Marcha Atlética

Ultramaratonista participa de lançamento de tênis minimalista

Caminhada · 25 nov, 2011

No dia seis de novembro, o ultramaratonista norte-americano Tony Krupicka esteve em Ilhabela, litoral de São Paulo, para um treino de 22 quilômetros de experimentação de um lançamento da New Balance. O atleta, que sempre cortou a sola dos tênis de corrida, participou do processo de desenvolvimento do modelo Minimus, um tênis minimalista que mantém a pisada natural, exige maior trabalho muscular e fortalece os múculos das pernas.

A corrida para testar o tênis largou por volta das 10h
A corrida para testar o tênis largou por volta das 10h
Junto com Tony, outros atletas e alguns convidados fizeram o percurso
Junto com Tony, outros atletas e alguns convidados fizeram o percurso
A corrida para teste do tênis aconteceu em Ilhabela, na trilha da Praia dos Castelhanos
A corrida para teste do tênis aconteceu em Ilhabela, na trilha da Praia dos Castelhanos
Os participantes percorreram 22 quilômetros na trilha
Os participantes percorreram 22 quilômetros na trilha
O tênis Minimus promete estimular músculos inferiores da perna
O tênis Minimus promete estimular músculos inferiores da perna
A trilha percorrida pelo atleta chega a 630 metros de altitude
A trilha percorrida pelo atleta chega a 630 metros de altitude
Tony conta que demorou de quatro a seis meses para se adaptar ao tênis minimalista
Tony conta que demorou de quatro a seis meses para se adaptar ao tênis minimalista
Os atletas se refrescaram na Cachoeira do Gato, no meio do percurso
Os atletas se refrescaram na Cachoeira do Gato, no meio do percurso
Depois dos 22 quilômetros percorridos, Tony e os outros participantes chegaram a Praia dos Castelhanos
Depois dos 22 quilômetros percorridos, Tony e os outros participantes chegaram a Praia dos Castelhanos
Tony afirma que achou a praia muito bonita e se divertiu muito durante a trilha
Tony afirma que achou a praia muito bonita e se divertiu muito durante a trilha

Webrun promove Saldão de fim de ano com fotos a R$ 9,90

Atletismo · 23 nov, 2011

Pegando carona as comemorações de fim de ano, o Webrun preparou um presente especial para seus leitores e resolveu fazer um saldão com fotos a R$ 9,90. E quem comprar pelo menos 11 fotos o desconto será ainda maior, já que cada uma sairá por R$ 7,90.

São válidos para a promoção todos os eventos fotografados a partir de 2004 até 30 de setembro de 2011, com exceção do Ironman Brasil e Ironman Brasil 70.3. Vale lembrar que esses valores são válidos apenas para os formatos digitais.

Para buscar fotos nos eventos, clique aqui.

Problemas no coração podem ocasionar síndrome de Wolff-Parkinson-White

O médico esportivo, Dr José Marques Neto, fala em seu novo artigo sobre a síndrome de Wolff-Parkinson-White, um problema no coração não muito freqüente, mas que pode aparecer em pessoas que praticam atividade física.

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma condição cardiológica pouco frequente em nosso meio, porém necessita de atenção e acompanhamento próximos quando diagnosticada em corredores ou praticantes de atividade física. A síndrome é definida como uma arritmia cardíaca na qual os impulsos elétricos são conduzidos ao longo de uma via acessória a partir dos átrios até os ventrículos e as câmaras internas do coração.

Essa via acessória é denominada feixe de Kent, sendo também uma forma de taquicardia (condição de aumento exagerado de batimentos cardíacos), caracterizada pela condução atrioventricular adicional, que impede a condução normal do estímulo elétrico a partir do átrio até o nódulo atrioventricular (nodo AV). Por isso ocorre a chamada taquicardia supraventricular, ou aumento exagerado dos batimentos cardíacos.

A patologia é diagnosticada por meio da história clínica do paciente, exame físico e exame de eletrocardiograma (ECG), no qual é observada a onda delta (feixe de onda de maior amplitude e menor frequência) associada a um intervalo PR (espaço de tempo entre as ondas P e R) diminuído.

Pode levar à morte súbita em casos de excesso de exercícios físicos caso não seja devidamente acompanhada e tratada. Seu tratamento pode envolver uso de medicação, mas na maioria das vezes é eminentemente cirúrgico, no qual é realizada a ablação (destruição) do feixe de transmissão anômalo para que os impulsos nervosos voltem a ser conduzidos pelas vias anatômicas normais entre o átrio e o ventrículo do coração.


Problemas no coração podem ocasionar síndrome de Wolff-Parkinson-White

Corridas de Rua · 22 nov, 2011

O médico esportivo, Dr José Marques Neto, fala em seu novo artigo sobre a síndrome de Wolff-Parkinson-White, um problema no coração não muito freqüente, mas que pode aparecer em pessoas que praticam atividade física.

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma condição cardiológica pouco frequente em nosso meio, porém necessita de atenção e acompanhamento próximos quando diagnosticada em corredores ou praticantes de atividade física. A síndrome é definida como uma arritmia cardíaca na qual os impulsos elétricos são conduzidos ao longo de uma via acessória a partir dos átrios até os ventrículos e as câmaras internas do coração.

Essa via acessória é denominada feixe de Kent, sendo também uma forma de taquicardia (condição de aumento exagerado de batimentos cardíacos), caracterizada pela condução atrioventricular adicional, que impede a condução normal do estímulo elétrico a partir do átrio até o nódulo atrioventricular (nodo AV). Por isso ocorre a chamada taquicardia supraventricular, ou aumento exagerado dos batimentos cardíacos.

A patologia é diagnosticada por meio da história clínica do paciente, exame físico e exame de eletrocardiograma (ECG), no qual é observada a onda delta (feixe de onda de maior amplitude e menor frequência) associada a um intervalo PR (espaço de tempo entre as ondas P e R) diminuído.

Pode levar à morte súbita em casos de excesso de exercícios físicos caso não seja devidamente acompanhada e tratada. Seu tratamento pode envolver uso de medicação, mas na maioria das vezes é eminentemente cirúrgico, no qual é realizada a ablação (destruição) do feixe de transmissão anômalo para que os impulsos nervosos voltem a ser conduzidos pelas vias anatômicas normais entre o átrio e o ventrículo do coração.

Responda à pesquisa Webrun de perfil de público e concorra a prêmios

Atletismo · 17 nov, 2011

O Webrun lançou sua pesquisa anual de perfil de público, que visa conhecer um pouco mais os hábitos do leitor que acessa o Portal. Para tanto foram elaboradas uma série de perguntas sobre os mais variados temas e todos que responderem concorrerão a prêmios exclusivos.

Para concorrer aos prêmios é necessário preencher a pesquisa e responder à pergunta: Em 2012 eu vou desafiar meus limites porque.... Uma comissão julgadora do Webrun selecionará as 35 melhores frases. Vale lembrar que será válida apenas uma participação por email.

A pesquisa tem validade de quatro de novembro a dois de dezembro deste ano e os resultados serão divulgados no Webrun a partir do dia oito de dezembro. Clique aqui para começar a preencher o formulário.

Conheça dicas para manter a saúde do seu coração

Dia 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração, data instituída pela Federação Mundial do Coração – World Heart Federation – para incentivar ações de prevenção contra os malefícios coronários. As campanhas visam conscientizar a população – atletas ou sedentários – não apenas sobre a realização de exames preventivos, mas também quanto à adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática esportiva.

“É uma data para reforçar as ações de prevenção”, conta o Dr. Marcelo Cantarelli, cardiologista da Angiocardio e diretor da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. O Dr. Marcelo lembra que o número de mortes por enfarto em mulheres no mundo é seis vezes maior do que por câncer de mama. “É a segunda causa de morte no País, 300 mil pessoas por ano morrem de enfarto de miocárdio no Brasil. No mundo são mais de 17 milhões”.

Segundo o doutor, o primeiro passo que uma pessoa deve dar no Dia Mundial do Coração é se perguntar “O que eu já fiz pelo meu coração?”, como explica ele. “Muitas doenças não são detectadas até estarem em um estágio avançado. É um órgão interno, às vezes tem algo errado, mas não está aparente”, diz o Dr. Marcelo.

Hoje em dia, a procura pelos exames antes do início de uma prática esportiva é mais comum no Brasil. “Há uma educação maior quanto a isso, o brasileiro já criou essa cultura”, comenta o médico.

“A primeira coisa é ir ao médico para medir se o coração é saudável como se pensa”, afirma. Para quem já pratica atividade física, o recomendado é que nesse exame seja realizado um teste de esforço físico para saber se o coração responde normalmente à demanda do corpo.

O cardiologista alerta para quem resolve começar a correr sem conhecer sua condição. “O teste é que pode dizer se ele pode correr”, esclarece. Um teste ergométrico avalia as reações cardiovasculares do indivíduo, como pressão, frequência cardíaca e possíveis arritmias.

A partir desse momento, caso não apresente irregularidades e nem fatores de risco – como pressão alta, obesidade, sedentarismo, estresse, colesterol alto, diabetes, tabagismo ou herança familiar – a pessoa pode começar a prática das atividades físicas. Em caso contrário, evidentemente, deve se iniciar o combate ao fator de risco em questão.

Exercícios são aliados do coração - Para o Dr. Marcelo, hábitos saudáveis são fundamentais para o bom funcionamento do órgão. “Cuidados com a alimentação e atividade física regular auxiliam no combate aos fatores de risco”, conta o médico.

A prática de exercícios regula a pressão, diminui o grau de glicemia, combate a obesidade, o stress e auxilia na substituição de vícios, como o tabagismo. “A pessoa substitui o vício no cigarro pelo vício saudável em endorfina – o hormônio liberado pela atividade física que dá prazer”, esclarece.

Não é necessário ser um superatleta para reduzir os riscos. “Uma caminhada de no mínimo 30 minutos por dia, três vezes por semana, já é o suficiente para uma pessoa não ser considerada sedentária”, explica Dr. Marcelo.

Alimentação não precisa ser radical - Uma alimentação balanceada não é sinônimo de comida sem sabor. “O mais importante é que a pessoa tenha conhecimento do que é bom e do que é ruim para o organismo”, comenta o especialista. O médico acrescenta que é preciso ter a consciência do que não faz bem e saber dosar, sem ser radical. “Não precisa deixar de comer a pizza no final de semana”, brinca o doutor.

“É só saber que comidas tem excesso de gorduras saturadas e evitar abusos de sal ou açúcar”, conta ele. Uma alimentação que inclua legumes, verduras, grãos e cereais é o mais indicado. Carnes e massas são permitidas, mas deve-se evitar as mais gordurosas ou que levem muito molho. “Prefira uma carne grelhada a um strogonoff”, comenta.

Azeite e castanhas são mais calóricos – não indicados para quem quer emagrecer - mas extremamente saudáveis para o coração. “Basta incluí-los na sua alimentação. Pouco a pouco você vai se reeducando”, conclui o cardiologista.


Conheça dicas para manter a saúde do seu coração

Atletismo · 29 set, 2011

Dia 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração, data instituída pela Federação Mundial do Coração – World Heart Federation – para incentivar ações de prevenção contra os malefícios coronários. As campanhas visam conscientizar a população – atletas ou sedentários – não apenas sobre a realização de exames preventivos, mas também quanto à adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática esportiva.

“É uma data para reforçar as ações de prevenção”, conta o Dr. Marcelo Cantarelli, cardiologista da Angiocardio e diretor da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. O Dr. Marcelo lembra que o número de mortes por enfarto em mulheres no mundo é seis vezes maior do que por câncer de mama. “É a segunda causa de morte no País, 300 mil pessoas por ano morrem de enfarto de miocárdio no Brasil. No mundo são mais de 17 milhões”.

Segundo o doutor, o primeiro passo que uma pessoa deve dar no Dia Mundial do Coração é se perguntar “O que eu já fiz pelo meu coração?”, como explica ele. “Muitas doenças não são detectadas até estarem em um estágio avançado. É um órgão interno, às vezes tem algo errado, mas não está aparente”, diz o Dr. Marcelo.

Hoje em dia, a procura pelos exames antes do início de uma prática esportiva é mais comum no Brasil. “Há uma educação maior quanto a isso, o brasileiro já criou essa cultura”, comenta o médico.

“A primeira coisa é ir ao médico para medir se o coração é saudável como se pensa”, afirma. Para quem já pratica atividade física, o recomendado é que nesse exame seja realizado um teste de esforço físico para saber se o coração responde normalmente à demanda do corpo.

O cardiologista alerta para quem resolve começar a correr sem conhecer sua condição. “O teste é que pode dizer se ele pode correr”, esclarece. Um teste ergométrico avalia as reações cardiovasculares do indivíduo, como pressão, frequência cardíaca e possíveis arritmias.

A partir desse momento, caso não apresente irregularidades e nem fatores de risco – como pressão alta, obesidade, sedentarismo, estresse, colesterol alto, diabetes, tabagismo ou herança familiar – a pessoa pode começar a prática das atividades físicas. Em caso contrário, evidentemente, deve se iniciar o combate ao fator de risco em questão.

Exercícios são aliados do coração - Para o Dr. Marcelo, hábitos saudáveis são fundamentais para o bom funcionamento do órgão. “Cuidados com a alimentação e atividade física regular auxiliam no combate aos fatores de risco”, conta o médico.

A prática de exercícios regula a pressão, diminui o grau de glicemia, combate a obesidade, o stress e auxilia na substituição de vícios, como o tabagismo. “A pessoa substitui o vício no cigarro pelo vício saudável em endorfina – o hormônio liberado pela atividade física que dá prazer”, esclarece.

Não é necessário ser um superatleta para reduzir os riscos. “Uma caminhada de no mínimo 30 minutos por dia, três vezes por semana, já é o suficiente para uma pessoa não ser considerada sedentária”, explica Dr. Marcelo.

Alimentação não precisa ser radical - Uma alimentação balanceada não é sinônimo de comida sem sabor. “O mais importante é que a pessoa tenha conhecimento do que é bom e do que é ruim para o organismo”, comenta o especialista. O médico acrescenta que é preciso ter a consciência do que não faz bem e saber dosar, sem ser radical. “Não precisa deixar de comer a pizza no final de semana”, brinca o doutor.

“É só saber que comidas tem excesso de gorduras saturadas e evitar abusos de sal ou açúcar”, conta ele. Uma alimentação que inclua legumes, verduras, grãos e cereais é o mais indicado. Carnes e massas são permitidas, mas deve-se evitar as mais gordurosas ou que levem muito molho. “Prefira uma carne grelhada a um strogonoff”, comenta.

Azeite e castanhas são mais calóricos – não indicados para quem quer emagrecer - mas extremamente saudáveis para o coração. “Basta incluí-los na sua alimentação. Pouco a pouco você vai se reeducando”, conclui o cardiologista.

Cerveja pode substituir água na hidratação pós-treino?

Um estudo publicado em maio de 2011 pela Universidade de Granada (Espanha) chama atenção pelo título: cerveja pós treino, sim ou não? No resumo, sempre raso e superficial, alerta-se que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva. A estratégia de hidratação de um atleta durante e após o exercício é super simples, mas ainda é cercada de mitos. Passamos da completa ausência de hidratação de algumas décadas atrás para a sobrevalorização dela nos anos 90 e 2000. A hiponatremia (excesso de hidratação), que é um risco baixíssimo para nós brasileiros, é o efeito-colateral dessa cultura criada de se beber água antes da sede.

Antes é necessário fazermos uma breve história pelo tempo. Ao contrário da fome, nosso corpo regula de forma excelente seu estado de hidratação. Tempos atrás surgiu a estratégia equivocada de orientar os corredores a beberem água antes da sede. Pura bobagem. Beba quando tiver sede. E só. Na conta da perda hídrica, nutricionistas, fisiologistas e médicos nunca colocaram na conta o gasto de glicogênio que carrega consigo 3g de água por 1g nem a compensação que a perda de peso trás em um esporte em que temos que carregar nosso peso.

Voltemos ao novo estudo da Universidade de Granada (Espanha). Ele por si só não tem nenhuma novidade nem prega nada de errado, mas é preciso lê-lo por completo. Jovens correram por cerca de uma hora em esteiras a 35º C e se submeteram a duas estratégias: em uma bebiam apenas água após a sessão e em outra bebiam cerveja e depois bebiam também água. Não foi uma escolha entre o que seria melhor, se a água ou a cerveja, mas sim entre beber cerveja ou não, a água estava presente nas duas!

Vale então destacar um ponto importante que é o fato dessa estratégia valer para sessões não muito longas, não para qualquer tipo de treino. Por fim, sempre escrevi aqui a importância de fornecermos carboidrato ao organismo após nossas sessões de treino e a cerveja, mesmo que não sendo a melhor alternativa, em treinos assim cumpre com essa tática.

Por fim, meu veredito. Beba água quando tenha sede, só isso. Nem mais nem menos. A cerveja após sessões não maiores que uma hora pode, sim, ser consumida com moderação, mas não como única fonte de hidratação. Atividades moderadas ou de distâncias “normais” não requerem nenhuma tática especial. Seu corpo é inteligente o suficiente para avisá-lo quando precisa beber algo sem que haja perda de desempenho.

Confira o estudo na íntegra neste link: http://beerandhealth.eu/php/speakers.php?doc_id=11.


Cerveja pode substituir água na hidratação pós-treino?

Caminhada · 23 set, 2011

Um estudo publicado em maio de 2011 pela Universidade de Granada (Espanha) chama atenção pelo título: cerveja pós treino, sim ou não? No resumo, sempre raso e superficial, alerta-se que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva. A estratégia de hidratação de um atleta durante e após o exercício é super simples, mas ainda é cercada de mitos. Passamos da completa ausência de hidratação de algumas décadas atrás para a sobrevalorização dela nos anos 90 e 2000. A hiponatremia (excesso de hidratação), que é um risco baixíssimo para nós brasileiros, é o efeito-colateral dessa cultura criada de se beber água antes da sede.

