O jamaicano Usain Bolt afirmou nessa sexta-feira que pretende correr os 100 e os 200m rasos da Olimpíada de Pequim no próximo mês, mas aguardará uma decisão de seu treinador Glen Mills. Eu definitivamente quero dobrar, mas não sei o que vou fazer ainda. Meu treinador tem tomado ótimas decisões para mim e não vou questioná-lo, farei exatamente o que ele disser, ressalta o velocista.
Mills afirmou no fim de junho que a inexperiência de Bolt em correr várias provas num curto período de tempo pode levá-lo a não encarar os 100m rasos. O atleta afirma que sua prioridade no ano é a prova de 200m, competição em que ele ostenta 19seg67, recorde caribenho.
Ele competirá a distância nesse sábado (26) durante o Grand Prix de Londres e espera corrigir alguns erros cometidos durante a última disputa, em Atenas semana passada. Estabelecer a minha melhor marca (PB Personal Best) seria ótimo, mas não é o foco principal. O objetivo é acertar os aspectos técnicos.
Surpresa com o recorde – Bolt marcou o recorde mundial dos 100m em Nova York em 31 de maio, tirando o título de homem mais rápido do mundo de seu compatriota Asafa Powell. O ex-recordista admitiu ter ficado surpreso com os 9seg72.
Ele veio de mansinho e surpreendeu o mundo com esse recorde, eu fiquei surpreso. Foi muito importante para mim derrotá-lo essa semana, comenta Powell se referindo à disputa do Grand Prix de Stocolmo (Suécia) na última terça-feira (22). Na ocasião, ele marcou 9seg88, seu tempo mais rápido do ano.
A disputa londrina não conta com a presença do americano Tyson Gay, favorito nos 100 e 200m, pois ele está se recuperando de uma lesão na perna ocorrida nas prévias olímpicas de seu país. Se Tyson não está aqui, não posso fazer nada. Ele me derrotou apenas uma vez na história, então não faz nenhuma diferença, tenho que me concentrar apenas em mim, enfatiza Powell.
Se hoje Powell é confiante, ano passado o sentimento era diferente. Na incerteza se participaria ou não da Olimpíada de Pequim devido à uma lesão no ombro, ele ficou muito abalado emocionalmente. Eu tive uma série de lesões no começo do ano e, com a questão do ombro, pensei que a Olimpíada estava acabada para mim, lamenta.
Minha confiança voltou logo que eu voltei a treinar. Ainda acho que sou capaz de qualquer coisa que quiser. Ele diz ainda que mesmo tendo passado boa parte do primeiro semestre lesionado, ainda consegue correr rápido. Meu grande objetivo do ano é o ouro olímpico dos 100m, não importa quem esteja lá eu entrarei para vencer.
Este texto foi escrito por: Webrun