Você sabe diferenciar os tipos de vegetarianos?

Redação Webrun | Mulheres · 05 nov, 2015

Pode ser pela preocupação com o meio ambiente ou até mesmo para ter hábitos alimentares mais saudáveis, o fato é que muitas pessoas estão aderindo à dieta sem o consumo de carnes. Uma pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) no ano de 2012 mostra que 8% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Isso corresponde a mais de 15 milhões da população do país.

Pensando nisso, conversamos com Isabel Andrade, nutricionista especializada em dietas vegetarianas, para entender as principais diferenças entre os tipos de vegetarianos e os cuidados que a pessoa deve ter antes de mudar a alimentação.

A alimentação vegetariana contém menos produtos industrializados e gordura saturada. Foto: Fountain Posters/ licença CC BY 2.0 A alimentação vegetariana contém menos produtos industrializados e gordura saturada. Foto: Fountain Posters/ licença CC BY 2.0

Você sabia que alguns alimentos são considerados falsos vegetarianos?

Ovolactovegetarianos: Excluem todos os tipos de carne da dieta, porém consomem ovos, mel, leites e derivados.

Lactovegetarianos: Pessoas que não consomem nenhum tipo de carne ou ovos, porém o mel, leites e derivados estão liberados na alimentação.

Vegetarianos estritos: Não consomem nenhum alimento de origem animal, incluindo mel, ovos, leite e derivados, além de preparações que contenham estes produtos ou mesmo corantes como o de cochonilha (corante carmim, que confere cor avermelhada a diversos produtos).

Veganos: Não consomem ou utilizam nada de origem animal, ou seja, tanto alimento quanto roupas, cosméticos, medicamentos, entre outros. Nessa lista podemos incluir produtos testados em animais, empresas que utilizam animais como transporte, além do mel, ovos, preparações com corantes de cochonilha, leite e derivados.

De acordo com a nutricionista, em geral, a alimentação vegetariana contém menos produtos industrializados e gordura saturada. Outra vantagem dessa dieta é a redução do colesterol, além da alta quantidade de fibras.

“Estudos epidemiológicos relatam que dietas ricas em carnes estão associadas à maior prevalência de câncer colorretal (atinge o reto e intestino grosso). Por outro lado, dietas ricas em fibras (carboidratos complexos) proporcionam uma microbiota intestinal diferenciada, resultando na produção de acetato, butirato e propianato”. Segundo a especialista, esses produtos auxiliam no controle de colesterol e da glicemia. “O butirato inibe o crescimento de bactérias que causam doenças infecciosas, além de gerar energia para o organismo”, completa Isabel.

Apesar dos benefícios do vegetarianismo, a pessoa que quer se tornar vegetariana deve ter o acompanhamento de um nutricionista ou nutrólogo com conhecimento nesse tipo de alimentação. Isabel ainda enfatiza a importância de equilibrar todos os nutrientes e adequar a dieta ao estilo de vida de cada pessoa.

“Faça exames de sangue ao menos uma vez ao ano. Não utilize suplementos sem indicação, principalmente vitaminas e minerais. Não utilize produtos industrializados (em geral de soja) em excesso ou com o intuito de substituir a carne”, finaliza a nutricionista.

Este texto foi escrito por: Denise Duarte

Redação Webrun

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