Quarta-feira, às 6h, já estava na pista para o treino de corrida intercalado com circuit trainer, porém, na penúltima série escutei meu corpo e parei com uma leve indisposição. Voltei para casa e tombei na minha cama com um sono anormal. Nos dias que passaram tive febre noturna, sempre bem baixa mas acompanhada de sudorese nas pernas e somente nas pernas – será coisa de corredor suar somente nas pernas?
Resultado foi que o treinamento da semana foi para o espaço. Já que perdi três dias de treino, inclusive o de hoje (um semi-longo de 20K) que julgo ser o mais importante nesta fase de preparação para a Maratona de Porto Alegre, no final de maio.
Vou ao pronto-socorro, o médico pede um exame de sangue e tudo normal. Pede o de urina e o resultado mostra uma leve infecção, causada provavelmente por uma virose. Nada que um antibiótico não cure (assim espero). Voltei para casa com a recomendação de descansar ao máximo e tomar muito líquido.
Situação normal, mas chata. Parece ser vingança da senhora corrida que dá o troco: Quando você está bem de saúde você me menospreza, me dá bolo, mata o quilômetro final. Agora que você tanto precisa de mim (pois quando corro, assim como muitos, é quando reflito a vida) não me usará como terapia, imagino um hipotético diálogo travado.
É senhora corrida não me abandone por que nestes tempos bicudos vou precisar muito, mas muito mesmo de você!”
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.