Antes é necessário fazermos uma breve história pelo tempo. Ao contrário da fome, nosso corpo regula de forma excelente seu estado de hidratação. Tempos atrás surgiu a estratégia equivocada de orientar os corredores a beberem água antes da sede. Pura bobagem. Beba quando tiver sede. E só. Na conta da perda hídrica, nutricionistas, fisiologistas e médicos nunca colocaram na conta o gasto de glicogênio que carrega consigo 3g de água por 1g nem a compensação que a perda de peso trás em um esporte em que temos que carregar nosso peso.

Voltemos ao novo estudo da Universidade de Granada (Espanha). Ele por si só não tem nenhuma novidade nem prega nada de errado, mas é preciso lê-lo por completo. Jovens correram por cerca de uma hora em esteiras a 35º C e se submeteram a duas estratégias: em uma bebiam apenas água após a sessão e em outra bebiam cerveja e depois bebiam também água. Não foi uma escolha entre o que seria melhor, se a água ou a cerveja, mas sim entre beber cerveja ou não, a água estava presente nas duas!

Vale então destacar um ponto importante que é o fato dessa estratégia valer para sessões não muito longas, não para qualquer tipo de treino. Por fim, sempre escrevi aqui a importância de fornecermos carboidrato ao organismo após nossas sessões de treino e a cerveja, mesmo que não sendo a melhor alternativa, em treinos assim cumpre com essa tática.

Por fim, meu veredito. Beba água quando tenha sede, só isso. Nem mais nem menos. A cerveja após sessões não maiores que uma hora pode, sim, ser consumida com moderação, mas não como única fonte de hidratação. Atividades moderadas ou de distâncias “normais” não requerem nenhuma tática especial. Seu corpo é inteligente o suficiente para avisá-lo quando precisa beber algo sem que haja perda de desempenho.

Confira o estudo na íntegra neste link: http://beerandhealth.eu/php/speakers.php?doc_id=11.

Barriga de chope: os riscos para a saúde

A gordura abdominal, conhecida também como: barriga de cerveja (ou de chopp), pochete, pneu, panceps, entre outras denominações populares, não é apenas um problema estético, mas um grande problema para a saúde da população. Recentemente o Ibge divulgou um estudo em que 50,1% dos homens e 48% das mulheres acima dos 20 anos estão acima do peso segundo o IMC (fórmula que usa peso e altura para estabelecer estado nutricional). Isso demonstra uma mudança no perfil nutricional da população.

Antes o problema era a desnutrição infantil, agora, o problema é a obesidade infantil. E se a população agora adulta pertence ao período de um número maior de desnutrição infantil, é melhor nem imaginar o futuro das crianças obesas.

Com esta mudança de perfil nutricional, a expectativa de vida que só cresceu nos últimos 100 anos pode começar a cair, pois o excesso de peso acarreta problemas de saúde como: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diabetes, hipertensão arterial, infarto, entre outras doenças, que podem levar à morte mais precocemente.

A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público
A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público

E uma grande vilã deste novo momento, é a gordura abdominal. A associação do sedentarismo com uma alimentação desbalanceada resulta em aumento de peso, que muitas vezes leva ao acúmulo de gordura na região abdominal. E esta gordura já é classificada como um fator de risco para doenças do coração.

A Diretriz Brasileira da Sociedade de Cardiologia recomenda que a circunferência abdominal (a fita métrica deva estar em cima da cicatriz umbilical) deve estar abaixo de 90 cm nos homens, e abaixo de 80 cm nas mulheres. E eu posso afirmar pela minha experiência em consultório que grande parte da população está bem acima do valor recomendado.

A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público
A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público

Sabendo que o problema da barriga proeminente é mais do que estético e sim um enorme risco pra saúde, podendo levar até mesmo a morte, qual a solução para resolver este problema?

Soluções - A regra para solucionar o problema é clara: mudança de estilo de vida. O que significa isso? Dieta adequada, atividade física e repouso adequado. A associação destes itens resulta em uma diminuição significativa da gordura abdominal e dos níveis sanguíneos de colesterol, triglicérides e glicose, além de melhorar os níveis de pressão arterial.

A dieta ideal segue as seguintes premissas:

  • pouca gordura animal: trocar leite integral pelo desnatado, não consumir
  • carnes gordas e jamais comer a gordura da picanha e a pele do frango;
  • rica em fibras: consumir pelo menos quatro porções de legumes, verduras e frutas por dia;
  • pobre em açúcar simples: evitar tudo que contenha açúcar em sua
  • composição como os doces, bolos, sorvetes.
  • pobre em ácidos graxos trans: não consumir alimentos indrustrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada;
  • rica em ácidos graxos insaturados: que são os famosos ômega 3 (soja, canola, linhaça, peixes de águas frias) e ômega 6 (óleos vegetais de soja, milho e girassol);
  • rica em antioxidantes: encontrados nas frutas, legumes e verduras, grão, sementes, castanhas, ervas, chás.

    Associada a uma dieta adequada, é importante realizar atividade física de três a seis vezes por semana, de 30 minutos a uma hora. A atividade irá aumentar o consumo de calorias pelo corpo, o que resulta em emagrecimento. É sempre importante lembrar que antes de iniciar uma atividade física um médico deve ser consultado para a realização de exames que avaliam a condição física do praticante e indica a atividade liberada para cada pessoa.

    Seguindo estas dicas, quem sabe no próximo resultado do Ibge conseguiremos melhorar um pouco este valor assustador de metade da população acima do peso? Boa sorte e seja feliz.


  • Barriga de chope: os riscos para a saúde

    Atletismo · 01 ago, 2011

    A gordura abdominal, conhecida também como: barriga de cerveja (ou de chopp), pochete, pneu, panceps, entre outras denominações populares, não é apenas um problema estético, mas um grande problema para a saúde da população. Recentemente o Ibge divulgou um estudo em que 50,1% dos homens e 48% das mulheres acima dos 20 anos estão acima do peso segundo o IMC (fórmula que usa peso e altura para estabelecer estado nutricional). Isso demonstra uma mudança no perfil nutricional da população.

    Antes o problema era a desnutrição infantil, agora, o problema é a obesidade infantil. E se a população agora adulta pertence ao período de um número maior de desnutrição infantil, é melhor nem imaginar o futuro das crianças obesas.

    Com esta mudança de perfil nutricional, a expectativa de vida que só cresceu nos últimos 100 anos pode começar a cair, pois o excesso de peso acarreta problemas de saúde como: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diabetes, hipertensão arterial, infarto, entre outras doenças, que podem levar à morte mais precocemente.

    A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público
    A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público

    E uma grande vilã deste novo momento, é a gordura abdominal. A associação do sedentarismo com uma alimentação desbalanceada resulta em aumento de peso, que muitas vezes leva ao acúmulo de gordura na região abdominal. E esta gordura já é classificada como um fator de risco para doenças do coração.

    A Diretriz Brasileira da Sociedade de Cardiologia recomenda que a circunferência abdominal (a fita métrica deva estar em cima da cicatriz umbilical) deve estar abaixo de 90 cm nos homens, e abaixo de 80 cm nas mulheres. E eu posso afirmar pela minha experiência em consultório que grande parte da população está bem acima do valor recomendado.

    A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público
    A circunferência abdominal além do limite aumenta a chance de infartos. Foto: domínio público

    Sabendo que o problema da barriga proeminente é mais do que estético e sim um enorme risco pra saúde, podendo levar até mesmo a morte, qual a solução para resolver este problema?

    Soluções - A regra para solucionar o problema é clara: mudança de estilo de vida. O que significa isso? Dieta adequada, atividade física e repouso adequado. A associação destes itens resulta em uma diminuição significativa da gordura abdominal e dos níveis sanguíneos de colesterol, triglicérides e glicose, além de melhorar os níveis de pressão arterial.

    A dieta ideal segue as seguintes premissas:

  • pouca gordura animal: trocar leite integral pelo desnatado, não consumir
  • carnes gordas e jamais comer a gordura da picanha e a pele do frango;
  • rica em fibras: consumir pelo menos quatro porções de legumes, verduras e frutas por dia;
  • pobre em açúcar simples: evitar tudo que contenha açúcar em sua
  • composição como os doces, bolos, sorvetes.
  • pobre em ácidos graxos trans: não consumir alimentos indrustrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada;
  • rica em ácidos graxos insaturados: que são os famosos ômega 3 (soja, canola, linhaça, peixes de águas frias) e ômega 6 (óleos vegetais de soja, milho e girassol);
  • rica em antioxidantes: encontrados nas frutas, legumes e verduras, grão, sementes, castanhas, ervas, chás.

    Associada a uma dieta adequada, é importante realizar atividade física de três a seis vezes por semana, de 30 minutos a uma hora. A atividade irá aumentar o consumo de calorias pelo corpo, o que resulta em emagrecimento. É sempre importante lembrar que antes de iniciar uma atividade física um médico deve ser consultado para a realização de exames que avaliam a condição física do praticante e indica a atividade liberada para cada pessoa.

    Seguindo estas dicas, quem sabe no próximo resultado do Ibge conseguiremos melhorar um pouco este valor assustador de metade da população acima do peso? Boa sorte e seja feliz.

  • Portal Webrun lança oficialmente seu Guia de Tênis 2011

    Atletismo · 19 jul, 2011

    O mês de julho marca oficialmente o lançamento do Guia do Tênis 2011 do Portal Webrun, ferramenta que propiciará aos leitores comparar diversas marcas e modelos de calçados. “A ideia foi ‘traduzir’ a maior parte dos termos técnicos encontrados numa descrição de tênis, para facilitar o entendimento tanto do corredor experiente, quanto de quem busca um primeiro contato com o esporte”, afirma Alexandre Koda, Editor do Portal.

    Com o objetivo de aumentar a interatividade, é possível fazer comentários e avaliações sobre os calçados, atribuindo pontos positivos e negativos. Os leitores também poderão dizer se determinada avaliação foi ou não útil.

    Nesta primeira fase do Guia estão relacionadas diversas marcas que investem no mercado de running, mas o objetivo é aumentar a lista conforme novos produtos sejam lançados ou novas empresas apareçam. “Em breve também vamos expandir para outros equipamentos, como meias, camisetas, frequencímetros, entre outros”.

    O Guia está disponível de forma direto por um botão na Homepage do Portal, ou diretamente por este link.

    Água: beber ou não beber, eis a questão

    Segundo texto publicado esta semana no "British Medical Journal", escrito pela médica Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, o conselho de beber cerca de dois litros de água por dia é "nonsense". Eu, particularmente, discordo do texto que ela publicou. Desde que estudo nutrição (há 11 anos), a água sempre foi ponto chave para uma vida saudável.

    A água é o maior componente singular do corpo, sendo seu principal constituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatores estabelecidos durante a vida do indivíduo, entre eles a idade, o sexo, a massa muscular, o aumento ou perda de peso, o tecido adiposo, e até mesmo a gravidez ou lactação. Como porcentagem de peso corpóreo, a água varia entre os indivíduos, dependendo da proporção de músculo e tecido adiposo. A água total é maior em atletas do que em não atletas, e diminui significativamente com a idade devido a diminuição da massa muscular.

    A água tem diversas funções essenciais em nosso corpo, algumas delas são:

  • atuar como solvente para funções celulares;

  • atuar como componente estrutural que dá forma as células;

  • essencial para processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção;

  • meio de transporte para os nutrientes e todas as substâncias corpóreas;

  • papel importante na manutenção da temperatura corpórea.
  • E como saber se a quantidade de água que estamos bebendo está adequada ou não? Inicialmente é importante saber como o corpo controla esta necessidade. A sensação de sede é o principal sinal de que o corpo necessita da ingestão de fluídos (mas, vale ressaltar que é necessária mais atenção em crianças, idosos, doentes e atletas que podem ter este reflexo de sede diminuído). E este controle dá água que precisa ser ingerida versus a água que foi excretada é feito através de um hormônio conhecido como ADH (hormônio antidiurético). Caso a quantidade de água ingerida não seja o suficiente para o organismo, os rins compensam esta falta conservando água e excretando uma urina mais concentrada. Por isso, a urina de quem bebe água adequadamente está sempre clara.

    O corpo não possui condição de armazenamento de água; portanto a quantidade de água perdida a cada 24hs deve ser reposta para manter a saúde e a eficiência das funções que ela intermedia. E em caso de esta necessidade não ser reposta, pode ser que a pessoa entre em um quadro de desidratação que pode resultar em dificuldade de concentração, tontura, espasmos musculares, coma e até mesmo a morte em casos graves.

    Sob circunstâncias de perdas normais (sem excesso de transpiração por calor excessivo, febre ou prática de atividade física) a perda de líquidos para uma pessoa pode chegar a 2,3 litros/dia. Em tempo quente, esta perda pode chegar a 3,3 litros/dia. A recomendação de ingestão hídrica é de 35ml/kg de peso corpóreo/dia Isso resultaria em aproximadamente 2 litros/dia para uma pessoa de 55kg, ou aproximadamente 2,5 litros/dia para uma pessoa de 70kgs.

