Ultra Maratona · 15 fev, 2008
Na noite da última quinta-feira o ultramaratonista Carlos Dias, que ano passado percorreu nove mil quilômetros do Oiapoque ao Chuí, recebeu um troféu e um certificado do RankBrasil, o Livro dos Recordes brasileiro. Dias contou também um pouco sobre sua epopéia e sobre as dificuldades e surpresas que encontrou no caminho.
Durante a jornada ele sofreu preconceito racial, foi assaltado, obteve ajuda de muitos desconhecidos e até recebeu uma proposta de emprego. Estava em Palmas e um fazendeiro disse que eu poderia ajudá-lo a administrar a fazenda, lembra o atleta. Em alguns Estados ele foi recebido com honras de chefe de Estado, mudou a rotina de um quartel do exército e sempre buscava forças no seu recém-nascido filho.
Emocionado ao obter o reconhecimento do Livro dos Recordes, ele dedica a todas as pessoas que o acompanharam e deram força durante o Desafio. Este momento mostra que a ultramaratona está crescendo, sendo valorizada e é um prêmio a todos os anônimos que treinam e buscam um lugar ao sol.
Carlos ainda colhe os frutos obtidos com o primeiro Desafio, mas já está planejando a próxima viagem, intitulada Brasil Vivo 2008, na qual ele pretende correr por todos os Estados brasileiros. Pretendo fazer palestras nos municípios e devo percorrer mais de 20 mil quilômetros em cerca de 385 dias.
Luciano Cadari, diretor do RankBrasil, afirma que todos os dias muitas pessoas telefonam para eles para falar sobre os mais curiosos e inusitados recordes. Temos uma equipe que avalia cada caso e esse do Carlos Dias é realmente impressionante.
O Ultramaratonista Carlos Dias entrou para o livro dos recordes, depois de correr do Oiapoque ao Chuí em 100 dias, ano passado. Ele percorreu nove mil quilômetros, numa média de 14 horas diárias e receberá um troféu e um certificado nesta quinta-feira em São Paulo pelo seu feito.
Este é um momento muito importante para mim e gostaria de convidar todos os atletas e pessoas que me acompanharam neste desafio para estarem presentes, comenta o atleta que durante a jornada passou por povoados, aldeias indígenas, sofreu discriminação racial e foi assaltado. Depois de alguns meses de descanso ele adianta que já tem engatilhado um novo projeto, o Desafio Vivo 2008.
A entrega do troféu e do certificado será nesta quinta-feira (14) na loja esportiva Velocità, localizada Avenida Pavão, 342, a partir das 19h. Para relembrar como foi a aventura de Carlos Dias ano passado, clique aqui.
Ultra Maratona · 12 fev, 2008
O Ultramaratonista Carlos Dias entrou para o livro dos recordes, depois de correr do Oiapoque ao Chuí em 100 dias, ano passado. Ele percorreu nove mil quilômetros, numa média de 14 horas diárias e receberá um troféu e um certificado nesta quinta-feira em São Paulo pelo seu feito.
Este é um momento muito importante para mim e gostaria de convidar todos os atletas e pessoas que me acompanharam neste desafio para estarem presentes, comenta o atleta que durante a jornada passou por povoados, aldeias indígenas, sofreu discriminação racial e foi assaltado. Depois de alguns meses de descanso ele adianta que já tem engatilhado um novo projeto, o Desafio Vivo 2008.
A entrega do troféu e do certificado será nesta quinta-feira (14) na loja esportiva Velocità, localizada Avenida Pavão, 342, a partir das 19h. Para relembrar como foi a aventura de Carlos Dias ano passado, clique aqui.
Na última quarta-feira (26) aconteceu em São Paulo a palestra Webrun com o ultramaratonista Carlos Dias. O brasileiro correu da cidade do Oiapoque, Amapá, até o Chuí, Rio Grande do Sul, em 100 dias. Durante o evento realizado na academia Competition ele contou sua aventura. Confira.
São Paulo - Depois de três anos de planejamento e 100 dias de corrida, Carlos Dias venceu o seu próprio desafio: correr nove mil quilômetros do Oiapoque ao Chuí. A principio o ultramaratonista mentalizou correr em 110 dias, depois se surpreendeu e conseguiu finalizar tudo em 100 dias.
Para ele o maior incentivador da aventura, foi seu filho Vinícius, de oito meses, além de sua mãe e noiva. O treinador de Carlos Dias, Herói Fung, também foi um importante aliado ao desafio.
Com orçamento apertado, Carlos resolveu se aventurar sozinho e para sua surpresa foi bem recebido em quase todas as cidades que passou. Eu conheci o povo brasileiro e suas diferenças e, ao mesmo tempo, eu conheci a mim mesmo, conta o atleta que acredita que sua mente foi a chave para o sucesso do desafio.
Durante a palestra, ele contou alguns casos curiosos, como o dia em que estava na Transamazônica e foi assaltado por um grupo de bandidos que o ameaçaram com uma faca. Carlos também revelou que sofreu discriminação racial em Santa Catarina, mas nada foi motivo para desistir.
Nos últimos dias da aventura, Luiz Lacerda, ultramaratonista, terapeuta corporal e amigo pessoal de Carlos, acompanhou o brasileiro durante um trecho próximo ao Chuí, já que era uma região quase que inabitada e perigosa.
Para ver todas as aventuras de Carlos Dias, clique aqui e veja toda a cobertura do Desafio do Oiapoque ao Chuí.
No final da palestra foram sorteados dois dilatadores nasais, pares de meias Crocs e um vale compras da loja Velocità.
Ultra Maratona · 27 set, 2007
Na última quarta-feira (26) aconteceu em São Paulo a palestra Webrun com o ultramaratonista Carlos Dias. O brasileiro correu da cidade do Oiapoque, Amapá, até o Chuí, Rio Grande do Sul, em 100 dias. Durante o evento realizado na academia Competition ele contou sua aventura. Confira.
São Paulo - Depois de três anos de planejamento e 100 dias de corrida, Carlos Dias venceu o seu próprio desafio: correr nove mil quilômetros do Oiapoque ao Chuí. A principio o ultramaratonista mentalizou correr em 110 dias, depois se surpreendeu e conseguiu finalizar tudo em 100 dias.
Para ele o maior incentivador da aventura, foi seu filho Vinícius, de oito meses, além de sua mãe e noiva. O treinador de Carlos Dias, Herói Fung, também foi um importante aliado ao desafio.
Com orçamento apertado, Carlos resolveu se aventurar sozinho e para sua surpresa foi bem recebido em quase todas as cidades que passou. Eu conheci o povo brasileiro e suas diferenças e, ao mesmo tempo, eu conheci a mim mesmo, conta o atleta que acredita que sua mente foi a chave para o sucesso do desafio.
Durante a palestra, ele contou alguns casos curiosos, como o dia em que estava na Transamazônica e foi assaltado por um grupo de bandidos que o ameaçaram com uma faca. Carlos também revelou que sofreu discriminação racial em Santa Catarina, mas nada foi motivo para desistir.
Nos últimos dias da aventura, Luiz Lacerda, ultramaratonista, terapeuta corporal e amigo pessoal de Carlos, acompanhou o brasileiro durante um trecho próximo ao Chuí, já que era uma região quase que inabitada e perigosa.
Para ver todas as aventuras de Carlos Dias, clique aqui e veja toda a cobertura do Desafio do Oiapoque ao Chuí.
No final da palestra foram sorteados dois dilatadores nasais, pares de meias Crocs e um vale compras da loja Velocità.
Nessa quarta-feira (26) acontece em São Paulo mais um evento do Ciclo de Palestras do Webrun. O ultramaratonista Carlos Dias vai contar como foi o seu desafio de correr do Oiapoque ao Chuí em 100 dias.
O brasileiro começou a aventura no final de maio e finalizou no dia três de setembro num total de nove mil quilômetros percorridos. Na palestra, o ultramaratonista, vai relatar sua epopéia e também conversar com o público.
Os interessados ainda podem garantir uma vaga para a palestra, que será realizada na academia Competition da rua Cincinato Braga, às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no próprio Webrun. Clique aqui para saber mais.
Ultra Maratona · 25 set, 2007
Nessa quarta-feira (26) acontece em São Paulo mais um evento do Ciclo de Palestras do Webrun. O ultramaratonista Carlos Dias vai contar como foi o seu desafio de correr do Oiapoque ao Chuí em 100 dias.
O brasileiro começou a aventura no final de maio e finalizou no dia três de setembro num total de nove mil quilômetros percorridos. Na palestra, o ultramaratonista, vai relatar sua epopéia e também conversar com o público.
Os interessados ainda podem garantir uma vaga para a palestra, que será realizada na academia Competition da rua Cincinato Braga, às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no próprio Webrun. Clique aqui para saber mais.
O ultramaratonista Carlos Dias correu do Oiapoque ao Chuí, os do norte ao sul do país durante 100 dias e, após retornar conversou nessa terça-feira (11) com algumas pessoas na sede da Crocs, empresa de calçados que o apoiou durante a jornada. Ele comentou um pouco sobre sua experiência, sobre os problemas e aprendizados que enfrentou.
São Paulo - Dias agradeceu muito a sua mãe, sua noiva, seu técnico Herói Fung, a Deus e a todos os apoiadores que acreditaram que ele tinha capacidade para completar os nove mil quilômetros do desafio. Sempre que chegava a uma lan house e lia as mensagens de apoio eu me reerguia e tinha forças para continuar, ressalta.
Ele contou alguns casos curiosos, como o dia em que estava na Transamazônica e foi assaltado por um grupo de bandidos que o ameaçaram com uma faca, lembrou o dia em que sofreu discriminação racial e foi comparado a um mendigo e também falou sobre uma cena que o comoveu. Alguns quilômetros antes de chegar em Florianópolis passei sobre uma ponte, com um rio cheirando a esgoto embaixo e vi um casal de senhores com uma criança, pescando.
Ao indagar se aquele rio imundo realmente tinha peixes, o senhor respondeu a ele que tinha e que aqueles pescados eram a única forma de alimentação deles, pois não conseguiram ajuda de ninguém. Eu sou contra dar esmolas, mas dessa vez eu tirei dinheiro do meu bolso e dei para eles comprarem comida.
Disparidades - Na região norte e nordeste do país ele encontrou mais apoio das pessoas do que no sul, já que o povo se sensibilizava com a história dele, o admirava e convidava para fazer refeições e até oferecia hospedagem. Eu conheci o povo brasileiro e suas diferenças e, ao mesmo tempo, eu conheci a mim mesmo. Você pode ter um milhão de reais do lado direito, mas se não tiver um milhão de amigos do lado esquerdo, é uma pessoa triste. Eu fiz milhões de amigos.
Um desses exemplos de amizade foi o prefeito de Chuí, que o parabenizava a todo o momento pela conquista do sonho e até emprestou o celular pessoal para que ele desse a notícia a seus familiares e amigos em São Paulo. No Espírito Santo foi complicado conseguir uma carta assinada para comprovar que eu estive lá, já em São Vicente fui recebido pelo Exército como Chefe de Estado e até dormi no melhor alojamento do quartel.
Para Carlos Dias foi um aprendizado, para seu treinado Herói foi uma satisfação ver seu pupilo realizando o feito, para seus familiares e amigos fica o orgulho de ver o Carlão chegar aonde chegou. Eu me incentivei ainda mais com o nascimento do meu filho.
Luiz Lacerda, ultramaratonista, terapeuta corporal e amigo pessoal de Carlos, acompanhou o atleta durante um trecho próximo ao Chuí, já que era uma região quase que inabitada e perigosa. Fui pego de surpresa, disseram que ele precisava de ajuda e pediram para que o acompanhasse. Eu estava sem treino, mas quando a cabeça está boa o corpo responde fica tudo certo. Foi um prazer para mim.
Já o treinador Herói comenta que eles fizeram um trabalho para preservar a qualidade de vida, para que Carlos pudesse transpor as adversidades. "Trabalhamos muito o psicológico, pois a coisa mais difícil é não pensar em nada.
Carlos Dias se emocionou muito ao falar de seu falecido pai e diz que o patriarca sempre estará ao seu lado acompanhando cada passo que ele der. Eu não acreditava que eu tinha conseguido, a ficha só foi cair quando cheguei em casa. Ele aproveitou e disse a todos os presentes que este Desafio pertence a todos os brasileiros e que em breve irá se preparar para a próxima aventura.
Palestra com Carlos - Quem quiser conhecer melhor a história de Carlos Dias , ouvir as histórias curiosas e saber um pouco mais sobre o Brasil, pode se inscrever para a palestra do Webrun com o ultramaratonista. O evento acontece no próximo dia 26 em São Paulo e tem entrada gratuita, basta se inscrever aqui.
Corridas de Rua · 11 set, 2007
O ultramaratonista Carlos Dias correu do Oiapoque ao Chuí, os do norte ao sul do país durante 100 dias e, após retornar conversou nessa terça-feira (11) com algumas pessoas na sede da Crocs, empresa de calçados que o apoiou durante a jornada. Ele comentou um pouco sobre sua experiência, sobre os problemas e aprendizados que enfrentou.
São Paulo - Dias agradeceu muito a sua mãe, sua noiva, seu técnico Herói Fung, a Deus e a todos os apoiadores que acreditaram que ele tinha capacidade para completar os nove mil quilômetros do desafio. Sempre que chegava a uma lan house e lia as mensagens de apoio eu me reerguia e tinha forças para continuar, ressalta.
Ele contou alguns casos curiosos, como o dia em que estava na Transamazônica e foi assaltado por um grupo de bandidos que o ameaçaram com uma faca, lembrou o dia em que sofreu discriminação racial e foi comparado a um mendigo e também falou sobre uma cena que o comoveu. Alguns quilômetros antes de chegar em Florianópolis passei sobre uma ponte, com um rio cheirando a esgoto embaixo e vi um casal de senhores com uma criança, pescando.
Ao indagar se aquele rio imundo realmente tinha peixes, o senhor respondeu a ele que tinha e que aqueles pescados eram a única forma de alimentação deles, pois não conseguiram ajuda de ninguém. Eu sou contra dar esmolas, mas dessa vez eu tirei dinheiro do meu bolso e dei para eles comprarem comida.
Disparidades - Na região norte e nordeste do país ele encontrou mais apoio das pessoas do que no sul, já que o povo se sensibilizava com a história dele, o admirava e convidava para fazer refeições e até oferecia hospedagem. Eu conheci o povo brasileiro e suas diferenças e, ao mesmo tempo, eu conheci a mim mesmo. Você pode ter um milhão de reais do lado direito, mas se não tiver um milhão de amigos do lado esquerdo, é uma pessoa triste. Eu fiz milhões de amigos.
Um desses exemplos de amizade foi o prefeito de Chuí, que o parabenizava a todo o momento pela conquista do sonho e até emprestou o celular pessoal para que ele desse a notícia a seus familiares e amigos em São Paulo. No Espírito Santo foi complicado conseguir uma carta assinada para comprovar que eu estive lá, já em São Vicente fui recebido pelo Exército como Chefe de Estado e até dormi no melhor alojamento do quartel.
Para Carlos Dias foi um aprendizado, para seu treinado Herói foi uma satisfação ver seu pupilo realizando o feito, para seus familiares e amigos fica o orgulho de ver o Carlão chegar aonde chegou. Eu me incentivei ainda mais com o nascimento do meu filho.
Luiz Lacerda, ultramaratonista, terapeuta corporal e amigo pessoal de Carlos, acompanhou o atleta durante um trecho próximo ao Chuí, já que era uma região quase que inabitada e perigosa. Fui pego de surpresa, disseram que ele precisava de ajuda e pediram para que o acompanhasse. Eu estava sem treino, mas quando a cabeça está boa o corpo responde fica tudo certo. Foi um prazer para mim.
Já o treinador Herói comenta que eles fizeram um trabalho para preservar a qualidade de vida, para que Carlos pudesse transpor as adversidades. "Trabalhamos muito o psicológico, pois a coisa mais difícil é não pensar em nada.
Carlos Dias se emocionou muito ao falar de seu falecido pai e diz que o patriarca sempre estará ao seu lado acompanhando cada passo que ele der. Eu não acreditava que eu tinha conseguido, a ficha só foi cair quando cheguei em casa. Ele aproveitou e disse a todos os presentes que este Desafio pertence a todos os brasileiros e que em breve irá se preparar para a próxima aventura.
Palestra com Carlos - Quem quiser conhecer melhor a história de Carlos Dias , ouvir as histórias curiosas e saber um pouco mais sobre o Brasil, pode se inscrever para a palestra do Webrun com o ultramaratonista. O evento acontece no próximo dia 26 em São Paulo e tem entrada gratuita, basta se inscrever aqui.
O brasileiro Carlos Dias completou o seu desafio de correr do Oiapoque ao Chuí nessa última segunda-feira (3). Ao todo foram 100 dias de corrida e nove mil quilômetros percorridos. Para conseguir esse feito Carlos correu em média 14 horas por dia num total de 90 quilômetros diários.
De acordo com o ultramaratonista, até o final da jornada foram três anos de planejamento e muita garra para enfrentar todas as adversidades que passou. Mesmo com seu filho pequeno e poucos patrocínios, Carlos resolveu encarar o desafio ainda nesse ano. Meu filho tinha acabado de nascer era o momento mais especial da minha vida, então pensei: esse é o momento de aproveitar a energia divina desse presente lindo e agradecer a Deus por tudo que vivi até aqui, conta.
Com esse intuito, Carlos começou a corrida no dia 27 de maio, na cidade do Oiapoque, Amapá. E para chegar na cidade do Chuí, Rio Grande do Sul, ele passou por aldeias indígena, diversos povoados, sofreu discriminação racial e foi até assaltado.
Mas agora com a sensação de missão cumprida, o ultramaratonista tem a certeza que realizou um sonho. Descrever o que sinto é quase impossível. Eram 16h45 quando cheguei ao marco zero no Chuí. Ventava muito e fazia frio. Um clima bem diferente daquele em que tive na largada no Oiapoque. Mas agora posso gritar: cheguei gente! Cheguei, revela.
Para completar o desafio, Carlos Dias foi acompanhado, nos últimos 300 quilômetros, pelo ultramaratonista e terapeuta corporal Luiz Lacerda. Segundo Carlos, ele deve voltar para São Bernardo (SP), local onde mora, de ônibus.
Mais - Toda a trajetória de Carlos Dias foi acompanhada pelo Webrun. Para saber como foi esse desafio clique aqui. Aos amigos e admiradores do atleta é possível deixar um recado para Carlos Dias no muro de recados Webrun.
Ultra Maratona · 04 set, 2007
O brasileiro Carlos Dias completou o seu desafio de correr do Oiapoque ao Chuí nessa última segunda-feira (3). Ao todo foram 100 dias de corrida e nove mil quilômetros percorridos. Para conseguir esse feito Carlos correu em média 14 horas por dia num total de 90 quilômetros diários.
De acordo com o ultramaratonista, até o final da jornada foram três anos de planejamento e muita garra para enfrentar todas as adversidades que passou. Mesmo com seu filho pequeno e poucos patrocínios, Carlos resolveu encarar o desafio ainda nesse ano. Meu filho tinha acabado de nascer era o momento mais especial da minha vida, então pensei: esse é o momento de aproveitar a energia divina desse presente lindo e agradecer a Deus por tudo que vivi até aqui, conta.
Com esse intuito, Carlos começou a corrida no dia 27 de maio, na cidade do Oiapoque, Amapá. E para chegar na cidade do Chuí, Rio Grande do Sul, ele passou por aldeias indígena, diversos povoados, sofreu discriminação racial e foi até assaltado.
Mas agora com a sensação de missão cumprida, o ultramaratonista tem a certeza que realizou um sonho. Descrever o que sinto é quase impossível. Eram 16h45 quando cheguei ao marco zero no Chuí. Ventava muito e fazia frio. Um clima bem diferente daquele em que tive na largada no Oiapoque. Mas agora posso gritar: cheguei gente! Cheguei, revela.
Para completar o desafio, Carlos Dias foi acompanhado, nos últimos 300 quilômetros, pelo ultramaratonista e terapeuta corporal Luiz Lacerda. Segundo Carlos, ele deve voltar para São Bernardo (SP), local onde mora, de ônibus.
Mais - Toda a trajetória de Carlos Dias foi acompanhada pelo Webrun. Para saber como foi esse desafio clique aqui. Aos amigos e admiradores do atleta é possível deixar um recado para Carlos Dias no muro de recados Webrun.
O ultramaratonista Carlos Dias está muito perto de completar o Desafio de correr do Oiapoque ao Chuí, já que nesse último domingo o brasileiro estava a 25 quilômetros do final. Carlos começou a jornada no dia 27 de maio no Amapá e até agora foram quase nove mil quilômetros percorridos.
Para conseguir encarar os últimos instantes do desafio, no Rio Grande do Sul, o brasileiro contou com a companhia do terapeuta corporal e ultramaratonista Luiz Lacerda. Segundo o atleta, eles correram nos últimos dias numa região quase inabitada em meio à plantação de arroz.
Dormimos nesse fim de semana num quarto onde eram guardados os equipamentos de trabalho dos peões. No dia primeiro (de setembro), ainda no escuro, seguimos na estrada que era uma reta sem fim até alcançarmos o posto do Ibama na estação ecológica do Taim, revela. Carlos conta que na estação ecológica puderam conferir uma imensa riqueza da flora e da fauna brasileira.
Agora faltam 25 quilômetros para o objetivo, me emociono e toda a exaustão e a dor dá lugar a um aperto no peito gigantesco. Talvez muitas pessoas pensem: será que vale a pena? Eu digo que depois de ver o sorriso de uma criança ao me ver passar, ou receber um aperto de mão mais forte de um cidadão de um povoado distante agradecendo minha presença ali, vale a pena sim. Vale a pena, pois já não sou mais um Carlos Dias que achava que podia fazer e sim o Carlos Dias que conseguiu realizar algo que colocou no papel, conta.
Dias deve chegar hoje no final do dia na cidade do Chuí. O Webrun acompanha todo o trajeto do ultramaratonista e aqueles que também acompanharam o Desafio podem deixar um recado de apoio para Carlos Dias aqui.
Ultra Maratona · 03 set, 2007
O ultramaratonista Carlos Dias está muito perto de completar o Desafio de correr do Oiapoque ao Chuí, já que nesse último domingo o brasileiro estava a 25 quilômetros do final. Carlos começou a jornada no dia 27 de maio no Amapá e até agora foram quase nove mil quilômetros percorridos.
Para conseguir encarar os últimos instantes do desafio, no Rio Grande do Sul, o brasileiro contou com a companhia do terapeuta corporal e ultramaratonista Luiz Lacerda. Segundo o atleta, eles correram nos últimos dias numa região quase inabitada em meio à plantação de arroz.
Dormimos nesse fim de semana num quarto onde eram guardados os equipamentos de trabalho dos peões. No dia primeiro (de setembro), ainda no escuro, seguimos na estrada que era uma reta sem fim até alcançarmos o posto do Ibama na estação ecológica do Taim, revela. Carlos conta que na estação ecológica puderam conferir uma imensa riqueza da flora e da fauna brasileira.
Agora faltam 25 quilômetros para o objetivo, me emociono e toda a exaustão e a dor dá lugar a um aperto no peito gigantesco. Talvez muitas pessoas pensem: será que vale a pena? Eu digo que depois de ver o sorriso de uma criança ao me ver passar, ou receber um aperto de mão mais forte de um cidadão de um povoado distante agradecendo minha presença ali, vale a pena sim. Vale a pena, pois já não sou mais um Carlos Dias que achava que podia fazer e sim o Carlos Dias que conseguiu realizar algo que colocou no papel, conta.
Dias deve chegar hoje no final do dia na cidade do Chuí. O Webrun acompanha todo o trajeto do ultramaratonista e aqueles que também acompanharam o Desafio podem deixar um recado de apoio para Carlos Dias aqui.
Ultra Maratona · 30 ago, 2007
O ultramaratonista Carlos Dias está perto da cidade do Chuí, no Rio Grande do Sul. Lá ele completa o desafio de correr o Brasil do norte do país até o extremo sul num total de nove mil quilômetros. Agora faltam 328.
Nesse trecho final Carlos será acompanhado pelo terapeuta corporal e ultramaratonista Luiz Lacerda. De acordo com Carlos, o frio só aumenta e isso dificulta um pouco a corrida. Fico até com dor de cabeça de tanto frio. Hoje consegui negociar uma troca de roupa com uma loja. Deixei uma camiseta minha, um presente do time de futebol Internacional, e em troca peguei uma com maior capacidade de suportar o frio e muito mais leve, revela.
A cada dia que passa a saudade da família também aumenta o que dificulta ainda mais o desafio. Agora Carlos também deve se preocupar com o psicológico. A emoção é grande o cansaço e a dor também, mas vou chegar para homenagear meu filho, minha mãe, minha noiva e todos os amigos que até aqui vem torcendo e enviando mensagens de força. Estou me sentindo muito bem por dentro, mas ainda falta muito. Só vou ficar realmente satisfeito quando eu cruzar a linha de chegada, conta.
Carlos deve chegar no seu destino final do dia três de setembro, 20 dias antes do previsto. Esse feito só será possível porque ele correu muitas vezes com escolta o que permitiu adiantar o percurso durante a noite. O Webrun acompanha todo o Desafio de Carlos Dias.
Ultra Maratona · 29 ago, 2007
O ultamaratonista Carlos Dias segue no seu desafio de cruzar o Brasil correndo do Oiapoque ao Chuí e já se encontra no trecho final, faltando cerca 328 quilômetros para o encerramento. Confira o relato de um corredor solitário, que tenta se prender às lembranças da família e amigos para seguir em frente.
As palavras de Carlos mais parecem uma poesia, uma compilação de pensamentos que relatam toda a dificuldade de um guerreiro que está prestes a obter a glória da vitória, mas que ainda terá um caminho de espinhos a percorrer. Aos poucos ele vence as batalhas e tem certeza que a guerra está prestes a terminar.
O frio é forte, hoje cedo (28) estava 5ºC, mas baixou para 2ºC devido ao vento cortante. Lembro da música, caminhei milhas e milhas e chorei. É aqui onde o filho chora e a mãe não vê, mas sigamos forte para o nosso objetivo, afinal a dor espera, o frio também e no final o que vai valer é o calor da vitória.
Últimas cidades - Hoje Carlos deve chegar à cidade de Rio Grande e lhe restarão 328 quilômetros para o fim da jornada que começou no dia 27 de maio, e que já lhe rendeu muitas alegrias, mas muitos momentos complicados. É uma vida para mim. O meu corpo começa bem, mas quando
chega a tarde parece que estou carregando o peso da ansiedade, as dores vão e vem e o isolamento é quebrado ao ler as mensagens de apoio.
Nas últimas cidades por onde tem passado, Dias não conseguiu apoio das prefeituras locais, apenas em alguns postos policiais, o que dificulta sua progressão no desafio. Hoje (28) levei um susto. Caí, torci o pé e logo pensei que tudo ia ficar mais difícil, mas não foi nada grave e Deus fez com que eu driblasse a dor.
A previsão de encerramento é no próximo dia três de setembro, em Chuí, mas para enfrentar o trecho final ele precisa de escolta, já que passará por locais isolados e teme por sua segurança. Seria muito importante ter alguém correndo ou pedalando ao meu lado, já que a escolta talvez não vá, pois a estrada é muito estreita.
Ao final, ele pede que todos torçam por ele, que mandem as energias positivas para que finalmente todas as batalhas sejam vencidas e o soldado possa voltar em segurança para contar a sua história. Vamos comigo quem puder até o Chuí. Conto com essa força de todos vocês amigos, mãe, noiva, filho, patrocinadores e apoiadores. Preciso dessa torcida, pois estou mentalmente cansado. Tudo o que podemos desejar é boa sorte Carlinhos, como enfatiza a leitora Lucina Ratinho, que o tem enviado diversas mensagens de apoio através do mural do Webrun.
Ultra Maratona · 27 ago, 2007
O ultramaratonista Carlos Dias está perto da final do seu desafio de correr o Brasil do Oiapoque ao Chuí. De acordo com o atleta, ele está na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O final de semana de Carlos foi marcado por intenso frio. Ele enfrentou muita chuva e sentiu dores nas costas. O cansaço também é grande. Quero ter a companhia de alguém nos três últimos dias até o Chuí. Vou pegar um pedaço isolado que não tem casa e nem cidade, só mar e lagoa, conta.
Até agora foram mais de oito mil quilômetros percorridos e faltam apenas 500. Carlos começou a corrida no dia 27 de maio e de chegar no próximo fim de semana no Chuí. Como conseguiu escolta noturna em diversas cidades, o brasileiro pôde correr mais e deve cumprir o percurso 20 dias antes do previsto. O Webrun continua na cobertura do Desafio do Oiapoque ao Chuí.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026