Tempos brutos, líquidos, reais e fantasiosos

Redação Webrun | Corridas de Rua · 29 abr, 2008

São Paulo(pontualidade nada britânica…) – Após mais de uma semana de espera consegui saber o meu tempo líquido da Maratona de Santa Catarina, que disputei no último dia 20 em Florianópolis. O cronômetro oficial cravou 3h47min10 contra 3h47min50 do meu cronômetro.

Já a diferença do líquido para o bruto oficial foi de apenas 58 segundos. Como a prova tinha somente 713 corredores inscritos resolvi largar lá do fundão por saber que não haveria nenhuma muvuca, como as formadas em grandes provas, as quais você leva 5, 10 e às vezes 15 ou mais minutos para passar pelo tapete da largada.

E, mesmo que que levássemos em conta somente o tempo liquido, só o trânsito que você pega, além do zig-zag que fatalmente temos que fazer para desviar dos mais lentos, manda para o espaço qualquer chance de melhora de tempo. E tem mais: para efeito de classificação, para faixa etária por exemplo, o que vale é o tempo bruto.

Mas no final o que me deixou chateado foi chegar no pórtico de chegada e ver o cronômetro oficial da prova. Nele não constava nem o meu tempo líquido nem o bruto. Constava sim, o tempo de 4h15min que era o tempo referente a corrida feminina que teve largada com 30 minutos de antecedência. A hora que vi aquele relógio desisti de fazer qualquer tipo de “chegada triunfal” e pousar para uma fotografia, a qual seria muito bem guardada ao longo dos anos.

A Maratona de Santa Catarina me fez lembrar as provas da Corpore, que aconteciam nos meados dos anos 90, época em que muvuca era uma palavra inexistente no dicionário dos corredores, bem com essa história de cronômetro que não dá o tempo real de sua chegada.

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!