
Rita completou no domingo a segunda prova acompanhada da filha Maria Tereza (foto: Renato Aranda/ webrun.com.br)
No último domingo, cerca de 2.500 atletas percorreram os dez quilômetros da última etapa do ano da Track & Field Run Series em São Paulo. Apontado pelos corredores com um dos melhores percursos do circuito, a terceira etapa Villa Lobos sofreu uma alteração que acabou agradando os atletas. O horário da largada, antes marcado para as 8h, foi antecipado em uma hora. Fora isso, todas as demais conveniências oferecidas pela Track & Field estiveram presentes.
De acordo com o servidor público Ricardo Carriel, que compareceu ao evento com a esposa e filhos, a alteração de horário foi positiva e ainda o ajudou a melhorar seu próprio desempenho. A temperatura mais amena da manhã me fez fazer uma prova mais confortável. Em relação à última etapa, eu fui quase um minuto mais rápido, avalia.
Carriel não foi o único corredor que se sentiu privilegiado com o sol baixo da manhã paulistana. Para a analista financeira Rita Piciarra e sua filha Maria Tereza, conduzida nos dez quilômetros em um carrinho de bebê, o horário da largada favoreceu as duas atletas. Ela (Maria Tereza) dormiu da largada até o último quilômetro. Essa é a segunda prova que faço com ela e só no final que ela acorda, conta Piciarra.
Já para Claudia Regina Marques, o horário da largada parece não importar muito, desde que toda a organização e conveniências pós-prova não sejam alteradas. Eu sempre passo mal nos últimos 500 metros, o que é um sinal que eu tenho que procurar uma assessoria esportiva. Mas eu repetiria esse sofrimento e os dez quilômetros por mais uma massagem, revela ao sair da tenda de massagem.
Paratletas – Cadeirantes também participaram da última etapa da Track & Field Run Series de São Paulo, em handcycles. Largando um pouco a frente dos demais competidores, eles concluíram a prova com tempo aproximado de 40 minutos.
Felipe da Silva, iniciante na categoria, afirma que gostou do percurso, e apesar de praticar o esporte há dois meses, já almeja participar de provas maiores e mais expressivas na categoria. Quero muito um dia ser profissional, mas ainda tenho que treinar muito para isso, avalia.
Já o jornalista Bruno Favoretto, paratleta há dois anos, vê no esporte apenas uma maneira de se manter saudável, tanto que para a etapa do último domingo ele se esqueceu de levar o computador de bordo de sua handbike. Eu não sei qual foi o meu tempo, mas normalmente eu teria ido mais rápido. Ando treinando menos que eu deveria, mas a ponte (do Jaguaré) é a pior parte, mais pelo mau cheiro do que pela inclinação afirma.
O jornalista conta que em 2011 chegou a participar da Maratona de Nova York e, apesar de não ter se planejado para correr a prova deste ano, ficou chateado com os estragos provocados pela tempestade Sandy na cidade, que acabou cancelando a maratona. A gente fica triste. A prova é um momento único, mas as vidas das pessoas são mais importantes, conclui.
Este texto foi escrito por: Renato Aranda