
Área de transição das bikes (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)
São Paulo – Segundo Carla, ela não dedicou muito tempo de preparação para a competição, pois estava no início dos treinos, chamado de base, para competir um Ironman 70.3 no início deste mês. Precisava rodar mais do que a distância olímpica (1,5 quilômetros de natação; 40 de ciclismo e 10 de corrida), então comecei a treinar com o pessoal que iria para o Ironman e eles me incentivaram a enfrentar o desafio.
Entre os apoiadores estão Fred Monteiro, que assim como Carla treina em Santos, além de seus técnicos Marcos Paulo Reis e San Palma. Vou para melhorar a minha performance de 2005, ocasião em que fui para curtir, pois não tinha treinado. Hoje vou mais bem preparada e pronta para fazer mais força, comenta a triathleta que é natural de São Carlos, interior de São Paulo.
Carla se mostra animada, muito motivada para essa nova fase da carreira e sabe que não terá vida fácil. Imagino que eu vá encontrar um dia muito longo pela frente, brinca com a simpatia que lhe é peculiar. O clima pode estar muito frio, ou muito quente, é necessário estar pronto para desafiar a si mesmo. O Ironman é questão de como você está no dia, tem muitos favoritos e tem muita gente que pode surpreender.
Experiência – Em sua primeira participação ela já encarou uma pedreira, pois devido às condições climáticas a prova teve um ritmo mais lento e ela sofreu bastante. Eu sempre tomo como base os primeiros colocados entre os homens e o Oscar Galindez aquele dia fez a maratona em três horas e chegou ao final em quase nove horas, lembra.
Segundo Carla, desta vez ela chegou a rodar de 150 a 170 quilômetros de ciclismo, ao contrário de sua primeira participação, em que ela não treinou mais do que 120. Eu não vou competir com a pressão de resultado em um Ironman, porque não me foquei nisso, mas vou lá para aprender. Posso errar muito e estou feliz em poder participar, pois meu sonho em longo prazo é chegar no Mundial do Havaí.
Nas etapas do Troféu Brasil, ela é sempre cotada para levar o caneco dourado, já que sobra em relação às adversárias e cruza a linha de chegada rumo à vitória, cenário que será diferente na prova catarinense, na qual ela não entra como favorita. Eu não penso em favoritismo, sempre cumpro o que estou programada a fazer. Não vou lá para ganhar de alguém, mas sim para me superar.
Por se dedicar a outros projetos, este ano ela não demonstrou interesse em participar dos Jogos Olímpicos, mas não descarta abandonar completamente a competição. Eu precisava de um tempo, foi uma decisão junto à minha equipe e quem sabe eu participe novamente no futuro. Ela usa um conselho de Oscar Galindez e diz que o triathleta é formado para ser triathleta, a distância em que será bom ele quem vai escolher e treinar.
Após a disputa do Ironman Brasil, Carla Moreno voltará a se focar nos treinamentos para competições de 70.3 para ganhar velocidade. Esses treinos vão melhorar minha performance tanto para as disputas de Meio Ironman, quanto para as distâncias olímpicas, como o Troféu Brasil.
O Ironman Brasil terá largada a partir das 7h em Florianópolis no dia 25 de maio e o Webrun fará a cobertura completa do evento direto da Ilha da Magia.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda