Juraci Moreira fala do esforço na competição

Redação Webrun | Triathlon · 15 jul, 2007

Canadenses durante jogo de equipe (foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br )
Canadenses durante jogo de equipe (foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br )

Juraci Moreira conquistou nesse domingo a medalha de bronze no triathlon dos Jogos Pan-americanos, resultado que ele encara como uma vitória. Natural de Curitiba, mas radicado em Brasília, ele fala sobre o apoio do governo e da Confederação Brasileira de Triathlon (Cbtri).

Direto do Rio de Janeiro – Juraci diz que toda medalha é encarada como uma vitória, não importa se é de ouro, prata ou bronze. “Hoje foi a coroação de um trabalho longo e dedico à minha família”. Ele quase não terá tempo de descansar e aproveitar a conquista, pois já precisará viajar para a Inglaterra onde competirá em uma das etapas da Copa do Mundo. “O ouro aqui me garantia em Pequim ano que vem. Mas tudo bem, vou pelo caminho mais difícil”, ressalta o triathleta que já deve retomar os treinamentos nessa segunda-feira (16).

Já em relação à estratégia aplicada durante a competição, ele lembra que os ponteiros dispararam faltando três voltas para o término do trecho de bike e ele decidiu não tentar alcançá-los. “Achei que a fuga não renderia nada, então resolvi ficar para trás para me garantir na corrida”. Segundo ele, todas as vezes em que os canadenses pulavam à frente ele ia buscar, mas nesse trecho esperou que alguém tomasse a iniciativa, fato que não ocorreu.

Os canadenses a todo o momento fizeram jogo de equipe, algo muito pouco utilizado pelos brasileiros. “Muita gente pensa que não fazemos por compromisso com o patrocinador, ou individualismo, mas o problema que não temos três atletas com o mesmo nível técnico”, ressalta. Ele diz ainda que se a Confederação Brasileira de Triathlon oferecesse uma bonificação para os atletas “perderem” o ouro, poderia haver jogo de equipe.

“Por que motivo outro atleta iria deixar de conquistar o ouro para beneficiar o outro, se não tivesse alguma vantagem?”. Ainda no âmbito da CBTri, ele diz que há um ótimo investimento nos jovens talentos de 18 a 20 anos, mas os atuais atletas são esquecidos. “Eles querem aposentar a gente”, brinca ao se referir à atual geração masculina e feminina. Ele acredita que os futuros triathletas profissionais terão a oportunidade de fazer o jogo de equipe, pois estão treinando juntos e chegarão às competições num mesmo nível.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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