Alessandra de Carvalho espera baixar seu tempo no Ironman Brasil 2011

Redação Webrun | Triathlon · 29 abr, 2011

Triatleta quer completar a prova em menos de 10h30 (foto: Arquivo pessoal)
Triatleta quer completar a prova em menos de 10h30 (foto: Arquivo pessoal)

Alessandra Rocio de Carvalho, triatleta há quase dez anos, irá participar da maior competição de triathlon da América Latina, o Ironman Brasil 2011, que acontece dia 29 de maio. A disputa reunirá cerca de 2000 atletas em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC). “Meu objetivo é completar a prova abaixo de 10h30, geralmente faço entre 10h ou 10h15, não sei se vai dar, mas estou treinando para isso. Se tudo correr bem acredito que consigo fazer abaixo de 10h15”, conta Alessandra.

Preparação– A triatleta decidiu participar do Ironman de 2011, apenas no início do ano, e com ajuda de seu treinador, manteve seus treinos diários e aumentou a carga nos finais de semana. “Eu treino cerca de seis horas por dia, entre ciclismo, corrida, natação e às vezes algum complemento como pilates e musculação. Os treinos longos eu faço de final de semana, normalmente pedalo cerca 150 a 180 quilômetros no sábado e faço uma corrida mais longa no domingo”, explica ela.

Alessandra tem como objetivo completar a disputa abaixo de 10h30 e chegar entre as dez primeiras. Ela espera que a temperatura e o vento no ciclismo favoreçam para que ela alcance suas metas. “A palavra não é nervosa, é ansiosa. Sinto muita vontade de fazer esta prova, e estou preparada, mas ainda tenho quase um mês de treinos até a competição. Acho que vou chegar a Florianópolis (SC) bem preparada e confiante”, revela a triatleta.

Mundial de Ironman– Ano passado (2010) os atletas garantiam sua vaga para o Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí, participando apenas de uma edição do circuito. Porém, a organização do evento criou um ranking, onde os atletas participarão de várias edições da prova, para somar pontos. Apenas os melhores 50 homens e 30 mulheres do ranking se classificarão para o mundial.

A triatleta acredita que essa mudança favorece os norte-americanos, já que 75% das provas de Ironman acontecem na América do Norte, o que cria dificuldades para os atletas da América do Sul e da Ásia. “De certa forma pra mim, não foi muito legal essa nova regra. É preciso ter dinheiro e patrocínios para poder viajar bastante para as provas da Ironman, pra somar pontos no ranking”, analisa ela.

Alessandra também acha que a quantidade de atletas é muito pequena se comparada com o tamanho e importância da competição em Kona. “Sendo apenas 30 mulheres dificultou ainda mais”, finaliza a triatleta que participará da disputa em Florianópolis (SC).

Conquistas– A atleta correu o meio Ironman de San Juan, em Porto Rico, que ocorreu no dia 19 de março de 2011 e revela que foi um dos trechos de ciclismo mais difíceis que ela já fez. “Foi um dos pedais mais difíceis que eu já fiz e uma corrida com percurso só de subidas e descidas. Nos 21 quilômetros de trajeto havia apenas uns 200 metros de plano”, diz Alessandra.

Outra conquista, do ponto de vista da atleta, foi o GP Extreme, em São Carlos (SP), que ocorreu no dia três de abril, no Parque Eco Esportivo Damha. Foram 100 quilômetros cheios de subidas e descidas no ciclismo. Foi uma prova duríssima”, fala a competidora.

No seu primeiro Ironman, em 2007, Alessandra diz ter feito o triathlon por impulso. “Eu não esperava fazer a prova, mas faltando um mês ganhei em um sorteio um cupom para o Ironman e resolvi largar na competição. Como não tinha feito treino específico, não sabia se ia conseguir terminar e não tinha expectativas. No fim acabei concluindo a prova, o que foi uma vitória para mim, pois não havia treinado”, termina ela.

Este texto foi escrito por: Mariana Araujo

Redação Webrun

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