    Se a pessoa ingerir por dia 300 ml de água proveniente dos alimentos, ainda restam quase dois litros por dia para serem ingeridos através da água ou de outras bebidas. Por todos os motivos que eu expliquei acima, eu continuo a prescrever para os meus pacientes no mínimo dois litros de água por dia. Tenho certeza que mal não fará, pois para que a água cause uma diluição de sódio na corrente sanguínea, a quantidade tem que ser absurdamente alta, ou o sódio estar abaixo por algum outro motivo.

    Sendo, assim, beba bastante água e seja feliz!

    O texto do jornal britânico pode ser lido no seguinte endereço http://www.bmj.com/content/343/bmj.d4280.


  • Água: beber ou não beber, eis a questão

    Atletismo · 15 jul, 2011

    Segundo texto publicado esta semana no "British Medical Journal", escrito pela médica Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, o conselho de beber cerca de dois litros de água por dia é "nonsense". Eu, particularmente, discordo do texto que ela publicou. Desde que estudo nutrição (há 11 anos), a água sempre foi ponto chave para uma vida saudável.

    A água é o maior componente singular do corpo, sendo seu principal constituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatores estabelecidos durante a vida do indivíduo, entre eles a idade, o sexo, a massa muscular, o aumento ou perda de peso, o tecido adiposo, e até mesmo a gravidez ou lactação. Como porcentagem de peso corpóreo, a água varia entre os indivíduos, dependendo da proporção de músculo e tecido adiposo. A água total é maior em atletas do que em não atletas, e diminui significativamente com a idade devido a diminuição da massa muscular.

    A água tem diversas funções essenciais em nosso corpo, algumas delas são:

  • atuar como solvente para funções celulares;

  • atuar como componente estrutural que dá forma as células;

  • essencial para processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção;

  • meio de transporte para os nutrientes e todas as substâncias corpóreas;

  • papel importante na manutenção da temperatura corpórea.
  • E como saber se a quantidade de água que estamos bebendo está adequada ou não? Inicialmente é importante saber como o corpo controla esta necessidade. A sensação de sede é o principal sinal de que o corpo necessita da ingestão de fluídos (mas, vale ressaltar que é necessária mais atenção em crianças, idosos, doentes e atletas que podem ter este reflexo de sede diminuído). E este controle dá água que precisa ser ingerida versus a água que foi excretada é feito através de um hormônio conhecido como ADH (hormônio antidiurético). Caso a quantidade de água ingerida não seja o suficiente para o organismo, os rins compensam esta falta conservando água e excretando uma urina mais concentrada. Por isso, a urina de quem bebe água adequadamente está sempre clara.

    O corpo não possui condição de armazenamento de água; portanto a quantidade de água perdida a cada 24hs deve ser reposta para manter a saúde e a eficiência das funções que ela intermedia. E em caso de esta necessidade não ser reposta, pode ser que a pessoa entre em um quadro de desidratação que pode resultar em dificuldade de concentração, tontura, espasmos musculares, coma e até mesmo a morte em casos graves.

    Sob circunstâncias de perdas normais (sem excesso de transpiração por calor excessivo, febre ou prática de atividade física) a perda de líquidos para uma pessoa pode chegar a 2,3 litros/dia. Em tempo quente, esta perda pode chegar a 3,3 litros/dia. A recomendação de ingestão hídrica é de 35ml/kg de peso corpóreo/dia Isso resultaria em aproximadamente 2 litros/dia para uma pessoa de 55kg, ou aproximadamente 2,5 litros/dia para uma pessoa de 70kgs.

    Se a pessoa ingerir por dia 300 ml de água proveniente dos alimentos, ainda restam quase dois litros por dia para serem ingeridos através da água ou de outras bebidas. Por todos os motivos que eu expliquei acima, eu continuo a prescrever para os meus pacientes no mínimo dois litros de água por dia. Tenho certeza que mal não fará, pois para que a água cause uma diluição de sódio na corrente sanguínea, a quantidade tem que ser absurdamente alta, ou o sódio estar abaixo por algum outro motivo.

    Sendo, assim, beba bastante água e seja feliz!

    O texto do jornal britânico pode ser lido no seguinte endereço http://www.bmj.com/content/343/bmj.d4280.

  • Esporte e doping …Isso está chato

    Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.

    Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos “inocentes” etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.

    O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.

    O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável

    Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão “contaminados” (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.

    Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.


    Esporte e doping …Isso está chato

    Atletismo · 12 jul, 2011

    Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.

    Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos “inocentes” etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.

    O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.

    O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável

    Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão “contaminados” (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.

    Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.