
Dezessete paraatletas brasileiros subiram ao pódio no Mundial Paraolímpico (foto: Cpb/ Divulgação)
Dos 25 atletas nacionais que defenderam o país no Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo, 17 paraatletas subiram ao pódio e garantiram ao Brasil a terceira posição no quadro geral de medalhas. No domingo (30/01), Tito Sena, campeão mundial e medalhista paraolímpico, chegou em segundo lugar na prova de Christchurch/Nova Zelândia, seguido por Ozivam Bonfim, que ganhou uma medalha de bronze na maratona T46 (amputados e outros).
Com o resultado, o Brasil ultrapassou a Grã Bretanha em número de pratas e terminou o Mundial atrás apenas da China e da Rússia. Essa posição mostra a força do atletismo paraolímpico brasileiro. Mais de dois terços dos atletas da seleção brasileira estão entre os três primeiros do mundo, destaca o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
Ainda de acordo com o presidente, o terceiro lugar no quadro de medalhas não só reflete o crescimento do atletismo paraolímpico brasileiro, como também traz mais responsabilidades para o país nas próximas competições. Disputamos a terceira posição com a Grã Bretanha, que receberá as Paraolimpíadas ano que vem e tem recebido bastante investimento. Isso significa que estamos fortes.
Tática brasileira – O objetivo da comissão técnica era pelo menos igualar ao resultado das Paraolimpíadas de Pequim (2008), quando o Brasil ficou em décimo lugar, com 15 medalhas, quatro delas de ouro. Mas o resultado este ano foi muito melhor e na opinião do diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Tubiba, tudo isso é fruto da estratégia de trazer um número menor de atletas. Com esta tática conseguiríamos prepará-los melhor e teríamos maior qualidade.
Edílson ressalta que o país é hoje uma das potências na modalidade de esporte adaptado. Agora todo mundo quer nos superar. Por isso precisamos aumentar a base de medalhistas. Temos que consolidar algumas provas e investir na renovação, justifica o diretor, que também considera expressivo o progresso na performance dos atletas com deficiência física (grupo ganhador de sete medalhas).
Temos os cegos mais rápidos do mundo, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o Brasil já tem tradição nessa área. Neste mundial vale destacar a recuperação de resultados entre os deficientes físicos, como é o caso de Yohansson e do Alan, que são jovens talentos e bons representantes desse segmento, avalia Edílson.
Este texto foi escrito por: Webrun