Triatletas olímpicos usarão câmbio eletrônico da Shimano em Londres

Redação Webrun | Triathlon · 09 jul, 2012

Antigamente as bikes tinham câmbio no quadro (foto: Divulgação/ Shimano Brasil)
Antigamente as bikes tinham câmbio no quadro (foto: Divulgação/ Shimano Brasil)

Durante as Olimpíadas de Londres vários triatletas usarão em suas bikes um câmbio eletrônico desenvolvido pela Shimano, que visa diminuir o esforço dedicado na hora de trocar as marchas. Trata-se do modelo Di2, série 9.000 do Grupo Dura-Ace, tecnologia que dispensa os tradicionais cabos de aço, substituídos por um sistema preciso de trocas de marcha, comandado por uma bateria de lítio recarregável.

O Di2 evita o cruzamento de marchas e a troca é feita com apenas um clique no botão, sem a necessidade do atleta mover as mãos para a alavanca de câmbio, o que permite maior agilidade em momentos de sprint, por exemplo. A bateria de lítio fica embutida dentro do quadro da bicicleta, assim como os fios que alimentam o sistema.

Antes de chegar à Olimpíada, outras versões do Di2 foram testadas em competições tradicionais, como o Tour de France e o Pro Tour. Segundo a Shimano, a bateria tem autonomia de 200 quilômetros e os ciclistas podem se submeter às mais variadas condições climáticas sem receio de danificar o sistema.

Brasileiros – Entre os atletas olímpicos que usarão o sistema em Londres, não há nenhum brasileiro na lista, mas dois atletas nacionais já têm utilizado o câmbio eletrônico em suas competições. É o caso de Ivan Albano, especialista em Ironman, e Fábio Carvalho, que disputa provas com distância olímpica.

“É possível sentir a precisão na hora de cambiar as marchas, além da vantagem de trocá-las tanto no clipe, quanto na alavanca”, relata Fábio. “Como minhas provas são em circuito, cada segundo que eu possa ter de vantagem ajuda bastante no resultado final. Já faz três anos que uso o Di2 e estou mal acostumado, nem sei mais como é usar o manual”, brinca o triatleta que tentou uma vaga olímpica, mas teve problemas com lesão.

Já para Ivan, além do ganho de tempo, o gasto de energia também é menor. “Fiz minha primeira prova com o eletrônico no Ironman da África do Sul e senti muita diferença. Principalmente por não ter precisado tirar a mão do clipe num percurso misto e com muito vento”. Ele conta que tinha uma dor crônica no dedo indicador pelo esforço em usar a alavanca. “Hoje não sinto mais nada. Para mim o Di2 veio a acrescentar em conforto e precisão e hoje seria impossível voltar para o manual. Na primeira pedalada você fica meio confuso, mas depois acostuma e parece que está jogando videogame”, brinca o triatleta de Mogi Mirim, no interior de São Paulo que compara o câmbio eletrônico a um carro automático.

Assista a um vídeo sobre o câmbio eletrônico:

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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