
Terezinha já pensa nos Jogos Olímpicos de Londres (foto: Media Guide / Divulgação)
Em Christchurch, na Nova Zelândia, os paratletas brasileiros deixaram o estádio Queen Elizabeth II verde e amarelo nesta quarta-feira, quinto dia do Mundial Paraolímpico de Atletismo. Yohansson Nascimento e Terezinha Guilhermina conquistaram medalhas de ouro na provas que participaram, enquanto Alan e Ádria emocionaram com medalhas de bronze.
Em uma das primeiras provas, Yohansson Nascimento quebrou o recorde mundial dos 100m T46 (amputados) com a marca 11seg01. O melhor registro na disputa era de 11seg05 e pertencia ao nigeriano Vitalis Lanshima. “Na eliminatória não forcei tanto porque o que vale é a final. Queria chegar bem aqui”, afirma o brasileiro
Ainda de acordo com o campeão, se ele não tivesse levantado o braço para comemorar a performance no final do trajeto talvez o tempo seria ainda melhor. Já fiz 10seg68 uma vez e sabia que poderia bater o recorde de novo”. Além Yohansson, outros paratletas trouxeram alegria para o Brasil, como Alan Fonteles, que ultrapassou o sul africano Arnu Fourie e conquistou o terceiro lugar.
“Fiz um tempo acima do que estou acostumado, mas é bom ser o terceiro do mundo. Sei que posso ganhar dos dois que acabaram na minha frente à qualquer momento”, declara Alan, referindo-se aos primeiros colocados da disputa, Oscar Pistorius e Jerome Singleton. Aos 18 anos, o medalhista de bronze brasileiro conseguiu superar a decepção que sofreu com a prova de 200m, quando havia queimado a largada durante a eliminatória.
“Sei que poderia ter uma medalha nos 200m, mas errei. Graças à força do CPB, dos meus técnicos e companheiros consegui superar a tristeza e me preparar para os 100m.” Alan agora quer ajudar o Brasil a conquistar mais um título no Mundial. “Fico feliz de dar um destaque internacional ao meu estado, o Pará. Agora vamos dar nosso máximo para ganhar o ouro no revezamento.
Brilha Terezinha – Mesmo debaixo de chuva, Terezinha Guilhermina correu os 400m T11 (deficiente visual) em 57seg16 e cravou um novo recorde da competição. Eu estou muito feliz, pois todo esse mundial foi um presente, diz a atleta que também já conquistou três medalhas douradas e quebrou dois recordes mundiais na Nova Zelândia.
Poder estar no pódio com a Ádria e pegá-la no colo depois acho que foi melhor do que bater o recorde mundial. Nós fizemos a transição de gerações, acredita Terezinha, que ainda deverá participar do revezamento 4×100 na próxima sexta à noite e já tem planos bastante ambiciosos. Essa medalha já é minha. Agora quero a de Londres. Foi ótimo ter fechado as provas individuais com os 400m, porque me lembram que tenho muito para treinar.
Para Ádria dos Santos, que não conseguiu ir às finais dos 100m e 200m, ter conquistado um bronze nos 400m foi um grande motivo para festejar. Fiquei muito triste com as outras duas provas. Eu não queria sair daqui sem uma medalha. Agora estou pronta para o revezamento, disse empolgada.
Outra brasileira que também se destacou foi a pernambucana Jenifer Santos, que faturou um bronze nesta quarta-feira (26/12), a um centésimo de distância da terceira colocada nos 100m T38 (paralisados cerebrais) e garantiu um novo recorde panamericano (13seg96). Na eliminatória dos 400m T11 masculino os brasileiros Lucas Prado e Daniel Silva garantiram vaga na final, maracada para esta quinta-feira, 9h30 (18h30 horário de Brasília).
O Brasil está em quarto lugar no quadro geral e tem 20 títulos conquistados (oito ouros, seis pratas e seis bronzes), está atrás apenas da China (13 ouros, 18 pratas e 11 bronzes), Rússia (13 ouros, oito pratas e cinco bronzes) e Grã Bretanha (oito ouros, sete pratas e 12 bronzes.
Este texto foi escrito por: Webrun