psicologia

Psicologia do Esporte é a nova seção do WebRun

Corridas de Rua · 01 set, 2003

O portal WebRun especializado em corridas de rua e triathlon, à partir de hoje passa a contar com mais um importante canal. Trata-se da seção Psicologia do Esporte, que trará periodicamente matérias e artigos sobre esse crucial tema para todos os corredores, seja ele, amador ou profissional.

O coordenador do novo canal será Marcus Teshainer, que é psicanalista e psicólogo do esporte e do exercício. Atua como psicólogo coordenador do Projeto Social Esporte Solidário – Run&Fun que desenvolve programas com menores carentes que praticam corridas de rua.

Teshainer, acredita que o lado psicológico é tão importante quanto o físico. “Parece que não podemos separar um do outro, eles estão perfeitamente integrados, desenvolver só o físico é desenvolver só 50% das capacidades”, analisa, o psicólogo formado pela PUC/SP e é mestrando em Filosofia pela mesma universidade.

O psicológo revela o maior problema dos corredores. “Creio que ansiedade é o maior problema, não só dos corredores, de todos os atletas, mas outro problema muito sério é não ter consciência corporal, o que leva o corredor a forçar além da conta e se lesionar. Conhecer os limites do corpo é também uma habilidade psicológica.”

Conheça a seção Psicologia do Esporte clicando aqui.

Respiração e Pulsação – formas de ouvir o seu corpo

Respirar é um ato tão prosaico e habitual que nem nos damos conta que o executamos. Porém, quando falamos de atletas, seja de final de semana ou de alto rendimento, esse ato ganha contornos específicos e merece maior atenção.

Na vida de um atleta o ato de respirar está associado ao desempenho, à fadiga e à qualidade da atividade esportiva. A respiração é um parâmetro de como está acontecendo o treino, uma referência dos limites do corpo.

Não pretendo discutir como se deve respirar durante uma prática, se devemos soltar o ar pela boca ou pelo nariz, se devemos inspirar de forma breve ou prolongada. Questões como essas são muito discutidas e estudadas entre fisiologistas do exercício e educadores físicos. O que pretendo é discutir os aspectos psicológicos do cuidado com a respiração.

Respirar, ou melhor, atentar para a respiração pode ser um momento precioso em que o praticante de um esporte pode tomar consciência do seu esforço, da sua capacidade. Pode até ser um momento de tomar a decisão de mudar a estratégia de uma prova. Estar atento à respiração é uma boa oportunidade de tomar consciência das condições de seu corpo.

Fique atento a como você respira em repouso - quando está vendo televisão por exemplo-, verifique: sua inspiração é mais longa ou mais breve que a expiração? Você realiza movimentos abdominais enquanto respira? Qual é o tempo de um ciclo respiratório inteiro?

Quando você estiver iniciando o exercício verifique as mesmas coisas, bem como durante todas as fases do treino e até meia hora depois do seu final e compare cada uma delas. Você perceberá diferentes momentos, formas distintas de respirar em momentos diversos.

Depois de ter feito essa observação vamos torná-la mais refinada. Enquanto você respira imagine o ar entrando e saindo pelas suas narinas ou boca, tente traçar o caminho que ele faz até seu pulmão, imagine-o inflando e esvaziando, tente sentir a quantidade de ar que você está capturando e expelindo.
Finalmente, tente relacionar sua respiração com o seu pulso sanguíneo, sinta o que acontece com o seu coração nos mais diversos tipos de respiração, imagine a quantidade de sangue e o percurso do sangue em cada batida.

Se você conseguir tomar consciência da sua respiração e pulsação você conseguirá perceber qual é o estado do seu corpo no momento exato do treino e poderá traçar estratégias para reduzir a fadiga ou evitá-la durante uma prova de longa duração, por exemplo.

Em um sentido mais amplo, você poderá controlar melhor suas reservas de energia, irá perceber o exato momento de dar um sprint ou de diminuir um pouco o ritmo, de mudar o padrão respiratório e tentar uma recuperação. Você poderá sentir a melhor hora de hidratar-se ou de suplementar-se, pois a atenção à sua respiração te colocará em contato com seu corpo. Você terá um indicador subjetivo do seu treino, sendo capaz de imprimir um ritmo mais leve ou pesado conforme seu técnico solicitar, ou conforme você planejar para aquele dia.

Resumindo: Atentar para a respiração e para a pulsação possibilita uma escuta das linguagens do corpo. Seu corpo está a toda hora te dizendo sobre você. É preciso saber escutá-lo.


Respiração e Pulsação – formas de ouvir o seu corpo

Atletismo · 01 set, 2003

Respirar é um ato tão prosaico e habitual que nem nos damos conta que o executamos. Porém, quando falamos de atletas, seja de final de semana ou de alto rendimento, esse ato ganha contornos específicos e merece maior atenção.

Na vida de um atleta o ato de respirar está associado ao desempenho, à fadiga e à qualidade da atividade esportiva. A respiração é um parâmetro de como está acontecendo o treino, uma referência dos limites do corpo.

Não pretendo discutir como se deve respirar durante uma prática, se devemos soltar o ar pela boca ou pelo nariz, se devemos inspirar de forma breve ou prolongada. Questões como essas são muito discutidas e estudadas entre fisiologistas do exercício e educadores físicos. O que pretendo é discutir os aspectos psicológicos do cuidado com a respiração.

Respirar, ou melhor, atentar para a respiração pode ser um momento precioso em que o praticante de um esporte pode tomar consciência do seu esforço, da sua capacidade. Pode até ser um momento de tomar a decisão de mudar a estratégia de uma prova. Estar atento à respiração é uma boa oportunidade de tomar consciência das condições de seu corpo.

Fique atento a como você respira em repouso - quando está vendo televisão por exemplo-, verifique: sua inspiração é mais longa ou mais breve que a expiração? Você realiza movimentos abdominais enquanto respira? Qual é o tempo de um ciclo respiratório inteiro?

Quando você estiver iniciando o exercício verifique as mesmas coisas, bem como durante todas as fases do treino e até meia hora depois do seu final e compare cada uma delas. Você perceberá diferentes momentos, formas distintas de respirar em momentos diversos.

Depois de ter feito essa observação vamos torná-la mais refinada. Enquanto você respira imagine o ar entrando e saindo pelas suas narinas ou boca, tente traçar o caminho que ele faz até seu pulmão, imagine-o inflando e esvaziando, tente sentir a quantidade de ar que você está capturando e expelindo.
Finalmente, tente relacionar sua respiração com o seu pulso sanguíneo, sinta o que acontece com o seu coração nos mais diversos tipos de respiração, imagine a quantidade de sangue e o percurso do sangue em cada batida.

Se você conseguir tomar consciência da sua respiração e pulsação você conseguirá perceber qual é o estado do seu corpo no momento exato do treino e poderá traçar estratégias para reduzir a fadiga ou evitá-la durante uma prova de longa duração, por exemplo.

Em um sentido mais amplo, você poderá controlar melhor suas reservas de energia, irá perceber o exato momento de dar um sprint ou de diminuir um pouco o ritmo, de mudar o padrão respiratório e tentar uma recuperação. Você poderá sentir a melhor hora de hidratar-se ou de suplementar-se, pois a atenção à sua respiração te colocará em contato com seu corpo. Você terá um indicador subjetivo do seu treino, sendo capaz de imprimir um ritmo mais leve ou pesado conforme seu técnico solicitar, ou conforme você planejar para aquele dia.

Resumindo: Atentar para a respiração e para a pulsação possibilita uma escuta das linguagens do corpo. Seu corpo está a toda hora te dizendo sobre você. É preciso saber escutá-lo.

Alongue sua saúde

Todo técnico e todo educador físico reconhece a importância do alongamento antes e depois do exercício. Por outro lado muitos atletas não suportam ficar parados numa mesma posição com o desejo de praticarem sua modalidade preferida apertando.

Por que não aproveitar o – necessário - momento do alongamento para conhecer seu corpo e evitar lesões? O alongamento pode ser associado a um trabalho psicológico, o que pode tornar esse momento muito mais prazeroso.

Enquanto estiver alongando aproveite para concentrar-se. A concentração é de fundamental importância para o sucesso de uma prova ou para realizar um bom treino. Pode proporcionar maior precisão de movimentos e melhora de desempenho

Uma boa concentração pode permitir ao atleta que não ultrapasse demais os limites do seu corpo e assim evite lesões que o deixaria fora dos treinos por um bom tempo- o que seria desastroso. Se o atleta aprende a ouvir seu corpo, pode optar por interromper um treino ou diminuir a sua intensidade, o que permitiria que ele continue treinando no dia seguinte.

O alongamento é o momento perfeito para o atleta começar a desligar-se dos estimules externos e atentar para a tarefa que realizará. Enquanto estiver alongando sinta o músculo que está trabalhando, imagine o seu músculo sendo esticado, pense na atividade que ele realizará com o seu esporte, imagine-se já na atividade e visualize o esforço que o músculo exercerá.

Durante o alongamento respire profunda e pausadamente e calcule o tempo do alongamento pelo número de ciclos respiratórios. Assim você estará internalizando o tempo de sua respiração, que é um tempo do seu corpo, que pode ser muito útil numa prova e num treino.

Sinta o ar entrando e saindo e, enquanto alonga, visualize os músculos que serão mais exigidos enchendo-se de sangue e que isso vai aliviando sua dor. Nas expirações imagine mais sangue no músculo e force um pouquinho mais, percebendo e sem ultrapassar demais o seu limite. Esse é um bom momento para perceber o seu limite e entender que ultrapassá-lo deve ser uma conquista e não uma imposição - isso fica claro no alongamento e é uma lição para a vida.

Após o treino use o alongamento para fazer um inventario de como está seu corpo e para sentir o prazer que o final da prática te traz. Ao alongar-se após o treino verifique como estão os músculos, se há dor, como é essa dor, tente descrevê-la para si, dar um nome. Respire e descanse. Solte o ar e junto com o alongamento solte o corpo. Sinta cada parte do seu corpo e onde elas estão articuladas.

Esse é o um bom momento para rever seu treino ou prova, verificando o que você fez, como você exigiu dos músculos e em que trechos do treino ou da prova você exigiu mais. O alongamento é um bom momento para você concentrar-se no seu corpo apoderando se dele, criando uma harmonia entre o que você quer realizar e o que seu corpo pode realizar, otimizando o seu treino. Por isso repito: use o momento do alongamento para se concentrar no seu corpo e na sua prática e alongue cada vez mais a saúde do seu corpo.

Conhecer os limites do seu corpo é o primeiro passo para ultrapassá-los, e isso deve ser feito com respeito, por isso é importante conhecer até onde o seu corpo te permite ultrapassá-lo, pois se você negligenciá-lo certamente ele te responderá com uma lesão, que pode te tirar por muitos meses dos treinos e competições.

Começar a perceber até onde você pode alongar, e ir vendo que com o alongamento constante você aumentou a sua amplitude é um bom começo para você começar a planejar melhor seu treino e vencer suas barreiras.


Alongue sua saúde

Atletismo · 01 set, 2003

Todo técnico e todo educador físico reconhece a importância do alongamento antes e depois do exercício. Por outro lado muitos atletas não suportam ficar parados numa mesma posição com o desejo de praticarem sua modalidade preferida apertando.

Por que não aproveitar o – necessário - momento do alongamento para conhecer seu corpo e evitar lesões? O alongamento pode ser associado a um trabalho psicológico, o que pode tornar esse momento muito mais prazeroso.

Enquanto estiver alongando aproveite para concentrar-se. A concentração é de fundamental importância para o sucesso de uma prova ou para realizar um bom treino. Pode proporcionar maior precisão de movimentos e melhora de desempenho

Uma boa concentração pode permitir ao atleta que não ultrapasse demais os limites do seu corpo e assim evite lesões que o deixaria fora dos treinos por um bom tempo- o que seria desastroso. Se o atleta aprende a ouvir seu corpo, pode optar por interromper um treino ou diminuir a sua intensidade, o que permitiria que ele continue treinando no dia seguinte.

O alongamento é o momento perfeito para o atleta começar a desligar-se dos estimules externos e atentar para a tarefa que realizará. Enquanto estiver alongando sinta o músculo que está trabalhando, imagine o seu músculo sendo esticado, pense na atividade que ele realizará com o seu esporte, imagine-se já na atividade e visualize o esforço que o músculo exercerá.

Durante o alongamento respire profunda e pausadamente e calcule o tempo do alongamento pelo número de ciclos respiratórios. Assim você estará internalizando o tempo de sua respiração, que é um tempo do seu corpo, que pode ser muito útil numa prova e num treino.

Sinta o ar entrando e saindo e, enquanto alonga, visualize os músculos que serão mais exigidos enchendo-se de sangue e que isso vai aliviando sua dor. Nas expirações imagine mais sangue no músculo e force um pouquinho mais, percebendo e sem ultrapassar demais o seu limite. Esse é um bom momento para perceber o seu limite e entender que ultrapassá-lo deve ser uma conquista e não uma imposição - isso fica claro no alongamento e é uma lição para a vida.

Após o treino use o alongamento para fazer um inventario de como está seu corpo e para sentir o prazer que o final da prática te traz. Ao alongar-se após o treino verifique como estão os músculos, se há dor, como é essa dor, tente descrevê-la para si, dar um nome. Respire e descanse. Solte o ar e junto com o alongamento solte o corpo. Sinta cada parte do seu corpo e onde elas estão articuladas.

Esse é o um bom momento para rever seu treino ou prova, verificando o que você fez, como você exigiu dos músculos e em que trechos do treino ou da prova você exigiu mais. O alongamento é um bom momento para você concentrar-se no seu corpo apoderando se dele, criando uma harmonia entre o que você quer realizar e o que seu corpo pode realizar, otimizando o seu treino. Por isso repito: use o momento do alongamento para se concentrar no seu corpo e na sua prática e alongue cada vez mais a saúde do seu corpo.

Conhecer os limites do seu corpo é o primeiro passo para ultrapassá-los, e isso deve ser feito com respeito, por isso é importante conhecer até onde o seu corpo te permite ultrapassá-lo, pois se você negligenciá-lo certamente ele te responderá com uma lesão, que pode te tirar por muitos meses dos treinos e competições.

Começar a perceber até onde você pode alongar, e ir vendo que com o alongamento constante você aumentou a sua amplitude é um bom começo para você começar a planejar melhor seu treino e vencer suas barreiras.

Competições: motivação e stress

Em uma competição o atleta se vê afetado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos falamos de motivação.

Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar sua tarefa com competência – neste caso estamos falando do stress ou da ansiedade.

A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, como este se sente após correr 10 Km, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.

A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra do técnico, um aplauso da torcida, o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.

Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.
Há alguns fatores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio preparo ou o preparo dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto ao técnico um bom planejamento de metas e objetivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objetivos.

Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objetivo irreal esperar que ele fosse campeão brasileiro no final da temporada, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele conseguiria atingí-lo. Ao dividir esse objetivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar os estaduais e finalmente o brasileiro - estamos traçando possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.

Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará em seu balizamento e comparam-se com os outros atletas. Esse é um fator gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e o preparo de outros, mas apenas sobre o próprio treino.

Assim, o atleta deve concentrar-se no próprio preparo, confiar no próprio treino e no técnico, traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planejado, ter em mente que se o adversário te passou em uma prova de longa distância ele pode estar usando uma estratégia diferente daquela traçada por você e seu técnico, e que essa pode ser a melhor.

Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de largar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após a largada, executar exatamente o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova.


Competições: motivação e stress

Atletismo · 29 ago, 2003

Em uma competição o atleta se vê afetado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos falamos de motivação.

Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar sua tarefa com competência – neste caso estamos falando do stress ou da ansiedade.

A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, como este se sente após correr 10 Km, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.

A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra do técnico, um aplauso da torcida, o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.

Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.
Há alguns fatores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio preparo ou o preparo dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto ao técnico um bom planejamento de metas e objetivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objetivos.

Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objetivo irreal esperar que ele fosse campeão brasileiro no final da temporada, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele conseguiria atingí-lo. Ao dividir esse objetivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar os estaduais e finalmente o brasileiro - estamos traçando possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.

Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará em seu balizamento e comparam-se com os outros atletas. Esse é um fator gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e o preparo de outros, mas apenas sobre o próprio treino.

Assim, o atleta deve concentrar-se no próprio preparo, confiar no próprio treino e no técnico, traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planejado, ter em mente que se o adversário te passou em uma prova de longa distância ele pode estar usando uma estratégia diferente daquela traçada por você e seu técnico, e que essa pode ser a melhor.

Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de largar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após a largada, executar exatamente o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova.

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Corridas de Rua · 05 maio, 2003

O WebRun amplia sua seção de serviços e, dessa vez, a novidade é o psicanalista e psicólogo do esporte e do exercício, Marcus Teshainer, que anuncia seus serviços em nosso portal.

Teshainer, é psicólogo formado pela PUC/SP, mestrando em filosofia pela PUC/SP com especialidade em psicanálise e psicólogia do esporte e do exercício. Também atua como psicólogo da equipe Selva de Corridas de Aventura.

Dentre seus serviços prestados está a melhoria do desempenho em atletas de alto nível promovendo uma melhor integração psico-física. Recuperação psicólogica de atletas lesionados ou pós lesionados, abrangendo atletas amadores e profissionais.

Consulte seus serviços e preços Confira mais informações, serviços e preços clicando aqui.