
Participantes começaram a aparecer na linha de largada logo cedo (foto: Rafaela Castilho/ webrun.com.br)
Às 6h do dia 31 de dezembro de 2012, muitos atletas já começavam a inundar a Av. Paulista, que logo seria tomada pelos corredores da São Silvestre. Enquanto alguns se abrigavam no Masp (Museu de Arte de São Paulo) para fugir da garoa fina, outros participantes aproveitavam o tempo mais fresco para se alongar.
Apesar do acidente envolvendo o cadeirante Israel Cruz Jackson de Barros, os 25 mil corredores que faziam parte do pelotão geral não se deixaram abalar e se espremiam para conseguir um bom lugar próximo à linha de largada. Os quenianos Edwin Kipsang e Maurine Kipchumba venceram a prova em primeiro lugar nas categorias masculino e feminino.
Logo em seguida, os amadores começaram a dar as caras na linha de chegada. Entre eles estava Devid Benedito de Macedo, vencedor da corrida de dez quilômetros Mexa-se, disputada em Santo André. Não estava me sentindo bem e não consegui alcançar meu objetivo de chegar entre os dez primeiro colocados, explica o atleta da equipe Pão de Açúcar. Porém, não posso dizer que a mudança de horário foi ruim, pois a temperatura está muito boa para correr, completa.
Mais tarde, um participante diferente chamou a atenção dos espectadores que aguardavam a chegada dos favoritos. Com a faixa do corinthians na mão e o símbolo da rede Globo desenhado na cabeça, o servente Joel da Silva, de 38 anos acha que a corrida pela São Silvestre foi maior do que a pelo título do Mundial de clubes. Pelo timão, todo o esforço vale a pena, resume o torcedor fanático, que gostou do percurso e promete homenagear outras emissoras nos próximos anos.
Cruzeiro– O clube mineiro Cruzeiro surpreendeu a todos ao anunciar nas vésperas do evento a contratação de dois quenianos da equipe Luasa, de Luiz Antônio dos Santos, para correr a São Silvestre. Conhecido nas corridas de rua por ter atletas que se destacam no cenário brasileiro, o atletismo do clube, dirigido por Alexandre Minardi, teve a satisfação de conquistar o lugar mais alto do pódio com Maurine Kipchumba.
Gustavo Caule, de 36 anos, corre pelo clube e não reclama da medida tomada pela direção. O fato dela (Maurine) ter ganho é bom para o nome do Cruzeiro, dá mais visibilidade para a nossa equipe, diz o professor de educação física. De acordo com ele, a prova fica mais difícil a cada ano: o percurso está reunindo corredores de níveis cada vez mais altos, conclui.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho