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Ironman “é o melhor dia do ano” para amador

Pisar na areia, no pé da praia de Jurerê, em Florianópolis, antes da largada da maior disputa de triathlon brasileira é uma sensação para se valorizar a cada momento. E a família faz parte de todo o processo para se tornar um Ironman. É o que conta o amador Marcelo Mauro à reportagem do Webrun.

No dia 27 de maio será a terceira vez que o gerente de sistemas Marcelo Mauro irá até Florianópolis para competir no Ironman Brasil. Ao mesmo tempo em que se tornava um Ironman pela primeira vez, seu filho Luca nascia e, desde então, participar da prova e comemorar o aniversário do filho fazem parte da programação do mês de maio da família.

Família de Ferro A relação com família, para ele, é imprescindível para conseguir treinar o ano todo para a competição de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 quilômetros de corrida. “Tem que ser parceria. Quando você decide fazer um Ironman, você precisa primeiro consultar sua esposa, explicar exatamente o que é o treinamento e qual o compromisso que vai ter que fazer para cumprir tudo isso”, explica.

Como Marcelo trabalha em casa, seu esquema de treinamento fica mais fácil de ser cumprido. Mas mesmo assim as sessões exigem demais do atleta. “Todo mundo gosta de falar a mesma coisa: o difícil não é fazer o Ironman, o difícil é se preparar para a prova”. E não tem como discordar: a rotina de treinos é muito pesada. “Durante a semana você acostuma bem, treina duas modalidades por dia, por exemplo. O pior mesmo é o fim de semana, que são treinos longos”.

E nessa parte é que entra a importância da família. Os “longões” do fim de semana podem levar cinco ou seis horas por dia, às vezes um sábado ou domingo inteiros. “São esses detalhes que tem que negociar com a família” e abrir mão de passeios, por exemplo. “Se tem um pedal muito longo no sábado e uma corrida no domingo, não tem jeito, fim de semana, pode me esquecer. Tenho que focar no treino”, explica.

No entanto, esse período em que está completamente concentrado na prova não dura para sempre. “Você não pode ficar na vida de atleta o ano inteiro. De janeiro a maio eu estou focado no Ironman, mas de junho a dezembro tento ter uma vida mais ‘normal’”, brinca. A prática de exercícios e os treinos continuam, mas não com tanta intensidade.

Com a rotina familiar comprometida, Marcelo fica mais tranquilo que sua esposa ainda não se interessou em também participar da disputa. “Eu até admiraria um casal com filhos que os dois treinam para o Ironman. Para você ter uma vida de Ironman, você precisa de uma ‘Ironwife’ [esposa de ferro] para segurar nas outras coisas, porque é complicado”, analisa.

Continue lendo na próxima página como foi o primeiro Ironman de Marcelo e quais suas expectativas para a disputa deste ano.

A primeira vez - Marcelo sempre foi adepto das corridas de rua e tinha no currículo quatro maratonas quando decidiu se arriscar no triathlon. A meta, desde o começo, era treinar um ano e meio para terminar um Ironman.

Ele conta que “só” tinha um problema: não sabia nadar. “Tive que começar a fazer aula de natação desde o começo, do zero, com pranchinha”. O esforço valeu a pena e, em seis meses, ele fez o primeiro triathlon short, de 750 metros de natação.

Para atingir seu objetivo em um ano e meio, ele sabia que era fundamental treinar com uma assessoria esportiva especializada em Ironman. “É muito legal treinar com pessoas que já fizeram a prova, para se inspirar em alguém e também para pegar experiências, vivências, dicas. Fazer sozinho seria muito mais difícil”, avalia.

Assistir aos vídeos da competição também ajudou o triatleta a se inspirar. “A maior motivação do primeiro Ironman era cruzar a linha de chegada com a minha família”, conta.

Expectativas - “O primeiro Ironman era novidade, o segundo já era uma repetição e agora virou rotina”, considera. Os treinos no mês da competição são mais intensos, porém com volume menor, para fazer um “polimento” nas modalidades.

Para chegar a Florianópolis, Marcelo tem um ritual: vai de carro na terça-feira, de São Paulo, onde mora, até Curitiba. Lá encontra alguns amigos e depois segue para a ilha.

Já na capital, faz o reconhecimento do local da prova, procedimento essencial para ele. “Tem que ir lá, sentir o frio do mar em Jurerê”. Mais do que a temperatura das águas, o clima em Florianópolis na semana do Ironman Brasil é motivador. “A ‘vibe’ é fantástica. Você vê o pessoal treinando, pedalando, você entra no clima da prova”.

Marcelo aproveita a competição. Define sua meta de tempo, mas não deixa que isso estrague a viagem e nem o prazer de participar da prova.

“O Ironman é uma grande festa, você não pode ir tão preocupado com tempo, tem que curtir. Para você chegar até lá, no pé da praia, você passou por tanta coisa, seja treino, seja gasto financeiro, uma série de coisas que teve que abdicar, então tem que valorizar cada momento e guardar o máximo da experiência”.


Ironman “é o melhor dia do ano” para amador

Triathlon · 17 maio, 2012

Pisar na areia, no pé da praia de Jurerê, em Florianópolis, antes da largada da maior disputa de triathlon brasileira é uma sensação para se valorizar a cada momento. E a família faz parte de todo o processo para se tornar um Ironman. É o que conta o amador Marcelo Mauro à reportagem do Webrun.

No dia 27 de maio será a terceira vez que o gerente de sistemas Marcelo Mauro irá até Florianópolis para competir no Ironman Brasil. Ao mesmo tempo em que se tornava um Ironman pela primeira vez, seu filho Luca nascia e, desde então, participar da prova e comemorar o aniversário do filho fazem parte da programação do mês de maio da família.

Família de Ferro A relação com família, para ele, é imprescindível para conseguir treinar o ano todo para a competição de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 quilômetros de corrida. “Tem que ser parceria. Quando você decide fazer um Ironman, você precisa primeiro consultar sua esposa, explicar exatamente o que é o treinamento e qual o compromisso que vai ter que fazer para cumprir tudo isso”, explica.

Como Marcelo trabalha em casa, seu esquema de treinamento fica mais fácil de ser cumprido. Mas mesmo assim as sessões exigem demais do atleta. “Todo mundo gosta de falar a mesma coisa: o difícil não é fazer o Ironman, o difícil é se preparar para a prova”. E não tem como discordar: a rotina de treinos é muito pesada. “Durante a semana você acostuma bem, treina duas modalidades por dia, por exemplo. O pior mesmo é o fim de semana, que são treinos longos”.

E nessa parte é que entra a importância da família. Os “longões” do fim de semana podem levar cinco ou seis horas por dia, às vezes um sábado ou domingo inteiros. “São esses detalhes que tem que negociar com a família” e abrir mão de passeios, por exemplo. “Se tem um pedal muito longo no sábado e uma corrida no domingo, não tem jeito, fim de semana, pode me esquecer. Tenho que focar no treino”, explica.

No entanto, esse período em que está completamente concentrado na prova não dura para sempre. “Você não pode ficar na vida de atleta o ano inteiro. De janeiro a maio eu estou focado no Ironman, mas de junho a dezembro tento ter uma vida mais ‘normal’”, brinca. A prática de exercícios e os treinos continuam, mas não com tanta intensidade.

Com a rotina familiar comprometida, Marcelo fica mais tranquilo que sua esposa ainda não se interessou em também participar da disputa. “Eu até admiraria um casal com filhos que os dois treinam para o Ironman. Para você ter uma vida de Ironman, você precisa de uma ‘Ironwife’ [esposa de ferro] para segurar nas outras coisas, porque é complicado”, analisa.

Continue lendo na próxima página como foi o primeiro Ironman de Marcelo e quais suas expectativas para a disputa deste ano.

A primeira vez - Marcelo sempre foi adepto das corridas de rua e tinha no currículo quatro maratonas quando decidiu se arriscar no triathlon. A meta, desde o começo, era treinar um ano e meio para terminar um Ironman.

Ele conta que “só” tinha um problema: não sabia nadar. “Tive que começar a fazer aula de natação desde o começo, do zero, com pranchinha”. O esforço valeu a pena e, em seis meses, ele fez o primeiro triathlon short, de 750 metros de natação.

Para atingir seu objetivo em um ano e meio, ele sabia que era fundamental treinar com uma assessoria esportiva especializada em Ironman. “É muito legal treinar com pessoas que já fizeram a prova, para se inspirar em alguém e também para pegar experiências, vivências, dicas. Fazer sozinho seria muito mais difícil”, avalia.

Assistir aos vídeos da competição também ajudou o triatleta a se inspirar. “A maior motivação do primeiro Ironman era cruzar a linha de chegada com a minha família”, conta.

Expectativas - “O primeiro Ironman era novidade, o segundo já era uma repetição e agora virou rotina”, considera. Os treinos no mês da competição são mais intensos, porém com volume menor, para fazer um “polimento” nas modalidades.

Para chegar a Florianópolis, Marcelo tem um ritual: vai de carro na terça-feira, de São Paulo, onde mora, até Curitiba. Lá encontra alguns amigos e depois segue para a ilha.

Já na capital, faz o reconhecimento do local da prova, procedimento essencial para ele. “Tem que ir lá, sentir o frio do mar em Jurerê”. Mais do que a temperatura das águas, o clima em Florianópolis na semana do Ironman Brasil é motivador. “A ‘vibe’ é fantástica. Você vê o pessoal treinando, pedalando, você entra no clima da prova”.

Marcelo aproveita a competição. Define sua meta de tempo, mas não deixa que isso estrague a viagem e nem o prazer de participar da prova.

“O Ironman é uma grande festa, você não pode ir tão preocupado com tempo, tem que curtir. Para você chegar até lá, no pé da praia, você passou por tanta coisa, seja treino, seja gasto financeiro, uma série de coisas que teve que abdicar, então tem que valorizar cada momento e guardar o máximo da experiência”.

Santiago Ascenço usa estratégias e mais treinos em bike para o Ironman

Santiago Ascenço foi o quarto colocado no Ironman Brasil em 2011. O atleta goiano é conhecido por sua força na corrida consistente que deixa qualquer um cansado. Para tentar tirar a diferença na disputa deste ano, Santiago passou a treinar mais o ciclismo, principalmente depois de sofrer uma lesão. Ele promete chegar com toda força no dia 27 em Florianópolis.

“O treino para o Ironman é algo totalmente diferente. Eu costumo dizer que é outro esporte, porque muda o volume, muda a intensidade, muda a parte de suplementação e alimentação”, conta o triatleta, que garante que vai correr a prova com o intuito de vencer e, quem sabe, trazer o primeiro título brasileiro no masculino.

No seu primeiro ciclo de treinos, Santiago sofreu uma lesão, o que o obrigou a diminuir suas corridas até que estivesse completamente curado. No entanto, o contratempo não desanimou o atleta, pelo contrário. “Eu acho que no final isso vai ser até positivo, porque eu pude focar no pedal, que é a parte mais importante do Ironman. Meu pedal deu um ‘upgrade’, que vai ser importante na prova”, analisa.

Além do ciclismo, Ascenço praticou bastante natação para melhorar a qualidade de suas braçadas. Na reta final, a concentração no Ironman é total.

“Agora é muito mais cuidado com o treino que já foi feito do que tentar melhorar. Preciso me manter, tentar descansar e balancear esse descanso com esse restinho de treino”.

Falta menos de uma semana para a prova de triathlon de longas distâncias. Ao todo, os “ironmen” (“homens de ferro”) percorrem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A etapa brasileira classifica os melhores atletas para a final mundial, que acontece em Kona, no Havaí.

Em meio a um pelotão de elite de alto nível, que inclui Ezequiel Morales, Oscar Galindez, Guilherme Manocchio e Igor Morelli, Santiago Ascenço não teme a briga pelas primeiras posições.

Para ele, a parte mais complexa do Ironman, para o profissional, é saber observar seus adversários no dia da competição. “A ideia é traçar uma estratégia ali durante a prova, saber analisar o que está acontecendo e o que pode acontecer”, explica.


Santiago Ascenço usa estratégias e mais treinos em bike para o Ironman

Triathlon · 15 maio, 2012

Santiago Ascenço foi o quarto colocado no Ironman Brasil em 2011. O atleta goiano é conhecido por sua força na corrida consistente que deixa qualquer um cansado. Para tentar tirar a diferença na disputa deste ano, Santiago passou a treinar mais o ciclismo, principalmente depois de sofrer uma lesão. Ele promete chegar com toda força no dia 27 em Florianópolis.

“O treino para o Ironman é algo totalmente diferente. Eu costumo dizer que é outro esporte, porque muda o volume, muda a intensidade, muda a parte de suplementação e alimentação”, conta o triatleta, que garante que vai correr a prova com o intuito de vencer e, quem sabe, trazer o primeiro título brasileiro no masculino.

No seu primeiro ciclo de treinos, Santiago sofreu uma lesão, o que o obrigou a diminuir suas corridas até que estivesse completamente curado. No entanto, o contratempo não desanimou o atleta, pelo contrário. “Eu acho que no final isso vai ser até positivo, porque eu pude focar no pedal, que é a parte mais importante do Ironman. Meu pedal deu um ‘upgrade’, que vai ser importante na prova”, analisa.

Além do ciclismo, Ascenço praticou bastante natação para melhorar a qualidade de suas braçadas. Na reta final, a concentração no Ironman é total.

“Agora é muito mais cuidado com o treino que já foi feito do que tentar melhorar. Preciso me manter, tentar descansar e balancear esse descanso com esse restinho de treino”.

Falta menos de uma semana para a prova de triathlon de longas distâncias. Ao todo, os “ironmen” (“homens de ferro”) percorrem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A etapa brasileira classifica os melhores atletas para a final mundial, que acontece em Kona, no Havaí.

Em meio a um pelotão de elite de alto nível, que inclui Ezequiel Morales, Oscar Galindez, Guilherme Manocchio e Igor Morelli, Santiago Ascenço não teme a briga pelas primeiras posições.

Para ele, a parte mais complexa do Ironman, para o profissional, é saber observar seus adversários no dia da competição. “A ideia é traçar uma estratégia ali durante a prova, saber analisar o que está acontecendo e o que pode acontecer”, explica.

Triatleta Pâmella Oliveira assegura classificação aos Jogos Olímpicos

Triathlon · 14 maio, 2012

A triatleta Pâmella Oliveira garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto. A capixaba, que estava próxima da classificação depois do segundo lugar conquistado na etapa de Huatulco (México) da Copa do Mundo(06/05), conquistou o posto porque sua principal oponente continental desistiu da disputa da próxima e última prova válida para a disputa pré-olímpica.

Segundo o diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), Marco Antônio La Porta, a equatoriana Elizabeth Bravo está fora da etapa de Madri (27/05) do Campeonato Mundial. “Como a equatoriana não vai competir, mais nenhuma atleta pode chegar perto da pontuação da brasileira”, diz La Porta.

A ausência de Bravo qualifica Pâmella pelo sistema New Flag, que assegura vaga para a melhor triatleta de cada continente que ainda não obteve o índice. A capixaba é a primeira colocada das Américas ainda na briga por uma vaga e ficaria automaticamente com a classificação pelo New Flag.

No entanto, como atualmente está na zona de classificação, é provável que ela se classifique pelo ranking (por pontos acumulados nas etapas válidas) e deixe a vaga do New Flag com a própria equatoriana. Pâmella foi medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

Recuperada de acidente, Ana Lídia Borba quer pódio no Ironman Brasil

A goiana Ana Lídia Borba estará em Florianópolis (SC) no próximo dia 27 para brigar por um lugar no pódio do Ironman Brasil, principal prova de triatlhon nacional. Confiante e bem treinada para a disputa deste ano, ela quase foi obrigada a abandonar a carreira em 2009 depois de ser atropelada numa rodovia enquanto treinava ciclismo.

Após colidir com um picolé de sinalização de trânsito na estrada, ela caiu na via e foi atropelada por um carro de passeio que passou por cima de seu braço. Várias cirurgias depois e com muita força de vontade, em 2011 voltou a competir, ainda sem estar 100% fisicamente.

Quer saber mais? Assista ao vídeo com o perfil da Ana Lídial.

Esse ano, porém, ela começou a preparação mais cedo do que o habitual e se focou em
treinos específicos de ciclismo e musculação. “Vou para a prova forte na bike e deixar para correr na defensiva”, afirma Ana que atualmente mora em Florianópolis. “É difícil falar em resultado, mas acho que dá para brigar pelo top dez ou top cinco”.

Volume de treino - Todos que se propõem a fazer os 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida que envolvem um Ironman, tem que se dedicar quase que exclusivamente aos treinos e ter bastante quilometragem acumulada. Para Ana, que pretende brigar pela ponta, esse trabalho é ainda mais intenso.

“Treino mais do que a maioria das meninas. Vou chegar a pedalar 600 quilômetros por semana, mas em geral são 450, 500”, afirma a competidora que já praticou natação e handball. “Corro uns 80 quilômetros e nado entre 20 e 22”, completa. Mas ela tem um segredinho na manga que pode ser de grande valia durante a prova. “Faço um trabalho de fisioterapia duas vezes por semana, exercício funcional e massagem. São atividades complementares para suportar a carga de treino”.

Com tanto tempo dedicado aos treinamentos, a maioria dos aspirantes a Ironman e Ironwoman deixa de lado os encontros familiares, happy hours, cinemas e outros programas com os amigos, um erro na visão de Ana Lídia. “Sou totalmente contra deixar a família e amigos de lado, pois você compromete o próprio trabalho. Se eles começarem a se afastar, certamente você vai se desmotivar num futuro próximo” .

Ana conta que não dispensa um bom vinho na casa de amigos ou uma cervejinha no fim de semana para relaxar, mas tudo tem que ser dosado. “Até o fim de março eu levo uma vida normal, mas depois falo para o pessoal que vou dar um tempo. Até porque eu me sinto cansada e preciso de um tempinho de recuperação”.

Em 2011 ela foi a 13ª colocada entre as mulheres com o tempo de 12h05, enquanto em 2009, ano do acidente, ela marcou 9h52min28 para conquistar a quinta colocação.


Recuperada de acidente, Ana Lídia Borba quer pódio no Ironman Brasil

Triathlon · 11 maio, 2012

A goiana Ana Lídia Borba estará em Florianópolis (SC) no próximo dia 27 para brigar por um lugar no pódio do Ironman Brasil, principal prova de triatlhon nacional. Confiante e bem treinada para a disputa deste ano, ela quase foi obrigada a abandonar a carreira em 2009 depois de ser atropelada numa rodovia enquanto treinava ciclismo.

Após colidir com um picolé de sinalização de trânsito na estrada, ela caiu na via e foi atropelada por um carro de passeio que passou por cima de seu braço. Várias cirurgias depois e com muita força de vontade, em 2011 voltou a competir, ainda sem estar 100% fisicamente.

Quer saber mais? Assista ao vídeo com o perfil da Ana Lídial.

Esse ano, porém, ela começou a preparação mais cedo do que o habitual e se focou em
treinos específicos de ciclismo e musculação. “Vou para a prova forte na bike e deixar para correr na defensiva”, afirma Ana que atualmente mora em Florianópolis. “É difícil falar em resultado, mas acho que dá para brigar pelo top dez ou top cinco”.

Volume de treino - Todos que se propõem a fazer os 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida que envolvem um Ironman, tem que se dedicar quase que exclusivamente aos treinos e ter bastante quilometragem acumulada. Para Ana, que pretende brigar pela ponta, esse trabalho é ainda mais intenso.

“Treino mais do que a maioria das meninas. Vou chegar a pedalar 600 quilômetros por semana, mas em geral são 450, 500”, afirma a competidora que já praticou natação e handball. “Corro uns 80 quilômetros e nado entre 20 e 22”, completa. Mas ela tem um segredinho na manga que pode ser de grande valia durante a prova. “Faço um trabalho de fisioterapia duas vezes por semana, exercício funcional e massagem. São atividades complementares para suportar a carga de treino”.

Com tanto tempo dedicado aos treinamentos, a maioria dos aspirantes a Ironman e Ironwoman deixa de lado os encontros familiares, happy hours, cinemas e outros programas com os amigos, um erro na visão de Ana Lídia. “Sou totalmente contra deixar a família e amigos de lado, pois você compromete o próprio trabalho. Se eles começarem a se afastar, certamente você vai se desmotivar num futuro próximo” .

Ana conta que não dispensa um bom vinho na casa de amigos ou uma cervejinha no fim de semana para relaxar, mas tudo tem que ser dosado. “Até o fim de março eu levo uma vida normal, mas depois falo para o pessoal que vou dar um tempo. Até porque eu me sinto cansada e preciso de um tempinho de recuperação”.

Em 2011 ela foi a 13ª colocada entre as mulheres com o tempo de 12h05, enquanto em 2009, ano do acidente, ela marcou 9h52min28 para conquistar a quinta colocação.

Condições para triathlon na USP são adequadas?

Domingo (06/05) foi dia de triathlon na USP, com a realização da segunda etapa do Troféu Brasil 2012. Duas atletas de elite passaram mal na natação (Vanessa Giannini – que abandonou a prova ao sair da água – e Carla Moreno).

Os amadores também sentiram dificuldade, como é o caso de Valter Sales. Neste ano, Valter disputou também o Triathlon Internacional de Santos e a primeira etapa do Troféu, também na cidade litorânea do Estado de São Paulo.

“O problema é que a água aqui é mais pesada. Lá embaixo (Santos) é mais leve, você cansa menos”, conta. Mesmo largando dentro d’água e sem ter que vencer a arrebentação típica do mar, ele revela que o tempo na raia olímpica da USP – que fica ao lado do Rio Pinheiros – foi dez minutos mais lento que o que costuma fazer na praia.

“Quando vim pegar o kit tinha um cara falando que a prova em São Paulo deveria ser banida, reclamando da água e do asfalto. Achei que ele fosse de Santos, porque para quem é daqui é legal ter uma prova perto. Mas hoje entendi o que ele quis dizer”, explica o triatleta amador, citando que quase caiu três vezes enquanto pedalava. “O asfalto daqui é muito ruim, tem que dar uma recapeada”.

Paraatleta- Para Fernando Cobra, paraatleta que nasceu sem o pé direito, a questão da água é o contrário o que o defendido por Valter. “É muito mais fácil nadar na raia porque não tem onda, não tem água batendo na cara”, ilustra.

Praticante da modalidade há dez anos, ele explica as diferenças para um paraatleta: a natação é feita sem a prótese e não utiliza a perna para propulsão. “Utilizo a perna que tenho para estabilizar. Na bike tenho menos técnica porque não consigo fazer força para um movimento de 360 graus”.

Único triatleta em sua categoria na prova, Fernando decidiu competir por causa de uma brincadeira com um amigo, que apostou que ele não completaria os 1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. “Ele veio aqui e ficou me monitorando para ver se eu desistia, mas eu ganhei”, finaliza, entre risos.


Condições para triathlon na USP são adequadas?

Triathlon · 09 maio, 2012

Domingo (06/05) foi dia de triathlon na USP, com a realização da segunda etapa do Troféu Brasil 2012. Duas atletas de elite passaram mal na natação (Vanessa Giannini – que abandonou a prova ao sair da água – e Carla Moreno).

Os amadores também sentiram dificuldade, como é o caso de Valter Sales. Neste ano, Valter disputou também o Triathlon Internacional de Santos e a primeira etapa do Troféu, também na cidade litorânea do Estado de São Paulo.

“O problema é que a água aqui é mais pesada. Lá embaixo (Santos) é mais leve, você cansa menos”, conta. Mesmo largando dentro d’água e sem ter que vencer a arrebentação típica do mar, ele revela que o tempo na raia olímpica da USP – que fica ao lado do Rio Pinheiros – foi dez minutos mais lento que o que costuma fazer na praia.

“Quando vim pegar o kit tinha um cara falando que a prova em São Paulo deveria ser banida, reclamando da água e do asfalto. Achei que ele fosse de Santos, porque para quem é daqui é legal ter uma prova perto. Mas hoje entendi o que ele quis dizer”, explica o triatleta amador, citando que quase caiu três vezes enquanto pedalava. “O asfalto daqui é muito ruim, tem que dar uma recapeada”.

Paraatleta- Para Fernando Cobra, paraatleta que nasceu sem o pé direito, a questão da água é o contrário o que o defendido por Valter. “É muito mais fácil nadar na raia porque não tem onda, não tem água batendo na cara”, ilustra.

Praticante da modalidade há dez anos, ele explica as diferenças para um paraatleta: a natação é feita sem a prótese e não utiliza a perna para propulsão. “Utilizo a perna que tenho para estabilizar. Na bike tenho menos técnica porque não consigo fazer força para um movimento de 360 graus”.

Único triatleta em sua categoria na prova, Fernando decidiu competir por causa de uma brincadeira com um amigo, que apostou que ele não completaria os 1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. “Ele veio aqui e ficou me monitorando para ver se eu desistia, mas eu ganhei”, finaliza, entre risos.

Guilherme Manocchio é forte candidato ao título brasileiro no Ironman

Grande promessa para levar o primeiro título brasileiro no masculino do Ironman Brasil, Guilherme Manocchio conta à reportagem do Webrun como está se preparando para a prova, que acontece no dia 27 de maio em Florianópolis.

Guilherme foi o segundo colocado no Ironman Brasil ano passado, chegando dois minutos atrás do campeão, o argentino Eduardo Sturla. Com essa marca, o triatleta paranaense foi o melhor brasileiro da prova e, para esse ano, chega a Florianópolis pensando na vitória.

Expectativas - “Eu fiz o melhor que eu podia nos treinos, então acho que tenho totais condições de lutar pela vitória”, conta o triatleta, que completou o Ironman África do Sul na 10ª posição. A competição africana aconteceu no dia 22 de abril, a um mês da prova brasileira.

Concluir duas vezes seguidas as distâncias de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e mais 42 de corrida não é fácil. “Esse ano tentei fazer um volume um pouco maior, minha base foi mais extensa”, explica. No entanto, o triatleta sentiu a consequência. “No começo do ano eu melhorei muito meu rendimento, mas depois eu fiquei um pouco cansado”.

A pressão pelo primeiro lugar existe, mas não preocupa Guilherme. “É lógico que a gente sempre quer a vitória, mas se pegar um terceiro, quarto lugar eu também fico tranquilo, estou com o dever cumprido e sei que fiz o meu melhor”, comenta o triatleta, que tem 29 anos.

Treinamento - O preparo para um prova como Ironman precisa não só de competência nas três modalidades como também condicionamento para provas de resistência, treinados à exaustão durante todo o ano ou mais. No caso de Manocchio, a sua meta principal foi melhorar o ciclismo.

“Eu não me preocupava muito com a corrida, porque eu tenho mais facilidade com provas de longas distâncias. A natação não é problema para mim também. Então o ciclismo foi a modalidade que eu mais treinei”, analisa.

A elite do esporte passa ao menos quatro horas pedalando os 120 quilômetros, o que justifica a modalidade ser a que mais exige resistência do atleta.

Até o dia da prova em Florianópolis, Guilherme pretende diminuir os treinos de potência e também diminuir o volume total de treinos, para recuperar o organismo. “Quero estabelecer um padrão de saúde normal, para chegar no dia da prova 100%”, justifica.

Concorrência - O Ironman Brasil reúne atletas de alto nível do esporte e, como comenta Guilherme, todos chegam lá para vencer. O goiano Santiago Ascenço é também promissor candidato ao título. “Ele já tem um histórico bom na prova, então é bom sempre ficar de olho nele”, diz.

Nomes como Eduardo Sturla, Oscar Galindez e Ezequiel Morales formam o trio argentino forte na competição. “Eles já conhecem bem a prova, tem que tomar cuidado”, alerta.

No entanto, o que faz mesmo a diferença no Ironman, para Guilherme, é a concentração. “Todo mundo chega muito bem treinado. Então aquele que estiver melhor no dia, mais concentrado e com mais vontade de vencer vai ser aquele que vai conseguir o melhor resultado”, analisa Manocchio.

O Ironman Brasil acontece no dia 27 de maio em Florianópolis a partir das 7h. Acompanhe a cobertura completa ao vivo pelo Webrun.


Guilherme Manocchio é forte candidato ao título brasileiro no Ironman

Triathlon · 09 maio, 2012

Grande promessa para levar o primeiro título brasileiro no masculino do Ironman Brasil, Guilherme Manocchio conta à reportagem do Webrun como está se preparando para a prova, que acontece no dia 27 de maio em Florianópolis.

Guilherme foi o segundo colocado no Ironman Brasil ano passado, chegando dois minutos atrás do campeão, o argentino Eduardo Sturla. Com essa marca, o triatleta paranaense foi o melhor brasileiro da prova e, para esse ano, chega a Florianópolis pensando na vitória.

Expectativas - “Eu fiz o melhor que eu podia nos treinos, então acho que tenho totais condições de lutar pela vitória”, conta o triatleta, que completou o Ironman África do Sul na 10ª posição. A competição africana aconteceu no dia 22 de abril, a um mês da prova brasileira.

Concluir duas vezes seguidas as distâncias de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e mais 42 de corrida não é fácil. “Esse ano tentei fazer um volume um pouco maior, minha base foi mais extensa”, explica. No entanto, o triatleta sentiu a consequência. “No começo do ano eu melhorei muito meu rendimento, mas depois eu fiquei um pouco cansado”.

A pressão pelo primeiro lugar existe, mas não preocupa Guilherme. “É lógico que a gente sempre quer a vitória, mas se pegar um terceiro, quarto lugar eu também fico tranquilo, estou com o dever cumprido e sei que fiz o meu melhor”, comenta o triatleta, que tem 29 anos.

Treinamento - O preparo para um prova como Ironman precisa não só de competência nas três modalidades como também condicionamento para provas de resistência, treinados à exaustão durante todo o ano ou mais. No caso de Manocchio, a sua meta principal foi melhorar o ciclismo.

“Eu não me preocupava muito com a corrida, porque eu tenho mais facilidade com provas de longas distâncias. A natação não é problema para mim também. Então o ciclismo foi a modalidade que eu mais treinei”, analisa.

A elite do esporte passa ao menos quatro horas pedalando os 120 quilômetros, o que justifica a modalidade ser a que mais exige resistência do atleta.

Até o dia da prova em Florianópolis, Guilherme pretende diminuir os treinos de potência e também diminuir o volume total de treinos, para recuperar o organismo. “Quero estabelecer um padrão de saúde normal, para chegar no dia da prova 100%”, justifica.

Concorrência - O Ironman Brasil reúne atletas de alto nível do esporte e, como comenta Guilherme, todos chegam lá para vencer. O goiano Santiago Ascenço é também promissor candidato ao título. “Ele já tem um histórico bom na prova, então é bom sempre ficar de olho nele”, diz.

Nomes como Eduardo Sturla, Oscar Galindez e Ezequiel Morales formam o trio argentino forte na competição. “Eles já conhecem bem a prova, tem que tomar cuidado”, alerta.

No entanto, o que faz mesmo a diferença no Ironman, para Guilherme, é a concentração. “Todo mundo chega muito bem treinado. Então aquele que estiver melhor no dia, mais concentrado e com mais vontade de vencer vai ser aquele que vai conseguir o melhor resultado”, analisa Manocchio.

O Ironman Brasil acontece no dia 27 de maio em Florianópolis a partir das 7h. Acompanhe a cobertura completa ao vivo pelo Webrun.

Por divergência com Confederação, Carla Moreno fica fora de Olímpíada

Triathlon · 09 maio, 2012

A triatleta Carla Moreno, um dos nomes mais vitoriosos na história da modalidade no Brasil, confirmou que abriu mão da disputa por uma vaga no Jogos Olímpicos de Londres. Seu planejamento de preparação para obter a classificação não foi aprovado pela Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).

“Mandei meu calendário para eles com a minha programação para os Jogos Olímpicos e não foi aprovado, só isso”, conta Carla. “Não vou sentar e ficar chorando, mudei meu foco. Não vou parar por causa de uma Olimpíada ou por causa da Confederação”, diz a triatleta.

Sem competir internacionalmente, a paulista não terá como somar pontos na disputa por uma vaga em Londres. Fora dos Jogos, Carla tem como objetivo na temporada um bom desempenho no Troféu Brasil de Triathlon.

Após duas etapas, Carla é atualmente a líder do Troféu, com a vitória na primeira (11/03) e um segundo lugar no último domingo (06/05). Ela já venceu a competição oito vezes.

Triatleta Pâmella Oliveira fica muito próxima de vaga em Londres

Triathlon · 08 maio, 2012

A triatleta brasileira Pâmella Oliveira conquistou no domingo (06/05), em Huatulco (México) o segundo lugar na terceira etapa da Copa do Mundo de Triathlon da ITU (União Internacional de Triathlon). Com o resultado, Pâmella praticamente assegurou uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.

A vaga deve ser confirmada por algum dos dois critérios: pela pontuação somada no ranking olímpico da ITU ou por ser a sul-americana mais bem colocada no sistema new flag, que destina uma vaga para a melhor atleta de um continente que não conseguiu a classificação pelo ranking.

As representantes olímpicas devem ser definidas após os dois próximos eventos de distância olímpica da ITU. São etapas do Circuito Mundial em San Diego (EUA) e Madri (Espanha), em 11 e 26 de maio, respectivamente.

Na etapa da Copa do Mundo de Huatulco, Pâmella completou a prova em 2h13min47. Flora Duffy, das Bermudas, foi a campeã com 2h13min17 e a mexicana Claudia Rivas foi a terceira, com 2h13min53.

Confira o resultado feminino da etapa de Huatulco da Copa do Mundo de Triathlon 2012:

  • 1ª Flora Duffy (BER) – 2h13min17
  • 2ª Pâmella Oliveira (BRA) – 2h13min47
  • 3ª Claudia Rivas (MEX) – 2h13min53
  • Veterano Antônio Manssur pondera participação no Ironman Brasil

    Quem participa das mais tradicionais provas de triathlon no Brasil acaba se acostumando com alguns rostos que estão sempre presentes. O de Antônio Manssur sem dúvida é um deles, uma vez que o juiz de Direito frequentemente aparece entre os melhores nas provas nacionais.

    Neste mês, Manssur disputa aquela que é a principal prova da temporada para muitos triatletas, o Ironman Brasil (27/05), em Florianópolis. “O Ironman é a prova mais importante que tem de triathlon, é o melhor. E ao fazer uma dessa pelo seu País você quer dar uma melhorada (no rendimento)”, conta.

    Participação em risco- O veterano sofreu uma lesão no final de março, antes de sua participação na primeira etapa do Brasileiro de Longa Distância, no Ceará. “Eu nunca tive lesão, mas como treino forte, acabo exagerando. Fui alongar e estourou minha lombar, eu desabei no chão”, relembra.

    O saldo foi de duas protusões vertebrais e uma tendinite no glúteo. Fazendo fisioterapia e treinando de forma mais leve, Manssur espera estar inteiro para a competição em Florianópolis. “Para o Iron tem que estar cem por cento, senão prejudica não só a prova e o resto da temporada, mas também a saúde”, avalia.

    Adaptação- O triatleta admite que é melhor nas distâncias curtas e ainda está se adaptando para os percursos que exigem mais resistência. “Estou tentando mudar para fazer prova longa, mas venho sofrendo um pouco, meu pedal ainda está baixo”, revela o juiz, que ainda quer correr o Circuito Mundial da ITU (União Internacional de Triathlon).

    Para se preparar, Manssur tem disputado provas mais curtas. Recentemente, foi o segundo colocado nos cinco quilômetros de corrida da Energizer Night Race (28/04, em São Paulo), atrás apenas do fundista Adriano Bastos. No domingo, seis de maio, disputou a segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon (também em São Paulo) e ficou com a sétima colocação.

    “Corri bem, mas não foi o meu melhor”, diz, revelando que a lesão ainda o incomoda. O bom desempenho no tradicional circuito faz parte de suas metas para 2012 além do Ironman. “Tenho como objetivo o Troféu Brasil e o Mundial de Long Distance da ITU na Espanha (29/07, em Vitoria-Gasteiz). A intenção é ir bem em todas, mas tem que ir administrando ao longo da temporada”, conclui.


    Veterano Antônio Manssur pondera participação no Ironman Brasil

    Triathlon · 07 maio, 2012

    Quem participa das mais tradicionais provas de triathlon no Brasil acaba se acostumando com alguns rostos que estão sempre presentes. O de Antônio Manssur sem dúvida é um deles, uma vez que o juiz de Direito frequentemente aparece entre os melhores nas provas nacionais.

    Neste mês, Manssur disputa aquela que é a principal prova da temporada para muitos triatletas, o Ironman Brasil (27/05), em Florianópolis. “O Ironman é a prova mais importante que tem de triathlon, é o melhor. E ao fazer uma dessa pelo seu País você quer dar uma melhorada (no rendimento)”, conta.

    Participação em risco- O veterano sofreu uma lesão no final de março, antes de sua participação na primeira etapa do Brasileiro de Longa Distância, no Ceará. “Eu nunca tive lesão, mas como treino forte, acabo exagerando. Fui alongar e estourou minha lombar, eu desabei no chão”, relembra.

    O saldo foi de duas protusões vertebrais e uma tendinite no glúteo. Fazendo fisioterapia e treinando de forma mais leve, Manssur espera estar inteiro para a competição em Florianópolis. “Para o Iron tem que estar cem por cento, senão prejudica não só a prova e o resto da temporada, mas também a saúde”, avalia.

    Adaptação- O triatleta admite que é melhor nas distâncias curtas e ainda está se adaptando para os percursos que exigem mais resistência. “Estou tentando mudar para fazer prova longa, mas venho sofrendo um pouco, meu pedal ainda está baixo”, revela o juiz, que ainda quer correr o Circuito Mundial da ITU (União Internacional de Triathlon).

    Para se preparar, Manssur tem disputado provas mais curtas. Recentemente, foi o segundo colocado nos cinco quilômetros de corrida da Energizer Night Race (28/04, em São Paulo), atrás apenas do fundista Adriano Bastos. No domingo, seis de maio, disputou a segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon (também em São Paulo) e ficou com a sétima colocação.

    “Corri bem, mas não foi o meu melhor”, diz, revelando que a lesão ainda o incomoda. O bom desempenho no tradicional circuito faz parte de suas metas para 2012 além do Ironman. “Tenho como objetivo o Troféu Brasil e o Mundial de Long Distance da ITU na Espanha (29/07, em Vitoria-Gasteiz). A intenção é ir bem em todas, mas tem que ir administrando ao longo da temporada”, conclui.

    Flávia Fernandes vence segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon

    Direto de São Paulo- Neste domingo (06/05) foi disputada a segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon, na Cidade Universitária (São Paulo, SP). Na categoria feminina, a surpresa da vitória de Flávia Fernandes foi o principal destaque da prova.

    A categoria profissional largou às 9h10, sob 17°C, dentro da raia olímpica da USP. Flávia foi a primeira mulher a completar o 1,5 quilômetro de natação, com pouco mais de 20 minutos. Ela manteve a liderança nas outras duas modalidades e encerrou com 2h10min39.

    Segundo a campeã, o segredo de seu trabalho foi foco. “Fiz uma natação excelente, saí na frente de muitos meninos e isso me deu segurança para o resto da prova”, revela a atleta do Clube Pinheiros.

    Flávia ainda sofreu penalização de um minuto na bike, mas conseguiu manter a ponta mesmo assim. Além disso, fez uma corrida constante do início ao final, superando seu ponto fraco. “Ainda não tenho base forte na corrida”, declara.

    Náuseas- A favorita Carla Moreno foi a segunda colocada, com 2h12min11. Carla também manteve a posição durante toda a prova, mas conta que completar foi uma vitória pessoal.

    “Passei mal durante a natação, fiquei pensando em parar, no limite, com tontura, vomitando dentro d’água. Quando saí optei por continuar e aí fui confrontando a mim mesma no resto da prova”, ilustra a veterana.

    “No triathlon não tem adversários, é vencer seus limites e foi o que fiz hoje. A colocação foi importante para o meu campeonato”, afirma Carla, que não foi a única da elite a passar mal. Vanessa Giannini, atual campeã do Troféu, alegou fortes cólicas ao final da natação e abandonou a prova.

    Voando baixo- Terceira colocada, Ariane Monticelli fez uma prova de recuperação. A atleta saiu tarde da água, mas fez um ciclismo forte para encostar em Fernanda Garcia e Carolina Furriela. Na corrida, estava em quinto até metade do percurso de dez quilômetros, mas correu muito para garantir o terceiro lugar.

    “Foi uma das melhores provas que já fiz”, reconhece Ariane, que está em preparação para o Ironman Brasil (27/05) e não competiu preocupada com o resultado final. “Treinei forte ontem, 100 quilômetros de pedal e na sexta corri 25”, conta.

    Ariane teve o foco de Flávia e a persistência de Carla para brigar por um bom lugar. “Mantive a concentração mesmo não indo bem na natação. Não sou de desistir”, encerra.

    Confira os resultados da disputa feminina da segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon, em São Paulo:

  • 1ª Flávia Fernandes – 2h19min39
  • 2ª Carla Moreno – 2h12min11
  • 3ª Ariane Monticelli – 2h13min42
  • 4ª Carolina Furriela – 2h14min36
  • 5ª Fernanda Garcia – 2h15min47

  • Flávia Fernandes vence segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon

    Triathlon · 06 maio, 2012

    Direto de São Paulo- Neste domingo (06/05) foi disputada a segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon, na Cidade Universitária (São Paulo, SP). Na categoria feminina, a surpresa da vitória de Flávia Fernandes foi o principal destaque da prova.

    A categoria profissional largou às 9h10, sob 17°C, dentro da raia olímpica da USP. Flávia foi a primeira mulher a completar o 1,5 quilômetro de natação, com pouco mais de 20 minutos. Ela manteve a liderança nas outras duas modalidades e encerrou com 2h10min39.

    Segundo a campeã, o segredo de seu trabalho foi foco. “Fiz uma natação excelente, saí na frente de muitos meninos e isso me deu segurança para o resto da prova”, revela a atleta do Clube Pinheiros.

    Flávia ainda sofreu penalização de um minuto na bike, mas conseguiu manter a ponta mesmo assim. Além disso, fez uma corrida constante do início ao final, superando seu ponto fraco. “Ainda não tenho base forte na corrida”, declara.

    Náuseas- A favorita Carla Moreno foi a segunda colocada, com 2h12min11. Carla também manteve a posição durante toda a prova, mas conta que completar foi uma vitória pessoal.

    “Passei mal durante a natação, fiquei pensando em parar, no limite, com tontura, vomitando dentro d’água. Quando saí optei por continuar e aí fui confrontando a mim mesma no resto da prova”, ilustra a veterana.

    “No triathlon não tem adversários, é vencer seus limites e foi o que fiz hoje. A colocação foi importante para o meu campeonato”, afirma Carla, que não foi a única da elite a passar mal. Vanessa Giannini, atual campeã do Troféu, alegou fortes cólicas ao final da natação e abandonou a prova.

    Voando baixo- Terceira colocada, Ariane Monticelli fez uma prova de recuperação. A atleta saiu tarde da água, mas fez um ciclismo forte para encostar em Fernanda Garcia e Carolina Furriela. Na corrida, estava em quinto até metade do percurso de dez quilômetros, mas correu muito para garantir o terceiro lugar.

    “Foi uma das melhores provas que já fiz”, reconhece Ariane, que está em preparação para o Ironman Brasil (27/05) e não competiu preocupada com o resultado final. “Treinei forte ontem, 100 quilômetros de pedal e na sexta corri 25”, conta.

    Ariane teve o foco de Flávia e a persistência de Carla para brigar por um bom lugar. “Mantive a concentração mesmo não indo bem na natação. Não sou de desistir”, encerra.

    Confira os resultados da disputa feminina da segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon, em São Paulo:

  • 1ª Flávia Fernandes – 2h19min39
  • 2ª Carla Moreno – 2h12min11
  • 3ª Ariane Monticelli – 2h13min42
  • 4ª Carolina Furriela – 2h14min36
  • 5ª Fernanda Garcia – 2h15min47