Caminhada · 09 abr, 2012
A sinfisite púbica, ou pubeíte, ou ainda osteíte púbica, é uma inflamação que ocorre na sínfise do pubis (uma articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia) na região da origem dos músculos adutores da coxa (que movimentam as coxas para o centro do corpo). Ocorre logo em sua borda lateral e na inserção do músculo reto do abdome, localizado na porção superior desta articulação.
Muito comum em jogadores de futebol e corredores, a lesão ocorre pelo desequilíbrio de força entre estes grupos musculares mencionados: os adutores tracionando a sínfise para o lado e o reto abdominal tracionando-a para cima. Quando um grupo muscular se encontra demasiadamente mais forte que o outro, a diferença de forças gera um desgaste local, seguido do processo inflamatório e, consequentemente, o quadro clínico já bem conhecido: dor à palpação da sínfise.
Também ocorre desconforto no momento em que o grupo muscular dos adutores e do retoabdominal são exigidos, além da incapacidade de desenvolver a atividade física sem dor. O tratamento écomposto de medidas fisioterápicas como analgesia e terapia com movimentos. Também são recomendados exercícios de fortalecimento muscular para o reequilíbrio da região e alongamento das estruturas envolvidas. Compressas de gelo também podem ser utilizadas.
O exame físico é muito característico e pode fechar o diagnóstico, mas a confirmação através de exames de imagem como a ressonância magnética também é utilizada. O tratamento conservador através de sessões de fisioterapia é longo e no caso de falha do mesmo, a opção cirúrgica pode ser considerada.
Atletismo · 05 abr, 2012
Na segunda parte do artigo sobre lesões em mulheres, o Dr. Adriano Leonardi fala sobre mais uma das teorias que tenta explicar o aumento das lesões em mulheres. Depois de explicar os fatores neuromusculares e anatômicos, a bola da vez são os hormônios.
A evidência de efeitos dos hormônios sexuais femininos sobre o tecido conjuntivo é ainda limitada. Identificou-se receptores do hormônio relaxina, sintetizado na fase ovulatória do ciclo menstrual e intensamente na gestação. Estudos mostram que este hormônio, cuja função é afrouxar os ligamentos do corpo da mulher, especialmente da bacia, facilitando o trabalho de parto, reduz a síntese de colágeno dos ligamentos da mulher em mais de 40% comparado com os ligamentos dos homens, tornando-os mais elásticos e mais frágeis.
Os níveis de estrogênio no sangue também estariam ligados à resposta neuro-muscular. Estudos que compararam o índice de lesões nas diferentes fases do ciclo menstrual mostraram que a mulher se lesiona mais no período menstrual e a isso seria atribuído o atraso da resposta motora ao gesto esportivo.
Um estudo interessantíssimo sobre os efeitos do ciclo menstrual e uso de contraceptivos orais em 86 jogadoras de futebol em um período de 12 meses, mostrou que as atletas que tomaram contraceptivos orais tiveram uma taxa significativamente menor de lesões do que as jogadoras que não tomaram. Além disso, notou-se que elas eram mais suscetíveis a lesões traumáticas entre os dias um e 14 de seus ciclos menstruais.
Além destes fatores, a fadiga muscular, condição comum entre esportistas sem condicionamento físico seria também apontada como um fator para lesões esportivas em mulheres corredoras. Esta fadiga, causada pelas forças de reação do solo, cinemática das extremidades inferiores e ativação muscular durante a corrida, comprometeria a função muscular causando atraso da ativação dos músculos isquiotibiais.
Por fim, a maior taxa de lesão entre mulheres e as lesões típicas do gênero, associadas às diferenças metabólicas e biomecânicas entre os sexos, têm chamado a atenção da ciência. Mudanças tanto na área preventiva, quanto no tratamento de lesões em mulheres devem vir à tona nos próximos anos através de novos estudos.
1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.
2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:51925.
3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395400.
4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:66474.
5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:116875.
6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:31219.
7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:1016.
8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.
9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.
10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:117681.
Quem pratica a corrida como esporte muitas vezes também faz musculação, seja para melhorar o rendimento ou como qualidade de vida. Às terças-feiras, o Webrun apresenta uma série de três reportagens sobre a relação da musculação com a corrida. A primeira foi sobre como direcionar os exercícios para melhorar o rendimento no asfalto. Confira a segunda!
Entre muitos corredores há a noção comum de que provas ou treinos longos podem levar à perda de massa muscular. Quem pratica musculação com o objetivo de hipertrofia (crescimento muscular) acaba torcendo o nariz para a corrida, com medo de jogar fora o trabalho feito com os pesos. Existe a possibilidade de aliar o melhor dos dois mundos?
Fibras, o X da questão- Hipertrofia e corridas longas trabalham fibras musculares diferentes, explica o treinador André Ricardo, da assessoria esportiva BR Move. Segundo ele, existem as fibras de contração rápida, que são utilizadas em treinos de hipertrofia, e as fibras de resistência, trabalhadas em treinos mais longos.
As fibras de resistência são menores e não crescem como as de contração rápida, mas elas ficam menos espessas quando trabalhadas, mais resistentes mesmo, ilustra. Ou seja, quando uma pessoa corre e faz treino de hipertrofia, está trabalhando dois tipos de fibra diferentes.
Caso uma pessoa faça treino de crescimento muscular para a perna e corra no mesmo dia, os ganhos nos dois campos são irrelevantes, por dois motivos: a hipertrofia pede descanso para o músculo poder crescer, define André, apontando na sequência que os ganhos na corrida serão ínfimos porque o sistema nervoso central está cansado.
Treinamento concorrente- Para evitar que um treinamento anule o outro, o ideal é respeitar o tempo de descanso. Ninguém consegue trabalhar as fibras musculares separadamente. Você trabalha uma predominantemente e outra em percentual menor, mas ambas são contraídas independente do tipo de treino, afirma.
O sistema nervoso central é único para as duas [fibras] e o descanso ideal varia de acordo com características individuais e outros fatores como repouso muscular e suplementação. Na prática, a perna vai cansar mais rápido se houver um novo desgaste nesse período, esclarece o técnico.
O mito da perda muscular- Não se perde massa muscular correndo, há a perda de peso e a composição física pode mudar. Mas não se perde músculo, conta André. O treinador explica que o prejuízo na verdade está na limitação dos ganhos, mas ainda assim é algo relativo. Para um fisiculturista, que depende de ganhos musculares para viver, a corrida tem que ser bem menor, afirma.
Para quem quer ganhar massa e correr, o ideal é realizar os treinamentos em dias diferentes. Correr no dia seguinte da musculação não tem problema, desde que esteja tudo bem organizado. Depende da intensidade e volume de treino, se exagerar em um dos dois você limita os ganhos do outro ou não rende bem em nenhum, sentencia.
Na semana que vem, falaremos se a corrida pode substituir o treino na academia para membros inferiores .
Atletismo · 03 abr, 2012
Quem pratica a corrida como esporte muitas vezes também faz musculação, seja para melhorar o rendimento ou como qualidade de vida. Às terças-feiras, o Webrun apresenta uma série de três reportagens sobre a relação da musculação com a corrida. A primeira foi sobre como direcionar os exercícios para melhorar o rendimento no asfalto. Confira a segunda!
Entre muitos corredores há a noção comum de que provas ou treinos longos podem levar à perda de massa muscular. Quem pratica musculação com o objetivo de hipertrofia (crescimento muscular) acaba torcendo o nariz para a corrida, com medo de jogar fora o trabalho feito com os pesos. Existe a possibilidade de aliar o melhor dos dois mundos?
Fibras, o X da questão- Hipertrofia e corridas longas trabalham fibras musculares diferentes, explica o treinador André Ricardo, da assessoria esportiva BR Move. Segundo ele, existem as fibras de contração rápida, que são utilizadas em treinos de hipertrofia, e as fibras de resistência, trabalhadas em treinos mais longos.
As fibras de resistência são menores e não crescem como as de contração rápida, mas elas ficam menos espessas quando trabalhadas, mais resistentes mesmo, ilustra. Ou seja, quando uma pessoa corre e faz treino de hipertrofia, está trabalhando dois tipos de fibra diferentes.
Caso uma pessoa faça treino de crescimento muscular para a perna e corra no mesmo dia, os ganhos nos dois campos são irrelevantes, por dois motivos: a hipertrofia pede descanso para o músculo poder crescer, define André, apontando na sequência que os ganhos na corrida serão ínfimos porque o sistema nervoso central está cansado.
Treinamento concorrente- Para evitar que um treinamento anule o outro, o ideal é respeitar o tempo de descanso. Ninguém consegue trabalhar as fibras musculares separadamente. Você trabalha uma predominantemente e outra em percentual menor, mas ambas são contraídas independente do tipo de treino, afirma.
O sistema nervoso central é único para as duas [fibras] e o descanso ideal varia de acordo com características individuais e outros fatores como repouso muscular e suplementação. Na prática, a perna vai cansar mais rápido se houver um novo desgaste nesse período, esclarece o técnico.
O mito da perda muscular- Não se perde massa muscular correndo, há a perda de peso e a composição física pode mudar. Mas não se perde músculo, conta André. O treinador explica que o prejuízo na verdade está na limitação dos ganhos, mas ainda assim é algo relativo. Para um fisiculturista, que depende de ganhos musculares para viver, a corrida tem que ser bem menor, afirma.
Para quem quer ganhar massa e correr, o ideal é realizar os treinamentos em dias diferentes. Correr no dia seguinte da musculação não tem problema, desde que esteja tudo bem organizado. Depende da intensidade e volume de treino, se exagerar em um dos dois você limita os ganhos do outro ou não rende bem em nenhum, sentencia.
Na semana que vem, falaremos se a corrida pode substituir o treino na academia para membros inferiores .
Atletismo · 03 abr, 2012
No mês de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde e, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados com a saúde e prevenção de doenças, o Hospital Santa Paula promove um evento gratuito no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
No sábado, dia 14 de abril, no evento chamado Cuide-se, viva a vida melhor, a equipe médica do hospital prestará atendimento à comunidade, com serviços como avaliação do risco vascular, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e colesterol e avaliação de massa corpórea (IMC).
O stand será montado às 8h e vai funcionar até as 14h, totalmente equipado e pronto para receber as pessoas. A coordenação será feita pelo Dr. Otávio Gebara, diretor clínico do Hospital.
O diretor técnico, Dr. Rafael Munerato, fará testes para avaliar a escala de risco cardiovascular, além de informar e orientar sobre os cuidados necessários para uma vida mais saudável.
A tenda Cantinho Sustentável vai instruir sobre o processo de reciclagem de embalagens e distribuirá brindes produzidos com material reciclado. A proposta é mostrar a adultos e crianças como é feita a separação do papel de outros elementos para que possam ser reciclados.
Caminhada · 29 mar, 2012
A partir de março o Webrun estreia a coluna Mulheres Corredoras, comandada pelo médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, Dr. Adriano Leonardi. Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo, ele atualmente coordena um estudo sobre lesões em mulheres.
Neste primeiro artigo vamos falar sobre alguns motivos que levam as mulheres a sofrerem tantas lesões quantos os homens, ou mais. Dividido em duas partes, a seguir abordaremos as questões neuromusculares e anatômicas.
Sem dúvida, cada vez mais mulheres do mundo todo têm frequentado campos de futebol, quadras e pistas de corrida. A prática esportiva, a crescente profissionalização nas mais diversas modalidades e a busca do fitness e da qualidade de vida através do esporte, trouxeram maior exposição e, consequentemente, lesões que outrora eram quase que exclusiva dos homens.
Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maiores que os homens. Para o futebol, por exemplo, atletas do sexo feminino têm quatro vezes mais chance de sofrer uma lesão ligamentar do joelho e, para a corrida de rua, esta proporção extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas para a mesma intensidade e volume dos treinos.
Arendt e Dick, estudando atletas do sexo feminino no basquetebol e futebol, notaram que, em cinco anos, a taxa média de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho foi de 0,31 por
1000 atletas para jogadoras de futebol feminino, em comparação para os 0,13 por mil atletas de exposições para os seus homólogos masculinos. Para o basquete, a taxa foi de 0,6 por mil atletas mulheres em comparação com 0,07 por mil atletas homens.
Mas, afinal, por que isso acontece? A ciência tenta explicar esta discrepância através de três teorias:
Autores que defendem a primeira, afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares e tempo de ativação destes músculos maiores que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente o joelho. De maneira mais compreensiva, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, ou a cada passo de uma corrida de rua, o comando vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada, chega atrasado, fazendo com que as articulações estejam mal posicionadas e em maior risco de lesão, tanto por micro-trauma repetitivo, quanto para entorses e distensões.
A figura ao lado mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem para dentro (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.
A teoria anatômica tenta explicar a discrepância do índice de lesões entre homens e mulheres através das diferenças morfológicas.
No quadril, a bacia mais larga aumentaria o braço de alavanca sobre os músculos rotadores do quadril, especialmente os glúteos médio e mínimo, predispondo a bursite e tendinites trocantéricas. No joelho, a patela alta e lateralizada e o sulco troclear raso (trilho por onde a patela desliza quando se flexiona o joelho) seriam responsáveis por um contato reduzido entre a patela e o fêmur e, consequentemente, à doenças causadas pela pressão excessiva na cartilagem articular, como a condromalácia, síndrome da hiperpressão lateral, sinovite e hoffite do joelho.
O tamanho e espessura reduzido dos ligamentos do joelho e tornozelo colocariam estas articulações em risco nos casos de entorses e contusões
Por fim, eixo dos membros inferiores, ou seja, o formato das pernas das mulheres tende a ser em X, conhecido na ortopedia como joelho valgo ou genu valgum. Isso seria um fator de maior lateralização da patela, predispondo às doenças do joelho descritas acima, além de causar sobrecarga medial das tíbias, levando à canelite e fraturas de estresse da tíbia e a tendinite do tornozelo.
Não deixe de acompanhar na próxima semana a terceira e última teoria sobre o aumento de lesões em mulheres, os hormônios.
1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.
2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:51925.
3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395400.
4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:66474.
5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:116875.
6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:31219.
7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:1016.
8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.
9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.
10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:117681.
Atletismo · 29 mar, 2012
O novo tênis para corrida da New Balance chega ao Brasil depois de ser eleito como o tênis do ano pela publicação americana Outside Magazine. O modelo 890 se destaca como o mais leve de sua categoria (275 gramas na versão masculina) e promete um desempenho rápido, estável e seguro.
Segundo o fabricante, o tênis foi desenvolvido com propósitos específicos, com a entressola REVlite, que diz oferecer resposta superior com 30% a menos de peso do que os outros tênis de corrida. A tecnologia Ndurance promete garantir durabilidade máxima e o sistema ABSZORBr de amortecimento anuncia reduzir a sensação de fadiga dos corredores.
O design exclusivo do modelo foi inspirado nos atletas Andy Baddeley e Jenny Barringer, medalha de ouro nos 1.500 metros de Daegu em 2011. Os recortes na sola foram pensados para proporcionar aderência na transição de passada.
O New Balance 890 está disponível, a partir de abril, em oito cores com preço sugerido de R$399.
Marcha Atlética · 25 mar, 2012
No último sábado (24/03), durante todo o dia, os participantes da Meia Maratona Internacional de Florianópolis retiraram os kits da competição, marcada para este domingo (25) na Avenida Beira Mar. Corredores de elite, como o bicampeão da prova Claudir Rodrigues e a triatleta Ana Lídia Borba, se misturarão aos milhares de amadores para os 21 quilômetros.
Ana Lídia mora e treina em Florianópolis desde o ano passado e decidiu entrar na prova para complementar seu treinamento para o Ironman Brasil, a ser disputado no final de maio, também na capital catarinense. Essas provas são uma ótima oportunidade para ganhar velocidade. Claro que acabo acelerando mais do que num treino comum, mas será um bom teste, relata a atleta que não estudou o percurso antes. A vantagem de Floripa é que o percurso é quase todo plano, então vou correr forte, completa.
Outra representante da elite é Letícia Saltori, campeã dos 23 quilômetros no Deserto do Atacama, disputado em janeiro deste ano. Com o objetivo de chegar entre as cinco melhores, a acreana radicada em Curitiba terá um motivo a mais para buscar o primeiro posto, já que seu noivo, Marco Aurélio Piazza, prometeu pedi-la em casamento em caso de vitória. Com certeza terei um ânimo a mais para correr, relata Letícia.
Amadores - Entre o grupo dos corredores que disputará a prova apenas com o intuito de completá-la, está um grupo de japoneses que veio ao Brasil para estudar e aproveitou o fim de semana de folga para correr. Vou correr os 21 quilômetros e acho que será difícil, mas não impossível, relata Nobuyuki Shimizu, que pratica triathlon no Japão. Já Tetsuro HanaSaki diz que não fez uma preparação especial. Faço musculação duas vezes por semana e gosto de jogar futebol, então acho que não terei problemas.
Mitsuhiro Saito treinou para a prova, mas não esconde a ansiedade. Eu comecei a correr para me preparar para essa meia maratona, mas sempre dá um medo de não conseguir completar, relata o representante da terra do sol nascente, que afirma gostar de calor. Bumpei Takahashi é o mais experiente do grupo e se diz confiante. Comecei a correr há três meses e o máximo que fiz foram 15 quilômetros. Treino em terrenos planos, gosto de calor, então acho que não terei problemas.
Entre os mais de 2.500 inscritos, Adalberto Beles Júnior terá a honra de correr com o número um estampado em seu número de peito. O representante de Brusque (SC), já teve a sorte em outras provas e desta vez promete dar o melhor, apesar de não se sentir pressionado por um bom resultado. Eu vou no meu ritmo, com o objetivo de fazer 1h40, conta o corredor que pratica o esporte há dez anos e desde 2007 começou a participar de provas. Já fiz a maratona de Floripa e adoro correr aqui. O clima é gostoso e é muito bom ter um percurso à beira mar, finaliza.
A largada será a partir das 7h30 ao lado do monumento da Polícia Militar e os atletas largarão no sentido do sul da Ilha.
Atletismo · 23 mar, 2012
A marca esportiva Nike lança novo tênis que promete oferecer um ajuste perfeito ao pé do corredor. O LunarEclipse +2 possui a tecnologia Dynamic Fit, que foi aplicada em tênis de corrida pela primeira vez.
A Dynamic Fit contém uma peça de espuma em material elástico que sai das duas laterais, sob a palmilha, até a amarração, envolvendo a região mediana e arco, eliminando os espaços internos entre o pé e o calçado. Ajustado ao pé, o tênis garante firmeza, conforto e estabilidade durante a corrida, anuncia a marca.
O amortecimento Lunarlon vem combinado a um clipe para sustentação do calcanhar, preso a uma estrutura de espuma mais firme. O clipe envolve o calcanhar e se movimenta junto com o pé, proporcionando maior estabilidade e um contraforte flexível e firme ao mesmo tempo.
Somado ao amortecimento macio do Lunarlon, está o sistema Dynamic Support, que também oferece estabilidade e sustentação. Segundo o fabricante, o tênis assegura uma transição suave e gradual entre as passadas.
O Nike LunarEclipse +2 é recomendado para quem tem pisada neutra a moderada pronação. O preço sugerido é R$ 499,90.
Atletismo · 21 mar, 2012
Quem está acostumado a correr provavelmente já passou por isso. As mulheres, como utilizam um top para a sustentação dos seios, estão menos propensas. Mas que homem nunca sentiu ao menos aquele incômodo da camiseta raspando com o bico do peito durante a prática esportiva?
O sangramento dos mamilos não é algo grave e muito menos raro. É comum, comenta o treinador e colunista do Webrun, Nelson Evêncio. Ocorre por causa do atrito com o tecido, dependendo do tipo de tecido (como camisetas de algodão) e principalmente quando molha, explica Nelson.
Quando a camisa fica úmida, seja de água, suor, chuva ou isotônico, o risco aumenta para o atleta. Se a camisa está molhada, vai raspando com o mamilo no movimento da corrida e piora a irritação. Pessoas com os mamilos mais saltados têm mais chances ainda, descreve o técnico.
Fácil solução- Para evitar esses momentos de agonia e poupar as outras pessoas da aflição que o vislumbre dos rastros de sangue na camisa pode causar, o corredor tem duas opções. O atleta pode passar vaselina no bico do peito antes de correr, mas deve tomar cuidado porque algumas marcas mancham tecido, adverte Nelson.
A vaselina diminui o atrito e pode ser utilizada para evitar assaduras também nos braços, coxas e virilhas. A outra opção é a utilização de curativos do tipo micropore nos mamilos para protegê-los do contato com a roupa, ilustra.
Tratamento- Neste caso vale a velha máxima de que é melhor prevenir do que remediar. O sangramento é desagradável, mancha a camiseta e arde muito quando vai tomar banho, ilustra o treinador.
Ainda assim, segundo Nelson, não há motivos para desespero depois que o estrago está feito. É um machucado superficial que cicatriza logo. Pomadas para assadura, como hipoglós, aceleram a recuperação, define.
Marcha Atlética · 20 mar, 2012
O brasiliense Caio Bonfim, que completa 21 anos nesta segunda (19/03), é o campeão Sul-Americano de Marcha Atlética. A medalha de ouro dos 20 quilômetros foi conquistada neste sábado (17/03) no Campeonato que aconteceu na cidade de Salinas, no litoral do Equador.
Com a conquista no tempo de 1h24min05, o atleta garante o índice para a Copa do Mundo de Saransky, na Rússia, em maio. Outro brasileiro, Moacir Zimmermann, de Santa Catarina, terminou na terceira colocação, com o tempo de 1h24min33, atrás do colombiano James Aurélio, vice-campeão da prova.
Caio já tinha sido campeão Sul-Americano na categoria juvenil em 2010 no Campeonato em Cochabamba, na Bolívia. Foi minha segunda vitória na categoria adulta e justamente num sul-americano. Isso me dá mais ânimo ainda para tentar o índice para a Olimpíada de Londres daqui em diante, comemora o atleta, que promete ser um grande nome do esporte no Brasil.
Na categoria feminina dos 20 quilômetros, as brasileiras Tânia Regina Sindler terminou em 13º lugar, com 1h45min35, e Érica de Sena, que competiu como avulsa e venceu a prova extraoficialmente*, com 1h33min24, o que também lhe garantiu o índice para a Copa do Mundo na Rússia.
Na prova destinada para menores, o pernambucano Hiago Pereira terminou em quarto lugar, com 49min34.
*A atleta Érica de Sena participou do Campeonato Sul-Americano a convite da organização local, já que não havia corrido a Copa Brasil Caixa de Marcha, que é seletiva para o Campeonato. Por ter sido convidada, ela não representou nenhuma seleção e, portanto, não pôde ser declarada a campeão da prova, apesar de ter feito o melhor tempo. A marca, obtida numa competição oficial, vale como índice para a Copa do Mundo.
Confira os resultados do Campeonato Sul-Americano de Marcha Atlética:
20 quilômetros:
Masculino:
Feminino:
Dez quilômetros juvenil:
Masculino:
Feminino: