
Carlos enfrenta muita poeira durante a corrida (foto: Arquivo pessoal)
O ultramaratonista Carlos Dias está a 125 km da cidade de Marabá, no Pará. Ele corre o Brasil de ponta a ponta. Ao todo serão 120 dias de pura aventura pelas estradas do país, que até agora, grande parte foi de terra batida.
A estrada está me colorindo de marrom. É muita poeira. Todo final de tarde chego cheio de terra, conta. Ontem ele chegou na cidade de Novo Repartimento e foi recebido pelo secretário de administração e pelo prefeito. Segundo Carlos, uma loja local havia prometido dar hospedagem e alimentação para o atleta, mas não cumpriu o combinado.
Quando eu cheguei, eles me trataram muito mal. Disseram que o que eu estava fazendo era uma loucura. Eles falaram que o dono da loja não estava lá. Com isso não me deram apoio. Temos que ouvir essas coisas. As pessoas combinam e deixam a gente a ver navios, mas eu procurei a prefeitura da cidade que de pronto me encaminhou para um hotel e me deu almoço, revela.
A prefeitura de Novo Repartimento ainda ofereceu escolta para Carlos durante parte do percurso. Estou enfrentando uma região que tem muitos assaltos, mortes e pistoleiros agem durante o dia roubando e matando as pessoas, diz.
Carlos segue sua jornada sozinho e de acordo com o brasileiro, ele está a 80km da hidrelétrica de Tucuruí. O Webrun acompanha todo o Desafio de Carlos Dias.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa