
Disputa da prova de 2006 (foto: Arquivo pessoal/ Elisete Pereira)
A ultramaratonista Elisete Pereira participa nos próximos dias dois a quatro de fevereiro, da 16ª Cruce de los Andes, prova de mais de 500 quilômetros, disputada entre a Argentina e o Chile por equipes de 12 pessoas. Elisete já correu essa prova em 2006, ocasião em que sua equipe, a kurufmawida, se tornou a primeira formada por mulheres a participar da competição.
Na prova ela teve a companhia de uma chilena, uma uruguaia e nove argentinas e chegaram na terceira colocação. Eu não corri na Cordilheira dos Andes. As participantes que estavam nas etapas intermediárias pegaram os trechos mais altos das provas. Uma das integrantes teve que ir dez dias antes para se aclimatar, lembra. A minha etapa já era mais simples. As cidades eram mais agrícolas e já tinha um pouco de civilização.
Para essa edição ela será a única atleta de fora da Argentina a integrar o grupo e conta apenas com o próprio apoio. Esse ano estamos sem patrocinadores e cada atleta assume suas despesas, comenta a brasileira. As dificuldades no atletismo argentino são as mesmas do Brasil, mas vamos participar com toda a garra, mesmo sem apoio, para representar o Brasil, completa.
Cada integrante competirá a distância olímpica de uma maratona, 42,195 metros e as dificuldades ficam por conta do ar rarefeito, a mais de quatro mil metros de altitude em relação ao nível do mar; do relevo acidentado; do sol; chuva; neve e vento. A largada será na cidade chilena de La Serena e a chegada em San Juan, na Argentina.
Sobre a atleta – Elisete Pereira tem 44 anos, mora no Paraná, é servidora pública e costumava correr na década de 80, mas na época abandonou o esporte para constituir família e ter filhos. Em 2003 voltou aos treinos após se dar conta que estava acima do peso e passou a correr provas de 40 a 50 quilômetros.
Hoje ela participa de provas de grandes distâncias, como 100 quilômetros, e diz que pretende continuar por um longo período. Vou tentar até os 80 anos de idade correr 48 ou 72 horas, brinca.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda