Ultra Maratona · 13 abr, 2012
Direto de Florianópolis - Amanhã logo cedo será dada a largada para a 17ª edição da Volta à Ilha, ultramaratona que contorna a ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. Apesar de muito ansiosos para a competição, muito querida entre os participantes, alguns pareciam um pouco preocupados durante o Congresso Técnico desta noite, véspera da prova (13/04).
Perguntas sobre a travessia de barco que será feita entre os Postos quatro e cinco, em direção à Praia da Daniela, não paravam de chover na mesa do organizador da prova, Prof. Carlos Duarte. Por ser uma coisa nova, as pessoas ficam apreensivas. É uma coisa que é para ser divertida, encarar situações novas, conta.
O coordenador da equipe de Niterói que leva seu nome, Marcos Peixoto, achou a proposta curiosa, já que poderia comprometer depois o desempenho do atleta no resto do percurso. Se o atleta chegar e o barco tiver acabado de sair, ele vai ter que ficar esperando?, questionou.
Mas o que para ele seria um problema, para Alexandre Moura é a solução. Vai ser bom para esticar as pernas, dar uma descansada, conta descontraído o atleta que vai correr em dupla.
No sábado (14/04), às 4h15 sairão os primeiros participantes. A largada continua até às 7h, quando saem os atletas de elite para o percurso de 140 quilômetros pela ilha de Florianópolis. Acompanhe no Webrun a cobertura completa da Volta à Ilha 2012.
Ultra Maratona · 11 abr, 2012
No próximo fim de semana, Florianópolis recebe a ultramaratona mais esperada do ano. A Volta à Ilha acontece no sábado, dia 14 de abril, na capital catarinense, com largada e chegada no trapiche da Avenida Beira Mar Norte. A previsão do tempo é de sol e calor, alternando com pancadas de chuva, comuns em dias de Volta à Ilha.
A prova agora tem percurso de 140 quilômetros (dez a menos do que nas edições anteriores), percorridos em revezamento entre dois, oito e até doze participantes que, literalmente, dão uma volta pela ilha de Florianópolis. Existem 19 Postos de Troca pelo caminho, onde os corredores deverão registrar sua passagem para dar seguimento à competição.
A entrega dos kits será feita na sexta-feira (12/04), das 14h às 19h, e na véspera da prova, dia 13, das 10h às 21h, no Majestic Palace Hotel, que fica localizado na Avenida Beira Mar Norte, 2746, próximo ao local onde será a largada da prova.
Ainda na sexta-feira (13/04), o mesmo hotel recebe o Congresso Técnico do evento, às 18h30 e, logo em seguida, o jantar de massas para os participantes.
A partir das 4h do sábado (14/04) será dada a largada das categorias, começando pela Participação C, B e A, até as 7h. Às 5h, largam as duplas e, uma hora depois saem as demais equipes das categorias. Cada uma delas tem um tempo limite para completar o trajeto, este ano com percurso novo que inclui trilhas e passagem de barco. O encerramento da prova será às 20h15.
Ultra Maratona · 06 abr, 2012
Débora Simas, atleta acostumada às ultramaratonas em trilha, pelo segundo ano consecutivo disputará o Revezamento Volta à Ilha sozinha, com o intuito de arrecadar fundos para uma instituição de caridade, a Casa Lar Vovó Sebastiana. A catarinense percorrerá os 140 quilômetros da prova no próximo dia 14 em Florianópolis para divulgar o projeto social.
A Volta à Ilha é uma prova grandiosa que eu adoro fazer e espero conseguir colaborar mais uma vez com a Casa Lar, que ajuda crianças abandonadas ou que sofreram abuso sexual, comenta Débora. As pessoas podem fazer doações em dinheiro ou comprar uma camiseta . Todo o valor arrecadado será destinado à instituição, não ficarei com nada, apenas com o prazer de ter corrido mais uma vez, ressalta.
Em 2011 ela encarou a Volta à Ilha num trajeto de 150 quilômetros e finalizou dentro do prazo máximo estipulado pela organização. Fechei com três minutos de antecedência. Dessa vez, com dez quilômetros a menos, acho que será uma prova mais lenta, já que os percursos se tornaram mais difíceis, comenta.
Para chegar bem na disputa, ela encara treinos com morros, asfalto e trilhas e, inclusive, participou da Meia Maratona Internacional de Florianópolis, realizada no dia 25 de março. Depois da meia ainda fiz uma rodagem de 20 quilômetros em morro, então a preparação está forte.
A prova não oferece categoria solo, então Débora mais uma vez conseguiu uma autorização especial da Eco Floripa, empresa responsável pela Volta à Ilha, para usar parte da estrutura montada para o evento. Não sou atleta regularmente inscrita, mas vejo como uma competição pessoal, para terminar e ajudar a Casa Lar, ressalta.
Quem quiser colaborar com o projeto pode comprar a camiseta a R$ 35 ou fazer doações de R$ 5 na Caixa Econômica Federal, conta 7090-9, agência 1011, operação 013. A campanha está sendo divulgada na página de Débora no Facebook (Débora Simas) ou na página do Projeto Correr e Fazer o Bem (www.facebook.com/pages/Correr-e-fazer-o-bem/362518337111274).
Ultra Maratona · 26 mar, 2012
No dia 14 de abril, a prova de revezamento Volta à Ilha toma a cidade de Florianópolis com cerca de 3700 competidores. Para a maioria deles, a prova já começou e os treinos vêm aumentando a cada dia. A preparação exige dedicação, disciplina e exercícios específicos, sem esquecer os cuidados médicos para evitar lesões.
Para se preparar para os 140 quilômetros da prova, divididos em trechos de praias, trilhas, asfalto e morros, o atleta profissional Marcos Capistrano treina duas vezes por dia, seis vezes por semana. Capistrano percorre uma média de 25 quilômetros por dia e de um percurso inteiro da Volta à Ilha por semana.
Desde o ano passado, estamos pensando e nos preparando para o Volta à Ilha. Agora, com a aproximação do evento e os trechos de cada atleta definidos, podemos realizar treinamentos específicos, conta o atleta, que integra uma equipe de oito pessoas.
Mesmo para os amadores, a preparação também já está em outro ritmo conforme o dia da prova vai se aproximando. Por enquanto não estou preocupada, mas na hora acho que a adrenalina vai pegar, conta a engenheira elétrica Maira Cristina Osmari, que irá participar pela primeira vez da competição. Ela tem feito treinos alternados de cinco e dez quilômetros desde fevereiro.
Uma dica para quem tem a possibilidade de visitar Florianópolis antes da competição é conhecer o trecho que vai percorrer. Melhor ainda se puder fazer alguns treinos por lá.
É importante ficar atento aos cuidados com a saúde, que são essenciais para um desempenho melhor na prova. Como os atletas mais experientes e profissionais são geralmente acompanhados por técnicos, é mais fácil evitar e prevenir alguma lesão.
Para os iniciantes, é sempre bom tomar algumas providências, a começar pelo jeito correto de correr. Há um movimento mecânico adequado para a corrida que deve ser adaptado a cada um para não salientar lesões, explica o fisioterapeuta Wagner Haun. O autotratamento para amenizar uma dor ou alguma inflamação pode esconder algo mais grave que deveria ser corrigido, e não escondido, alerta.
Ultra Maratona · 16 mar, 2012
Com 400 equipes inscritas, a Volta à Ilha deste ano aparece com formato e percurso renovados. Agora a prova percorre 140 quilômetros pela ilha de Florianópolis, dez quilômetros a menos que nos anos anteriores, mas que prometem mais desafios e concentração.
No dia 14 de abril, bem cedinho, a partir das 4h15, será dada a largada. Os atletas passarão por trechos novos escolhidos pela organização, como trilhas e até uma travessia de barco, tudo para fazer a Volta à Ilha num ambiente o mais natural possível, conta Carlos Duarte, idealizador e um dos organizadores da prova.
Queríamos o máximo possível tirar a prova das principais vias e avenidas de Florianópolis, continua Carlos. A mudança, segundo ele, é para melhor, já que o novo percurso passa por lugares bonitos e diferentes. O acesso de uma praia para outra, que antes era feito pela rodovia, agora será pela trilha, podendo passar até por mangues. O atleta vai ter que cortar caminho, o que aumenta a dificuldade da prova e diminui o ritmo a ser seguido.
A outra mudança é a travessia de barco. Em determinado ponto da prova, os atletas vão chegar a uma praia deserta e atravessar de barco ou banana para a Praia da Daniela, uma distância de cerca de dois quilômetros, e continuar a prova do outro lado. O tempo do deslocamento será descontado no tempo final do atleta.
Algumas pessoas vão esperar cinco minutos, outras vão ter que aguardar uns 20, depende da organização e da quantidade de pessoas que serão colocadas em cada barco, explica Carlos. Do outro lado, vai ter um pessoal de arbitragem para anotar exatamente a hora que o atleta saiu para depois descontar o tempo de parada, garante.
Na próxima página, confira os motivos da mudança do percurso e a história da prova
O propósito de mudar o percurso surgiu também como uma necessidade de se adaptar à nova dinâmica da capital. Florianópolis cresceu absurdamente nos últimos anos e, assim, o movimento dos veículos nas rodovias e ruas. A prova sempre se adaptou às mudanças naturais da cidade, afirma o organizador. Além disso, o número de pessoas que se inscrevem só cresceu nos últimos anos.
Quem tenta garantir uma vaga para a Volta à Ilha não imagina que há 17 anos a competição era vista com certo receio pelos atletas. A primeira edição da prova, em 1996, teve apenas 20 equipes inscritas; hoje, são 400 que conseguem participar, somando 3700 atletas. O número de interessados é maior do que o número de vagas disponíveis.
No começo as pessoas ficavam um pouco receosas, por ser uma prova tão complexa, analisa Carlos. Mas com o tempo a organização foi ganhando a confiança dos atletas, que hoje levam para Florianópolis a família toda para a Volta à Ilha. O ponto alto para a cidade é a circulação de muitas pessoas fora de época. [A prova] foi concebida para ser em baixa temporada, fora de feriado, para ter outro movimento na cidade.
A Volta à Ilha 2012 acontece no dia 14 de abril em Florianópolis, a partir das 4h15. A duração máxima para terminar o percurso de 140 quilômetros varia de 12 horas e 30 minutos até 15 horas e 30 minutos, de acordo com a categoria e equipes.
Acesse o site oficial da prova: www.ecofloripa.com.br/voltailha
Corrida de Montanha · 16 fev, 2012
No dia 14 de abril acontecerá a edição 2012 do Revezamento Volta à Ilha, competição com 140 quilômetros de extensão em formato de revezamento para equipes de dois a 12 corredores, conforme a categoria. Esse ano serão 400 equipes, dez a mais do que ano passado.
Os competidores darão um abraço simbólico na Ilha de Florianópolis, já que a prova larga no sentido norte da cidade e faz um contorno rumo ao sul retornando para o ponto de partida, o trapiche da Avenida Beira Mar Norte. O percurso passa por praias, dunas, trechos de asfalto, chão de terra batida e calçamento.
Ao todo serão 19 trajetos, com níveis de dificuldade que variam entre fácil, moderado, difícil, muito difícil e extremo. Esse último possui 15 quilômetros de extensão e passa pelo Morro do Sertão, com seus 250 metros de altitude e forte inclinação, o que lhe rendeu o apelido de Morro Maldito.
Não é mais possível realizar a inscrição, visto que as mesmas são limitadas a 300 equipes com vaga garantida e 100 via sorteio. As equipes começam a largar a partir das 4h e os últimos cruzam a linha de chegada às 21h.
Corrida de Montanha · 03 maio, 2011
Após a 16ª edição da Volta à Ilha, realizada no sábado (30/04), em Florianópolis (SC), o professor Carlos Duarte, idealizador da disputa, diz que cada evento promovido é uma etapa vencida. As pessoas sempre dizem que depois de tantas edições eu vou fazer tudo com os pés nas costas, mas sempre é um desafio organizar um evento tão grande, garante Carlos.
Ele explica que existem vários detalhes importantes para organizar o revezamento e que nada pode ficar para a véspera. No dia da competição não dá para resolver as coisas. Tudo já foi feito com antecedência, desde o contato com o patrocinador, até o regulamento e as inscrições, acrescenta o professor. O organizador também afirma que alguns atletas já reclamaram sobre a exigência de confirmar qual atleta correrá cada trecho.
Algum dizem que é complicado escalar a equipe 15 dias antes, pois não se sabe quais serão as condições físicas de cada um, se alguém estará machucado, por exemplo. Mas precisamos da relação de nomes antes, isso faz parte da nossa responsabilidade, diz Carlos, que participa do evento como corredor, além de organizador. Anualmente ele corre numa equipe formada por seus familiares.
Troca de roupa - Ser atleta e organizador são duas funções diferentes, mas possíveis para o professor, ainda que seja necessário trocar a camiseta a cada minuto. Uma hora eu coloco a blusa de organizador, porém, quando estou correndo, visto a de atleta, pois se eu passo num local de arbitragem e quero dizer alguma coisa, muitos talvez não vão me conhecer, descreve.
Mesmo com pouco treinamento e poucas horas de sono, Carlos diz ser viável correr pelo menos um trecho e ter uma boa participação. Acho bom quando as pessoas me veem correndo, porque sabem que eu penso como um corredor, comenta. A gente quer a satisfação dos participantes. Sempre priorizamos atender bem a todos, independente se é o primeiro ou o último a chegar, se temos ou não patrocínio, acrescenta.
Mudanças na prova - Há tempo muitos atletas questionam o professor sobre a inserção de mais uma categoria na prova, a modalidade solo, na qual o corredor completaria 150 quilômetros individualmente. Entretanto, Carlos esclarece ser improvável mudar de ideia em relação ao formato do evento.
Prova solo requer uma preparação maior por parte da organização. A gente não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo porque não funciona. Além disso, como vamos valorizar apenas um competidor em detrimento de uma equipe, questiona o organizador. Uma dupla não deixa der ser um equipe e a categoria solo perde o espírito de parceria e confraternização, completa.
Já sobre alterar a data do evento de sábado para o domingo, Carlos também não é favorável. Alguns deram esta sugestão, mas tecnicamente para organização é muito complicado, porque precisamos fazer a premiação na segunda feira. Seria difícil as pessoas ficarem durante a semana. Além disso, o professor acredita que embora o fluxo de veículos no domingo seja mais tranquilo, o percurso passa por várias praias e o morador de Florianópolis frequenta o local mais aos domingos que aos sábados.
No sábado o centro tem o comércio, naturalmente mais agitado, mas saímos muito cedo e voltamos bem tarde, então não há um impacto tão grande, ressalta. Outro motivo que faz o organizador não concordar com este tipo de mudança é o fato do Estádio do Avaí ser perto do aeroporto. "A prova acontece na época do Campeonato Catarinense e, por sorte, apenas em uma edição os dois eventos coincidiram, mas o percurso não passava por perto do estádio. Não consigo nem imaginar o que aconteceria em uma situação dessas, finaliza Carlos.
Ultra Maratona · 02 maio, 2011
Atualizada em 03/05 às 13h40
Direto de Florianópolis - No auditório de premiação da Volta à Ilha, em Florianópolis (SC), camisetas de diferentes cores se misturavam a muita comemoração, neste domingo (01/05), dia em que o resultado das equipes mais bem colocadas no desafio de 150 quilômetros foi divulgado. Diversos tipos de atletas participaram da prova, como mulheres, jovens e veteranos, que integravam os grupos de várias categorias.
A equipe Tribo Adventure, vencedora na modalidade Categoria Aberta (11h00min50), saiu da Cidade Maravilhosa (RJ) para competir e garante que a vitória foi sofrida. A gente vem a seis anos participando. Já fizemos em dupla, categoria aberta e, desta vez, aberta mista, que foi o nosso melhor resultado, diz Bernardo Tillmann, coordenador da equipe, com integrantes abaixo dos 30 anos.
Ainda segundo Bernardo, o grupo adversário deu bastante trabalho. Estávamos atrás deles até o final da prova, mas passamos nossos adversário no Morro do Sertão. A gente é bastante competitivo, mas não imaginávamos ganhar. No decorrer da disputa vimos que era possível, completa.
Já Rudimar Campos, da equipe Campos Running/ Paquetá, da categoria veteranos, conhece os companheiros de corrida a cerca de dez anos e explica que para vencer não basta ser apenas bom corredor. "É preciso se preocupar com a questão de logística e com um treinamento específico, pois é um percurso diferenciado, com areia, além de subidas e trilhas, o que faz o atleta pensar bastante".
Rudimar acrescenta que os integrantes precisam saber apoiar o parceiro. Um segundo para gente é uma eternidade. Por causa de um detalhe se perde a prova, por isso é importante sempre incentivar o outro na troca de trechos, acrescenta.
No feminino, a D-Run Campinas (11h47min29) cruzou a linha de chegada com 30 minutos de vantagem e é formada por meninas de diferentes regiões. Eu sou de Lisboa, tem meninas de São Paulo e de Campinas, mas foi o nosso técnico Décio que nos uniu. Estamos muito orgulhosas com o resultado, diz a corredora Ana Proença. Somos uma equipe de mulheres amadoras, que se revezam com maridos, filhos, trabalho e casa ee correm por amor à corrida", complementa Cyntia Moreira. "Cada uma tem sua particularidade, mas todas possuem uma coisa em comum: Garra. Na largada estávamos em segundo lugar , mas logo ultrapassamos e fomos abrindo a diferença durante a prova", finaliza a capitã.
Outra categoria onde alguns atletas se desafiaram foi a de dupla, modalidade na qual a André Villarinho/ Asics Citroem saiu como vencedora pela terceira vez. O primeiro trecho foi bem disputado, mas depois fomos buscar os concorrentes. Nós queríamos inclusive baixar o tempo em relação à edições anteriores, mas não deu certo, o sol castigou bastante, descreve Cleiser dos Santos.
Ultra Maratona · 01 maio, 2011
Durante a cerimônia de premiação na manhã deste domingo (01/05) foram conhecidos os vencedores da edição 2011 do Revezamento Volta à Ilha, prova que aconteceu no último sábado (30/04) na Ilha da Magia. A equipe Beckhauser Malhas, de Tubarão (SC) faturou a disputa e quebrou uma invencibilidade de cinco anos da Paquetá Esportes Asics.
Direto de Florianópolis - Grande parte da prova teve predomínio de sol e calor, mas nas horas finais a chuva veio para refrescar os competidores. A variação de clima não foi o único fator surpreendente nesta edição, já que a Beckhauser impediu o hexa da Paquetá ao cruzar a linha de chegada em 8h55min49.
Temos um grupo mesclado com atletas do Paraná e Santa Catarina. Fizemos um planejamento muito bom e a vitória foi uma satisfação para todo mundo, relata o coordenador da equipe, Marcos Capistrano. Ano passado o grupo foi vice-campeão e, desta vez, se prepararou melhor para levar o caneco dourado. Ano passado foi uma experiência e perdemos por detalhes. Desta vez corrigimos e graças a Deus deu certo, completa. Mantivemos a mesma base de atletas do ano passado, mas trouxemos alguns reforços de outros estados.
Mas nem tudo foram flores no caminho dos campeões, já que um dos integrantes passou mal durante a prova e teve que ser substituído. Como somos amigos a muito tempo, só de nos olharmos já sabemos a condição um do outro. Nesse caso tivemos que adiantar a entrada do atleta reserva, mas no fim deu tudo certo, relata o coordenador.
A equipe foi formada por um projeto entre atletas que queriam ganhar a prova e a vontade de uma empresa em patrocinar um projeto de alto rendimento. Esse é um projeto em longo prazo, onde apareça tanto a marca, quanto os atletas. Esperamos voltar nos próximos anos e certamente vamos travar uma batalha particular. Que vença o melhor, enfatiza Marcos. Ainda segundo ele, a preparação para a edição 2011 já começou na noite de sábado. Sentamos e fizemos uma reunião para acertar alguns detalhes. Volta à Ilha tem que ser algo em longo prazo.
Paquetá - Já a Paquetá teve problemas durante o percurso e finalizou a prova com 9h07min34. Tivemos uma infelicidade de um de nossos atletas ter se perdido no meio do caminho e atrasamos meia hora, conta Claudir Rodrigues, que mesmo lesionado colaborou com a equipe. Ontem o dia estava perfeito, mas essas coisas podem acontecer com qualquer equipe. Visivelmente abatido com a derrota, o gaúcho diz que os esportistas estão sujeito a essas adversidades. Um dia se ganha, outro se perde. Não podemos perder o espírito esportivo.
O time não venceu na categoria geral, mas ficou com o troféu de campeão na categoria Aberta. Um dos coordenadores, Eduardo Zdanowicv, explica que o problema aconteceu com um atleta do Rio de janeiro, que nunca havia participado da prova. Ele passou o trecho 30 segundos à frente, mas em vez de subir para a Praia Brava, seguiu a sinalização para os veículos e retornou ao posto de troca. Para piorar a situação, a staff não percebeu que ele já havia passado por lá e o mandou seguir em frente. Ele fez três vezes a mesma seção.
Eduardo diz ainda que moralmente a equipe se abalou após o ocorrido, mas depois recuperou o fôlego para seguir em frente. Conseguimos correr vários percursos mais rápidos do que a concorrência. A equipe é quase toda gaúcha, mas esse ano alguns corredores de outros estados vieram como reforço, condição que talvez não se repita ano que vem. É bem provável que a gente traga mais atletas do Rio Grande do Sul, para aumentar a competitividade.
A 16ª edição da Volta à Ilha teve mais de 300 equipes inscritas e 3.600 competidores. Infelizmente não conseguimos contemplar todos que desejam se inscrever, pois temos uma limitação física, conta Fátima Duarte, uma das responsáveis pela organização da prova.
Ultra Maratona · 30 abr, 2011
Para quebrar a regra das duas últimas edições da Volta à Ilha, a cidade de Florianópolis (SC) amanheceu com sol em vez de chuva neste sábado (30/04). Mas não foi apenas isso que surpreendeu o público, pois desta vez os campeões dos últimos cinco anos não cruzaram a linha de chegada em primeiro lugar.
A vitória ficou com a equipe Beckhauser Malhas, de Tubarão (SC), após uma disputa ferrenha com a Paquetá Esportes Asics, defensora do título. A largada das equipes de elite aconteceu a partir das 7h15 no trapiche da Avenida Beira Mar Norte e os atletas partiram para uma jornada de 150 quilômetros.
Já os amadores, os verdadeiros protagonistas do desafio, começaram a prova antes mesmo de o sol raiar, às 4h, quando a temperatura ainda era bastante fresca, na marca dos 18˚C. Atletas de várias partes do país se revezaram em equipes de até 12 participantes e enfrentaram trechos com dunas, praia, trilhas e morros.
O grupo de Daniel Michelazo saiu de Curitiba para disputar pela segunda vez da prova na Ilha da Magia. Comparado ao ano passado, ficou mais fácil porque não choveu. Mesmo assim, no trecho de praia a maré foi alta do mesmo jeito, relata o integrante da equipe HP Sports. A chuva deu uma refrescada no final, mas foi ruim, pois acaba endurecendo um pouco os músculos, completa o corredor que já disputou outros revezamentos, mas considera a prova deste sábado a mais charmosa.
Uma das representantes da Cidade Maravilhosa, a equipe MlMix Run, esteve na disputa com diversos grupos, entre eles o de Marco Montali, que esteve acompanhado de seis colegas. Essa é melhor prova do mundo, foi minha segunda participação, comenta. Passamos o dia inteiro com a equipe e todo mundo se ajudando, pois você depende um do outro para chegar.
Além dos obstáculos naturais, os corredores foram desafiados em algumas vias pelo trânsito, obras, interdições e, inclusive, uma tropa de cavalos. No quilômetro cinco me deparei com cavalos. Não eram para estar lá, mas tudo bem, já que não avançaram na gente e foi até divertido, comenta Marco bem humorado, que prefere quando o dia é chuvoso. O calor te mata, é complicado, mas não podia desistir para não prejudicar a equipe.
Mais estados - Patrícia Cunha, da Guana Trainer, de Belo Horizonte (MG), explica que um de seus companheiros passou mal durante o trajeto e não conseguiu prosseguir. Tivemos que correr o trecho dele e ainda conseguimos terminar dentro do prazo limite. A equipe estreante na Volta à Ilha não só superou a ausência do parceiro, como também ignorou as variações do clima no decorrer do dia. O lugar é lindo e com certeza voltaremos no próximo ano, completa.
Os anfitriões, da Floripa Runners, não se cansam das belas paisagens da região. Tivemos um dia maravilhoso e a integração da nossa equipe foi total, conta Aline Mafra. Para grande parte dos paulistas, maioria dos inscritos, trocarem os arranha céus por praias e trilhas junto com os amigos, é uma maneira de quebrar a rotina.
O pessoal está super contente. Dos onze integrantes, apenas três já tinham corrido esta prova, conta André Ricardo, da BR Move Assessoria Esportiva. Para alguns foi a primeira competição da vida. Entrar logo de cara em um revezamento é muito legal, acrescenta. Neste domingo (01/05), a partir das 9h30, acontecerá a cerimônia de premiação, onde serão divulgados os tempos oficiais de cada equipe.
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