
Carlos Dias enfrenta estrada de terra no Pará (foto: Arquivo pessoal)
O ultramaratonista Carlos Dias está na cidade de Pacajá, no Pará e irá correr o Brasil de ponta a ponta. Sua aventura começou no dia 27 de maio e seguirá até setembro. De acordo com o atleta, até agora ele enfrentou algumas dificuldades, como nessa segunda-feira (11), por exemplo, quando foi assaltado por dois homens enquanto almoçava num restaurante.
Eles me levaram um par de tênis Crocs, R$ 100 e um boné. Os assaltantes chegaram, perguntaram de onde eu era e já foram pedindo meu dinheiro. A sorte que eu deixei a minha mochila de baixo da mesa e eles não perceberam. Felizmente estou bem e isso só aumentou minha adrenalina na estrada, revela.
Carlos disse também que foi bem recebido na cidade de Pacajá e amanhã ele seguirá para Novo Repartimento. Se a polícia local me der escolta eu vou correr até o final da noite para conseguir chegar, ainda amanhã, em Novo Repartimento. Se isso não acontecer, durmo num povoado próximo e chego no dia 13, conta.
Carlos Dias agora está correndo na famosa BR 230, a Transamazônica, que é totalmente de terra. Durante o desafio o ultramaratonista está encontrando diversas adversidades. Para se ter uma idéia do nível de violência dessa região, constatei que só em Pacajá e Anapu há cerca de 12 funerárias. Isso é de assustar. Há vários fornos na beira da estrada queimando a nossa madeira e crianças de cinco ou seis anos trabalhando nesse verdadeiro inferno. Tento a cada dia me controlar para não chorar, mas isso se torna impossível diante de tanta injustiça, desabafa.
O Webrun acompanha todo o Desafio de Carlos Dias, que corre o Brasil de ponta a ponta, do Oiapoque ao Chuí.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa