Saúde

Dores musculares: devo ou não me medicar em casa?

Saúde · 02 jun, 2020

O novo corona vírus está provocando mudanças significativas no comportamento das pessoas, e em todo o mundo. A prática de exercícios é benéfica para todas as pessoas, e é indicada como uma das ações para ter uma vida mais saudável. […]

O que faz um ortopedista e quando você deve se consultar com um?

Saúde · 26 maio, 2020

A Ortopedia e a Traumatologia andam unidas, esta é a especialidade médica dedicada a cuidar dos traumatismos do aparelho musculoesquelético. O foco principal de um ortopedista, geralmente, é o atendimento a lesões dos ossos, tendões, coluna, bacia, membros superiores e inferiores. […]

Asma x bronquite: entenda as diferenças

Foto: Fotolia/zlikovec Foto: Fotolia/zlikovec

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Chiado no peito, tosse e falta de ar. Quem sofre com esses sintomas desconfortáveis, sabe o quanto é difícil fazer atividades físicas ou até mesmo corriqueiras sem interrupção. Aquela paradinha estratégica para retomar o fôlego e o uso de medicamentos, como inalação com broncodilatadores e as famosas “bombinhas” são itens essenciais no checklist de quem possui asma. Ou seria bronquite? Pois é, muita gente que sofre com essas limitações não sabe exatamente o que tem ao certo. Para esclarecer essas diferenças, fomos a um bate-papo promovido pela Boehringer Ingelheim com a participação de Fernando Scherer (o Xuxa), ex-atleta brasileiro de natação que já sofreu muito com a asma, e o dr. Mauro Gomes, pneumologista e diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. O encontro rendeu muitas informações que vamos compartilhar com você aqui.


Asma e bronquite não são a mesma coisa

É muito comum achar que as duas doenças são iguais, afinal ambas possuem os mesmos sintomas. Começando pela asma: é uma doença respiratória genética (ou seja, hereditária, se você tem, é porque herdou de algum membro de sua família), que consiste na irritação dos brônquios, que ficam sensíveis e inflamados, causando a típica falta de ar, tosse e “peito cheio”. Os fatores desencadeantes da asma são: fezes de ácaros, micro-organismos que se alimentam de pele descamada e habitam carpetes, cortinas, travesseiros, roupas de cama, entre outros lugares; ar-condicionado; mudança brusca de temperatura (geralmente tempo frio e seco estimulam o aparecimento de uma crise) e a presença de animais em casa.

Ácaros, um dos causadores das crises de asma. Suas fezes causam irritação nos brônquios. Foto: Fotolia/Sebastian Kaulitzky. Ácaros, um dos causadores das crises de asma. Suas fezes causam irritação nos brônquios. Foto: Fotolia/Sebastian Kaulitzky.

Por sua a vez, a bronquite tem duas vertentes: a crônica, que é a inflamação prolongada dos brônquios; e o enfisema, que destrói os alvéolos pulmonares. Ambas são causadas pelo tabagismo e contam com os mesmos sintomas da asma. de sintomas da asma. Também é conhecida como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).


Asma é a 4ª causa de internação pelo SUS no Brasil

“A asma não tem cura, mas o controle por meio de medicação e uma vida ativa ajudam no controle das crises”, afirma dr. Mauro Gomes, que disse que o maior problema da doença é subestimá-la. “As pessoas usam apenas paliativos para controlar um momento de crise, mas não entendem a necessidade de tratar a raiz do problema, que é a própria inflamação dos brônquios. O uso da inalação ou de uma bombinha, por exemplo, apenas aliviam os sintomas, mas não atuam na desinflamação”, esclarece o pneumologista. Por conta dessa falta de conhecimento, a asma é a 4ª causa de internação pelo SUS: estima-se que a doença seja parte da vida de 20 a 25 milhões de pessoas no Brasil.

Erro dos asmáticos está em acreditar que remédios paliativos resolvem o problema. Na verdade, eles apenas controlam uma crise, aliviando os sintomas. Foto: Fotolia/Sherry Young. Erro dos asmáticos está em acreditar que remédios paliativos resolvem o problema. Na verdade, eles apenas controlam uma crise, aliviando os sintomas. Foto: Fotolia/Sherry Young.

“O tratamento para um paciente asmático começa dentro de casa: evitar carpetes, manter o ambiente sempre limpo e arejado, além de evitar que animais fiquem em determinadas áreas, como cama e sofá, dificultam a proliferação de ácaros, além da prescrição medicamentosa por um profissional ajudam o paciente a reduzir as crises”, recomenda Gomes.

No caso da bronquite crônica, a recomendação é a mesma, no entanto parar de fumar e ter acompanhamento médico mais frequente é essencial, já que é um quadro mais sério.


Praticar esporte não piora a situação?

Atividades como natação, corrida, spinning e transport ajudam a melhorar a capacidade respiratória de quem sofre com a asma. Foto: Fotolia/Stefan Schurr Atividades como natação, corrida, spinning e transport ajudam a melhorar a capacidade respiratória de quem sofre com a asma. Foto: Fotolia/Stefan Schurr

Pelo contrário, pode ajudar bastante e aumentar o espaço entre as crises. “Quando o paciente tem asma não controlada, existe o risco de crises induzidas pelos exercícios físicos. Mas em combinação com tratamento medicamentoso que mantém a asma controlada, a atividade física melhora o condicionamento cardiorrespiratório do asmático e, consequentemente, a tolerância ao esforço”, esclarece o especialista.
Por isso, aposte em atividades aeróbicas que estimulam a capacidade respiratória, como spinning, corrida, transport e natação.

Fernando Scherer, o Xuxa, que o diga. Diagnosticado com asma na adolescência, começou a nadar por recomendação médica. “Não gostava, achava chato, mas levei a sério as aulas. Um dia meu treinador disse que eu levava jeito para o esporte e então comecei a ver a natação de outra forma: estava feliz porque tinha um talento e me dediquei até me tornar campeão mundial”, lembra o ex-atleta, que hoje está afastado das raias, mas nunca parou de se exercitar. “Eu sofri muito com a asma, cheguei a ter uma crise feia quando já estava atuando profissionalmente. Por isso sempre fui cuidadoso para a doença não ganhar força”, comenta.

Xuxa não está sozinho: além dele, muitos atletas de alto rendimento sofrem com a asma. Alguns exemplos de ídolos do esporte são Marta da Silva (jogadora de futebol brasileiro feminino) e David Beckham (jogador de futebol inglês). Segundo estudo do Journal Sports Medicine de 2012, cerca de 8% dos atletas olímpicos possuem asma, mas isso não parece ser um fator limitante: outra pesquisa mostrou que 17% dos ciclistas e 19% dos nadadores relataram diagnóstico de asma, mas ganharam 29% e 33% das medalhas nessas modalidades. Ou seja, mais um motivo para você fazer um tratamento adequado e fazer exercícios.

Como saber se a asma está controlada?

Segundo o GINA (Global Initiative for Asthma), os sintomas abaixo apontam quando a doença não está controlada. Sentiu algum desses sintomas nas últimas 4 semanas? Corra para o pneumologista para que ele possa indicar o tratamento ideal para você.

- Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana.
- A asma está impedindo a realização de atividades do dia a dia.
- Sintomas de falta de ar, tosse e chiado no peito mais de duas vezes por semana.
- Qualquer despertar durante a noite causado por esses sintomas.



Asma x bronquite: entenda as diferenças

Saúde · 14 maio, 2020

Foto: Fotolia/zlikovec Foto: Fotolia/zlikovec

Procurando pelo seu próximo desafio? Clique aqui e veja o calendário de provas mais completo do Brasil!

Chiado no peito, tosse e falta de ar. Quem sofre com esses sintomas desconfortáveis, sabe o quanto é difícil fazer atividades físicas ou até mesmo corriqueiras sem interrupção. Aquela paradinha estratégica para retomar o fôlego e o uso de medicamentos, como inalação com broncodilatadores e as famosas “bombinhas” são itens essenciais no checklist de quem possui asma. Ou seria bronquite? Pois é, muita gente que sofre com essas limitações não sabe exatamente o que tem ao certo. Para esclarecer essas diferenças, fomos a um bate-papo promovido pela Boehringer Ingelheim com a participação de Fernando Scherer (o Xuxa), ex-atleta brasileiro de natação que já sofreu muito com a asma, e o dr. Mauro Gomes, pneumologista e diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. O encontro rendeu muitas informações que vamos compartilhar com você aqui.


Asma e bronquite não são a mesma coisa

É muito comum achar que as duas doenças são iguais, afinal ambas possuem os mesmos sintomas. Começando pela asma: é uma doença respiratória genética (ou seja, hereditária, se você tem, é porque herdou de algum membro de sua família), que consiste na irritação dos brônquios, que ficam sensíveis e inflamados, causando a típica falta de ar, tosse e “peito cheio”. Os fatores desencadeantes da asma são: fezes de ácaros, micro-organismos que se alimentam de pele descamada e habitam carpetes, cortinas, travesseiros, roupas de cama, entre outros lugares; ar-condicionado; mudança brusca de temperatura (geralmente tempo frio e seco estimulam o aparecimento de uma crise) e a presença de animais em casa.

Ácaros, um dos causadores das crises de asma. Suas fezes causam irritação nos brônquios. Foto: Fotolia/Sebastian Kaulitzky. Ácaros, um dos causadores das crises de asma. Suas fezes causam irritação nos brônquios. Foto: Fotolia/Sebastian Kaulitzky.

Por sua a vez, a bronquite tem duas vertentes: a crônica, que é a inflamação prolongada dos brônquios; e o enfisema, que destrói os alvéolos pulmonares. Ambas são causadas pelo tabagismo e contam com os mesmos sintomas da asma. de sintomas da asma. Também é conhecida como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).


Asma é a 4ª causa de internação pelo SUS no Brasil

“A asma não tem cura, mas o controle por meio de medicação e uma vida ativa ajudam no controle das crises”, afirma dr. Mauro Gomes, que disse que o maior problema da doença é subestimá-la. “As pessoas usam apenas paliativos para controlar um momento de crise, mas não entendem a necessidade de tratar a raiz do problema, que é a própria inflamação dos brônquios. O uso da inalação ou de uma bombinha, por exemplo, apenas aliviam os sintomas, mas não atuam na desinflamação”, esclarece o pneumologista. Por conta dessa falta de conhecimento, a asma é a 4ª causa de internação pelo SUS: estima-se que a doença seja parte da vida de 20 a 25 milhões de pessoas no Brasil.

Erro dos asmáticos está em acreditar que remédios paliativos resolvem o problema. Na verdade, eles apenas controlam uma crise, aliviando os sintomas. Foto: Fotolia/Sherry Young. Erro dos asmáticos está em acreditar que remédios paliativos resolvem o problema. Na verdade, eles apenas controlam uma crise, aliviando os sintomas. Foto: Fotolia/Sherry Young.

“O tratamento para um paciente asmático começa dentro de casa: evitar carpetes, manter o ambiente sempre limpo e arejado, além de evitar que animais fiquem em determinadas áreas, como cama e sofá, dificultam a proliferação de ácaros, além da prescrição medicamentosa por um profissional ajudam o paciente a reduzir as crises”, recomenda Gomes.

No caso da bronquite crônica, a recomendação é a mesma, no entanto parar de fumar e ter acompanhamento médico mais frequente é essencial, já que é um quadro mais sério.


Praticar esporte não piora a situação?

Atividades como natação, corrida, spinning e transport ajudam a melhorar a capacidade respiratória de quem sofre com a asma. Foto: Fotolia/Stefan Schurr Atividades como natação, corrida, spinning e transport ajudam a melhorar a capacidade respiratória de quem sofre com a asma. Foto: Fotolia/Stefan Schurr

Pelo contrário, pode ajudar bastante e aumentar o espaço entre as crises. “Quando o paciente tem asma não controlada, existe o risco de crises induzidas pelos exercícios físicos. Mas em combinação com tratamento medicamentoso que mantém a asma controlada, a atividade física melhora o condicionamento cardiorrespiratório do asmático e, consequentemente, a tolerância ao esforço”, esclarece o especialista.
Por isso, aposte em atividades aeróbicas que estimulam a capacidade respiratória, como spinning, corrida, transport e natação.

Fernando Scherer, o Xuxa, que o diga. Diagnosticado com asma na adolescência, começou a nadar por recomendação médica. “Não gostava, achava chato, mas levei a sério as aulas. Um dia meu treinador disse que eu levava jeito para o esporte e então comecei a ver a natação de outra forma: estava feliz porque tinha um talento e me dediquei até me tornar campeão mundial”, lembra o ex-atleta, que hoje está afastado das raias, mas nunca parou de se exercitar. “Eu sofri muito com a asma, cheguei a ter uma crise feia quando já estava atuando profissionalmente. Por isso sempre fui cuidadoso para a doença não ganhar força”, comenta.

Xuxa não está sozinho: além dele, muitos atletas de alto rendimento sofrem com a asma. Alguns exemplos de ídolos do esporte são Marta da Silva (jogadora de futebol brasileiro feminino) e David Beckham (jogador de futebol inglês). Segundo estudo do Journal Sports Medicine de 2012, cerca de 8% dos atletas olímpicos possuem asma, mas isso não parece ser um fator limitante: outra pesquisa mostrou que 17% dos ciclistas e 19% dos nadadores relataram diagnóstico de asma, mas ganharam 29% e 33% das medalhas nessas modalidades. Ou seja, mais um motivo para você fazer um tratamento adequado e fazer exercícios.

Como saber se a asma está controlada?

Segundo o GINA (Global Initiative for Asthma), os sintomas abaixo apontam quando a doença não está controlada. Sentiu algum desses sintomas nas últimas 4 semanas? Corra para o pneumologista para que ele possa indicar o tratamento ideal para você.

- Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana.
- A asma está impedindo a realização de atividades do dia a dia.
- Sintomas de falta de ar, tosse e chiado no peito mais de duas vezes por semana.
- Qualquer despertar durante a noite causado por esses sintomas.


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