E o meu amigo Fábio Maradei escreve para avisar que depois de anos sem férias, tirou um merecido descanso na cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O jornalista que atua como assessor de imprensa especializado em corrida, triathlon e ciclismo, informa ainda que apesar do descanso das pautas o esporte fez parte de seu dia-a-dia, já que preencheu boa parte de seu tempo com corridas e ciclismo pela belíssima cidade.
Dou exemplo acima para ilustrar que vida de jornalista esportivo não é fácil. Diferente da maioria dos casos em que o trabalho levou a corrida, no meu caso específico, a corrida levou ao trabalho (assim como meu amigo). Pode parecer uma situação fácil, mas não é.
Apesar de estarmos em eventos esportivos quase todo final de semana, convivendo com atletas e formadores de opinião, vida que muita gente gostaria de ter, posso dizer que lá no fundo, nossa alma de corredor sente falta de corrida, de participar de provas, de ser mais um na imensidão de uma largada.
Após anos me resigno com situação, pois afinal amo meu trabalho, mas não nego que já me peguei naquele evento imperdível – que em outros tempos jamais estaria de fora – me lamentando a vontade de estar empunhando uma medalha e não uma máquina fotográfica.
Mas costumo dizer que depois de passar a trabalhar com corridas passo a correr pelos outros, ou seja, não estou competindo com assíduidade mas estou levando corrida, não para uma, nem duas pessoas, mas sim, para milhares de pessoas. Essa sensação se assemelha muito aquela que temos ao atravessar a linda de chegada. Algo impagável!
Assim como meu amigo, minha rotina de treino segue. Faltam 11 semanas para os meus primeiros 42.195m da temporada!
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.