Valmir Nunes assume diretoria de ultras na CBAt

Redação Webrun | Ultra Maratona · 11 jan, 2008

Valmir usará a experiência das competições para promover o esporte (foto: Divulgação/ GlennTachiyama)
Valmir usará a experiência das competições para promover o esporte (foto: Divulgação/ GlennTachiyama)

O ultramaratonista Valmir Nunes terá mais um desafio em sua carreira, mas não será em nenhuma competição mundo afora. O brasileiro vai assumir a diretoria de ultramaratonas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), após aceitar convite da entidade que pretende alavancar a modalidade no país.

Aos 44 anos de idade, ele á bicampeão mundial nos 100 km (1991 e 1995), com uma das cinco melhores marcas do mundo, 6h18min09, além de ter no currículo a melhor performance das Américas em corridas de 24 horas, com 273,8 quilômetros percorridos. Ele usará sua experiência como competidor para atuar como intermediário entre a CBAt e a Associação Internacional de Ultracorredores (IAU), órgão filiado à Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo).

“Fiquei muito feliz com o convite e o meu objetivo e o da Confederação é fazer a modalidade crescer no Brasil. Lá fora, as corridas são bem fortes e temos muitos brasileiros, muitos maratonistas experientes, que podem seguir esse caminho”, afirma Valmir. Ele diz ainda que pretende mudar a concepção estereotipada no Brasil, que os ultramaratonistas são corredores de idade mais avançada e que nunca vingaram em outras modalidades.

Um exemplo clássico é do japonês Shinichi Watanabe, 31 anos, campeão mundial de 2007, na Holanda, com 6h23min21s. “Em 2004, ele fez 2h09min32 na Maratona de Berlim, no ano seguinte 2h13min27 em Chicago e, aos 31 anos já foi destaque nas melhores maratonas do Mundo e é campeão mundial dos 100 km. Assim como ele há vários maratonistas no Brasil com chances de evoluir”.

Funções – Entre os atributos de Valmir está a regulamentação das corridas de 100 km e 24 horas e a organização de equipes para as competições mundiais. “Tenho bons contatos lá fora, por toda essa vivência em mundiais e provas por vários lugares. O esporte é bom porque fazemos amigos e, graças a Deus, conquistei isso, além de vitórias. Com certeza, vai ajudar muito”, destaca.

O início das funções como diretor coincide com o tempo em que ele precisará se ausentar dos treinamentos devido à uma cirurgia realizada em dezembro, para extrair um pedaço do osso do calcanhar e uma bolsa atrás do tendão esquerdo, visando a melhora em suas atuações. “Sofria com essas dores há oito anos. Sei que posso melhorar e, além do mais, deu para tirar o stress. Corri muitas provas na raça”, lembra.

Este texto foi escrito por: Webrun

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