A paranaense Elisete Pereira encara no próximo dia 23 mais uma ultramaratona em sua carreira. Ela vai correr os 50 km do Desafrio Urubici, prova disputada na cidade de Urubici (SC) a 980 metros de altitude e com baixas temperaturas. Com a experiência de três edições na bagagem, ela conta um pouco sobre a primeira participação, além da expectativa para esse ano, que poderá ter neve no percurso.
Em 2004 a curitibana tomou conhecimento desta ultramaratona através de uma amiga e resolveu se inscrever, pois adora encarar desafios e competições diferentes. Além de correr atrás da inscrição, ela precisou providenciar diversos itens obrigatórios pelo regulamento, como manta térmica, apito, mochila, entre outras coisas. Eu nem sabia o que era esta tal manta e na véspera da corrida sai no comércio de Curitiba à procura, conta. É cômico, mas eu imaginava uma manta/cobertor de solteiro, simples, do tipo pega-pulga e que coubesse numa mochila.
Resolvido o problema do equipamento ela pegou a estrada rumo à cidade de Urubici e já começou a sentir o frio antes mesmo de chegar ao destino final. A cidade é praticamente representada por uma longa rua principal. O comércio é típico do interior e há uma central de informações turísticas e um Banco do Brasil lembra. A largada aconteceu às 7h30 e todos estavam animados, pois na semana anterior havia nevado na região e seria uma ótima oportunidade de se deparar com esse tipo de clima em terras tupiniquins. Mesmo frustrados por não a encontrarem, todos deram o máximo de si e Elisete se colocou no pelotão de trás junto com duas colegas para que uma ajudasse a outra.
Turista - Empolgada com a beleza do percurso ela levou uma máquina fotográfica para registrar os melhores momentos e não via a hora de chegar ao Morro da Igreja (altitude de 1.814m). Eu dizia que quando chegasse lá em cima iria à igreja fazer um agradecimento a Deus, ressalta. Porém, ao atingir o tão esperado morro, ela se frustrou por não ver nenhuma igreja. Vi somente uma instalação e alguns servidores encapotados do Cindacta, pois a área é utilizada para fazer o controle do tráfego aéreo. Segundo ela, depois explicaram que o morro tem este nome, porque lá de cima é possível avistar uma pedra com furos, com formato de portas de uma igreja.
Após passar pelos 24 quilômetros de subida até o morro, a prova continua por mais 26 quilômetros de descida até o pórtico de chegada, trecho em que Elisete quase saiu rolando, segundo ela mesma conta. Em alguns lugares temos a impressão que se sentarmos vamos rolando morro abaixo, ou sendo atropelados. Teve uma corredora que contou que deu um tapinha no traseiro de uma vaca para poder passar.
Na parte final ela se deparou com lama, fezes de animais pelo chão, porteiras de fazendas para abrir e fechar, além de trechos que pareciam infinitos. Na chegada da rua principal a gente corre e corre e não chega nunca, mas a uns 500 metros do fim, já podemos avistar o pórtico de chegada.
Para esse ano ela se diz bem preparada para correr o Desafrio Urubici, vai mais uma vez sem pressão por resultados e correrá com mais foco na prova, motivo pelo qual não levará máquina fotográfica. Aqui em Curitiba o clima é bastante frio, creio que já estou a meio caminho andado na aclimatação, comenta. Esse ano ela já participou de uma competição nos Andes, além de uma prova de 24 horas na qual correu 128 quilômetros.
A competição é organizada pela Ecofloripa, mesma empresa responsável pela Volta à Ilha em Florianópolis e todo o trajeto será sinalizado com setas pintadas e com staffs indicando o caminho correto. A cada cinco quilômetros haverá placas indicando a distância percorrida.
Confira como será o abastecimento fornecido pela direção de prova.
As inscrições se encerram nessa quarta-feira (13) e podem ser feitas no site oficial da prova, o www.ecofloripa.com/urubici sob o valor de R$ 120 para a categoria individual e R$ 190 para a categoria duplas. Haverá desconto de R$ 8 para pagamentos efetuados pessoalmente em dinheiro na Eco Floripa (Rua Carlos Alberto Campos, 205, Florianópolis SC).
Mulheres · 12 jun, 2007
A paranaense Elisete Pereira encara no próximo dia 23 mais uma ultramaratona em sua carreira. Ela vai correr os 50 km do Desafrio Urubici, prova disputada na cidade de Urubici (SC) a 980 metros de altitude e com baixas temperaturas. Com a experiência de três edições na bagagem, ela conta um pouco sobre a primeira participação, além da expectativa para esse ano, que poderá ter neve no percurso.
Em 2004 a curitibana tomou conhecimento desta ultramaratona através de uma amiga e resolveu se inscrever, pois adora encarar desafios e competições diferentes. Além de correr atrás da inscrição, ela precisou providenciar diversos itens obrigatórios pelo regulamento, como manta térmica, apito, mochila, entre outras coisas. Eu nem sabia o que era esta tal manta e na véspera da corrida sai no comércio de Curitiba à procura, conta. É cômico, mas eu imaginava uma manta/cobertor de solteiro, simples, do tipo pega-pulga e que coubesse numa mochila.
Resolvido o problema do equipamento ela pegou a estrada rumo à cidade de Urubici e já começou a sentir o frio antes mesmo de chegar ao destino final. A cidade é praticamente representada por uma longa rua principal. O comércio é típico do interior e há uma central de informações turísticas e um Banco do Brasil lembra. A largada aconteceu às 7h30 e todos estavam animados, pois na semana anterior havia nevado na região e seria uma ótima oportunidade de se deparar com esse tipo de clima em terras tupiniquins. Mesmo frustrados por não a encontrarem, todos deram o máximo de si e Elisete se colocou no pelotão de trás junto com duas colegas para que uma ajudasse a outra.
Turista - Empolgada com a beleza do percurso ela levou uma máquina fotográfica para registrar os melhores momentos e não via a hora de chegar ao Morro da Igreja (altitude de 1.814m). Eu dizia que quando chegasse lá em cima iria à igreja fazer um agradecimento a Deus, ressalta. Porém, ao atingir o tão esperado morro, ela se frustrou por não ver nenhuma igreja. Vi somente uma instalação e alguns servidores encapotados do Cindacta, pois a área é utilizada para fazer o controle do tráfego aéreo. Segundo ela, depois explicaram que o morro tem este nome, porque lá de cima é possível avistar uma pedra com furos, com formato de portas de uma igreja.
Após passar pelos 24 quilômetros de subida até o morro, a prova continua por mais 26 quilômetros de descida até o pórtico de chegada, trecho em que Elisete quase saiu rolando, segundo ela mesma conta. Em alguns lugares temos a impressão que se sentarmos vamos rolando morro abaixo, ou sendo atropelados. Teve uma corredora que contou que deu um tapinha no traseiro de uma vaca para poder passar.
Na parte final ela se deparou com lama, fezes de animais pelo chão, porteiras de fazendas para abrir e fechar, além de trechos que pareciam infinitos. Na chegada da rua principal a gente corre e corre e não chega nunca, mas a uns 500 metros do fim, já podemos avistar o pórtico de chegada.
Para esse ano ela se diz bem preparada para correr o Desafrio Urubici, vai mais uma vez sem pressão por resultados e correrá com mais foco na prova, motivo pelo qual não levará máquina fotográfica. Aqui em Curitiba o clima é bastante frio, creio que já estou a meio caminho andado na aclimatação, comenta. Esse ano ela já participou de uma competição nos Andes, além de uma prova de 24 horas na qual correu 128 quilômetros.
A competição é organizada pela Ecofloripa, mesma empresa responsável pela Volta à Ilha em Florianópolis e todo o trajeto será sinalizado com setas pintadas e com staffs indicando o caminho correto. A cada cinco quilômetros haverá placas indicando a distância percorrida.
Confira como será o abastecimento fornecido pela direção de prova.
As inscrições se encerram nessa quarta-feira (13) e podem ser feitas no site oficial da prova, o www.ecofloripa.com/urubici sob o valor de R$ 120 para a categoria individual e R$ 190 para a categoria duplas. Haverá desconto de R$ 8 para pagamentos efetuados pessoalmente em dinheiro na Eco Floripa (Rua Carlos Alberto Campos, 205, Florianópolis SC).
Ultra Maratona · 10 jan, 2007
A ultramaratonista Elisete Pereira participa nos próximos dias dois a quatro de fevereiro, da 16ª Cruce de los Andes, prova de mais de 500 quilômetros, disputada entre a Argentina e o Chile por equipes de 12 pessoas. Elisete já correu essa prova em 2006, ocasião em que sua equipe, a kurufmawida, se tornou a primeira formada por mulheres a participar da competição.
Na prova ela teve a companhia de uma chilena, uma uruguaia e nove argentinas e chegaram na terceira colocação. Eu não corri na Cordilheira dos Andes. As participantes que estavam nas etapas intermediárias pegaram os trechos mais altos das provas. Uma das integrantes teve que ir dez dias antes para se aclimatar, lembra. A minha etapa já era mais simples. As cidades eram mais agrícolas e já tinha um pouco de civilização.
Para essa edição ela será a única atleta de fora da Argentina a integrar o grupo e conta apenas com o próprio apoio. Esse ano estamos sem patrocinadores e cada atleta assume suas despesas, comenta a brasileira. As dificuldades no atletismo argentino são as mesmas do Brasil, mas vamos participar com toda a garra, mesmo sem apoio, para representar o Brasil, completa.
Cada integrante competirá a distância olímpica de uma maratona, 42,195 metros e as dificuldades ficam por conta do ar rarefeito, a mais de quatro mil metros de altitude em relação ao nível do mar; do relevo acidentado; do sol; chuva; neve e vento. A largada será na cidade chilena de La Serena e a chegada em San Juan, na Argentina.
Sobre a atleta - Elisete Pereira tem 44 anos, mora no Paraná, é servidora pública e costumava correr na década de 80, mas na época abandonou o esporte para constituir família e ter filhos. Em 2003 voltou aos treinos após se dar conta que estava acima do peso e passou a correr provas de 40 a 50 quilômetros.
Hoje ela participa de provas de grandes distâncias, como 100 quilômetros, e diz que pretende continuar por um longo período. Vou tentar até os 80 anos de idade correr 48 ou 72 horas, brinca.
Ultra Maratona · 03 nov, 2006
A ultramaratonista Elisete Pereira participou de uma competição de 100 km em San Miguel del Monte, Argentina, em setembro desse ano e conta como foi o desafio. Aos 44 anos de idade, ela não se cansa de correr e já está planejando a próxima competição. Confira.
São Paulo - Embarquei em Curitiba em 31 de agosto às 23h50, com um pouco de atraso no vôo, com destino a Buenos Aires. Levei minha filha para me apoiar durante a competição e também para ser minha tradutora.
Desembarcamos em Buenos Aires por volta das 2h40 e lá estava à nossa espera o Sr. Daniel, o motorista, para nos levar a San Miguel del Monte, local da competição, que fica a 120 km do aeroporto de Ezeiz.
O Sr. Daniel conduzia o táxi numa velocidade razoável, pois não havia quase tráfego naquele horário e passamos por quatro praças de pedágios em 120 quilômetros, nada muito diferente do Brasil. No caminho ficava imaginando que teria que correr quase aquela distância, mas não seria a primeira vez que enfrentaria 100 km e com certeza eu daria conta!
Levamos 1h15m para chegar ao Hotel Águas del Monte, construído de frente para a Laguna del Monte, por onde teríamos que percorrer as nove voltas de 11 km. Às 4h e alguns minutos deitamos para descansar, sem antes pagar alguns micos. As torneiras do chuveiro não funcionavam e, como já havia solicitado a presença de um funcionário e não havia resolvido, optamos por simplesmente escovar os dentes e deixar o banho para mais tarde.
A água da escovação ficou boiando dentro da pia e pensei comigo mesmo: que coisa esquisita, mas não falei isso ao funcionário, pois segundo minha filha, esquisito quer dizer gostoso em espanhol. Dormimos até as 9h40 e, mais uma vez, começamos a peleia, pois a água não descia da pia e as torneiras quente e fria do chuveiro não funcionavam.
Problemas resolvidos - Um dos rapazes do hotel colocou a mão na pia e tirou o tampo e uma outra funcionária abriu o registro e resolveu o problema das torneiras. Fiquei sem graça, mas também, tapar a pia foi uma idéia de girico. Na verdade, tudo funcionava muito bem, nós é que não estávamos acostumadas com aquele conforto.
O bacio dava um show, a água que saía da descarga era quente e subia um vapor fenomenal, que dava vontade de sentar e ficar lá de poupança quente. Nesta cidade todos têm seu sistema de calefação devido ao frio intenso, gostaria que aqui em Curitiba e outras cidades mais frias do Brasil tivesse o mesmo sistema de aquecimento.
Por volta das 10h30 fomos tomar café e encontramos com alguns atletas argentinos e dois brasileiros, Antônio José de Souza e Júlio C. Latini, este último havia corrido também na edição de 2005. Às 11h30 fomos passear na área central de San Miguel del Monte, onde tiramos fotos antes de voltar para o hotel e descansar.
Lá fora começara um vento frio e barulhento e muita chuva. Às 21h foi servido o jantar aos participantes, logo após uma reunião técnica, na qual foram passadas todas as informações sobre as competições de 50km e 100km.
Deitei tarde e fiquei imaginando como seria o dia da competição, já que o temporal continuava e o vento até cantava lá fora. Separei algumas prováveis roupas para usar e aprontei a mochila com o que usaria durante a competição.
Esta noite foi curta, pois quase não dormi de tão preocupada com o temporal e às 5h15m tocou o despertador. Troquei de roupa e fui para o café, onde encontrei os outros atletas animados, mesmo com a chuva e o vento que continuavam.
Os organizadores estavam concentrados neste mesmo hotel e avisaram que a competição atrasaria uma hora (começaria às 7h30), devido às más condições climáticas e com o objetivo de preservar a segurança dos participantes. Pegamos uma carona até o local de concentração, o Clube de Pesca e, ao chegar, ficamos abrigados no banheiro, porque do lado de fora o frio era intenso.
A largada - A chuva adivinhou que não era bem vinda e foi embora, mas o vento continuava assobiando e trazendo o frio, que permaneceu durante todos os 100 km da prova. Às 7h38 foi dada a largada e os primeiros quilômetros quase me mataram, pois além do chão molhado, o frio e o vento contra me obrigavam a redobrar as forças para seguir em frente.
A partir da segunda volta comecei a me acostumar, na terceira nos misturamos com os corredores dos 50km que largaram mais tarde e na quarta e quintas voltas ia numa passada curta e continua. Um amigo brasileiro que corria com mais dois compatriotas passou por mim e perguntou brincando:
É nessa passada que você corre em Curitiba Elisete? Eu respondi que sim e disse a ele para seguir seu ritmo, eu continuei devagar, sempre naquela passada, pois sabia do meu limite. Já na sexta volta comecei a trabalhar as pernas, a respiração e muita mentalização, pois o cansaço já estava se instalando no corpo. Parei para fazer massagem com Daniel Lopes e continuei.
Fadiga - Na sétima volta, nada diferente, fiz massagem novamente e segui correndo e durante todas as voltas me servia de sopa instantânea para equilibrar o sal e o açúcar do organismo. Na oitava volta eu estava sozinha no caminho, já estava escurecendo e eu tinha que cruzar com o tempo limite de 12h57 para poder seguir na nova volta.
Nessa hora o bicho pegou! Nos primeiros quilômetros dessa volta apareceu o atleta Júlio C. Latini, que pegou uma bicicleta no hotel e resolveu me acompanhar para oferecer maior segurança, já que não havia ninguém da organização para me auxiliar. Júlio me passava as coordenadas e monitorava meu tempo para garantir o limite de 12h57.
Não sei de onde achei forças, mas consegui fechar com quatro minutos antes do limite e parti muito feliz para a nona volta. Julio foi autorizado pelos organizadores a me acompanhar por motivo de segurança, o que me deixou aliviada, pois ainda tinha duas horas para fechar a última volta de 11km. Entre os quilômetros 95 e 96 eu estava fazendo uns cinco a seis metros por km e seguia firme correndo. Júlio tirou a sua Jaqueta e me passou, porque o frio seria fatal a partir daquele momento e eu poderia não completar.
A partir do quilômetro 96 surgiram alguns carros iluminando o meu caminho e mais à frente outros carros iluminando o caminho dos outros atletas. Estes conseguiram abrir alguns quilômetros, mas eu soube depois que um deles estava atrás de mim, pegou carona e chegou antes. A organização nem ficou sabendo do acontecido, mas acho que tudo é uma questão de consciência e atitude de cada atleta.
Imaginem que, além de ter que correr nove vezes ao redor da linda lagoa, naquelas condições, ainda tinha que passar nove vezes em frente ao hotel onde estava hospedada. A vontade era grande,de me enveredar para lá e desistir.
Porém, continuei, dessa vez nem olhei para o hotel e segui. Enfim cheguei no marco zero, que marcava os 99 km e um dos organizadores estava me esperando para indicar o derradeiro último quilômetro. Na entrada da rua que dava para o pórtico ouvi a torcida organizada: Elisete, fuerza! Brasilie! Na chegada vi o meu amigo Júlio mais emocionado que eu e chorando de alegria.
Enfim consegui completar os 100 km, mas se eu não tivesse acabado penso que seria linchada pela torcida e pelo Júlio que fez um enorme esforço para que eu chegasse. Tenho que agradecer à Luciana, minha filha e o incentivo da minha amiga Ana Maria Queiroz, corredora dos 50 km, que abandonou a prova devido às más condições climáticas e optou por dar apoio aos corredores brasileiros.
Estávamos em oito representantes do Brasil nessa prova, dos quais cinco conseguiram completar, dois abandonaram a prova e uma desistiu na corrida paralela de 50 km. Deu dobradinha brasileira na chegada, pois o vencedor foi Antônio José de Souza no masculino e eu fechei a prova com muito orgulho, afinal, foi dureza completar os 100 km naquelas condições.
Pós-prova - Após receber minha medalha no pórtico de chegada, de ser fotografada, juntei meus pertences e pegamos uma carona de volta ao hotel, onde tomei um banho demorado, pois minhas pernas estavam bastante doloridas. Jantamos, assistimos ao vídeo das competições de 50km e 100 km e a premiação.
Meia noite e meia: subi para o quarto com muita dificuldade, pois não havia elevador, arrumei as malas e dormi das 2h ás 03h15, quando tocou o despertador. Acertei as contas do hotel e às 3h30 o motorista chegou para nos levar até ao aeroporto. O embarque foi às 7h e chegamos em Curitiba às 13h15.
Já estou planejando minha próxima prova de ultra, se Deus quiser será na Corrida de 24 Horas de Puerto Madryn, em dezembro desse ano.
Mulheres · 25 ago, 2006
A atleta de 44 anos Elisete Pereira compete no próximo dia dois de setembro a segunda edição da Copa Argentina de 100 km, em Buenos Aires. Serão nove voltas de 11 km, por asfalto plano, aferido pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF).
A prova terá largada no Polideportivo de San Miguel del Monte, às 6h30 e o tempo máximo para se iniciar a última volta será 12h15. A cada 3,7 km haverá posto de água, com repositor energético, sopa, barras de cereal, frutas frescas, entre outras coisas.
Morando em Curitiba, Elisete corria forte na década de 80, mas teve que abandonar as pistas para constituir família e estudar. Em 2003 ela resolveu voltar a correr, após provar um vestido na loja, que não lhe serviu bem, e de lá pra cá tem se dedicado às ultramaratonas.
No início desse ano ela e mais onze mulheres participaram do Revezamento da Cordilheira dos Andes, primeira equipe inteiramente feminina a disputar a competição. Como recompensa por todo o esforço, o grupo conquistou o segundo lugar no pódio.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026