
Carlão (de branco) junto com os outros cadeirantes da prova (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Dentre as 9.800 pessoas que participaram da Volta da Pampulha, também estiveram presentes os cadeirantes e deficientes físicos. Confira a opinião de alguns desses atletas sobre a competição, sobre a situação da categoria no Brasil e os planos futuros.
Belo Horizonte – Walker de Jesus, terceiro colocado na categoria cadeirantes, comenta que a competição foi muito boa, mas o calor e a falta de preparação dificultaram um pouco na hora de correr. Eu não estava com uma preparação adequada, mas tudo bem, a prova foi muito legal. A pista está lisa, sem buracos e o percurso é muito bonito, ressalta o atleta da equipe do Cruzeiro.
Já o campeão na categoria, Jaciel Paulino, era só alegria com a cadeira de competição nova cedida pela marca esportiva Fila, que o patrocina. Essa foi a segunda vez que participei e baixei o tempo em relação ao ano passado graças à cadeira importada, que é um grande diferencial, ressalta. A hora que eu larguei não estava tão quente, então facilitou bastante. Vim no percurso junto com um amigo meu e no final fizemos uma disputa para ver quem chegava primeiro, completa o paraatleta que também diz que o asfalto estava bom. Tinha uns trechos meio esburacados, mas estava 90% boa.
Quem também esteve presente, mas não competiu devido à problemas com o equipamento, foi Carlos Oliveira, o Carlão, figura carimbada nas principais competições do país. O pneu furou no aquecimento, não deu para largar, mas a categoria foi bem representada hoje, gostei do tempo do pessoal mesmo com o clima quente, comenta. Já sobre a estrutura da competição, ele acha que ainda faltam alguns ajustes. Eu vim para competir e avaliar a organização e, como tudo no Brasil a estrutura para cadeirantes anda a passos lentos. A gente vem ganhando espaços e isso é muito importante.
Na categoria deficientes visuais, a Volta da Pampulha foi agraciada com a presença do atleta Carlos José Bartô, que integrou a delegação brasileira nos Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro. O atleta competiu com seu técnico e guia Cássio Damião, numa forma de treino forte para as provas de 1.500 e 5.000m, suas especialidades. Foi uma prova muito desgastante, mas deu para fazer um treino legal rumo à olimpíada do ano que vem. Eu já tenho índice e só falta a convocação final, comenta Damião.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda