grande campeão sem o uso de doping?

Esse assunto, infelizmente, é algo antigo, quanto mais o esporte foi tornando-se ferramenta de promoção dos governos, como no caso da antiga Alemanha Oriental e movimentando cada vez mais fortunas, tudo ficou mais sofisticado. Diversas substâncias passaram a estar presentes no esporte, ao passo de atletas contarem com apoio médico em sua utilização cada vez mais difícil de ser detectado.

O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, diz Nelson Foto: Schlierner/Fotolia O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, diz Nelson Foto: Schlierner/Fotolia

Já escrevi aqui sobre controle antidopagem surpresa ou fora de competição, ferramenta das mais importantes e eficazes no combate deste mal. Muitos atletas mantém um ciclo de doping e mesmo se submetendo a vários testes acabam passando, pois praticam doping inteligente e altamente amparado pela ciência. Em alguns casos, fogem das competições aonde há controle ou simplesmente não chegam entre os primeiros para não serem testados. No caso dos exames fora de competição o atleta é pego de surpresa no meio de um treino, em sua casa ou em qualquer outro local, porém sem nenhum aviso.

Há uma teoria que o doping está sempre um passo a frente do controle. Infelizmente ela é verdadeira e por isso muitas performances mirabolantes continuam deixando suspeitas. Porém nos últimos tempos houve uma grande virada nesta mesa e atletas do mais alto calibre foram surpreendidos como: Tyson Gay (EUA) Campeão Mundial dos 100 e 200 metros e segundo melhor tempo nos 100 metros de todos os tempos, Liliya Shobukhova (Russia). Segunda maratonista mais rápida de todos os tempos, Rita Jeptto (Quênia), campeã da Maratona de Boston, Chicago e do Circuito de Majors Marathon. E agora o lutador brasileiro Anderson Silva que ficou invicto no MMA por simplesmente dez anos.

Enquanto alguns se sentem decepcionados e enganados por seus falsos ídolos, outros aproveitam para fazer uso do velho chavão de que no esporte de alto rendimento não há ninguém limpo. Mentira. Primeiro porque a maioria dos que afirmam isto não faz parte do mundo esportivo e nunca fez, além de não trabalhar ou conviver com os atletas.

Existem muitos atletas que se dopam e algumas modalidades isso é algo grosseiro sim. Mas colocar todos que são geneticamente privilegiados e ralam diariamente por anos para atingir o alto rendimento, é uma tremenda injustiça. Como desmerecer as vitórias de atletas limpos que se dedicam incansavelmente, muitas vezes visando uma única competição? É como afirmar que todos os políticos roubam e que todos os fiscais são corruptos.

Já com relação à liberação do doping penso que seria como liberar a corrupção. Uma vez que muitos corruptos estão espalhados por aí. Quem ganharia? O doping e seus adeptos. Quem perderia? O esporte e milhares de pessoas de bem que fazem dele algo tão espetacular. Aos esportistas limpos seria ainda mais desestimulante imaginar que não vale a pena tanto empenho e dedicação. Muitos optariam por outra profissão ou nem começariam a treinar.

Em um momento onde o controle antidopagem tem sido mais inteligente e eficaz, temos sim que comemorar e torcer para que este mal diminua cada vez mais. E não levantar a bandeira que envergonha a classe esportiva. O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, quem quiser arriscar e fazer a coisa de forma errada deve pagar bem caro por isso.


A liberação do exame do doping seria positiva?

Atletismo · 19 fev, 2015

Nos últimos anos grandes atletas têm sido pegos no controle antidopagem, assim esse assunto tem vindo a tona cada vez mais. É possível ser um atleta de alto desempenho sem uso de substâncias proibidas? Se tantos grandes corredores estão sendo pegos, o doping não poderia ser liberado para que fosse algo mais seguro? É possível ser um grande campeão sem o uso de doping?

Esse assunto, infelizmente, é algo antigo, quanto mais o esporte foi tornando-se ferramenta de promoção dos governos, como no caso da antiga Alemanha Oriental e movimentando cada vez mais fortunas, tudo ficou mais sofisticado. Diversas substâncias passaram a estar presentes no esporte, ao passo de atletas contarem com apoio médico em sua utilização cada vez mais difícil de ser detectado.

O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, diz Nelson Foto: Schlierner/Fotolia O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, diz Nelson Foto: Schlierner/Fotolia

Já escrevi aqui sobre controle antidopagem surpresa ou fora de competição, ferramenta das mais importantes e eficazes no combate deste mal. Muitos atletas mantém um ciclo de doping e mesmo se submetendo a vários testes acabam passando, pois praticam doping inteligente e altamente amparado pela ciência. Em alguns casos, fogem das competições aonde há controle ou simplesmente não chegam entre os primeiros para não serem testados. No caso dos exames fora de competição o atleta é pego de surpresa no meio de um treino, em sua casa ou em qualquer outro local, porém sem nenhum aviso.

Há uma teoria que o doping está sempre um passo a frente do controle. Infelizmente ela é verdadeira e por isso muitas performances mirabolantes continuam deixando suspeitas. Porém nos últimos tempos houve uma grande virada nesta mesa e atletas do mais alto calibre foram surpreendidos como: Tyson Gay (EUA) Campeão Mundial dos 100 e 200 metros e segundo melhor tempo nos 100 metros de todos os tempos, Liliya Shobukhova (Russia). Segunda maratonista mais rápida de todos os tempos, Rita Jeptto (Quênia), campeã da Maratona de Boston, Chicago e do Circuito de Majors Marathon. E agora o lutador brasileiro Anderson Silva que ficou invicto no MMA por simplesmente dez anos.

Enquanto alguns se sentem decepcionados e enganados por seus falsos ídolos, outros aproveitam para fazer uso do velho chavão de que no esporte de alto rendimento não há ninguém limpo. Mentira. Primeiro porque a maioria dos que afirmam isto não faz parte do mundo esportivo e nunca fez, além de não trabalhar ou conviver com os atletas.

Existem muitos atletas que se dopam e algumas modalidades isso é algo grosseiro sim. Mas colocar todos que são geneticamente privilegiados e ralam diariamente por anos para atingir o alto rendimento, é uma tremenda injustiça. Como desmerecer as vitórias de atletas limpos que se dedicam incansavelmente, muitas vezes visando uma única competição? É como afirmar que todos os políticos roubam e que todos os fiscais são corruptos.

Já com relação à liberação do doping penso que seria como liberar a corrupção. Uma vez que muitos corruptos estão espalhados por aí. Quem ganharia? O doping e seus adeptos. Quem perderia? O esporte e milhares de pessoas de bem que fazem dele algo tão espetacular. Aos esportistas limpos seria ainda mais desestimulante imaginar que não vale a pena tanto empenho e dedicação. Muitos optariam por outra profissão ou nem começariam a treinar.

Em um momento onde o controle antidopagem tem sido mais inteligente e eficaz, temos sim que comemorar e torcer para que este mal diminua cada vez mais. E não levantar a bandeira que envergonha a classe esportiva. O doping é algo proibido, injusto e covarde, quem quiser estar no esporte tem que respeitar as regras, quem quiser arriscar e fazer a coisa de forma errada deve pagar bem caro por isso.

Os cinco mandamentos de Rosalia Camargo no trail run

Rosalia Camargo Guarischi não poderia ter começado 2015 de maneira melhor. Após completar o Ultra Trail Du Mont Blanc (prova de 168 quilômetros que acontece na França) no ano passado, ela agora deu uma pausa na rotina (literalmente) corrida para esperar sua primeira filha. Mesmo com as mudanças que acontecem na maternidade, a atleta – dona de uma logística invejável – já traçou suas metas e, a partir de agosto, começará os treinos para o Endurance Challenge de San Francisco.

A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório. Foto: Divulgação The North Face A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório. Foto: Divulgação The North Face

A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório, como grande parte da população. Mas é o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. A autora do blog Vai Correndo, arquiteta, ultramaratonista e mamãe deu detalhes do seu cotidiano em oficina organizada pela The North Face. Confira abaixo.

#1 A cidade e as montanhas. Engana-se quem pensa que apenas os privilegiados que moram em meio à natureza conseguem se destacar no trail run. Rosalia mora na área urbana do Rio de Janeiro e diariamente vai do Leblon até a Urca (20km), onde trabalha, correndo.

#2 Planejamento. Para otimizar o tempo, a roupa social, o shampoo e a toalha de banho vão na mochila. Em horário comercial, quem a vê mal imagina o que ela já enfrentou naquela manhã.

É o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. Foto: Divulgação The North Face É o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. Foto: Divulgação The North Face

#3 Sinta o sofrimento. Mas não acaba por aí. “Treinar nas escadas do prédio ao chegar do trabalho é uma maneira de simular as corridas de montanhas. Sinta o sofrimento ao subir e descer vinte minutos. Se quiser eficiência nos resultados, tem que fazer loucuras.”

#4 Procure especialistas. Alimentação é tentativa e erro e o que dá certo para muitos atletas, pode não funcionar para você. “No começo, sempre que terminava uma prova, ia direto para o soro. Com o tempo, consultei uma nutricionista e ela resolveu o meu problema de alimentação que causava os desmaios”.

#5 O tênis certo. Muitas vezes é o tênis que escolhe a pessoa e não a pessoa que escolhe o calçado. “Para correr no asfalto, prefiro usar um modelo com amortecimento. Já em trilhas, um específico para isso”.

Acompanhe Rosalia Camargo Guarischi em seu blog e também no Facebook.


Os cinco mandamentos de Rosalia Camargo no trail run

Ultra Maratona · 11 fev, 2015

Rosalia Camargo Guarischi não poderia ter começado 2015 de maneira melhor. Após completar o Ultra Trail Du Mont Blanc (prova de 168 quilômetros que acontece na França) no ano passado, ela agora deu uma pausa na rotina (literalmente) corrida para esperar sua primeira filha. Mesmo com as mudanças que acontecem na maternidade, a atleta – dona de uma logística invejável – já traçou suas metas e, a partir de agosto, começará os treinos para o Endurance Challenge de San Francisco.

A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório. Foto: Divulgação The North Face A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório. Foto: Divulgação The North Face

A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório, como grande parte da população. Mas é o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. A autora do blog Vai Correndo, arquiteta, ultramaratonista e mamãe deu detalhes do seu cotidiano em oficina organizada pela The North Face. Confira abaixo.

#1 A cidade e as montanhas. Engana-se quem pensa que apenas os privilegiados que moram em meio à natureza conseguem se destacar no trail run. Rosalia mora na área urbana do Rio de Janeiro e diariamente vai do Leblon até a Urca (20km), onde trabalha, correndo.

#2 Planejamento. Para otimizar o tempo, a roupa social, o shampoo e a toalha de banho vão na mochila. Em horário comercial, quem a vê mal imagina o que ela já enfrentou naquela manhã.

É o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. Foto: Divulgação The North Face É o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. Foto: Divulgação The North Face

#3 Sinta o sofrimento. Mas não acaba por aí. “Treinar nas escadas do prédio ao chegar do trabalho é uma maneira de simular as corridas de montanhas. Sinta o sofrimento ao subir e descer vinte minutos. Se quiser eficiência nos resultados, tem que fazer loucuras.”

#4 Procure especialistas. Alimentação é tentativa e erro e o que dá certo para muitos atletas, pode não funcionar para você. “No começo, sempre que terminava uma prova, ia direto para o soro. Com o tempo, consultei uma nutricionista e ela resolveu o meu problema de alimentação que causava os desmaios”.

#5 O tênis certo. Muitas vezes é o tênis que escolhe a pessoa e não a pessoa que escolhe o calçado. “Para correr no asfalto, prefiro usar um modelo com amortecimento. Já em trilhas, um específico para isso”.

Acompanhe Rosalia Camargo Guarischi em seu blog e também no Facebook.

Como você cuida do cabelo e pele durante a corrida?

Além dos cuidados com o corpo, a preocupação de muitas corredoras é praticar o esporte e continuarem belas. Mas como lidar com o suor, raios solares e conseguir terminar a prova ou o treno esbanjando glamour?

Segundo Renata Fogolin Violato, médica dermatologista, a exposição solar intensa é o principal fator que prejudica o cabelo e a pele de um praticante de corrida, isso em qualquer época do ano.

As competidoras devem proteger os cabelos e a pele da radiação solar. Foto: Rob/Fotolia As competidoras devem proteger os cabelos e a pele da radiação solar. Foto: Rob/Fotolia

A dermatologista recomenda que o protetor solar deve ser aplicado a cada duas horas e que seja resistente ao suor, com fator de proteção contra a radiação UVA, além de fator de proteção solar UVB de no mínimo 30. Também vale ressaltar a eficácia dos filtros solares inorgânicos que são mais resistentes a exposição solar e assim protegem a pele por mais tempo.

Neste caso, a empresária e ultramaratonista, Manuela Vilaseca, usa viseira e costuma passar nos ombros e braços protetores que variam de fator 30 a 50. Mas é no rosto que o cuidado é redobrado. “Como tenho muitas pintinhas, ele acaba ficando manchado se não tiver um fator alto de proteção”, explica.

E quando o assunto é cabelo, a atleta confessa que demorou até achar a melhor forma de prender o cabelo. “Eu fazia trança, só que com o movimento repetitivo da corrida a trança virava um bolo e eu ficava um tempão no banho tentando desembaraçar. Com os elásticos meu cabelo não embaraça mais”, conta.

Prender o cabelo com elástico revestido de tecido protege os fios. Foto: Maridav/Fotolia Prender o cabelo com elástico revestido de tecido protege os fios. Foto: Maridav/Fotolia

Já outra ultramaratonista de montanha, Rosalia Guarischi, que costuma treinar todos os dias no seu caminho para o trabalho, conta que aprendeu a melhor maneira de cuidar do cabelo: simplesmente prender. “Eu faço um rabo de cavalo e levo comigo um elástico reserva na mochila ou no punho. Correr com o cabelo solto gera nós impossíveis de tirar, por isso prefiro prevenir”, explica.

A dermatologista aprova os cabelos presos, mas alerta para a importância de verificar o material que está sendo utilizado. “Os elásticos podem quebrar os fios. Melhor aqueles revestidos de tecidos, para menor agressão”, alerta.

Para as madeixas, a dica é investir nos cremes desenvolvidos especialmente para a proteção do sol intenso. "Existem produtos “leave-in” disponíveis no mercado que possuem tanto fator de proteção solar para os cabelos, como condicionadores a base de silicone, que tem efeito “filme” e protegem os fios das altas temperaturas”, aconselha a doutora.

Hoje em dia esse tipo de produto é o que não falta na bolsa da arquiteta Rosalia, que é super adepta ao creme para cabelo depois da recomendação de uma amiga. “Eu passei no rabo de cavalo e realmente fiquei impressionada. Terminei os 55 quilômetros sem um único nó no cabelo. Um milagre!”, conta.

Em relação aos acessórios, a recomendação é que se utilizem óculos de sol, boné e viseira para impedir que o suor atinja a região dos olhos, o que evita as irritações. Ao finalizar a prova a competidora deve lavar o cabelo com shampoo de PH neutro e aplicar uma máscara de hidratação.


Como você cuida do cabelo e pele durante a corrida?

Corrida de Montanha · 09 fev, 2015

Além dos cuidados com o corpo, a preocupação de muitas corredoras é praticar o esporte e continuarem belas. Mas como lidar com o suor, raios solares e conseguir terminar a prova ou o treno esbanjando glamour?

Segundo Renata Fogolin Violato, médica dermatologista, a exposição solar intensa é o principal fator que prejudica o cabelo e a pele de um praticante de corrida, isso em qualquer época do ano.

As competidoras devem proteger os cabelos e a pele da radiação solar. Foto: Rob/Fotolia As competidoras devem proteger os cabelos e a pele da radiação solar. Foto: Rob/Fotolia

A dermatologista recomenda que o protetor solar deve ser aplicado a cada duas horas e que seja resistente ao suor, com fator de proteção contra a radiação UVA, além de fator de proteção solar UVB de no mínimo 30. Também vale ressaltar a eficácia dos filtros solares inorgânicos que são mais resistentes a exposição solar e assim protegem a pele por mais tempo.

Neste caso, a empresária e ultramaratonista, Manuela Vilaseca, usa viseira e costuma passar nos ombros e braços protetores que variam de fator 30 a 50. Mas é no rosto que o cuidado é redobrado. “Como tenho muitas pintinhas, ele acaba ficando manchado se não tiver um fator alto de proteção”, explica.

E quando o assunto é cabelo, a atleta confessa que demorou até achar a melhor forma de prender o cabelo. “Eu fazia trança, só que com o movimento repetitivo da corrida a trança virava um bolo e eu ficava um tempão no banho tentando desembaraçar. Com os elásticos meu cabelo não embaraça mais”, conta.

Prender o cabelo com elástico revestido de tecido protege os fios. Foto: Maridav/Fotolia Prender o cabelo com elástico revestido de tecido protege os fios. Foto: Maridav/Fotolia

Já outra ultramaratonista de montanha, Rosalia Guarischi, que costuma treinar todos os dias no seu caminho para o trabalho, conta que aprendeu a melhor maneira de cuidar do cabelo: simplesmente prender. “Eu faço um rabo de cavalo e levo comigo um elástico reserva na mochila ou no punho. Correr com o cabelo solto gera nós impossíveis de tirar, por isso prefiro prevenir”, explica.

A dermatologista aprova os cabelos presos, mas alerta para a importância de verificar o material que está sendo utilizado. “Os elásticos podem quebrar os fios. Melhor aqueles revestidos de tecidos, para menor agressão”, alerta.

Para as madeixas, a dica é investir nos cremes desenvolvidos especialmente para a proteção do sol intenso. "Existem produtos “leave-in” disponíveis no mercado que possuem tanto fator de proteção solar para os cabelos, como condicionadores a base de silicone, que tem efeito “filme” e protegem os fios das altas temperaturas”, aconselha a doutora.

Hoje em dia esse tipo de produto é o que não falta na bolsa da arquiteta Rosalia, que é super adepta ao creme para cabelo depois da recomendação de uma amiga. “Eu passei no rabo de cavalo e realmente fiquei impressionada. Terminei os 55 quilômetros sem um único nó no cabelo. Um milagre!”, conta.

Em relação aos acessórios, a recomendação é que se utilizem óculos de sol, boné e viseira para impedir que o suor atinja a região dos olhos, o que evita as irritações. Ao finalizar a prova a competidora deve lavar o cabelo com shampoo de PH neutro e aplicar uma máscara de hidratação.

Oficialmente aposentado, Rodolfo Lucena cria blog sobre a melhor idade

Apesar dos cabelos e barba brancos que acompanham Rodolfo Lucena já há alguns anos, a aposentadoria veio oficialmente em setembro de 2014. Porém, engana-se quem imagina ver o gaúcho radicado em São Paulo sentado em uma cadeira de balanços apreciando o horizonte entre um gole e outro de chimarrão.

Corredor desde 1998, Lucena já participou de muitas provas pelo Brasil e pelo mundo, incluindo a Maratona da Muralha da China. Agora, para celebrar sua nova condição, ele vai correr uma maratona cujo nome, local e data ainda são um mistério.

Lucena já está há algum tempo sem correr uma prova de longa distância. Foto: Thiago Padovanni/ Webrun Lucena já está há algum tempo sem correr uma prova de longa distância. Foto: Thiago Padovanni/ Webrun

Mas não se trata apenas de participar de uma prova, mas aproveitar a oportunidade para divulgar as dificuldades, histórias e demais fatos que envolvem o status “aposentado”. Para isso ele lança o blog Vamo que Vamo e uma Fanpage no Facebook, sem é claro deixar de lado suas atribuições cotidianas como repórter do Jornal “Folha de São Paulo”, editor do blog MaisCorrida e colunista da “Revista O2".

A corrida será a espinha dorsal do blog, mas o jornalista também pretende abordar reflexões sobre a vida depois dos 50 anos, informações de política e economia para aposentados, além de elucubrações sobre saúde, bem-estar e psicologia dos que chegam à dita “melhor idade”. “Apesar do formato ´personalista´, a ideia é ter muito serviço e discussão sobre as questões de saúde e estilo de vida”, afirma o corredor de 58 anos.

O blog e a Fanpage já estão no ar, mas as atualizações frequentes começam a partir dessa segunda-feira (09/02).


Oficialmente aposentado, Rodolfo Lucena cria blog sobre a melhor idade

Maratona · 06 fev, 2015

Apesar dos cabelos e barba brancos que acompanham Rodolfo Lucena já há alguns anos, a aposentadoria veio oficialmente em setembro de 2014. Porém, engana-se quem imagina ver o gaúcho radicado em São Paulo sentado em uma cadeira de balanços apreciando o horizonte entre um gole e outro de chimarrão.

Corredor desde 1998, Lucena já participou de muitas provas pelo Brasil e pelo mundo, incluindo a Maratona da Muralha da China. Agora, para celebrar sua nova condição, ele vai correr uma maratona cujo nome, local e data ainda são um mistério.

Lucena já está há algum tempo sem correr uma prova de longa distância. Foto: Thiago Padovanni/ Webrun Lucena já está há algum tempo sem correr uma prova de longa distância. Foto: Thiago Padovanni/ Webrun

Mas não se trata apenas de participar de uma prova, mas aproveitar a oportunidade para divulgar as dificuldades, histórias e demais fatos que envolvem o status “aposentado”. Para isso ele lança o blog Vamo que Vamo e uma Fanpage no Facebook, sem é claro deixar de lado suas atribuições cotidianas como repórter do Jornal “Folha de São Paulo”, editor do blog MaisCorrida e colunista da “Revista O2".

A corrida será a espinha dorsal do blog, mas o jornalista também pretende abordar reflexões sobre a vida depois dos 50 anos, informações de política e economia para aposentados, além de elucubrações sobre saúde, bem-estar e psicologia dos que chegam à dita “melhor idade”. “Apesar do formato ´personalista´, a ideia é ter muito serviço e discussão sobre as questões de saúde e estilo de vida”, afirma o corredor de 58 anos.

O blog e a Fanpage já estão no ar, mas as atualizações frequentes começam a partir dessa segunda-feira (09/02).

Entenda a desclassificação da campeã da Ultramaratona Brasil 135+

A edição 2015 BR 135+, uma das principais e mais difíceis ultramaratonas do país com 281 quilômetros de percurso, foi marcada por muita polêmica com a desclassificação da primeira colocada, Ana Luiza Matos. A prova reúne corredores do Brasil e do mundo e, após o término da corrida, um competidor entrou com recurso alegando que ela havia sofrido contato físico com outra pessoa, o que é proibido pelo regulamento.

Ana postou um desabafo nas redes sociais e logo parte da comunidade de ultramaratonistas saiu em sua defesa, afirmando ter faltado bom senso ao diretor de prova. Ela percorreu parte do caminho de mãos dadas com seu marido, ato que ela considerou como uma forma de incentivo e carinho num momento de cansaço e muito desgaste físico.

Porém, a organização interpretou como uma forma de receber ajuda externa e a desclassificou. “Aquele local não tinha grau de dificuldade e estávamos à luz do dia. Não quis burlar nada e estava inclusive à frente do meu marido”, afirma Ana. Ela comenta ainda que poderia ter burlado o regulamento sem que ninguém se desse conta. “Em alguns trechos não havia staff à noite, corri e andei sozinha e só em alguns lugares anotavam meu número e hora”.

Ela se diz chateada com o organizador, Mario Lacerda, porque ele teria usado dois pesos e duas medidas com o fato. “Outros atletas também receberam apoio e não foram desclassificados. Mas ele disse que se eu não fosse a campeã da prova o fato seria irrelevante”

Após análise completa de um vídeo oficial, veio a decisão da desclassificação. Foto: arquivo pessoal Após análise completa de um vídeo oficial, veio a decisão da desclassificação. Foto: arquivo pessoal

O outro lado - O Comandante Mario Lacerda, responsável pela organização do evento, afirma que tomou a decisão com base na totalidade do vídeo oficial e não apenas no trecho exibido aos atletas durante a premiação, ou numa foto que percorreu as redes sociais. “Foi o cumprimento simples e irrestrito do regulamento. Dizer que andar de mãos dadas foi uma demonstração de carinho, ou que outras pessoas também tiveram contato físico é apenas uma forma de como contornar as leis para beneficiar nossos amigos e a gente mesmo”.

O item 2.13 do regulamento da prova diz “Os Atletas não poderão ter nenhum contato FÍSICO com outras pessoas durante toda a corrida”. Ana questiona que nesse caso a punição deveria ter sido aplicada conforme o item 7.3, que acrescentaria uma hora a mais no tempo final, mas para Mario a infração foi muito além disso.
“Andar de mãos dadas ou ser puxado por alguém é ser desonesto com os outros atletas. Não acredito que ela tenha feito isso de má fé, afinal foi durante o dia e ela é uma atleta forte e experiente, porém, isso não descaracteriza a infração”, comenta o organizador.

Ainda sob o calor dos acontecimentos, Ana afirma que não tem intenção de voltar à BR 135+ no próximo ano, porém Mario deixa claro que a decisão foi apenas técnica e não pessoal. “Eu lhe dei o benefício de não ser banida, como já ocorreu com outros atletas no passado. Então caso ela se classifique no próximo ano será bem vinda”, finaliza.


Entenda a desclassificação da campeã da Ultramaratona Brasil 135+

Ultra Maratona · 29 jan, 2015

A edição 2015 BR 135+, uma das principais e mais difíceis ultramaratonas do país com 281 quilômetros de percurso, foi marcada por muita polêmica com a desclassificação da primeira colocada, Ana Luiza Matos. A prova reúne corredores do Brasil e do mundo e, após o término da corrida, um competidor entrou com recurso alegando que ela havia sofrido contato físico com outra pessoa, o que é proibido pelo regulamento.

Ana postou um desabafo nas redes sociais e logo parte da comunidade de ultramaratonistas saiu em sua defesa, afirmando ter faltado bom senso ao diretor de prova. Ela percorreu parte do caminho de mãos dadas com seu marido, ato que ela considerou como uma forma de incentivo e carinho num momento de cansaço e muito desgaste físico.

Porém, a organização interpretou como uma forma de receber ajuda externa e a desclassificou. “Aquele local não tinha grau de dificuldade e estávamos à luz do dia. Não quis burlar nada e estava inclusive à frente do meu marido”, afirma Ana. Ela comenta ainda que poderia ter burlado o regulamento sem que ninguém se desse conta. “Em alguns trechos não havia staff à noite, corri e andei sozinha e só em alguns lugares anotavam meu número e hora”.

Ela se diz chateada com o organizador, Mario Lacerda, porque ele teria usado dois pesos e duas medidas com o fato. “Outros atletas também receberam apoio e não foram desclassificados. Mas ele disse que se eu não fosse a campeã da prova o fato seria irrelevante”

Após análise completa de um vídeo oficial, veio a decisão da desclassificação. Foto: arquivo pessoal Após análise completa de um vídeo oficial, veio a decisão da desclassificação. Foto: arquivo pessoal

O outro lado - O Comandante Mario Lacerda, responsável pela organização do evento, afirma que tomou a decisão com base na totalidade do vídeo oficial e não apenas no trecho exibido aos atletas durante a premiação, ou numa foto que percorreu as redes sociais. “Foi o cumprimento simples e irrestrito do regulamento. Dizer que andar de mãos dadas foi uma demonstração de carinho, ou que outras pessoas também tiveram contato físico é apenas uma forma de como contornar as leis para beneficiar nossos amigos e a gente mesmo”.

O item 2.13 do regulamento da prova diz “Os Atletas não poderão ter nenhum contato FÍSICO com outras pessoas durante toda a corrida”. Ana questiona que nesse caso a punição deveria ter sido aplicada conforme o item 7.3, que acrescentaria uma hora a mais no tempo final, mas para Mario a infração foi muito além disso.
“Andar de mãos dadas ou ser puxado por alguém é ser desonesto com os outros atletas. Não acredito que ela tenha feito isso de má fé, afinal foi durante o dia e ela é uma atleta forte e experiente, porém, isso não descaracteriza a infração”, comenta o organizador.

Ainda sob o calor dos acontecimentos, Ana afirma que não tem intenção de voltar à BR 135+ no próximo ano, porém Mario deixa claro que a decisão foi apenas técnica e não pessoal. “Eu lhe dei o benefício de não ser banida, como já ocorreu com outros atletas no passado. Então caso ela se classifique no próximo ano será bem vinda”, finaliza.

XTerra divulga calendário de 2015 com etapa comemorativa em Noronha

O XTERRA Brazil Tour começa 2015 com novidades. No ano em que completa dez anos, o maior circuito de esportes off-road do Brasil tem uma surpresa para quem gosta de adrenalina: uma edição comemorativa em Fernando de Noronha, em outubro. Com 11 etapas marcadas na temporada, o evento começará sua aventura pelo país em um lugar bastante tradicional, Costa Verde, dias sete e oito de março.

"Estamos muito empolgados porque vamos comemorar dez anos em alto estilo. Novos percursos, novos formatos, mas a mesma vontade de inovar. O ano de 2015 será especial", disse Bernardo Fonseca, CEO da X3M Sports Business, empresa que organiza o XTERRA Brazil Tour.

A etapa de Paraty será nos dias 11 e 12 de abril Foto: Christina Volpe/Webrun A etapa de Paraty será nos dias 11 e 12 de abril Foto: Christina Volpe/Webrun

Além dos tradicionais triathlon, Night Run de sete e 21 quilômetros, e Endurance 50 quilômetros, duas modalidades voltam com força para o circuito depois de aparecerem em duas etapas em 2014: MTB Cup e Swim Challenge. As provas de mountain bike estarão em sete cidades, enquanto as de natação em mar aberto, em cinco.

Uma edição inédita do circuito acontecerá na região Centro-Oeste do Brasil. Chamada de XTERRA Cerrado, a prova será em Brasília e terá a Ermida Dom Bosco como palco, com natação no famoso Lago Paranoá. Locais tradicionais como Paraty, Ilhabela e Tiradentes também estão no roteiro do XTerra Brazil Tour 2015.

Abaixo, o calendário completo do evento em 2015.


XTerra Brazil Tour 2015

7 e 8 de março – XTERRA Costa Verde I
Modalidades: Trail Run (5km, 10km e 21km), Endurance 50k, Short Triathlon e Kids Mini Corrida

11 e 12 de abril – XTERRA Paraty
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup, Swim Challenge (1,5km e 3km) e Kids Mini Corrida

9 e 10 de maio – XTERRA Ilhabela (etapa mundial)
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB CUp, Swim Challenge (1,5km e 3km) e Kids Mini Corrida

Junho – XTERRA Minas I (data e cidade a confirmar)
Modalidades: Duathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup e Kids Mini Corrida

11 e 12 de julho – XTERRA Cerrado (Brasília)
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup e Kids Mini Corrida

8 e 9 de agosto – XTERRA Costa Verde II
Modalidades: Triathon, Night Run de 7km e 21km, Swim Challenge (1,5km e 3km), SUP Clash e Kids Mini Corrida

29 e 30 de agosto – XTERRA Ilhabela II
Modalidades: Trail Run (5km, 10km e 21km), Endurance 50k, Short Triathlon e Kids Mini Corrida

12 de setembro – XTERRA Camp Rota do Sol
Modalidades: Triathlon, MTC Cup e Night Run 7km

26 e 27 de setembro – XTERRA Estrada Real (Tiradentes–MG)
Modalidades: Duathlon, Night Run de 7km e 21km, Endurance 50k, MTB Cup e Kids Mini Corrida

17 e 18 de outubro –XTERRA Noronha
Modalidades: Triathlon, Swim Challenge (1,5km e 5km) e Kids Mini Corrida

14 e 15 de novembro – XTERRA Camp Juiz de Fora
Modalidades: Triathlon, Trail Run 9km, Swim Challenge (1,5km e 3km), MTB Cup, SUP Clash e Kids Mini Corrida


XTerra divulga calendário de 2015 com etapa comemorativa em Noronha

Corrida de Montanha · 13 jan, 2015

O XTERRA Brazil Tour começa 2015 com novidades. No ano em que completa dez anos, o maior circuito de esportes off-road do Brasil tem uma surpresa para quem gosta de adrenalina: uma edição comemorativa em Fernando de Noronha, em outubro. Com 11 etapas marcadas na temporada, o evento começará sua aventura pelo país em um lugar bastante tradicional, Costa Verde, dias sete e oito de março.

"Estamos muito empolgados porque vamos comemorar dez anos em alto estilo. Novos percursos, novos formatos, mas a mesma vontade de inovar. O ano de 2015 será especial", disse Bernardo Fonseca, CEO da X3M Sports Business, empresa que organiza o XTERRA Brazil Tour.

A etapa de Paraty será nos dias 11 e 12 de abril Foto: Christina Volpe/Webrun A etapa de Paraty será nos dias 11 e 12 de abril Foto: Christina Volpe/Webrun

Além dos tradicionais triathlon, Night Run de sete e 21 quilômetros, e Endurance 50 quilômetros, duas modalidades voltam com força para o circuito depois de aparecerem em duas etapas em 2014: MTB Cup e Swim Challenge. As provas de mountain bike estarão em sete cidades, enquanto as de natação em mar aberto, em cinco.

Uma edição inédita do circuito acontecerá na região Centro-Oeste do Brasil. Chamada de XTERRA Cerrado, a prova será em Brasília e terá a Ermida Dom Bosco como palco, com natação no famoso Lago Paranoá. Locais tradicionais como Paraty, Ilhabela e Tiradentes também estão no roteiro do XTerra Brazil Tour 2015.

Abaixo, o calendário completo do evento em 2015.


XTerra Brazil Tour 2015

7 e 8 de março – XTERRA Costa Verde I
Modalidades: Trail Run (5km, 10km e 21km), Endurance 50k, Short Triathlon e Kids Mini Corrida

11 e 12 de abril – XTERRA Paraty
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup, Swim Challenge (1,5km e 3km) e Kids Mini Corrida

9 e 10 de maio – XTERRA Ilhabela (etapa mundial)
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB CUp, Swim Challenge (1,5km e 3km) e Kids Mini Corrida

Junho – XTERRA Minas I (data e cidade a confirmar)
Modalidades: Duathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup e Kids Mini Corrida

11 e 12 de julho – XTERRA Cerrado (Brasília)
Modalidades: Triathlon, Night Run de 7km e 21km, MTB Cup e Kids Mini Corrida

8 e 9 de agosto – XTERRA Costa Verde II
Modalidades: Triathon, Night Run de 7km e 21km, Swim Challenge (1,5km e 3km), SUP Clash e Kids Mini Corrida

29 e 30 de agosto – XTERRA Ilhabela II
Modalidades: Trail Run (5km, 10km e 21km), Endurance 50k, Short Triathlon e Kids Mini Corrida

12 de setembro – XTERRA Camp Rota do Sol
Modalidades: Triathlon, MTC Cup e Night Run 7km

26 e 27 de setembro – XTERRA Estrada Real (Tiradentes–MG)
Modalidades: Duathlon, Night Run de 7km e 21km, Endurance 50k, MTB Cup e Kids Mini Corrida

17 e 18 de outubro –XTERRA Noronha
Modalidades: Triathlon, Swim Challenge (1,5km e 5km) e Kids Mini Corrida

14 e 15 de novembro – XTERRA Camp Juiz de Fora
Modalidades: Triathlon, Trail Run 9km, Swim Challenge (1,5km e 3km), MTB Cup, SUP Clash e Kids Mini Corrida

Você tem medo de Sal? Pois acho que não deveria…

O manual do “Perfeito Bom Nutricionista” diz que devemos consumir sal com moderação. Para entendermos se estamos exagerando ou não com a dose do sal, é importante primeiro olhar sobre a recomendação para um adulto saudável. A atual recomendação é de 2.300mg diárias de sódio (cerca de 6g de sal). Mas a absoluta maioria de americanos e brasileiros ultrapassa em muito este valor. Médicos e Nutricionistas correm para dizer que este excesso é nocivo e pode causar hipertensão. Mas... Será mesmo?

Sempre que uma autoridade que supostamente entende mais do que você em um assunto de caráter técnico, fala uma diretriz, você tende a lhe dar razão, afinal, não existiriam motivos para eles quererem nos enganar. Porém, a pergunta deveria ser outra: qual será à base de fundamentação deste valor? Será que eles mentem? Não, não mentem, mas será que sabem o que falam? Infelizmente e provavelmente também não.

Cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás Foto: Jiri Hera/Fotolia Cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás Foto: Jiri Hera/Fotolia

O United States Department of Agriculture (USDA), o Centers for Disease Control (CDC) e a American Heart Association (AHA), órgãos americanos que hoje servem de base para diretrizes nos EUA e no Brasil, alegam que ultrapassar os 2.300mg diários de sódio é perigoso porque aumenta a pressão arterial e pode levar a um maior risco cardíaco e renal.

Para usar assim um número tão “quebrado”, deveriam existir evidências, mas elas não existem, essa meta foi inventada sem fundamento. Mais do que isso, para idosos (acima de 50 anos), diabéticos e hipertensos, o valor é desumanamente mais rigoroso, 1.500mg. Mas vamos aqui nos concentrar nos adultos saudáveis.

É um fato que não há quem negue: comer sal, por causa do sódio, tem um efeito agudo (imediato e momentâneo) no aumento da pressão. Isso porque ao ingerir sal, o corpo retém mais água para compensar o aumento da concentração de sódio no sangue. Por isso que alimentos salgados dão sede, é uma resposta natural, é a homeostase “cuidando” do equilíbrio do corpo. O resultado desta retenção líquida é um aumento da pressão que cairá apenas quando os rins conseguirem eliminar o sal e a água. Ou seja, é uma hipertensão momentânea.

Porém, o desafio da Ciência é descobrir até onde esse efeito agudo do sal/sódio vira um estado crônico com suas consequências sérias. Por enquanto isso é puro chute, é uma enorme especulação sem evidência. E base de sustentação para se combater isso é apenas fé, é apenas achismo, é uma lógica nada científica e apenas puritana, aquela que estabelece (e deseja!) com um pé na ideia do pecado da gula por um alimento, no caso o sal, como as causas de um male. É o profissional da saúde apelando a Deus quando não tem resposta a um problema complexo.

Para grande parte dos cientistas culpar o sal por males causados as pessoas é a solução Foto: Allesk/Fotolia Para grande parte dos cientistas culpar o sal por males causados as pessoas é a solução Foto: Allesk/Fotolia

Muito pior e muito mais grave do que isso é que ao ficarmos focando toda nossa atenção no sal/sódio como causador de graves problemas como a hipertensão, corremos o enorme risco de deixar passar o verdadeiro “vilão” causador do problema.

Não deixa de ser meio decepcionante saber da origem do veredito do sal. Em 1940, o médico alemão Wallace Kempner da Duke University desenvolveu a “dieta do arroz” que convenceu uma geração de médicos que espalharam essa tese. Kempner criou uma dieta para tratar hipertensos. Essa dieta restringia fortemente o sal e funcionou. Porém, Kempner também mexia com a quantidade de inúmeros outros nutrientes, entre eles, a dieta continha altas quantidades de Potássio, um sabido nutriente que influencia positivamente na redução da hipertensão. E no caso quando a dieta não funcionava, usava-se o argumento tão usado quando não se sabe a resposta de um problema, terceirizam a culpa. Ou seja, depois de cortado o sal, se a pressão não caía, a culpa era do paciente que não teria seguido corretamente a dieta.

Pois o debate em torno do sal ser um mero coadjuvante voltou à tona por causa de um estudo do Institute of Medicine que concluiu não haver evidências que “justifiquem as recomendações para reduzir o consumo diário de sódio para os 1.500mg”. Mais do que isso, um estudo italiano tinha encontrado que uma grande redução de sódio pode inclusive ser problemática para a saúde de algumas pessoas, tal qual um estudo de 1972 no The New England Journal of Medicine. Ou seja, não sabemos se excesso faz mal, mas pouco sal definitivamente é bem perigoso.

Outro argumento de apoio para comermos pouco sal foi o fato de haver populações que consomem muito pouco sal que praticamente não sofrem de hipertensão. Mas de novo, esses mesmos povos não consomem muita coisa, como açúcar, por exemplo. Mas optaram pela saída fácil para um problema que não sabem a resposta: “culpar” o sal/sódio. Outra argumentação ainda é um estudo que gerou sódio-sensibilidade em ratos que consumiam muito sal. Porém, esses ratos comiam o equivalente a 500g de sal para um humano adulto!

Infelizmente o que era hipótese virou fato, mesmo sem provas. A NIH (EUA) investiu toneladas de dinheiro em estudos para reforçar a hipótese. Como nada de mais conclusivo surgiu, tinham que justificar de alguma maneira seu posicionamento rigoroso com o alimento. Então se apoiaram em um único estudo. O DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension. Ou intervenções nutricionais para interromper a hipertensão) feito em 2001 e que durou apenas 30 dias com somente 412 indivíduos que observou uma pequena queda da pressão arterial no grupo que reduziu o sal. Porém, ela foi pequena, modesta e em nada descobriu sobre seus efeitos na hipertensão ou nos efeitos crônicos na mortalidade ou risco cardíaco ao longo prazo. Nada.

Como é bem típico na Nutrição, as diretrizes quanto ao consumo de sal parecem suplantar a ciência, parece ser vítima de má interpretação de dados. Em maio de 1998, por exemplo, uma análise da Universidade de Copenhagen no Journal of the American Medical Association (JAMA) com 114 estudos promovendo a redução do consumo de sal arrancou a seguinte declaração do editor do JAMA quando os resultados foram pífios: pode-se dizer sem dúvida alguma que a atual redução recomendada de sal vai muito além dos fatos científicos.

Estou falando tudo isso porque um novo artigo reacendeu o debate dizendo que o açúcar tem um peso muito maior que o sal na hipertensão crônica. Funciona mais ou menos assim, a redução do consumo de açúcar e carboidratos gera uma perda de água por causa da queda inevitável dos níveis de insulina quando restringimos esses alimentos. Assim, os rins acabam liberando sódio e também água, reduzindo a pressão. Isso é um fato, não é chute.

Eu já havia dito isso aqui mesmo no Webrun quase três anos atrás, àquela época eu não era o único a falar que é o açúcar e não o sal um grande vilão da hipertensão, pois é o hormônio insulina quem ajuda cronicamente na retenção de líquidos enquanto o sal tem efeito “apenas” agudo. Ou seja, se você tem rins saudáveis e quer evitar o pior, atente ao pó branco. Mas o pó é doce!

Mas quando disse aquilo, houve quem não gostasse. Mas eu entendo. São 40 anos buscando evidências contra o sal sem sucesso. Há 40 anos “sabem” quem é que causa hipertensão, mas estudo atrás de estudo não traz a resposta. Quando elas em um ou outro estudo curto parecem existir, reforçam a mensagem de papel de vilão. Quando elas falham, como em tantos outros, ficam perdidas em meio ao barulho de quem só ouve o que quer. Ou seja, cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás.

Se o seu Médico ou Nutricionista insiste que você vai virar hipertenso por comer muito sal, não importa o que você tente falar, se ele já tem um veredito, nunca irá escutar. Está mais do que na hora de tirar o debate sobre sal/hipertensão da idade média e trazer para o campo da ciência. Começando a ler esse belo artigo para esses é um bom começo.


Você tem medo de Sal? Pois acho que não deveria…

Atletismo · 12 jan, 2015

O manual do “Perfeito Bom Nutricionista” diz que devemos consumir sal com moderação. Para entendermos se estamos exagerando ou não com a dose do sal, é importante primeiro olhar sobre a recomendação para um adulto saudável. A atual recomendação é de 2.300mg diárias de sódio (cerca de 6g de sal). Mas a absoluta maioria de americanos e brasileiros ultrapassa em muito este valor. Médicos e Nutricionistas correm para dizer que este excesso é nocivo e pode causar hipertensão. Mas... Será mesmo?

Sempre que uma autoridade que supostamente entende mais do que você em um assunto de caráter técnico, fala uma diretriz, você tende a lhe dar razão, afinal, não existiriam motivos para eles quererem nos enganar. Porém, a pergunta deveria ser outra: qual será à base de fundamentação deste valor? Será que eles mentem? Não, não mentem, mas será que sabem o que falam? Infelizmente e provavelmente também não.

Cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás Foto: Jiri Hera/Fotolia Cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás Foto: Jiri Hera/Fotolia

O United States Department of Agriculture (USDA), o Centers for Disease Control (CDC) e a American Heart Association (AHA), órgãos americanos que hoje servem de base para diretrizes nos EUA e no Brasil, alegam que ultrapassar os 2.300mg diários de sódio é perigoso porque aumenta a pressão arterial e pode levar a um maior risco cardíaco e renal.

Para usar assim um número tão “quebrado”, deveriam existir evidências, mas elas não existem, essa meta foi inventada sem fundamento. Mais do que isso, para idosos (acima de 50 anos), diabéticos e hipertensos, o valor é desumanamente mais rigoroso, 1.500mg. Mas vamos aqui nos concentrar nos adultos saudáveis.

É um fato que não há quem negue: comer sal, por causa do sódio, tem um efeito agudo (imediato e momentâneo) no aumento da pressão. Isso porque ao ingerir sal, o corpo retém mais água para compensar o aumento da concentração de sódio no sangue. Por isso que alimentos salgados dão sede, é uma resposta natural, é a homeostase “cuidando” do equilíbrio do corpo. O resultado desta retenção líquida é um aumento da pressão que cairá apenas quando os rins conseguirem eliminar o sal e a água. Ou seja, é uma hipertensão momentânea.

Porém, o desafio da Ciência é descobrir até onde esse efeito agudo do sal/sódio vira um estado crônico com suas consequências sérias. Por enquanto isso é puro chute, é uma enorme especulação sem evidência. E base de sustentação para se combater isso é apenas fé, é apenas achismo, é uma lógica nada científica e apenas puritana, aquela que estabelece (e deseja!) com um pé na ideia do pecado da gula por um alimento, no caso o sal, como as causas de um male. É o profissional da saúde apelando a Deus quando não tem resposta a um problema complexo.

Para grande parte dos cientistas culpar o sal por males causados as pessoas é a solução Foto: Allesk/Fotolia Para grande parte dos cientistas culpar o sal por males causados as pessoas é a solução Foto: Allesk/Fotolia

Muito pior e muito mais grave do que isso é que ao ficarmos focando toda nossa atenção no sal/sódio como causador de graves problemas como a hipertensão, corremos o enorme risco de deixar passar o verdadeiro “vilão” causador do problema.

Não deixa de ser meio decepcionante saber da origem do veredito do sal. Em 1940, o médico alemão Wallace Kempner da Duke University desenvolveu a “dieta do arroz” que convenceu uma geração de médicos que espalharam essa tese. Kempner criou uma dieta para tratar hipertensos. Essa dieta restringia fortemente o sal e funcionou. Porém, Kempner também mexia com a quantidade de inúmeros outros nutrientes, entre eles, a dieta continha altas quantidades de Potássio, um sabido nutriente que influencia positivamente na redução da hipertensão. E no caso quando a dieta não funcionava, usava-se o argumento tão usado quando não se sabe a resposta de um problema, terceirizam a culpa. Ou seja, depois de cortado o sal, se a pressão não caía, a culpa era do paciente que não teria seguido corretamente a dieta.

Pois o debate em torno do sal ser um mero coadjuvante voltou à tona por causa de um estudo do Institute of Medicine que concluiu não haver evidências que “justifiquem as recomendações para reduzir o consumo diário de sódio para os 1.500mg”. Mais do que isso, um estudo italiano tinha encontrado que uma grande redução de sódio pode inclusive ser problemática para a saúde de algumas pessoas, tal qual um estudo de 1972 no The New England Journal of Medicine. Ou seja, não sabemos se excesso faz mal, mas pouco sal definitivamente é bem perigoso.

Outro argumento de apoio para comermos pouco sal foi o fato de haver populações que consomem muito pouco sal que praticamente não sofrem de hipertensão. Mas de novo, esses mesmos povos não consomem muita coisa, como açúcar, por exemplo. Mas optaram pela saída fácil para um problema que não sabem a resposta: “culpar” o sal/sódio. Outra argumentação ainda é um estudo que gerou sódio-sensibilidade em ratos que consumiam muito sal. Porém, esses ratos comiam o equivalente a 500g de sal para um humano adulto!

Infelizmente o que era hipótese virou fato, mesmo sem provas. A NIH (EUA) investiu toneladas de dinheiro em estudos para reforçar a hipótese. Como nada de mais conclusivo surgiu, tinham que justificar de alguma maneira seu posicionamento rigoroso com o alimento. Então se apoiaram em um único estudo. O DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension. Ou intervenções nutricionais para interromper a hipertensão) feito em 2001 e que durou apenas 30 dias com somente 412 indivíduos que observou uma pequena queda da pressão arterial no grupo que reduziu o sal. Porém, ela foi pequena, modesta e em nada descobriu sobre seus efeitos na hipertensão ou nos efeitos crônicos na mortalidade ou risco cardíaco ao longo prazo. Nada.

Como é bem típico na Nutrição, as diretrizes quanto ao consumo de sal parecem suplantar a ciência, parece ser vítima de má interpretação de dados. Em maio de 1998, por exemplo, uma análise da Universidade de Copenhagen no Journal of the American Medical Association (JAMA) com 114 estudos promovendo a redução do consumo de sal arrancou a seguinte declaração do editor do JAMA quando os resultados foram pífios: pode-se dizer sem dúvida alguma que a atual redução recomendada de sal vai muito além dos fatos científicos.

Estou falando tudo isso porque um novo artigo reacendeu o debate dizendo que o açúcar tem um peso muito maior que o sal na hipertensão crônica. Funciona mais ou menos assim, a redução do consumo de açúcar e carboidratos gera uma perda de água por causa da queda inevitável dos níveis de insulina quando restringimos esses alimentos. Assim, os rins acabam liberando sódio e também água, reduzindo a pressão. Isso é um fato, não é chute.

Eu já havia dito isso aqui mesmo no Webrun quase três anos atrás, àquela época eu não era o único a falar que é o açúcar e não o sal um grande vilão da hipertensão, pois é o hormônio insulina quem ajuda cronicamente na retenção de líquidos enquanto o sal tem efeito “apenas” agudo. Ou seja, se você tem rins saudáveis e quer evitar o pior, atente ao pó branco. Mas o pó é doce!

Mas quando disse aquilo, houve quem não gostasse. Mas eu entendo. São 40 anos buscando evidências contra o sal sem sucesso. Há 40 anos “sabem” quem é que causa hipertensão, mas estudo atrás de estudo não traz a resposta. Quando elas em um ou outro estudo curto parecem existir, reforçam a mensagem de papel de vilão. Quando elas falham, como em tantos outros, ficam perdidas em meio ao barulho de quem só ouve o que quer. Ou seja, cortar o sal é uma recomendação que virou sabedoria popular de quem quer ganhar a discussão no grito e baseado em um antigo achismo lá atrás.

Se o seu Médico ou Nutricionista insiste que você vai virar hipertenso por comer muito sal, não importa o que você tente falar, se ele já tem um veredito, nunca irá escutar. Está mais do que na hora de tirar o debate sobre sal/hipertensão da idade média e trazer para o campo da ciência. Começando a ler esse belo artigo para esses é um bom começo.