Atletas amadores aprovam percurso e novo horário da São Silvestre

Redação Webrun | Corridas de Rua · 02 jan, 2013

Participantes começaram a aparecer na linha de largada logo cedo (foto: Rafaela Castilho/ webrun.com.br)
Participantes começaram a aparecer na linha de largada logo cedo (foto: Rafaela Castilho/ webrun.com.br)

Às 6h do dia 31 de dezembro de 2012, muitos atletas já começavam a inundar a Av. Paulista, que logo seria tomada pelos corredores da São Silvestre. Enquanto alguns se abrigavam no Masp (Museu de Arte de São Paulo) para fugir da garoa fina, outros participantes aproveitavam o tempo mais fresco para se alongar.

Apesar do acidente envolvendo o cadeirante Israel Cruz Jackson de Barros, os 25 mil corredores que faziam parte do pelotão geral não se deixaram abalar e se espremiam para conseguir um bom lugar próximo à linha de largada. Os quenianos Edwin Kipsang e Maurine Kipchumba venceram a prova em primeiro lugar nas categorias masculino e feminino.

Logo em seguida, os amadores começaram a dar as caras na linha de chegada. Entre eles estava Devid Benedito de Macedo, vencedor da corrida de dez quilômetros Mexa-se, disputada em Santo André. “Não estava me sentindo bem e não consegui alcançar meu objetivo de chegar entre os dez primeiro colocados”, explica o atleta da equipe Pão de Açúcar. “Porém, não posso dizer que a mudança de horário foi ruim, pois a temperatura está muito boa para correr”, completa.

Mais tarde, um participante diferente chamou a atenção dos espectadores que aguardavam a chegada dos favoritos. Com a faixa do corinthians na mão e o símbolo da rede Globo desenhado na cabeça, o servente Joel da Silva, de 38 anos acha que a corrida pela São Silvestre foi maior do que a pelo título do Mundial de clubes. “Pelo timão, todo o esforço vale a pena”, resume o torcedor fanático, que gostou do percurso e promete homenagear outras emissoras nos próximos anos.

Cruzeiro– O clube mineiro Cruzeiro surpreendeu a todos ao anunciar nas vésperas do evento a contratação de dois quenianos da equipe Luasa, de Luiz Antônio dos Santos, para correr a São Silvestre. Conhecido nas corridas de rua por ter atletas que se destacam no cenário brasileiro, o atletismo do clube, dirigido por Alexandre Minardi, teve a satisfação de conquistar o lugar mais alto do pódio com Maurine Kipchumba.

Gustavo Caule, de 36 anos, corre pelo clube e não reclama da medida tomada pela direção. “O fato dela (Maurine) ter ganho é bom para o nome do Cruzeiro, dá mais visibilidade para a nossa equipe”, diz o professor de educação física. De acordo com ele, a prova fica mais difícil a cada ano: “o percurso está reunindo corredores de níveis cada vez mais altos”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

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