Amador que faz seu primeiro Ironman define triathlon: “é um vício bom”

Redação Webrun | Triathlon · 22 maio, 2012

Vira uma paixão que vai te puxando cada vez mais  diz Mellado (foto: Arquivo pessoal)
Vira uma paixão que vai te puxando cada vez mais diz Mellado (foto: Arquivo pessoal)

Dono de uma construtora, Maurício Mellado, de Petrópolis, tem 43 anos. Começou a praticar triathlon aos 40 e, no próximo final de semana, deve disputar seu primeiro Ironman.

Há cerca de cinco anos, Maurício começou a “dar umas corridinhas”. Se empolgou e fez uma meia-maratona, depois uma maratona. Motivado pelo amigo e treinador Rodrigo Cerqueira a praticar triathlon, ele ganhou o principal incentivo no aniversário de 40 anos: sua esposa, Márcia, lhe presenteou com uma bicicleta.

“Foi em primeiro de fevereiro de 2009. Comecei a pedalar e fiquei apaixonado”, lembra, acrescentando que nunca tinha nadado, “não sabia nem atravessar uma piscina”. Em 2011, esteve em Florianópolis para assistir a disputa do Ironman Brasil. “Minha esposa ‘botou pilha’, meus amigos também e me inscrevi para 2012”.

Treinamento– A preparação de um amador para a disputa do Ironman é sofrida. “Tem que ter dedicação total. É trabalho, treino, trabalho, treino. Acabou a cervejinha de final de semana, agora é nutricionista, aula de natação (porque eu nado muito mal), fisioterapia, massagem… é o dia inteiro correndo”, ilustra.

Maurício explica que tem que ser linha dura com sua vida social. “As pessoas vem questionar, minha esposa chama para ir em festa e às vezes não posso ir, se vou não posso beber, não posso comer de tudo. Tem que saber segurar, assim como saber dar uma escapada para se dedicar à ela”.

Recompensa– Para o competidor amador, o retorno que o esporte dá é principalmente relacionado ao bem-estar e felicidade. “A gente trabalha tanto, tem tantas barreiras na vida, tanta cruz para carregar! E vê os amigos morrendo, devendo, gordos, hipertensos. A saúde é uma recompensa, assim como o prazer”, pondera.

“Não adianta só trabalhar bastante e ganhar dinheiro”, continua. “E aí, vai gastar em quê? Arrumar amigo no botequim qualquer um arruma, no esporte o nível de amizade é outro”, define Maurício. Ele conta que costuma fazer jantar de massas nas casas dos amigos triatletas. “Vira uma família mesmo. É um vício bom”, conclui.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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