Outros

“Não completei a prova”, atletas relatam suas experiências de desistência

Quando as competições ainda são novidades na rotina do corredor, muito se fala a respeito dos melhores percursos, calçados e superação em cada treino. Mas depois de adquirir certa experiência, vão surgindo novas adversidades, e a vontade de desistir – seja no meio das atividades diárias ou em uma prova – existe.

Felizmente, até os mais experientes passam por isso. Para desmitificar esse fantasma que assombra os esportistas, o Webrun conversou com atletas, desde o corredor de rua amador, até o trail runner e o Ironman, para compartilhar seus ensinamentos e contornar as dificuldades.

Foto: Arquivo Pessoal/Facebook Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Nome: Rosália Camargo Guarish

Profissão: Arquiteta e trail runner

Experiência: A primeira vontade de desistir aconteceu em 2011, na modalidade 50 quilômetros do Xterra de Mangaratiba. “Eu estava com apenas sete dias de descanso, já que havia participado do K42 de Bombinhas”. Segundo a atleta, desde a largada já sentia fortes dores musculares nas pernas, somadas ao fato de que correr a noite e a quilometragem eram novidades. “Nos primeiros dez, meu único pensamento era abandonar a prova”.

Como contornou: “O percurso logo mudou para uma subida radical em grama, então vencer aquele ‘paredão’ se tornou meu objetivo e me fez seguir adiante. Sempre vale a pena continuar, às vezes o pensamento da desistência é apenas reflexo do momento. É preciso ser forte e paciente”.

Por mais que o psicológico esteja treinado, às vezes o físico impede o término da competição. Rosália sabe bem o que é isso. “Na Transvulcania, nos 80 quilômetros na Ilha de La Palma, houve uma situação diferente. Depois de uma severa hipoglicemia, desmaiei. Faltavam apenas dez quilômetros para concluir o percurso e desistir não havia passado pela minha cabeça”.

Foto: Arquivo pessoal/Instagram Foto: Arquivo pessoal/Instagram

Nome: Christina Volpe

Profissão:Repórter (e atleta amadora, recentemente Christina completou sua primeira meia maratona)

Experiência: “Sempre senti vontade de desistir, principalmente nas primeiras provas. Quando o cansaço bate, seja em treinos ou em competição, é a cabeça que nos faz alcançar o final”.

Como contornou: “A recompensa é logo ali. Penso que o treino me deixou preparada para a prova e para ajudar, foco na medalha e no abraço das pessoas que me esperam na chegada. Sempre vale a pena o esforço”.


Foto: Arquivo Pessoal/Blog Foto: Arquivo Pessoal/Blog

Nome: Wilson Chan

Profissão: Gerente de Produtos e Ironman

Experiência: “Como seria se eu desistisse?”. Esse pensamento sempre persegue Wilson Chan, seja em provas mais curtas, de cinco quilômetros, até o Ironman. A Tecno Sport Run de 2007, em Londrina, ficou marcada para sempre em sua vida, afinal, foi a única prova em que realmente desistiu. “Seriam três voltas no Lago Igapó. Quando finalizei a segunda, resolvi ir para a chegada, já que havia muitos concluintes. Fui por diversão, sem meta e sem foco, apenas querendo o kit e a medalha.

Mas lembro dessa prova como um “fracasso”, já que fui desonesto comigo e com os outros”.

Como contornou: Em outras provas, o atleta contou com o próprio amadurecimento, do corpo e da cabeça, para não desistir. “Com os objetivos certos e treinos adequados, consegui completar todas. A maior lição que aprendi foi que a maior felicidade não está na competição em si, mas quando você a completa”.

“Muitas pessoas fazem uma analogia da corrida com a própria vida pessoal e profissional, das dificuldades no caminho, da dependência, da disciplina e da motivação das pessoas ao seu lado. Acredito nisso. E claro, se o objetivo da pessoa é festejar, não há nada de errado em não completar, todos merecem curtir a prova”.

De fato, desistir de uma prova não é sinal de fraqueza e sim de autoconhecimento. Afinal, ter disciplina para respeitar os seus limites e entender o seu corpo faz toda a diferença na vida do corredor. Por isso, não se desespere: a desistência não te deixará menos apto e não invalidará seus treinos. Estar em uma prova, acordar cedo, sentir o clima da corrida, trará mais benefícios do que ficar no sofá. Pense nisso.


“Não completei a prova”, atletas relatam suas experiências de desistência

Outros · 24 set, 2014

Quando as competições ainda são novidades na rotina do corredor, muito se fala a respeito dos melhores percursos, calçados e superação em cada treino. Mas depois de adquirir certa experiência, vão surgindo novas adversidades, e a vontade de desistir – seja no meio das atividades diárias ou em uma prova – existe.

Felizmente, até os mais experientes passam por isso. Para desmitificar esse fantasma que assombra os esportistas, o Webrun conversou com atletas, desde o corredor de rua amador, até o trail runner e o Ironman, para compartilhar seus ensinamentos e contornar as dificuldades.

Foto: Arquivo Pessoal/Facebook Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Nome: Rosália Camargo Guarish

Profissão: Arquiteta e trail runner

Experiência: A primeira vontade de desistir aconteceu em 2011, na modalidade 50 quilômetros do Xterra de Mangaratiba. “Eu estava com apenas sete dias de descanso, já que havia participado do K42 de Bombinhas”. Segundo a atleta, desde a largada já sentia fortes dores musculares nas pernas, somadas ao fato de que correr a noite e a quilometragem eram novidades. “Nos primeiros dez, meu único pensamento era abandonar a prova”.

Como contornou: “O percurso logo mudou para uma subida radical em grama, então vencer aquele ‘paredão’ se tornou meu objetivo e me fez seguir adiante. Sempre vale a pena continuar, às vezes o pensamento da desistência é apenas reflexo do momento. É preciso ser forte e paciente”.

Por mais que o psicológico esteja treinado, às vezes o físico impede o término da competição. Rosália sabe bem o que é isso. “Na Transvulcania, nos 80 quilômetros na Ilha de La Palma, houve uma situação diferente. Depois de uma severa hipoglicemia, desmaiei. Faltavam apenas dez quilômetros para concluir o percurso e desistir não havia passado pela minha cabeça”.

Foto: Arquivo pessoal/Instagram Foto: Arquivo pessoal/Instagram

Nome: Christina Volpe

Profissão:Repórter (e atleta amadora, recentemente Christina completou sua primeira meia maratona)

Experiência: “Sempre senti vontade de desistir, principalmente nas primeiras provas. Quando o cansaço bate, seja em treinos ou em competição, é a cabeça que nos faz alcançar o final”.

Como contornou: “A recompensa é logo ali. Penso que o treino me deixou preparada para a prova e para ajudar, foco na medalha e no abraço das pessoas que me esperam na chegada. Sempre vale a pena o esforço”.


Foto: Arquivo Pessoal/Blog Foto: Arquivo Pessoal/Blog

Nome: Wilson Chan

Profissão: Gerente de Produtos e Ironman

Experiência: “Como seria se eu desistisse?”. Esse pensamento sempre persegue Wilson Chan, seja em provas mais curtas, de cinco quilômetros, até o Ironman. A Tecno Sport Run de 2007, em Londrina, ficou marcada para sempre em sua vida, afinal, foi a única prova em que realmente desistiu. “Seriam três voltas no Lago Igapó. Quando finalizei a segunda, resolvi ir para a chegada, já que havia muitos concluintes. Fui por diversão, sem meta e sem foco, apenas querendo o kit e a medalha.

Mas lembro dessa prova como um “fracasso”, já que fui desonesto comigo e com os outros”.

Como contornou: Em outras provas, o atleta contou com o próprio amadurecimento, do corpo e da cabeça, para não desistir. “Com os objetivos certos e treinos adequados, consegui completar todas. A maior lição que aprendi foi que a maior felicidade não está na competição em si, mas quando você a completa”.

“Muitas pessoas fazem uma analogia da corrida com a própria vida pessoal e profissional, das dificuldades no caminho, da dependência, da disciplina e da motivação das pessoas ao seu lado. Acredito nisso. E claro, se o objetivo da pessoa é festejar, não há nada de errado em não completar, todos merecem curtir a prova”.

De fato, desistir de uma prova não é sinal de fraqueza e sim de autoconhecimento. Afinal, ter disciplina para respeitar os seus limites e entender o seu corpo faz toda a diferença na vida do corredor. Por isso, não se desespere: a desistência não te deixará menos apto e não invalidará seus treinos. Estar em uma prova, acordar cedo, sentir o clima da corrida, trará mais benefícios do que ficar no sofá. Pense nisso.

Óculos de grau com tecnologia japonesa é novidade no mundo runner

Outros · 19 set, 2014

A Hatsu, marca brasileira com produtos produzidos no Japão, traz para o mercado nacional um óculos de grau inédito e apresenta duas linhas: Projection e Raid.

Modelo visa o conforto para esportistas. Foto: Divulgação Modelo visa o conforto para esportistas. Foto: Divulgação

Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

O primeiro modelo tem suas dobradiças com tecnologia semelhante aos lemes aeronáuticos e encaixe interno sem parafusos. Todas as peças do Projection são finalizadas manualmente por um artesão. Feito em resina termicamente reversível, o produto promete ser a combinação entre acabamento de alta qualidade e resistência.

Já o Raid possui acabamento em PPSU (Polifenilsulfona), material usado em aeronaves, que atribui resistência e flexibilidade, ideal para a prática esportiva. Também tem plaquetas amortecedoras para minimizar a pressão no nariz e aumentar a sensação de conforto, além de revestimento com elastômero nas pontas das hastes, que confere maior aderência e firmeza.

Material usado em aeronaves é um diferencial do produto. Foto: Divulgação Material usado em aeronaves é um diferencial do produto. Foto: Divulgação

Corrida pode extinguir os sintomas da asma

“Vou te mostrar o que é bom pra tosse”, sua mãe já dizia quando você aprontava alguma. Pois bem, ela deveria ter dito para você praticar corrida. Sim, a atividade física é excelente para dar um gás - literalmente - aos seus pulmões. “O exercício fortalece a musculatura do trato respiratório, promovendo também uma melhor troca entre o oxigênio e o dióxido de carbono”, explica Simone Aguiar, médica pneumologista do Hospital Samaritano de São Paulo. E para quem sofre de asma brônquica, rinite ou sinusite, a recomendação é a mesma, desde que você esteja com a doença controlada.

Em alguns caso, a ida ao pronto atendimento é recomendada. Foto:  westfotos.de/Fotolia Em alguns caso, a ida ao pronto atendimento é recomendada. Foto: westfotos.de/Fotolia

“Sempre que paro de treinar, as crises voltam”

Para a astrônoma Elysandra Figueiredo Cypriano, a melhora da asma foi nítida depois que começou a correr.
A paulista fez natação por muitos anos, mas parou ao entrar na faculdade. Quando morou em Londres, conheceu a corrida de rua, que pratica desde então. “A natação segurava as minhas crises, passei maus bocados quando estava sem praticar atividade física. Sempre que paro de me exercitar, as crises voltam”, conta Elysandra.

Amenizando o desconforto

O inverno é a estação mais desgastante para quem é portador desse tipo de doença, por conta do tempo seco. A pneumologista indica buscar locais arborizados para praticar atividades físicas.

A falta de umidade faz com que a respiração fique difícil até mesmo para dormir. “O ideal é praticar exercícios pela manhã até as 11 horas e no período da tarde, depois das 16 horas. É quando a umidade do ar estará maior”, afirma Simone. Isso vale para todos, não só aos asmáticos. Nesses dias secos, Elysandra utiliza umidificador no quarto para dormir. Mas, segundo ela, o maior problema é o frio. Neste caso, o aquecedor no quarto resolve o problema.

Na hora da crise

Nas crises, carregar a bombinha é o que faz o ar entrar e aliviar o pulmão. Caso ela não funcione, Elysandra sugere, por experiência própria, a ida ao hospital com urgência.
“A asma brônquica trata-se de uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. A bombinha serve como broncodilatador”, aponta Simone. Mas é importante que seja usada de acordo com a recomendação médica.


Crises nunca mais

Não somente pela respiração é que Elysandra continua correndo. Segundo ela, manter o peso é importante para não ter mais crises de asma. “Se estiver com peso normal e fizer uma rotina de exercícios respeitando os limites e com progressão lenta, tudo corre às mil maravilhas e os efeitos são inquestionáveis”, recomenda ela. Neste inverno, ela passou se exercitando e longe de crises. “Correndo, praticando atividade física, eu consigo controlar e driblar a asma.”


Corrida pode extinguir os sintomas da asma

Outros · 11 set, 2014

“Vou te mostrar o que é bom pra tosse”, sua mãe já dizia quando você aprontava alguma. Pois bem, ela deveria ter dito para você praticar corrida. Sim, a atividade física é excelente para dar um gás - literalmente - aos seus pulmões. “O exercício fortalece a musculatura do trato respiratório, promovendo também uma melhor troca entre o oxigênio e o dióxido de carbono”, explica Simone Aguiar, médica pneumologista do Hospital Samaritano de São Paulo. E para quem sofre de asma brônquica, rinite ou sinusite, a recomendação é a mesma, desde que você esteja com a doença controlada.

Em alguns caso, a ida ao pronto atendimento é recomendada. Foto:  westfotos.de/Fotolia Em alguns caso, a ida ao pronto atendimento é recomendada. Foto: westfotos.de/Fotolia

“Sempre que paro de treinar, as crises voltam”

Para a astrônoma Elysandra Figueiredo Cypriano, a melhora da asma foi nítida depois que começou a correr.
A paulista fez natação por muitos anos, mas parou ao entrar na faculdade. Quando morou em Londres, conheceu a corrida de rua, que pratica desde então. “A natação segurava as minhas crises, passei maus bocados quando estava sem praticar atividade física. Sempre que paro de me exercitar, as crises voltam”, conta Elysandra.

Amenizando o desconforto

O inverno é a estação mais desgastante para quem é portador desse tipo de doença, por conta do tempo seco. A pneumologista indica buscar locais arborizados para praticar atividades físicas.

A falta de umidade faz com que a respiração fique difícil até mesmo para dormir. “O ideal é praticar exercícios pela manhã até as 11 horas e no período da tarde, depois das 16 horas. É quando a umidade do ar estará maior”, afirma Simone. Isso vale para todos, não só aos asmáticos. Nesses dias secos, Elysandra utiliza umidificador no quarto para dormir. Mas, segundo ela, o maior problema é o frio. Neste caso, o aquecedor no quarto resolve o problema.

Na hora da crise

Nas crises, carregar a bombinha é o que faz o ar entrar e aliviar o pulmão. Caso ela não funcione, Elysandra sugere, por experiência própria, a ida ao hospital com urgência.
“A asma brônquica trata-se de uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. A bombinha serve como broncodilatador”, aponta Simone. Mas é importante que seja usada de acordo com a recomendação médica.


Crises nunca mais

Não somente pela respiração é que Elysandra continua correndo. Segundo ela, manter o peso é importante para não ter mais crises de asma. “Se estiver com peso normal e fizer uma rotina de exercícios respeitando os limites e com progressão lenta, tudo corre às mil maravilhas e os efeitos são inquestionáveis”, recomenda ela. Neste inverno, ela passou se exercitando e longe de crises. “Correndo, praticando atividade física, eu consigo controlar e driblar a asma.”

Adidas lança novas versões do Energy Boost e aposta em running para campanha

O tênis Energy Boost, da Adidas, ganha novas versões, celebradas com a maior campanha de running da marca no Brasil. Os modelos chegam às lojas com três novos cabedais, oferecendo diferentes opções de acordo com cada perfil de corredor.Em paralelo ao lançamento do calçado, a adidas realiza sua primeira corrida proprietária no Brasil, Boost Endless Run – o desafio 10K + 5K + 1K.

Nova tecnologia de mesh patenteada pela adidas, que une os benefícios do  Techfit. Foto: Divulgação/Adidas Nova tecnologia de mesh patenteada pela adidas, que une os benefícios do Techfit. Foto: Divulgação/Adidas

Pesando apenas 275 g, a entressola do tênis é formada em 80% pela tecnologia Boost, para o mais alto desempenho em corrida.
O calçado conta também com o sistema ampliado Torsion® dos dedos até o calcanhar, ajudando a minimizar as oscilações laterais, para maior estabilidade. O contraforte externo no calcanhar complementa o encaixe perfeito para o conforto durante as corridas.

Ajuste elástico, compressão e máximo suporte. Foto: Divulgação/Adidas Ajuste elástico, compressão e máximo suporte. Foto: Divulgação/Adidas

Os novos modelos do Energy Boost já estão disponíveis nas lojas adidas, no site www.adidas.com.br/energy_boost-running e em lojas esportivas em todo o Brasil.

Preço sugerido: R$ 599,90.

Boost Endless Run

Toda a tecnologia inovadora da marca, apresentada na nova coleção do Energy Boost, será testada na primeira prova proprietária da Adidas em solo brasileiro, o desafio Boost Endless Run.

Com formato inédito, com percursos divididos em 10 km + 5 km + 1 km, a prova disponibilizará aos corredores espaços exclusivos, dedicados à recuperação física dos atletas e acompanhamento técnico, com foco na estratégia para percorrer cada etapa.

Uma das grandes novidades da prova é o desafio especial BOOST 1K, em que participam apenas os 150 corredores (100 masculino/50 feminino) com os menores tempos líquidos acumulados nos dois primeiros trajetos.

O desafio acontece em São Paulo, no dia 14 de setembro, e no Rio de Janeiro, em 19 de outubro. Inscrições: www.desafioboost.com.br


Adidas lança novas versões do Energy Boost e aposta em running para campanha

Outros · 02 set, 2014

O tênis Energy Boost, da Adidas, ganha novas versões, celebradas com a maior campanha de running da marca no Brasil. Os modelos chegam às lojas com três novos cabedais, oferecendo diferentes opções de acordo com cada perfil de corredor.Em paralelo ao lançamento do calçado, a adidas realiza sua primeira corrida proprietária no Brasil, Boost Endless Run – o desafio 10K + 5K + 1K.

Nova tecnologia de mesh patenteada pela adidas, que une os benefícios do  Techfit. Foto: Divulgação/Adidas Nova tecnologia de mesh patenteada pela adidas, que une os benefícios do Techfit. Foto: Divulgação/Adidas

Pesando apenas 275 g, a entressola do tênis é formada em 80% pela tecnologia Boost, para o mais alto desempenho em corrida.
O calçado conta também com o sistema ampliado Torsion® dos dedos até o calcanhar, ajudando a minimizar as oscilações laterais, para maior estabilidade. O contraforte externo no calcanhar complementa o encaixe perfeito para o conforto durante as corridas.

Ajuste elástico, compressão e máximo suporte. Foto: Divulgação/Adidas Ajuste elástico, compressão e máximo suporte. Foto: Divulgação/Adidas

Os novos modelos do Energy Boost já estão disponíveis nas lojas adidas, no site www.adidas.com.br/energy_boost-running e em lojas esportivas em todo o Brasil.

Preço sugerido: R$ 599,90.

Boost Endless Run

Toda a tecnologia inovadora da marca, apresentada na nova coleção do Energy Boost, será testada na primeira prova proprietária da Adidas em solo brasileiro, o desafio Boost Endless Run.

Com formato inédito, com percursos divididos em 10 km + 5 km + 1 km, a prova disponibilizará aos corredores espaços exclusivos, dedicados à recuperação física dos atletas e acompanhamento técnico, com foco na estratégia para percorrer cada etapa.

Uma das grandes novidades da prova é o desafio especial BOOST 1K, em que participam apenas os 150 corredores (100 masculino/50 feminino) com os menores tempos líquidos acumulados nos dois primeiros trajetos.

O desafio acontece em São Paulo, no dia 14 de setembro, e no Rio de Janeiro, em 19 de outubro. Inscrições: www.desafioboost.com.br

Black Run reúne atletas atletas, familiares e amigos de Álvaro Teno para homenagem

Não é difícil ver situações de hostilidade entre ciclistas, motoristas e corredores na Cidade Universitária. E neste sábado, quando o acidente que matou Álvaro Teno completou uma semana, não foi diferente: um grupo de ciclistas foi ultrapassado por um carro em que o motorista estava com o braço para fora da janela, fazendo aquele famoso gesto nada gentil com a mão.

Feliz, mas hoje triste correndo. Foto: Camila Pissolito/Webrun Feliz, mas hoje triste correndo. Foto: Camila Pissolito/Webrun

O mesmo grupo de bicicletas ficou exaltado quando se deparou com corredores atravessando a rua, e os apressaram com palavras igualmente nada gentis. Os corredores, por sua vez, responderam com mais palavrões. Estas duas situações aconteceram em menos de cinco minutos e envolveram atletas que estavam se dirigindo ao “Black Run”.

Pessoas de preto eram maioria no campus. Foto: Camila Pissolito/Webrun Pessoas de preto eram maioria no campus. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Organizado por Karen Riecken, colega de treino de Álvaro, com o apoio da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo, o protesto nasceu com o intuito de homenagear as vítimas do ocorrido e contou com 3.4 mil pessoas confirmadas em sua página do Facebook. Na manhã de sábado (23/08), atletas vestindo preto em sinal de luto eram maioria no campus, onde aconteceu um abraço coletivo, além de orações e agradecimento da família de Álvaro.

Família que corre

Katia Manuel, que costuma treinar na Raia Olímpica com as Divas que Correm, compareceu ao Black Run acompanhada da família: “meu pai é corredor e minha filha, com sete anos, já participou de diversas provas. O acidente impactou a minha família e mesmo minha filha sendo tão pequena, entendeu o ocorrido e também se preocupa com a nossa segurança”.

A família de Karen esteve presente na USP para a homenagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun A família de Karen esteve presente na USP para a homenagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun

“O sentimento é de revolta. Não acredito que a reitoria deva se posicionar contra os corredores, mas sim oferecer melhores condições. Sinalização de velocidade para os veículos e reforço na segurança, principalmente para quem treina a noite, já seria um bom começo”, sugere.

”Podia ser eu”

Para as amigas Katia, Claudia, Ana Cristina, Daniela e Nilceia, a sensação é de que poderia ter acontecido algo grave com as suas vidas. Todas estavam lá na hora do acidente e presenciaram a movimentação e resgate das vítimas.

Parar de correr na USP não é uma opção para este grupo. Foto: Camila Pissolito/Webrun Parar de correr na USP não é uma opção para este grupo. Foto: Camila Pissolito/Webrun

“Só naquele dia, passei quatro vezes onde aconteceu o atropelamento. Todas aqui passaram, seja quem treina seis, oito ou dez quilômetros, é um ponto em comum em todos os trajetos”, diz Claudia.

Elas foram unânimes em relatar que os carros e ônibus não respeitam os corredores e ciclistas, além de um agravante: segundo o grupo, quando há festas na Universidade nas noites de sexta, é normal ver pessoas dirigindo alcoolizadas na hora em que chegam para treinar, por volta das 06h, no sábado.

“A gente toma cuidado, sempre estamos muito atentas e observando a movimentação dos carros. Parar de correr não é uma opção”, afirmam.

Os dois lados da situação

Para Lucas Horta, triatleta, tanto os ciclistas como os corredores podem melhorar suas atitudes: “Acho que já há um respeito natural por parte dos atletas, mas ainda não é o suficiente. Como também pedalo além de correr, costumo presenciar o dobro de perigo”.

Excepcionalmente no dia do acidente, o casal fez uma viagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun Excepcionalmente no dia do acidente, o casal fez uma viagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Acompanhado de Eleonora Ferraro, Lucas diz não ter treinado no último sábado por conta de uma viagem ao interior para visitar a sogra: “Resolvemos viajar e não estávamos aqui no dia. Infelizmente, o que aconteceu é reflexo do que já vem acontecendo há algum tempo, é fato que existem tanto motoristas bêbados, como imprudentes neste espaço. E vai continuar acontecendo se não houver mudanças”, conclui.


Black Run reúne atletas atletas, familiares e amigos de Álvaro Teno para homenagem

Outros · 23 ago, 2014

Não é difícil ver situações de hostilidade entre ciclistas, motoristas e corredores na Cidade Universitária. E neste sábado, quando o acidente que matou Álvaro Teno completou uma semana, não foi diferente: um grupo de ciclistas foi ultrapassado por um carro em que o motorista estava com o braço para fora da janela, fazendo aquele famoso gesto nada gentil com a mão.

Feliz, mas hoje triste correndo. Foto: Camila Pissolito/Webrun Feliz, mas hoje triste correndo. Foto: Camila Pissolito/Webrun

O mesmo grupo de bicicletas ficou exaltado quando se deparou com corredores atravessando a rua, e os apressaram com palavras igualmente nada gentis. Os corredores, por sua vez, responderam com mais palavrões. Estas duas situações aconteceram em menos de cinco minutos e envolveram atletas que estavam se dirigindo ao “Black Run”.

Pessoas de preto eram maioria no campus. Foto: Camila Pissolito/Webrun Pessoas de preto eram maioria no campus. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Organizado por Karen Riecken, colega de treino de Álvaro, com o apoio da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo, o protesto nasceu com o intuito de homenagear as vítimas do ocorrido e contou com 3.4 mil pessoas confirmadas em sua página do Facebook. Na manhã de sábado (23/08), atletas vestindo preto em sinal de luto eram maioria no campus, onde aconteceu um abraço coletivo, além de orações e agradecimento da família de Álvaro.

Família que corre

Katia Manuel, que costuma treinar na Raia Olímpica com as Divas que Correm, compareceu ao Black Run acompanhada da família: “meu pai é corredor e minha filha, com sete anos, já participou de diversas provas. O acidente impactou a minha família e mesmo minha filha sendo tão pequena, entendeu o ocorrido e também se preocupa com a nossa segurança”.

A família de Karen esteve presente na USP para a homenagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun A família de Karen esteve presente na USP para a homenagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun

“O sentimento é de revolta. Não acredito que a reitoria deva se posicionar contra os corredores, mas sim oferecer melhores condições. Sinalização de velocidade para os veículos e reforço na segurança, principalmente para quem treina a noite, já seria um bom começo”, sugere.

”Podia ser eu”

Para as amigas Katia, Claudia, Ana Cristina, Daniela e Nilceia, a sensação é de que poderia ter acontecido algo grave com as suas vidas. Todas estavam lá na hora do acidente e presenciaram a movimentação e resgate das vítimas.

Parar de correr na USP não é uma opção para este grupo. Foto: Camila Pissolito/Webrun Parar de correr na USP não é uma opção para este grupo. Foto: Camila Pissolito/Webrun

“Só naquele dia, passei quatro vezes onde aconteceu o atropelamento. Todas aqui passaram, seja quem treina seis, oito ou dez quilômetros, é um ponto em comum em todos os trajetos”, diz Claudia.

Elas foram unânimes em relatar que os carros e ônibus não respeitam os corredores e ciclistas, além de um agravante: segundo o grupo, quando há festas na Universidade nas noites de sexta, é normal ver pessoas dirigindo alcoolizadas na hora em que chegam para treinar, por volta das 06h, no sábado.

“A gente toma cuidado, sempre estamos muito atentas e observando a movimentação dos carros. Parar de correr não é uma opção”, afirmam.

Os dois lados da situação

Para Lucas Horta, triatleta, tanto os ciclistas como os corredores podem melhorar suas atitudes: “Acho que já há um respeito natural por parte dos atletas, mas ainda não é o suficiente. Como também pedalo além de correr, costumo presenciar o dobro de perigo”.

Excepcionalmente no dia do acidente, o casal fez uma viagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun Excepcionalmente no dia do acidente, o casal fez uma viagem. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Acompanhado de Eleonora Ferraro, Lucas diz não ter treinado no último sábado por conta de uma viagem ao interior para visitar a sogra: “Resolvemos viajar e não estávamos aqui no dia. Infelizmente, o que aconteceu é reflexo do que já vem acontecendo há algum tempo, é fato que existem tanto motoristas bêbados, como imprudentes neste espaço. E vai continuar acontecendo se não houver mudanças”, conclui.

Black Run contará com apoio de jornalistas e da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo

Sábado, 16 de agosto, foi um dia trágico na história da corrida de rua de São Paulo: um motorista bêbado atropelou quatro atletas que treinavam no campus da Cidade Universitária, matando o corredor Álvaro Teno, de 67 anos. A atleta Eloisa Pires do Prado teve ferimentos graves e precisou passar por uma cirurgia que se estendeu pela tarde de sábado.

Vestidos de preto, corredores se reunirão na USP. Arte: Jan Engel/Fotolia Vestidos de preto, corredores se reunirão na USP. Arte: Jan Engel/Fotolia

Para homenagear esses atletas e protestar contra mais um ato de imprudência, nós (jornalistas e blogueiros corredores) abaixo assinados convidamos todos os atletas, treinadores e simpatizantes da corrida de rua de São Paulo para um manifesto. Apoiamos o Black Run (acompanhe as informações na página do evento), que nasceu da livre iniciativa de corredores, marcado para sábado, dia 23 de agosto, 9h, na USP.

Defendemos uma manifestação pacífica, em prol da justiça, contra a impunidade, chamando a atenção da sociedade para mais um assassinato, resultante da mistura álcool e direção. Nosso objetivo é manifestar esse sentimento de fragilidade que acompanha todos nós, cidadãos, quando utilizamos avenidas, praças, canteiros e faixas exclusivas para andar, correr ou pedalar e somos vítimas potenciais permanentes desses motoristas criminosos que insistem em dirigir depois de beber.

Reiteramos que neste momento de luto, nosso objetivo é por justiça, contra a impunidade em casos como o ocorrido na USP. Qualquer outra manifestação ou situação vivenciada por nós corredores nos locais de treinamento, poderão ser discutidas num outro momento, em fórum adequado.

Nossa indignação é contra a impunidade. Nossa manifestação é a favor da vida.

Vamos participar do Black Run, no próximo dia 23 de agosto, às 9h, Praça do Relógio, na Cidade Universitária. Vestidos de preto e de forma pacífica, cobraremos punição para o assassino de Álvaro Teno e alertaremos para o risco que milhares de pessoas sofrem todos os dias nas ruas do Brasil.

E você que é corredor, mas não mora em São Paulo, participe pelas mídias sociais com posts no sábado usando as hastags #queremospaz #naofoiacidente #corridaderua #alvaroteno

Ana Paula Alfano – jornalista
Alessandra Alves – jornalista (Rádio Bandeirantes)
Alexandre Koda – jornalista (Webrun)
Bruno Vicari – jornalista (SBT)
Carla Gomes – jornalista (Eu Atleta/Globoesporte)
Cassio Politi – jornalista
Eduardo Elias – jornalista (Fox Sports)
Iuri Totti – jornalista (O Globo)
Karine César – jornalista (Corpo a Corpo)
Nelson Evêncio (ATC – Associação dos Treinadores de Corrida)
Sergio Xavier – jornalista (Runner’s World)
Ricardo Capriotti – jornalista (Rádio Bandeirantes)
Roberta Palma – jornalista (Jornal Corrida)


Black Run contará com apoio de jornalistas e da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo

Outros · 20 ago, 2014

Sábado, 16 de agosto, foi um dia trágico na história da corrida de rua de São Paulo: um motorista bêbado atropelou quatro atletas que treinavam no campus da Cidade Universitária, matando o corredor Álvaro Teno, de 67 anos. A atleta Eloisa Pires do Prado teve ferimentos graves e precisou passar por uma cirurgia que se estendeu pela tarde de sábado.

Vestidos de preto, corredores se reunirão na USP. Arte: Jan Engel/Fotolia Vestidos de preto, corredores se reunirão na USP. Arte: Jan Engel/Fotolia

Para homenagear esses atletas e protestar contra mais um ato de imprudência, nós (jornalistas e blogueiros corredores) abaixo assinados convidamos todos os atletas, treinadores e simpatizantes da corrida de rua de São Paulo para um manifesto. Apoiamos o Black Run (acompanhe as informações na página do evento), que nasceu da livre iniciativa de corredores, marcado para sábado, dia 23 de agosto, 9h, na USP.

Defendemos uma manifestação pacífica, em prol da justiça, contra a impunidade, chamando a atenção da sociedade para mais um assassinato, resultante da mistura álcool e direção. Nosso objetivo é manifestar esse sentimento de fragilidade que acompanha todos nós, cidadãos, quando utilizamos avenidas, praças, canteiros e faixas exclusivas para andar, correr ou pedalar e somos vítimas potenciais permanentes desses motoristas criminosos que insistem em dirigir depois de beber.

Reiteramos que neste momento de luto, nosso objetivo é por justiça, contra a impunidade em casos como o ocorrido na USP. Qualquer outra manifestação ou situação vivenciada por nós corredores nos locais de treinamento, poderão ser discutidas num outro momento, em fórum adequado.

Nossa indignação é contra a impunidade. Nossa manifestação é a favor da vida.

Vamos participar do Black Run, no próximo dia 23 de agosto, às 9h, Praça do Relógio, na Cidade Universitária. Vestidos de preto e de forma pacífica, cobraremos punição para o assassino de Álvaro Teno e alertaremos para o risco que milhares de pessoas sofrem todos os dias nas ruas do Brasil.

E você que é corredor, mas não mora em São Paulo, participe pelas mídias sociais com posts no sábado usando as hastags #queremospaz #naofoiacidente #corridaderua #alvaroteno

Ana Paula Alfano – jornalista
Alessandra Alves – jornalista (Rádio Bandeirantes)
Alexandre Koda – jornalista (Webrun)
Bruno Vicari – jornalista (SBT)
Carla Gomes – jornalista (Eu Atleta/Globoesporte)
Cassio Politi – jornalista
Eduardo Elias – jornalista (Fox Sports)
Iuri Totti – jornalista (O Globo)
Karine César – jornalista (Corpo a Corpo)
Nelson Evêncio (ATC – Associação dos Treinadores de Corrida)
Sergio Xavier – jornalista (Runner’s World)
Ricardo Capriotti – jornalista (Rádio Bandeirantes)
Roberta Palma – jornalista (Jornal Corrida)

Proposta de melhorias na USP foi encaminhada à Prefeitura no começo do ano pela ATC

A Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo apresentou, em março deste ano, um projeto de melhorias do campus à Prefeitura do USP da Capital. A coordenadoria é responsável pela administração e conservação das áreas comuns abrangidas pela Cidade Universitária, que atende alunos, professores, funcionários e a comunidade.

Até 10 mil atletas frequenta a USP aos sábados. Foto: Marcos Santos/USP Até 10 mil atletas frequenta a USP aos sábados. Foto: Marcos Santos/USP

No documento, a proposta visava a organização do espaço para os frequentadores, por meios de identificação, mapas do percurso, horários e fiscalização.

Até o momento do acidente – que levou a óbito o corredor Álvaro Teno após ser atropelado por Luiz Antonio Conceição, que dirigia embriagado – a ATC não havia recebido resposta sobre as sugestões para otimizar as áreas públicas da Universidade.

A USP costuma receber milhares de atletas diariamente e o número de pessoas frequentando o campus para atividades esportivas pode chegar a 10 mil aos finais de semana.

Segundo o projeto, “cabe à Prefeitura do Campus organizar, gerir e controlar o espaço de usos distintos, mas complementares”. Nelson Evêncio, presidente da ATC, relata que a Associação se sente honrada por participar da discussão e auxiliar na organização das práticas esportivas no campus.

O Webrun entrou em contato com a Prefeitura, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Alguns tópicos tratados pelo documento:

  • Identificação de treinadores e corredores por meio de camisetas;
  • Faixas identificando percursos e separando ciclistas de corredores;
  • Melhorias nas calçadas que se encontram em situação irregular e reserva das mesmas aos caminhantes;
  • Delimitação de horário para atividade física;
  • Disponibilização de banheiros, guarda-volumes e pontos de hidratação (podendo haver cobrança de taxas para manutenção);
  • Fiscalização; (a ATC se propõe a ajudar na implementação e regulamentação das práticas, depois de acordadas com a Prefeitura).

  • Proposta de melhorias na USP foi encaminhada à Prefeitura no começo do ano pela ATC

    Outros · 19 ago, 2014

    A Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo apresentou, em março deste ano, um projeto de melhorias do campus à Prefeitura do USP da Capital. A coordenadoria é responsável pela administração e conservação das áreas comuns abrangidas pela Cidade Universitária, que atende alunos, professores, funcionários e a comunidade.

    Até 10 mil atletas frequenta a USP aos sábados. Foto: Marcos Santos/USP Até 10 mil atletas frequenta a USP aos sábados. Foto: Marcos Santos/USP

    No documento, a proposta visava a organização do espaço para os frequentadores, por meios de identificação, mapas do percurso, horários e fiscalização.

    Até o momento do acidente – que levou a óbito o corredor Álvaro Teno após ser atropelado por Luiz Antonio Conceição, que dirigia embriagado – a ATC não havia recebido resposta sobre as sugestões para otimizar as áreas públicas da Universidade.

    A USP costuma receber milhares de atletas diariamente e o número de pessoas frequentando o campus para atividades esportivas pode chegar a 10 mil aos finais de semana.

    Segundo o projeto, “cabe à Prefeitura do Campus organizar, gerir e controlar o espaço de usos distintos, mas complementares”. Nelson Evêncio, presidente da ATC, relata que a Associação se sente honrada por participar da discussão e auxiliar na organização das práticas esportivas no campus.

    O Webrun entrou em contato com a Prefeitura, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

    Alguns tópicos tratados pelo documento:

  • Identificação de treinadores e corredores por meio de camisetas;
  • Faixas identificando percursos e separando ciclistas de corredores;
  • Melhorias nas calçadas que se encontram em situação irregular e reserva das mesmas aos caminhantes;
  • Delimitação de horário para atividade física;
  • Disponibilização de banheiros, guarda-volumes e pontos de hidratação (podendo haver cobrança de taxas para manutenção);
  • Fiscalização; (a ATC se propõe a ajudar na implementação e regulamentação das práticas, depois de acordadas com a Prefeitura).
  • Oakley apresenta novas versões de óculos clássicos

    Outros · 19 ago, 2014

    Para celebrar o aniversário de 30 anos do lançamento do primeiro óculos de performance, a Oakley criou uma coleção especial que traz modelos icônicos e irreverentes de anos atrás em uma nova versão clássica e retrô.

    Todos possuem um gráfico de listras nas cores dos óculos originais. Foto: Divulgação Oakley Todos possuem um gráfico de listras nas cores dos óculos originais. Foto: Divulgação Oakley

    Entre os modelos que foram repaginados com as novas tecnologias e com o visual Heritage, estão os solares de performance Eyeshade eRazorblades, além do Frogskins. Os produtos estão disponíveis nas cores verde-água, laranja e roxo, todos eles com o logo “30 years” gravado na lente.

    Logo especial da linha também está no modelo. Foto: Divulgação Oakley Logo especial da linha também está no modelo. Foto: Divulgação Oakley

    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

    “Criamos essa coleção para homenagear o esporte e os óculos que fizeram sucesso em 1984, quando lançamos os primeiros solares esportivos. Os atletas poderão conferir os modelos de sucesso da marca em cores especiais e novas tecnologias, que vão garantir um desempenho ainda melhor nas provas. E como o lifestyle não podia ficar de fora desse momento, também criamos uma nova versão para o Frogskins, modelo que traduz nosso DNA californiano”, afirma Roger Ahlgrimm, Brand Director da Oakley para a América Latina.

    Preço sugerido: de R$ 390 a R$ 720, de acordo com o modelo.

    Após acidente, presidente da Associação de Treinadores de Corrida não acredita em proibição de atletas na USP

    O último sábado (16/08) foi de luto para os corredores. Durante um treino realizado nas dependências da Universidade de São Paulo, o analista de sistemas Álvaro Teno, 67, foi atropelado pelo pedreiro Luiz Antonio Conceição Machado, 43, e morreu. Outras quatro pessoas ficaram feridas.

    Corredores dividem espaço com carros. Foto: Marcos Santos/USP Imagens Corredores dividem espaço com carros. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo e colunista do Webrun estava lá e cumprimentou a vítima minutos antes do acidente. “Conheci Álvaro há muitos anos, era um excelente corredor e participamos de algumas provas juntos”, relata.

    Como de costume, Nelson realizava o seu treino e assessorava atletas quando percebeu a movimentação. Ao chegar no local, quatro pessoas feridas esperavam o resgate. Álvaro já se encaminhava para o hospital.

    A Cidade Universitária é diariamente frequentada por corredores, mas é aos sábados que a quantidade de atletas atinge o seu ápice, dividindo as ruas com ônibus, carros e bicicletas. Em 2010, a Universidade estabeleceu o uso de carteirinhas para a utilização do espaço, mas segundo Nelson Evêncio, a medida foi inviabilizada pela quantidade de usuários.

    “É um espaço público, mas não é um espaço do público. Com o crescimento do mercado de corrida, a falta de lugar para treinar é evidente, e isso faz da USP um grande ponto de concentração de ciclistas e corredores”, declara.

    O presidente também diz não acreditar na proibição de esportistas na Cidade Universitária. “Já é tradição da USP recepcionar o esporte. No momento, a Universidade passa por uma greve, mas acredito que tomará as precauções cabíveis de organização o quanto antes”.

    Procurada pela Redação, a diretoria de Relações Institucionais da USP não atendeu nosso contato.

    “Álvaro era um conhecido, foi uma fatalidade e uma grande perda para o mundo runner. Pude comparecer ao velório e o clima era de indignação. Resta esperar do judiciário as punições necessárias”, finaliza Nelson.

    No momento do acidente, Álvaro já havia corrido 20 quilômetros com uma amiga e se preparava para correr mais seis. Em seu velório, o par de tênis em cima do caixão evidenciava ainda mais o seu amor pelo esporte.


    Após acidente, presidente da Associação de Treinadores de Corrida não acredita em proibição de atletas na USP

    Outros · 18 ago, 2014

    O último sábado (16/08) foi de luto para os corredores. Durante um treino realizado nas dependências da Universidade de São Paulo, o analista de sistemas Álvaro Teno, 67, foi atropelado pelo pedreiro Luiz Antonio Conceição Machado, 43, e morreu. Outras quatro pessoas ficaram feridas.

    Corredores dividem espaço com carros. Foto: Marcos Santos/USP Imagens Corredores dividem espaço com carros. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo e colunista do Webrun estava lá e cumprimentou a vítima minutos antes do acidente. “Conheci Álvaro há muitos anos, era um excelente corredor e participamos de algumas provas juntos”, relata.

    Como de costume, Nelson realizava o seu treino e assessorava atletas quando percebeu a movimentação. Ao chegar no local, quatro pessoas feridas esperavam o resgate. Álvaro já se encaminhava para o hospital.

    A Cidade Universitária é diariamente frequentada por corredores, mas é aos sábados que a quantidade de atletas atinge o seu ápice, dividindo as ruas com ônibus, carros e bicicletas. Em 2010, a Universidade estabeleceu o uso de carteirinhas para a utilização do espaço, mas segundo Nelson Evêncio, a medida foi inviabilizada pela quantidade de usuários.

    “É um espaço público, mas não é um espaço do público. Com o crescimento do mercado de corrida, a falta de lugar para treinar é evidente, e isso faz da USP um grande ponto de concentração de ciclistas e corredores”, declara.

    O presidente também diz não acreditar na proibição de esportistas na Cidade Universitária. “Já é tradição da USP recepcionar o esporte. No momento, a Universidade passa por uma greve, mas acredito que tomará as precauções cabíveis de organização o quanto antes”.

    Procurada pela Redação, a diretoria de Relações Institucionais da USP não atendeu nosso contato.

    “Álvaro era um conhecido, foi uma fatalidade e uma grande perda para o mundo runner. Pude comparecer ao velório e o clima era de indignação. Resta esperar do judiciário as punições necessárias”, finaliza Nelson.

    No momento do acidente, Álvaro já havia corrido 20 quilômetros com uma amiga e se preparava para correr mais seis. Em seu velório, o par de tênis em cima do caixão evidenciava ainda mais o seu amor pelo esporte.

    Saiba como a umidade do ar influencia o seu treino

    O corpo humano está sempre respondendo a fatores externos e lidando com adversidades. Basta ver como ele regula nossa temperatura através da transpiração, que está ligada às condições do clima e a umidade relativa do ar - UR.

    Correr em condições climáticas extremas é prejudicial. Foto: StockFoto/Fotolia Correr em condições climáticas extremas é prejudicial. Foto: StockFoto/Fotolia

    Apesar disso, podemos perceber que as bruscas alterações climáticas geram aumento de doenças, sobretudo as respiratórias, e isso acontece em parte por causa da poluição presente na atmosfera, além de bactérias e vírus.

    No caso de esportistas, a frequente exposição à alta e baixa umidade, como também as mudanças de temperatura, interfere na qualidade do treinamento e pode ser prejudicial à saúde. Saiba como adaptar e otimizar as atividades físicas de acordo com a UR.

    Umidade baixa

    O tempo seco - característica do inverno brasileiro - faz com que as partículas de poluição que estão na atmosfera fiquem em suspensão. Se estiver calor, o quadro se agrava, porque elas ficam mais evidentes, sendo necessária a chuva para eliminação e consequente “purificação” do ar.

    Em longos períodos sem chuvas, pessoas com histórico de doenças respiratórias ficam mais vulneráveis a recaídas. “O pulmão começa a reagir com broncoespasmo e isso resulta em respiração ofegante. Com menor fôlego, menor o desempenho no esporte”, relata a fisioterapeuta Ana Carr, especializada em Fisioterapia Respiratória e docente da UnG.

    Mas não é só quem sofre de asma e bronquite que precisa se preocupar, ainda de acordo com Ana, ao respirar o ar seco, levamos para o pulmão as partículas de poluição, onde estão presentes poeira e diferentes tipos de vírus.

    Cuidados necessários

  • Optar por correr nos horários da manhã (até às 09h00) ou no fim da tarde, quando a umidade aumenta;

  • Aumentar o consumo de água, preferencialmente fresca;

  • Lavar as narinas com soro fisiológico antes da atividade física;

  • Depois do treino, sempre ficar atento a limpeza e troca de água do aparelho umidificador, caso tenha;

  • Na falta de umificador, o velho truque de deixar uma toalha molhada embaixo da cama ou um balde de água no quarto é recomendado pela fisioterapeuta e funciona.

    Umidade alta

    Se a falta de chuva é prejudicial à qualidade do ar, o excesso dela também não é o ideal. Quando a umidade está alta, o corpo sente maior dificuldade na transpiração e no resfriamento da temperatura.

    Com a sensação térmica maior, a impressão é de que está mais calor e, com a perda de calor prejudicada, ocorre interferência no desempenho dos exercícios, além de comprometimento da saúde. Os ácaros e fungos também se proliferam rapidamente com a alta umidade, o que pode causar rinite alérgica e asma.

    O excesso de esporte nessas condições podem causar cãibras, esgotamento e até acidente vascular cerebral, como ocorreu na Meia Maratona de Tel Aviv em 2013.

    Cuidados necessários

  • Evitar corridas extensas em ambientes acima de 28º, de acordo com a Associação Internacional de Federações de Atletismo;

  • Preferir roupas leves a claras;

  • Assim como no caso de baixa umidade, aumentar o consumo de água também é importante;

  • Fora dos treinos, manter a casa limpa, arejada e expor os colchões ao sol evita doenças por dificultar a proliferação de bactérias e vírus.

    Saiba se a umidade está favorável

    Umidade Ideal: entre 70% e 40%;

    Estado de atenção: entre 30% e 21% (evite se expor ao sol das 11h às 15h);

    Estado de alerta: entre 20% e 13% (evite se expor ao sol das 10h às 16h);

    Estado de emergência: abaixo de 12% (evite a prática de exercícios).


  • Saiba como a umidade do ar influencia o seu treino

    Outros · 13 ago, 2014

    O corpo humano está sempre respondendo a fatores externos e lidando com adversidades. Basta ver como ele regula nossa temperatura através da transpiração, que está ligada às condições do clima e a umidade relativa do ar - UR.

    Correr em condições climáticas extremas é prejudicial. Foto: StockFoto/Fotolia Correr em condições climáticas extremas é prejudicial. Foto: StockFoto/Fotolia

    Apesar disso, podemos perceber que as bruscas alterações climáticas geram aumento de doenças, sobretudo as respiratórias, e isso acontece em parte por causa da poluição presente na atmosfera, além de bactérias e vírus.

    No caso de esportistas, a frequente exposição à alta e baixa umidade, como também as mudanças de temperatura, interfere na qualidade do treinamento e pode ser prejudicial à saúde. Saiba como adaptar e otimizar as atividades físicas de acordo com a UR.

    Umidade baixa

    O tempo seco - característica do inverno brasileiro - faz com que as partículas de poluição que estão na atmosfera fiquem em suspensão. Se estiver calor, o quadro se agrava, porque elas ficam mais evidentes, sendo necessária a chuva para eliminação e consequente “purificação” do ar.

    Em longos períodos sem chuvas, pessoas com histórico de doenças respiratórias ficam mais vulneráveis a recaídas. “O pulmão começa a reagir com broncoespasmo e isso resulta em respiração ofegante. Com menor fôlego, menor o desempenho no esporte”, relata a fisioterapeuta Ana Carr, especializada em Fisioterapia Respiratória e docente da UnG.

    Mas não é só quem sofre de asma e bronquite que precisa se preocupar, ainda de acordo com Ana, ao respirar o ar seco, levamos para o pulmão as partículas de poluição, onde estão presentes poeira e diferentes tipos de vírus.

    Cuidados necessários

  • Optar por correr nos horários da manhã (até às 09h00) ou no fim da tarde, quando a umidade aumenta;

  • Aumentar o consumo de água, preferencialmente fresca;

  • Lavar as narinas com soro fisiológico antes da atividade física;

  • Depois do treino, sempre ficar atento a limpeza e troca de água do aparelho umidificador, caso tenha;

  • Na falta de umificador, o velho truque de deixar uma toalha molhada embaixo da cama ou um balde de água no quarto é recomendado pela fisioterapeuta e funciona.

    Umidade alta

    Se a falta de chuva é prejudicial à qualidade do ar, o excesso dela também não é o ideal. Quando a umidade está alta, o corpo sente maior dificuldade na transpiração e no resfriamento da temperatura.

    Com a sensação térmica maior, a impressão é de que está mais calor e, com a perda de calor prejudicada, ocorre interferência no desempenho dos exercícios, além de comprometimento da saúde. Os ácaros e fungos também se proliferam rapidamente com a alta umidade, o que pode causar rinite alérgica e asma.

    O excesso de esporte nessas condições podem causar cãibras, esgotamento e até acidente vascular cerebral, como ocorreu na Meia Maratona de Tel Aviv em 2013.

    Cuidados necessários

  • Evitar corridas extensas em ambientes acima de 28º, de acordo com a Associação Internacional de Federações de Atletismo;

  • Preferir roupas leves a claras;

  • Assim como no caso de baixa umidade, aumentar o consumo de água também é importante;

  • Fora dos treinos, manter a casa limpa, arejada e expor os colchões ao sol evita doenças por dificultar a proliferação de bactérias e vírus.

    Saiba se a umidade está favorável

    Umidade Ideal: entre 70% e 40%;

    Estado de atenção: entre 30% e 21% (evite se expor ao sol das 11h às 15h);

    Estado de alerta: entre 20% e 13% (evite se expor ao sol das 10h às 16h);

    Estado de emergência: abaixo de 12% (evite a prática de exercícios).