![May: A gente tem de acreditar! [na medalha olimpíca] (foto: Ivan Storti)](/wp-content/uploads/2017/02/foto_3257_2004-05-31_grande.jpg)
May: A gente tem de acreditar! [na medalha olimpíca] (foto: Ivan Storti)
O ciclista brasileiro Márcio May está indo para a sua 3ª olimpíada e pode ser peça muito importante para o Brasil sonhar com a sua primeira medalha no ciclismo, que terá a prova de estrada no dia 14 de agosto. Foi o principal responsável pelo Brasil ter ficando entre as 30 melhores nações do Mundo (26º) e garantido uma equipe de três ciclistas em Atenas, ao conquistar a Volta do Rio, a prova mais importante do calendário ciclístico da latino-americano.
Aos 32 anos de idade e com participação nas olimpíadas de Atlanta e Barcelona, o catarinense Márcio May é um dos ciclistas mais experientes do Brasil e o único selecionado que compete por uma equipe nacional, a Memorial Santos, nº 1 do ranking brasileiro nos últimos quatro anos. Natural de Salete, no interior de Santa Catarina, vive atualmente em Brusque e defende a Memorial, desde a sua criação, em 1999. Confira a seguir a entrevista com esse super atleta.
Agora com a vaga assegurada, qual é a emoção de disputar a 3ª olimpíada na carreira ?
Márcio May –A emoção é grande, estou muito feliz. Esta vaga foi muito disputada, não somente entre os brasileiros, mas com todos os países.
Qua a expectativa para Atenas? Acredita em chances reais de bons resultados ?
MM – A gente tem de acreditar. Claro que o ciclismo europeu está muito à nossa frente, mas temos evoluído bastante. Além disso, temos o Luciano Pagliarini, que este ano venceu três provas, chegando na frente dos grandes velocistas. O Murilo também tem tido bons resultados lá na Europa. E eu estou bem mais maduro do que nas outras olimpíadas que participei.
Como é competir com o Pagliarini e o Murilo ?
MM –Acho ótimo. O Luciano foi meu companheiro de equipe na Caloi durante dois anos e conseguimos ótimos resultados. O Murilo é da minha cidade e sempre treinamos juntos quando ele está por aqui em Brusque. Além disso, sempre fui um grande incentivador do Murilo e fico contente em podermos competir juntos.
Fala sobre sua relação com os dois e também o que poderão fazer juntos, pela experiência de já se conhecerem ?
MM – Somos grandes amigos e nos conhecemos bem. Isso é importante, pois a gente pode se ajudar mais fácil. Eu conversei com o Murilo e ele esta vendo a possibilidade de eu ir para a Itália e competir algumas provas por lá antes da Olimpíada e também poderei treinar junto com os dois, já que moram na mesma cidade na Itália.
Você sempre acreditou nessa vaga ?
MM – Sim! Desde o ano passado venho fazendo as contas de quantos pontos precisávamos para classificar. A Confederação Brasileira fez a sua parte incluindo várias provas no ranking mundial, dando assim a oportunidade de pontuarmos. Conseguimos fazer a nossa parte e garantir assim essas três vagas.
Como estava sua cabeça na Volta do Rio ?
MM – O meu objetivo era a Volta do Rio. Me concentrei e dediquei ao máximo para estar bem nesta Volta, porque era a que valia mais pontos. Estava muito ansioso vários dias antes, pois na volta de São Paulo tudo estava correndo bem e de repente uma queda me tirou da briga. Só fui relaxar quando terminou.
E os planos para o futuro ?
MM –Agora é fazer uma preparação voltada para a Olimpíada. Já conversei com o meu preparador físico, que está elaborando os treinamentos voltados para Atenas.
Sua equipe ajudou muito você para alcançar esse objetivo. O Hernandes Quadri Jr é um velho companheiro de mais de 10 anos. Como é essa relação ?
MM – A equipe é fundamental. No ciclismo ninguém vence sozinho. Agradeço a todos os integrantes da equipe que me ajudaram: atletas, massagista, mecânico, técnico, assessor de imprensa e patrocinadores. O Hernandes é o mais velho companheiro. Já corremos juntos em Barcelona e Atlanta e hoje ele também ajudou para que eu conseguisse ir a mais uma Olimpíada. Por isso somos uma equipe. Um por todos, e todos por um…
Este texto foi escrito por: Fabio Maradei