
Meta é conseguir ficar entre as primeiras colocadas na categoria feminina (foto: Luiz Doro/ Adorofoto)
Faltando um pouco mais de uma semana para a Corrida Internacional de São Silvestre, a competidora Marily dos Santos já traçou planos para melhorar seu desempenho no percurso. Com quatro pontos à frente de Roselaine de Sousa, a atleta terá que se esforçar para continuar na liderança e conquistar o primeiro lugar no ranking brasileiro de corrida de rua.
Porém, manter-se na frente da concorrente não é um dos principais objetivos da fundista. Segundo ela, a meta decidida entre a atleta e seu técnico, Gilmário Mendes, é ficar entre as melhores colocações na categoria feminina. Não posso pensar em fazer as contas da pontuação nessa hora. Gosto de focar na prova, no percurso. Desviar meu pensamento não seria produtivo, conta.
A corredora também conta que acha importante se planejar para a São Silvestre, mas que nem todos os seus objetivos irão se concretizar. À medida que a prova ocorre eles (os planos) vão se concretizando ou sendo deixados pra trás. Só o desenrolar da prova pode dizer o que me reserva. Já corri pra tentar subir no pódio e não deu. Em outra oportunidade visava apenas chegar entre as dez primeiras colocadas e fui terceiro lugar na colocação geral, fala.
No dia da prova– Para conseguir subir ao pódio, Marily conta que tem uma estratégia: soltar o corpo nas descidas e aproveitar o embalo. Não aconselho ninguém fazer isso se não tiver essa facilidade. Tento também me concentrar em não subir muito forte as primeiras rampas, pois o final do percurso, lá na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, é puxado e eu tenho que ter uma reserva, revela.
Apesar de todo o preparo físico dos brasileiros para o percurso do dia 31 de dezembro, a atual líder do ranking nacional feminino acha a concorrência africana desproporcional. Eles (os africanos) vêm para cá descansados e focados apenas na São Silvestre. Já os brasileiros competem o ano todo e nessa hora já merecem férias. Se os estrangeiros ficassem competindo desde janeiro teríamos uma competição igualitária, afirma.
Para 2013, a esportista afirma já ter decidido diminuir o número de provas e treinar mais para conseguir boas colocações em percursos menores, como os de dez quilômetros e meia maratona. É certo que para o próximo ano farei melhores marcas e menos competições, conclui.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho