Sorrisos, lágrimas e muita emoção marcam a chegada do Iron 70.3 Brasil

Redação Webrun | Triathlon · 29 ago, 2012

A motivação de Roberto foi chegar com suas filhas (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
A motivação de Roberto foi chegar com suas filhas (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Atualizada em 30/08 às 11h50.

Nadar 1,9 quilômetro, pedalar 90, correr os 21 de uma meia maratona e cruzar a linha de chegada. Essa foi a rotina de quase 600 atletas durante o Ironman 70.3 Brasil no último sábado (25/08) em Penha (SC). E cada um tinha uma reação diferente ao passar sob o pórtico montado em frente ao parque Beto Carrero World: lágrimas de emoção, gritos, sorrisos e muita comemoração.

Roberto Vieira Neto cruzou a linha de chegada junto com suas duas filhas e afirma que durante todo o percurso pensou no momento final. “Nos últimos dez minutos a emoção veio ainda mais forte. Certamente seria muito mais difícil completar se elas não estivessem à minha espera”, conta o triatleta de Aracaju (SE) que disputou o evento pela primeira vez.

Quem também chegou com o filho foi Cristiano Kruk, que disputou a prova pelo segundo ano consecutivo. “Acho importante dar o exemplo da prática esportiva para ele e para as crianças de forma geral”, relata o curitibano que sofreu no percurso. “O vento deixou tudo mais difícil, mas a organização estava boa e gostei bastante”. O pequeno Nicolas, de seis anos, dá sua opinião. “Gostei de chegar com meu pai”.

Também estreante na disputa de Penha, o casal de cariocas Fernando Martins e Camila Negri chegou junto com muita comemoração. “Foi uma prova muito bem organizada e estou feliz da vida por ter chego ao final”, relata Camila. “Foi difícil por conta do vento, mas cruzar a linha de chegada é muito bom”. Os dois completaram juntos, de mãos dadas. “Fiz de tudo para não chegar atrás dela, se não ia ficar feio”, brinca Fernando.

Sofrimento – O treino para uma prova de longa distância como o Ironman 70.3 requer muito tempo de treinamento e dedicação ao esporte e, muitas vezes, isso significa abdicar de vida social e outras regalias. Jéssica Oliveira é uma das competidoras que sentiu isso nos últimos oito meses. “Foi muita luta e sofrimento até chegar aqui, pois tinha a meta de baixar meu tempo antigo em cinco minutos”, comenta ainda com a voz embargada. “Senti muito o calor e o vento forte, doeu bastante, mas valeu a pena no final”, completa a cearense de Fortaleza que melhorou sua marca em mais de dez minutos.

Os triatletas tem um tempo limite para completar cada uma das três modalidades e não existe tolerância, ou seja, quem chegar um segundo depois está automaticamente desclassificado. Isso quase aconteceu com Denise Charpenel, que saiu para correr no limite máximo do cronômetro. “Senti muita dificuldade na bike, pois nunca havia pedalado 90 quilômetros e saí em último para correr”, relata a carioca. “Já na corrida, que é mais a minha praia, consegui recuperar e fui passando outras pessoas”. Em sua estreia ela marcou 7h35min16 e já pensa nas próximas edições. “Certamente virei mais bem preparada até conseguir fazer o Ironman inteiro (3,8/ 180/ 42 quilômetros)”.

Esse ano a organização disponibilizou 800 inscrições para amadores e elite e foram distribuídas 50 vagas entre os não profissionais para o campeonato mundial da modalidade, em Las Vegas, no próximo mês.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

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