Treinamento

Perfil: conheça Dean Karnazes, o corredor que nunca se cansa

Caminhada · 09 jan, 2018

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Maratonista de ouro: conheça a história do recordista Eliud Kipchoge

Atletismo · 05 jan, 2018

Eliud Kipchoge nasceu em Kapsisiywa (Quênia), no dia cinco de novembro de 1984. É um fundista campeão olímpico e mundial, especializado em provas de longa distância e vencedor das maratonas de Londres, Chicago, Berlim e Roterdã. Tem a terceira marca mais rápida do mundo para os 42 km e é […]

Perfil aventura: Lynne Cox, a nadadora que desbrava muito mais do que barreiras esportivas

Perfil · 04 jan, 2018

Lynne Cox é uma nadadora de longa distância, escritora e palestrante norte americana. Ela é mais conhecida por ser a primeira pessoa a nadar entre os Estados Unidos e a União Soviética, no Estreito de Bering, em 1987. Uma façanha que […]

Corredores estão propensos à inflamação nos testículos

Quem gosta de correr ou mesmo de praticar outros esportes de impacto apenas com um shorts, sem cueca, corre riscos de uma doença que incide em atletas exclusivamente do sexo masculino. É a orquite, que consiste em uma inflamação dentro da bolsa escrotal.

“Durante uma prova, pode ocorrer inflamação tanto no testículo quanto no epidídimo e também no apêndice testicular, todos eles dentro da bolsa escrotal”, explica o urologista Eduardo Kawakami. A inflamação causa inchaço, febre, mal estar e “uma dor de grande intensidade”, como ilustra o doutor. Segundo o médico, é algo ao qual estão sujeitos os corredores de longas distâncias.

Como ocorre- “São dois fatores”, aponta Dr. Eduardo. O primeiro é a baixa imunidade. “O esforço intenso diminui a resistência da pessoa por um período curto, de três a 24 horas. Com a imunidade reduzida, a pessoa está mais propensa a contrair vírus e bactérias de diferentes doenças, como a orquite”, afirma.

O segundo fator é o “órgão pêndulo”, que em termos gerais traduz-se em correr sem a sustentação escrotal, ou seja, “livre, leve e solto”. “Na corrida o escroto recebe traumatismo de impacto, com o sobe e desce”.

O que pode agravar as chances é um refluxo de urina da bexiga pelas vias seminíferas, infeccionando o testículo. “O normal é que as bactérias venham pelo sangue, mas o refluxo aumenta a probabilidade”, complementa.

Tratamento- Contraída a orquite, o homem deve ficar em completo repouso. “De preferência, aconselho evitar até de andar nos três primeiros dias”, diz o urologista. “Com certeza terá que tomar anti-inflamatório e talvez antibiótico”, recomenda.

“É ideal que se utilize um suspensório escrotal ou uma sunga justa para manter os testículos altos e fixos – como deveriam estar na corrida – o que vai aliviar a dor”, aconselha o doutor. A inflamação pode levar até três meses para desinchar e voltar ao normal. “A pessoa só vai se sentir apta a trabalhar depois de uma semana, a coisa é brava!”

Efeitos colaterais- “Se o corredor tiver muito azar, a orquite pode ser bilateral [nos dois testículos]”, o que pode trazer complicações mais sérias. Mas não é comum, como explica Dr. Eduardo. “Os impactos na libido, potência sexual e fertilidade não são tão grandes porque a doença costuma afetar apenas um testículo. Mas às vezes o homem já tem algum problema no outro lado e corre o risco de ficar infértil”, o que, segundo o doutor, é a consequência mais frequente da orquite.

Prevenção- “O pessoal fala de consumir alimentos que combatem radicais livres, com zinco, mas nada disso ajuda. É mais questão de bom senso, não ficar com a camiseta molhada por muito tempo depois da prova, não facilitar ocorrências por conta da baixa imunidade”, pondera.

O uso de suspensório escrotal na prova também é recomendado, por reduzir mais os riscos do que uma simples cueca. “Ou então uma sunga boa”, sugere o médico. “Tem que haver o repouso natural depois de uma prova. Não é tão difícil assim de se evitar”, conclui.


Corredores estão propensos à inflamação nos testículos

Atletismo · 26 dez, 2017

Quem gosta de correr ou mesmo de praticar outros esportes de impacto apenas com um shorts, sem cueca, corre riscos de uma doença que incide em atletas exclusivamente do sexo masculino. É a orquite, que consiste em uma inflamação dentro da bolsa escrotal.

“Durante uma prova, pode ocorrer inflamação tanto no testículo quanto no epidídimo e também no apêndice testicular, todos eles dentro da bolsa escrotal”, explica o urologista Eduardo Kawakami. A inflamação causa inchaço, febre, mal estar e “uma dor de grande intensidade”, como ilustra o doutor. Segundo o médico, é algo ao qual estão sujeitos os corredores de longas distâncias.

Como ocorre- “São dois fatores”, aponta Dr. Eduardo. O primeiro é a baixa imunidade. “O esforço intenso diminui a resistência da pessoa por um período curto, de três a 24 horas. Com a imunidade reduzida, a pessoa está mais propensa a contrair vírus e bactérias de diferentes doenças, como a orquite”, afirma.

O segundo fator é o “órgão pêndulo”, que em termos gerais traduz-se em correr sem a sustentação escrotal, ou seja, “livre, leve e solto”. “Na corrida o escroto recebe traumatismo de impacto, com o sobe e desce”.

O que pode agravar as chances é um refluxo de urina da bexiga pelas vias seminíferas, infeccionando o testículo. “O normal é que as bactérias venham pelo sangue, mas o refluxo aumenta a probabilidade”, complementa.

Tratamento- Contraída a orquite, o homem deve ficar em completo repouso. “De preferência, aconselho evitar até de andar nos três primeiros dias”, diz o urologista. “Com certeza terá que tomar anti-inflamatório e talvez antibiótico”, recomenda.

“É ideal que se utilize um suspensório escrotal ou uma sunga justa para manter os testículos altos e fixos – como deveriam estar na corrida – o que vai aliviar a dor”, aconselha o doutor. A inflamação pode levar até três meses para desinchar e voltar ao normal. “A pessoa só vai se sentir apta a trabalhar depois de uma semana, a coisa é brava!”

Efeitos colaterais- “Se o corredor tiver muito azar, a orquite pode ser bilateral [nos dois testículos]”, o que pode trazer complicações mais sérias. Mas não é comum, como explica Dr. Eduardo. “Os impactos na libido, potência sexual e fertilidade não são tão grandes porque a doença costuma afetar apenas um testículo. Mas às vezes o homem já tem algum problema no outro lado e corre o risco de ficar infértil”, o que, segundo o doutor, é a consequência mais frequente da orquite.

Prevenção- “O pessoal fala de consumir alimentos que combatem radicais livres, com zinco, mas nada disso ajuda. É mais questão de bom senso, não ficar com a camiseta molhada por muito tempo depois da prova, não facilitar ocorrências por conta da baixa imunidade”, pondera.

O uso de suspensório escrotal na prova também é recomendado, por reduzir mais os riscos do que uma simples cueca. “Ou então uma sunga boa”, sugere o médico. “Tem que haver o repouso natural depois de uma prova. Não é tão difícil assim de se evitar”, conclui.

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Correr é de fato um dos esportes mais acessíveis e que necessita apenas de um tênis, disciplina e bons treinos. Seguindo essa linha, o número de pessoas iniciando a prática vem crescendo desde os anos 90 e hoje em dia […]

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