O pangaré e o mustang

Redação Webrun | Corridas de Rua · 09 dez, 2007

Sua força nada tem a ver com nós humanos, mas os cavalos, são figuras analógicas ao nosso esporte, certo pangaré? Tive o prazer de assistir Mar de Fogo, história do cowboy Frank T. Hopkins, que em 1890, foi convidado por um xeque árabe para competir na milenar corridas de cavalos que atravessava Iraque e Síria em um total de 4.800 quilômetros.

Vários morriam e só poucos conseguiam a proeza de atravessar a fúria do deserto. Hopkins, que morreu em 1951 aos 81 anos, ganhou mais de 400 corridas em sua vida. Invariavelmente corridas de resistência de centenas ou milhares de quilômetros, sempre montado no “mustang” Hidalgo, um garanhão que se deixou capturar na natureza pelo cowboy de sangue Siox. Ao final, o valente Hidalgo considerado um “vira-lata” quando comparado aos puros sangues árabes, que eram seus oponentes, consegue a vitória e os US$ 100 mil dólares de prêmio oferecido pelo xeque.

Embora nada a ver com o mundinho das corridas, o filme retrata bem nossa realidade que é chegar ou mesmo tentar cruzar a linha de chegada. E a pergunta que não quer se calar: quem de nós nunca sentiu-se um pangaré pelo menos um vez na vida?

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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