Triatleta de garra, Ana Borba, enfrenta Ironman Brasil no final do mês

Redação Webrun | Triathlon · 05 maio, 2011

A corredora diz ter feito uma excelente preparação na bike (foto: Arquivo Pessoal)
A corredora diz ter feito uma excelente preparação na bike (foto: Arquivo Pessoal)

Após um longo período de recuperação devido a um acidente de bike no final de 2009, durante um treino em Campinas, a triatleta Ana Lídia Borba participará do Ironman Brasil neste final do mês e afirma que seu maior desejo é completar a prova. “As duas disputas que já fiz foram diferentes. Esta edição tem o gosto especial de desafio porque me propus a participar mesmo com pouco tempo depois de acontecer o acidente”, diz a triatleta de 26 anos.

Faltando alguns dias para a competição chegar, Ana Lídia está fazendo um “polimento” e, aos finais de semana, comenta que o treinamento é de seis horas. “A preparação até o momento foi boa, principalmente no ciclismo, onde consegui aperfeiçoar o ritmo e ter bastante rodagem. Continuarei treinando, mas não em excesso para chegar descansada”, garante a goiana, que participou do GP São Carlos, prova que serviu como teste para o Iron.

“Além de eu ter ido bem no GP, tive um resultado bom no Brazil Long Distance, em Fortaleza. Consegui pedalar bastante e fiquei animada. Terminei a disputa sabendo que precisaria reforçar mais a corrida”, comenta. Ainda segunda a triatleta, o seu preparo inclui um trabalho de mais volume e se diferencia dos realizados em disputas anteriores, pois ao retornar para o triathlon, acabou sofrendo uma lesão na coxa. “Quando voltei, a musculatura estava fraca, por isso acabei lesionando e não indo para Meio Ironman de Púcon, neste começo de ano”.

Ela também acrescenta que algumas restrições na musculação, por conta da recuperação do acidente de 2009, fez ela priorizar um preparo de rodagem e ritmo, ao contrário de força e velocidade. “Eu acho que realizarei uma prova muito próxima do que eu já fiz, mas tudo vai depender do clima. Quero administrar na corrida e estou mais leve, com dois quilos a menos, então acho que posso conquistar um bom resultado”, diz a triatleta, que deseja ficar entre as dez primeiras colocadas.

Devagar e sempre – “O Ironman significa paciência, ele ensina a desenvolver essa habilidade, como saber respeitar o tempo. Porque às vezes você está tão cansada e não consegue render, ou acontece algum imprevisto. Foi exatamente a paciência que precisei nestes últimos tempos”, completa Ana. Há sete anos, a triatleta deu seus primeiros passos para o mundo do triatlhon.

Ela começou a participar de provas de corrida com um grupo da empresa que trabalhava e, sem seguida, foi motivada pelos amigos a andar de bike também. Atualmente, Ana carrega títulos importantes no currículo, como o bicampeonato no Mundial de Ironman 70.3 e vitória nos Campeonatos Brasileiros Sub-23 de Sprint e Longa Distância (2007). Em 2009, ela foi considera a melhor triatleta de longa distância neste ano.

Este texto foi escrito por: Monique Barleben

Redação Webrun

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