
Os quenianos certamente darão trabalho para os brasileiros (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Assim como na prova feminina, a masculina terá um pelotão forte para a disputa da São Silvestre nesta segunda-feira, isto porque além do campeão do ano passado Franck Caldeira, este ano a prova terá a presença de Robert Cheruiyot. O queniano é campeão da Maratona de Chicago e tricampeão da Maratona de Boston.
Também estarão no páreo Giomar Pereira da Silva, João da Bota, Kiprono Mutai; Daniel Gatheru e Patrick Ivuti. Vamos torcer pela vitória de um brasileiro este ano de novo, ressalta Giomar. Estou bem treinado graças a Deus e espero vencer o ranking da CBAt, completa o corredor que está 11 pontos atrás de João da Bota.
João, que tem este apelido pois corria de botas no começo da carreira, diz que Giomar é seu adversário na prova, mas seu amigo pessoal fora das corridas de rua. Estou na liderança atualmente, espero vencer, mas Deus sabe o que faz, vamos para a disputa final para ver o que vai dar. Ele fala ainda que teve que reduzir um pouco os treinos, pois estava sentido uma dor na panturrilha, mas agora já está recuperado.
Campeão – Franck Caldeira, atual campeão na Maratona do Pan e defensor do título da São Silvestre, afirma que vai correr para superar seus limites e não os adversários e que a vitória é apenas uma conseqüência. Esta é uma das provas que eu gosto de participar, quero vencer pelo brilho dela, independente de quem participar, ressalta.
Ele afirma que não sente a pressão por ter que vencer novamente, pois sabe lidar muito bem com este tipo de situação. Ano passado me questionaram que sem Marílson, sem Vanderlei e sem quenianos fortes não era a tradicional São Silvestre, mas acho que as pessoas tem que valorizar quem está na prova, nós brasileiros.
No dia em que ele venceu a Volta da Pampulha, Vanderlei Cordeiro e José Telles correram a Maratona de Milão, na Itália, e obtiveram o índice olímpico para Pequim 2008, deixando o mineiro para trás. Agora eu devo correr provavelmente a Maratona de Paris para buscar o índice necessário. Sei que posso fazer um bom tempo, mas maratona é sempre uma prova que tem que ser muito estudada.
Patrick Ivuti, 29 anos, faturou este ano a Meia Maratona de Praga com 1h01min00 e vai correr pela segunda vez a São Silvestre. Agradeço à organização pelo convite, esta é uma prova que gosto de correr e espero obter um bom resultado, já que servirá para o começo da temporada para mim.
Daniel Gatheru, de 24 anos, possui como melhor marca em meias o tempo de 1h00min23 e nos 10k 28min24 e será mais um debutante na prova. Fiz duas semanas de adaptação em Londrina, que tem o clima parecido com o de São Paulo e sei que os brasileiros serão adversários muito fortes, comenta o queniano que espera contar com uma ajuda dos companheiros.
Kiprono Mutai, de 21 anos, outro estreante na competição, diz que o calor deve ser muito forte, mas como ele já vem treinando no Brasil não deve sentir tanto. Se você treinar bem faz bons resultados, sei que o Brasil tem ótimos atletas, como o Franck e a prova não será nada fácil.
Astro – O grande astro internacional é sem dúvida Robert Cheruiyot, que competirá este ano pela quinta vez na São Silvestre, onde já obteve o título em 2002 e 2004. Recém agraciado com um milhão de dólares por vencer o Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (WMM), ele explica a motivação de correr no Brasil.
Gosto muito do Brasil, acho legal quando estou na rua e as pessoas me reconhecem e vem falar comigo. Eu comecei minha carreira aqui e é importante tanto para mim quanto para o meu patrocinador correr esta prova. Ele preferiu não apontar um favorito e diz que vai esperar amanhã para ver no que vai dar.
A largada masculina está prevista para iniciar às 16h45, junto com a saída dos atletas das categorias geral masculina e feminina.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda