psicologia

Correr para um mundo mais solidário

Há um tempo atrás eu estava lendo uma revista especializada em corrida e me deparei com um artigo no qual o autor listava algumas coisas que não gostava que acontecessem durante a sua corrida. Dentre essas coisas citava encontrar com pessoas que corriam lentamente, ou que tinham a corrida como uma atividade social e, assim, encontram os amigos e conversam enquanto praticam.

Pensei, quando li a matéria: “que chato!”, e remeti meus pensamentos diretamente para o pessoal que vai jogar uma pelada com os amigos, situação em que o mais importante é o encontro do que o os gols marcados. Alias, os gols, marcados por eles e pelos seus times, são motivos para novas conversas.

Pensei, por um momento, que essa reclamação provavelmente vinha de um atleta profissional que corre fortíssimo e que tem índices para as principais provas internacionais. Abandonei essa idéia ao concluir que um cara desses não iria treinar nos horários e nos dias de maior concentração de pessoas nos parques e nas ruas onde as hobbistas costumam treinar.

Mas, na verdade, eu estou perdendo muito tempo com o autor desse texto e deixando de comentar o meu tema do mês – O Esporte como Laser.

Muitas pessoas treinam os mais variados esportes somente por hobby, por lazer. Talvez o futebol seja o mais praticado. Quantos maridões não deixam suas esposas em casa para jogar uma peladinha no sábado? Muitos. O que estamos vendo hoje em dia é um aumento de pessoas que estão correndo como atividade social ou de lazer, para encontrar os amigos e refrescar as idéias (talvez tenham sido as esposas dos maridões que jogam futebol no sábado que cansaram de ficar em casa e iniciaram o movimento) e se isso não traz todos os benéficos físicos que uma modalidade esportiva pode trazer - pela baixa freqüência, pela reduzida disciplina, até pelo desgosto por treinos técnicos - os benefícios psicológicos são inúmeros, e é disso que estamos falando.

Imaginemos como é importante para todos se sentirem incluídos e pertencentes a um grupo. Como é bom termos amigos que conversem coisas semelhantes às nossas. Como é melhor ainda sentir que se está fazendo algum benefício para a sua saúde e dedicando um tempo livre. Pois então, acredito que não há discórdia sobre o quanto é bom integrar todos esses fatores, e a corrida os integra, e, por isso, as pessoas sentem-se tão bem correndo. É um momento no qual o sujeito pensa em sua vida, em sua saúde, em suas amizades e investe nelas.

Quantas pessoas não começam a correr e, logo em seguida, mudam sua alimentação, deixam de fumar, dormem melhor, emagrecem e conseqüentemente ficam mais felizes consigo? E ainda conseguem um novo tema para conversar entre amigos, não se restringindo apenas às desgraças e sucessos do trabalho e da vida cotidiana, passam a falar de tal e tal prova, do tempo que fez. Seu repertório de bate-papo aumenta e seu ciclo de amizades vai no embalo.

Ora! Precisamos respeitar os corredores esporádicos. Eles estão se beneficiando da corrida tanto quanto nós, que não somos atletas de elite nem profissionais. Cada um se beneficia de seu jeito e isso ajuda ou não a fazer um mundo mais solidário e menos solitário?


Correr para um mundo mais solidário

Atletismo · 12 ago, 2004

Há um tempo atrás eu estava lendo uma revista especializada em corrida e me deparei com um artigo no qual o autor listava algumas coisas que não gostava que acontecessem durante a sua corrida. Dentre essas coisas citava encontrar com pessoas que corriam lentamente, ou que tinham a corrida como uma atividade social e, assim, encontram os amigos e conversam enquanto praticam.

Pensei, quando li a matéria: “que chato!”, e remeti meus pensamentos diretamente para o pessoal que vai jogar uma pelada com os amigos, situação em que o mais importante é o encontro do que o os gols marcados. Alias, os gols, marcados por eles e pelos seus times, são motivos para novas conversas.

Pensei, por um momento, que essa reclamação provavelmente vinha de um atleta profissional que corre fortíssimo e que tem índices para as principais provas internacionais. Abandonei essa idéia ao concluir que um cara desses não iria treinar nos horários e nos dias de maior concentração de pessoas nos parques e nas ruas onde as hobbistas costumam treinar.

Mas, na verdade, eu estou perdendo muito tempo com o autor desse texto e deixando de comentar o meu tema do mês – O Esporte como Laser.

Muitas pessoas treinam os mais variados esportes somente por hobby, por lazer. Talvez o futebol seja o mais praticado. Quantos maridões não deixam suas esposas em casa para jogar uma peladinha no sábado? Muitos. O que estamos vendo hoje em dia é um aumento de pessoas que estão correndo como atividade social ou de lazer, para encontrar os amigos e refrescar as idéias (talvez tenham sido as esposas dos maridões que jogam futebol no sábado que cansaram de ficar em casa e iniciaram o movimento) e se isso não traz todos os benéficos físicos que uma modalidade esportiva pode trazer - pela baixa freqüência, pela reduzida disciplina, até pelo desgosto por treinos técnicos - os benefícios psicológicos são inúmeros, e é disso que estamos falando.

Imaginemos como é importante para todos se sentirem incluídos e pertencentes a um grupo. Como é bom termos amigos que conversem coisas semelhantes às nossas. Como é melhor ainda sentir que se está fazendo algum benefício para a sua saúde e dedicando um tempo livre. Pois então, acredito que não há discórdia sobre o quanto é bom integrar todos esses fatores, e a corrida os integra, e, por isso, as pessoas sentem-se tão bem correndo. É um momento no qual o sujeito pensa em sua vida, em sua saúde, em suas amizades e investe nelas.

Quantas pessoas não começam a correr e, logo em seguida, mudam sua alimentação, deixam de fumar, dormem melhor, emagrecem e conseqüentemente ficam mais felizes consigo? E ainda conseguem um novo tema para conversar entre amigos, não se restringindo apenas às desgraças e sucessos do trabalho e da vida cotidiana, passam a falar de tal e tal prova, do tempo que fez. Seu repertório de bate-papo aumenta e seu ciclo de amizades vai no embalo.

Ora! Precisamos respeitar os corredores esporádicos. Eles estão se beneficiando da corrida tanto quanto nós, que não somos atletas de elite nem profissionais. Cada um se beneficia de seu jeito e isso ajuda ou não a fazer um mundo mais solidário e menos solitário?

O Especialista

Este mês eu gostaria de eleger uma personagem que será a personagem do mês. Gostaria de tratar do especialista.

Muitas vezes lemos em revistas especializadas, ouvimos na televisão, nos programas esportivos especialistas de tudo dizendo todo tipo de coisas e, na psicologia do esporte não é diferente, sempre tem um especialista em psicologia do esporte para afirmar os argumentos mais óbvios com um certo léxico “psicologues”.

Não é nada difícil encontrarmos um sujeito especialista em psicologia do esporte, que nunca estudou psicologia, explicando a derrota de um time de futebol ou o corredor não ter conseguido a melhor colocação quando ele era uma promessa. Nesses momentos nos deparamos com pérolas do tipo: “ele estava psicologicamente abalado” ou ainda “ele estava desmotivado”. Fico pensando o que esses termos dizem para o público leigo pois, dentro da psicologia do esporte, disparados dessa forma, são tão vagos que chegam a não dizer nada.

Os especialistas aparecem também atuando com atletas, o que é muito pior pois, por não serem formados em psicologia, metem-se a não só dizer coisas inadequadas sobre o assunto, mas também a atuar como psicólogo.

Devemos ter clareza que o conhecimento é um campo aberto. Todos podem compartilhá-lo, discuti-lo e renová-lo, mas a atuação é campo restrito ao profissional formado. Quero dizer que, como psicólogo, eu posso estudar bastante sobre Cirurgia Plástica, Nutrição ou Educação Física, mas isso não me permite, em momento algum, a realizar uma cirurgia, passar uma dieta ou um treinamento para alguém.

Do mesmo modo, conhecer a psicologia do esporte não autoriza nenhum outro profissional, que não seja psicólogo, a atuar como Psicólogo do Esporte. É muito comum que os especialistas citem teorias que dizem ser transformadoras, tais como a neuroliguistica, que não é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Com isso, quero quer questionar como é possível que um “especialista” em psicologia do esporte diga que aplica neurolinguistica se essa prática não é nem mesmo reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia?

Desse modo, como várias vezes recomendei que se procurasse um Educador Físico quando os problemas se relacionavam ao treinamento físico, recomendo ao leitor que procure um psicólogo, formado em psicologia, quando houver um problema relacionado à psique.

Reafirmo aqui que o trabalho em conjunto do Educador Físico com o Psicólogo do Esporte traz inúmeros benefícios não só a atletas, mas também a todos aqueles que praticam uma atividade física. Mas, um cuidado deve ser tomado: não se engane com Educadores Físicos que se dizem especialistas em Psicologia do Esporte. Eles podem conhecer a teoria e discuti-la nos meios acadêmicos mas, para atuar como psicólogo, eles precisam antes, fazer uma faculdade de psicologia.


O Especialista

Atletismo · 25 jun, 2004

Este mês eu gostaria de eleger uma personagem que será a personagem do mês. Gostaria de tratar do especialista.

Muitas vezes lemos em revistas especializadas, ouvimos na televisão, nos programas esportivos especialistas de tudo dizendo todo tipo de coisas e, na psicologia do esporte não é diferente, sempre tem um especialista em psicologia do esporte para afirmar os argumentos mais óbvios com um certo léxico “psicologues”.

Não é nada difícil encontrarmos um sujeito especialista em psicologia do esporte, que nunca estudou psicologia, explicando a derrota de um time de futebol ou o corredor não ter conseguido a melhor colocação quando ele era uma promessa. Nesses momentos nos deparamos com pérolas do tipo: “ele estava psicologicamente abalado” ou ainda “ele estava desmotivado”. Fico pensando o que esses termos dizem para o público leigo pois, dentro da psicologia do esporte, disparados dessa forma, são tão vagos que chegam a não dizer nada.

Os especialistas aparecem também atuando com atletas, o que é muito pior pois, por não serem formados em psicologia, metem-se a não só dizer coisas inadequadas sobre o assunto, mas também a atuar como psicólogo.

Devemos ter clareza que o conhecimento é um campo aberto. Todos podem compartilhá-lo, discuti-lo e renová-lo, mas a atuação é campo restrito ao profissional formado. Quero dizer que, como psicólogo, eu posso estudar bastante sobre Cirurgia Plástica, Nutrição ou Educação Física, mas isso não me permite, em momento algum, a realizar uma cirurgia, passar uma dieta ou um treinamento para alguém.

Do mesmo modo, conhecer a psicologia do esporte não autoriza nenhum outro profissional, que não seja psicólogo, a atuar como Psicólogo do Esporte. É muito comum que os especialistas citem teorias que dizem ser transformadoras, tais como a neuroliguistica, que não é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Com isso, quero quer questionar como é possível que um “especialista” em psicologia do esporte diga que aplica neurolinguistica se essa prática não é nem mesmo reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia?

Desse modo, como várias vezes recomendei que se procurasse um Educador Físico quando os problemas se relacionavam ao treinamento físico, recomendo ao leitor que procure um psicólogo, formado em psicologia, quando houver um problema relacionado à psique.

Reafirmo aqui que o trabalho em conjunto do Educador Físico com o Psicólogo do Esporte traz inúmeros benefícios não só a atletas, mas também a todos aqueles que praticam uma atividade física. Mas, um cuidado deve ser tomado: não se engane com Educadores Físicos que se dizem especialistas em Psicologia do Esporte. Eles podem conhecer a teoria e discuti-la nos meios acadêmicos mas, para atuar como psicólogo, eles precisam antes, fazer uma faculdade de psicologia.

Planejar e motivar

Eu já devo ter escrito sobre esse tema anteriormente, mas gostaria de repetir por acha-lo muito importante e como diria Nelson Rodrigues, eu não seria nada sem minhas repetições.

O tema que proponho para esse mês é o de planejamento de treino e o quanto isso é importante para a periodização e principalmente para a motivação.

Planejar um treino não é simplesmente sentar com o seu técnico e dizer como você está se sentindo e o que você acha do treino, é pensar no seu ano todo, quais provas quer participar, que resultado você quer atingir em cada uma delas, desse modo o seu técnico poderá montar uma planilha de treinos dentro do seu objetivo.

Outra forma de planejamento, que é anterior ao descrito acima, é o da sua vida de atleta, é muito importante que você se pergunte o que pretende com seu treinamento: terminar uma prova especifica como o Iron Man, ou vencer um circuito inteiro, ou emagrecer... Não importa, o importante é que você saiba o que te motiva a praticar o esporte que pratica.

Tendo em mente o seu objetivo, agora sim trace seu plano de metas para o ano, se é emagrecer, participar de provas talvez não seja tão importante para você, pois então decida quantos quilos você quer perder.

Pense sempre em degraus, em etapas, planeje quantos quilos você quer perder por mês, mas antes converse com um nutricionista para saber se é viável, é importante que as metas sejam possíveis de serem alcançadas.

O mesmo se o seu objetivo é ser campeão do Iron Man (talvez você tenha de pensar mais em longo prazo), mas trace com seu técnico metas reais e possíveis, de preferência em curto espaço de tempo, talvez mês a mês, pois assim você está mais próximo da motivação e pode flexibilizar o seu planejamento

Tome um cuidado! Flexibilize sempre o seu planejamento, ele deve ser maleável e ir se moldando com a sua realidade do momento, não pode ser algo rígido demais. Avalie periodicamente o seu planejamento, vá verificando se suas metas estão sendo alcançadas e a que custo, talvez você tenha que adiar um pouco o seu objetivo, ou mesmo adiantá-lo, a hipótese de você ter subestimado sua capacidade de atingir seu objetivo também deve ser levado em conta.

Mas o que tudo isso tem a ver com motivação? Tem muito a ver, um planejamento mal feito pode resultar que você nunca atinja os objetivos traçados e com isso você se sentirá incapaz e provavelmente desistirá do esporte, ou ao contrario, pode ser muito fácil e você não se sinta desafiado pela atividade.

Por isso é muito importante localizar um objetivo e traçar metas reais, possíveis e adequadas ao seu desempenho que te levam a esse objetivo. Para te ajudar a localizar as suas possibilidades é muito importante contar com a ajuda de profissionais qualificados: nutricionistas, educadores físicos e psicólogos.


Planejar e motivar

Atletismo · 20 maio, 2004

Eu já devo ter escrito sobre esse tema anteriormente, mas gostaria de repetir por acha-lo muito importante e como diria Nelson Rodrigues, eu não seria nada sem minhas repetições.

O tema que proponho para esse mês é o de planejamento de treino e o quanto isso é importante para a periodização e principalmente para a motivação.

Planejar um treino não é simplesmente sentar com o seu técnico e dizer como você está se sentindo e o que você acha do treino, é pensar no seu ano todo, quais provas quer participar, que resultado você quer atingir em cada uma delas, desse modo o seu técnico poderá montar uma planilha de treinos dentro do seu objetivo.

Outra forma de planejamento, que é anterior ao descrito acima, é o da sua vida de atleta, é muito importante que você se pergunte o que pretende com seu treinamento: terminar uma prova especifica como o Iron Man, ou vencer um circuito inteiro, ou emagrecer... Não importa, o importante é que você saiba o que te motiva a praticar o esporte que pratica.

Tendo em mente o seu objetivo, agora sim trace seu plano de metas para o ano, se é emagrecer, participar de provas talvez não seja tão importante para você, pois então decida quantos quilos você quer perder.

Pense sempre em degraus, em etapas, planeje quantos quilos você quer perder por mês, mas antes converse com um nutricionista para saber se é viável, é importante que as metas sejam possíveis de serem alcançadas.

O mesmo se o seu objetivo é ser campeão do Iron Man (talvez você tenha de pensar mais em longo prazo), mas trace com seu técnico metas reais e possíveis, de preferência em curto espaço de tempo, talvez mês a mês, pois assim você está mais próximo da motivação e pode flexibilizar o seu planejamento

Tome um cuidado! Flexibilize sempre o seu planejamento, ele deve ser maleável e ir se moldando com a sua realidade do momento, não pode ser algo rígido demais. Avalie periodicamente o seu planejamento, vá verificando se suas metas estão sendo alcançadas e a que custo, talvez você tenha que adiar um pouco o seu objetivo, ou mesmo adiantá-lo, a hipótese de você ter subestimado sua capacidade de atingir seu objetivo também deve ser levado em conta.

Mas o que tudo isso tem a ver com motivação? Tem muito a ver, um planejamento mal feito pode resultar que você nunca atinja os objetivos traçados e com isso você se sentirá incapaz e provavelmente desistirá do esporte, ou ao contrario, pode ser muito fácil e você não se sinta desafiado pela atividade.

Por isso é muito importante localizar um objetivo e traçar metas reais, possíveis e adequadas ao seu desempenho que te levam a esse objetivo. Para te ajudar a localizar as suas possibilidades é muito importante contar com a ajuda de profissionais qualificados: nutricionistas, educadores físicos e psicólogos.

Treino longo e alongamento têm a ver com ansiedade!

Outro dia eu estava conversando com um amigo educador físico, o Paulão, que no auge de sua experiência como treinador de corrida me dispara um piparote, dizendo:

“Treino longo e alongamento têm a ver com ansiedade!”

No momento fiquei um pouco desconcertado, o piparote acertou em cheio os meus ouvidos e me coloquei a pensar em tal frase. O que tenho de admitir é que não há nada mais certo do que a oração pronunciada pelo Paulão, e eu explico porquê.

Pessoas ansiosas, vocês podem notar, não gostam de fazer treinos longos, aqueles de correr 15 Km ou pedalar 80 Km ou nadar 2000m sem parar, chega um momento onde o sujeito começa a brigar com a metragem, reclama que não acaba nunca, aperta o treino para acabar logo e muitas vezes se “quebra”. O mesmo é verdadeiro com provas longas, às vezes são ótimos atletas, tem um bom preparo e um bom desempenho, mas não suportam ficar mais de uma hora numa mesma atividade, nesse caso de duas uma: Ou muda de treino e vira velocista ou começa a cuidar da “cabeça” para suportar treinos e provas longas.

Existem muitas maneiras de se cuidar para esse tipo de treino, a mais eficiente ainda é a respiração. A yoga tem várias técnicas respiratórias que permitem uma aquietação da mente.

Durante o treino, ficar atento à respiração é um modo de diminuir a ansiedade e começar a cuidar de variáveis que permitirão ao atleta um melhor autoconhecimento, e conseqüentemente ter um treino mais eficiente. Pensar na respiração evite que a cabeça vaguei em pensamento que não dizem respeito à corrida ou que se esqueça quanto falta para terminar. Respirar permite que o atleta concentre sua atenção na atividade e não em estímulos externos que causam ansiedade

Quanto ao alongamento podemos dizer que o sujeito ansioso quer logo iniciar o treino, correr se for o caso, e não considera o momento do alongamento parte do treino e na cabeça vem um pensamento quase como esse: “se eu vim aqui para correr por que vou ficar aqui esticando minha perna? Eu quero é correr”.

Uma forma de contornar esse problema é fazer, enquanto alonga, uma visualização do treino que está por vir, pensar no que vai fazer, onde ou em que momento vai apertar o ritmo, ou como está se sentindo, se está cansado se têm alguma parte doendo e fazer todo um planejamento do treino. Essa prática tem efeitos maravilhosos em caso de prova, uma boa visualização de uma prova permite que o atleta crie uma estratégia que pode ser definitiva no resultado da mesma.

No final do treino o alongamento é um bom momento para fazer uma avaliação do treino, retomar todo o percurso, perceber o que precisa melhorar, o que foi positivo, e até mesmo começar a pensar o próximo treino em decorrência desse.

Para finalizar o que tenho a dizer é que podemos usar a longa distância e o momento do alongamento a nosso favor ao invés de lutarmos contra eles.


Treino longo e alongamento têm a ver com ansiedade!

Corridas de Rua · 21 abr, 2004

Outro dia eu estava conversando com um amigo educador físico, o Paulão, que no auge de sua experiência como treinador de corrida me dispara um piparote, dizendo:

“Treino longo e alongamento têm a ver com ansiedade!”

No momento fiquei um pouco desconcertado, o piparote acertou em cheio os meus ouvidos e me coloquei a pensar em tal frase. O que tenho de admitir é que não há nada mais certo do que a oração pronunciada pelo Paulão, e eu explico porquê.

Pessoas ansiosas, vocês podem notar, não gostam de fazer treinos longos, aqueles de correr 15 Km ou pedalar 80 Km ou nadar 2000m sem parar, chega um momento onde o sujeito começa a brigar com a metragem, reclama que não acaba nunca, aperta o treino para acabar logo e muitas vezes se “quebra”. O mesmo é verdadeiro com provas longas, às vezes são ótimos atletas, tem um bom preparo e um bom desempenho, mas não suportam ficar mais de uma hora numa mesma atividade, nesse caso de duas uma: Ou muda de treino e vira velocista ou começa a cuidar da “cabeça” para suportar treinos e provas longas.

Existem muitas maneiras de se cuidar para esse tipo de treino, a mais eficiente ainda é a respiração. A yoga tem várias técnicas respiratórias que permitem uma aquietação da mente.

Durante o treino, ficar atento à respiração é um modo de diminuir a ansiedade e começar a cuidar de variáveis que permitirão ao atleta um melhor autoconhecimento, e conseqüentemente ter um treino mais eficiente. Pensar na respiração evite que a cabeça vaguei em pensamento que não dizem respeito à corrida ou que se esqueça quanto falta para terminar. Respirar permite que o atleta concentre sua atenção na atividade e não em estímulos externos que causam ansiedade

Quanto ao alongamento podemos dizer que o sujeito ansioso quer logo iniciar o treino, correr se for o caso, e não considera o momento do alongamento parte do treino e na cabeça vem um pensamento quase como esse: “se eu vim aqui para correr por que vou ficar aqui esticando minha perna? Eu quero é correr”.

Uma forma de contornar esse problema é fazer, enquanto alonga, uma visualização do treino que está por vir, pensar no que vai fazer, onde ou em que momento vai apertar o ritmo, ou como está se sentindo, se está cansado se têm alguma parte doendo e fazer todo um planejamento do treino. Essa prática tem efeitos maravilhosos em caso de prova, uma boa visualização de uma prova permite que o atleta crie uma estratégia que pode ser definitiva no resultado da mesma.

No final do treino o alongamento é um bom momento para fazer uma avaliação do treino, retomar todo o percurso, perceber o que precisa melhorar, o que foi positivo, e até mesmo começar a pensar o próximo treino em decorrência desse.

Para finalizar o que tenho a dizer é que podemos usar a longa distância e o momento do alongamento a nosso favor ao invés de lutarmos contra eles.

José Rubens D Elia lança Fábrica de Campeões

A partir de hoje, dia 20 de março, você poderá encontrar nas principais livrarias do país um excelente livro sobre esportes de autoria do consagrado preparador físico e terapeuta esportivo José Rubens D’Elia, que possui mais de 20 anos de experiência com atletas de alto nível das mais diversas modalidades.

Trata-se da obra Fábrica de Campeões – Preparação física para gente de sucesso, (São Paulo: Editora Gente, 2004, 174 páginas). Com acabamento primoroso, o autor ao longo da obra conta sua trajetória esportiva e mostra casos de sucesso de atletas profissionais e amadores, mesclados com relatos dessas pessoas que tiveram contato com o Método Terapia Esportiva utilizado por Rubens D’Elia.

Entre algumas das milhares de pessoas que estiveram sob orientação do autor e presentes no lançamento, que aconteceu no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, destacamos: o campeão olímpico e mundial Robert Scheidt (iatismo), Lars Grael (iatismo), Christian Fittipaldi (automobilismo), Tony Kanaã (automobilismo), Fernando Louro (ciclismo), Eduardo Ramirez (ciclismo), Luciano “Kadra” Lancellotti (ciclismo), entre outros, além da presença do bicampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, nos anos de 1980 e 1985, José João da Silva.

O lançamento no MAM foi bastante concorrido com a presença de pessoas de todas as idades. Ainda no evento tiveram a oportunidade de assistir uma apresentação proferida pelo autor, contando um pouco de sua vida e trajetória até os dias atuais.

Características:

Título: Fábrica de Campeões – Preparação física para gente de sucesso
Editora Editora Gente, 2004, 174 páginas
Valor: R$ 31,90 (preço sugerido)
Onde encontrar: Principais livrarias.


José Rubens D Elia lança Fábrica de Campeões

Corridas de Rua · 20 mar, 2004

A partir de hoje, dia 20 de março, você poderá encontrar nas principais livrarias do país um excelente livro sobre esportes de autoria do consagrado preparador físico e terapeuta esportivo José Rubens D’Elia, que possui mais de 20 anos de experiência com atletas de alto nível das mais diversas modalidades.

Trata-se da obra Fábrica de Campeões – Preparação física para gente de sucesso, (São Paulo: Editora Gente, 2004, 174 páginas). Com acabamento primoroso, o autor ao longo da obra conta sua trajetória esportiva e mostra casos de sucesso de atletas profissionais e amadores, mesclados com relatos dessas pessoas que tiveram contato com o Método Terapia Esportiva utilizado por Rubens D’Elia.

Entre algumas das milhares de pessoas que estiveram sob orientação do autor e presentes no lançamento, que aconteceu no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, destacamos: o campeão olímpico e mundial Robert Scheidt (iatismo), Lars Grael (iatismo), Christian Fittipaldi (automobilismo), Tony Kanaã (automobilismo), Fernando Louro (ciclismo), Eduardo Ramirez (ciclismo), Luciano “Kadra” Lancellotti (ciclismo), entre outros, além da presença do bicampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, nos anos de 1980 e 1985, José João da Silva.

O lançamento no MAM foi bastante concorrido com a presença de pessoas de todas as idades. Ainda no evento tiveram a oportunidade de assistir uma apresentação proferida pelo autor, contando um pouco de sua vida e trajetória até os dias atuais.

Características:

Título: Fábrica de Campeões – Preparação física para gente de sucesso
Editora Editora Gente, 2004, 174 páginas
Valor: R$ 31,90 (preço sugerido)
Onde encontrar: Principais livrarias.

Projetos Sociais e Psicologia do Esporte – Tudo a Ver!

Neste artigo eu gostaria de apresentar a vocês um campo de atuação, talvez menos conhecido, da Psicologia do Esporte: o trabalho em projetos sociais. O psicólogo do esporte que atua em projetos sociais tem características muito peculiares, que o diferem substancialmente do profissional que trabalha com performance, ou diretamente com atividades esportivas. Há uma diferença na visão sobre o que é o esporte.

Existem inúmeros projetos sociais que atuam com crianças e jovens de baixa renda e que tem como instrumento o esporte. Mas apenas quais são os objetivos desses projetos ao trabalhar com esporte?

Com certeza o objetivo de muitos desses projetos não é revelar talentos esportivos, então resta mais uma pergunta: O que faz um psicólogo de esporte num projeto como esse se o objetivo não é desenvolver atletas?

Tentarei responder a todas essas perguntas com os meus argumentos, e espero que fique fácil de entender as peculiaridades desse campo da psicologia. Os projetos sociais, em sua maioria, têm como objetivo trabalho com enfoque no desenvolvimento da Educação e cidadania, e o esporte é um poderoso instrumento para esse trabalho.Através de atividades coletivas pode-se desenvolver o espírito de equipe e o respeito aos limites, tanto de si quanto dos outros.

Com esportes individuais, como o atletismo, não é diferente. Podemos desenvolver a percepção das regras, o respeito para com os outros, o conhecimento de suas capacidades corporais e intelectuais. Ou seja, o esporte é capaz de desenvolver não só o físico, mas também as capacidades afetivas, cognitivas e cívicas.

É possível desenvolver capacidades afetivas, pois, através do esporte podemos ajudar as crianças a entender as vitórias e aprender com as frustrações. Cognitivas, pois se pode desenvolver o raciocínio lógico quando a criança começa a perceber, pelo próprio corpo, os batimentos cardíacos, o tempo desenvolvido numa corrida, o cansaço o descanso e as relações que há entre esses elementos. O raciocínio abstrato também é desenvolvido quando a criança pode perceber uma relação entre espaço percorrido, tempo, e intensidade do exercício.

Também é possível desenvolverem-se capacidades Cívicas, pois não há esportes sem regras, e assimilar a função das regras é entender o porquê delas existirem, possibilitar que o convívio seja harmonioso e construtivo também é possível entender que praticar um esporte não é eliminar um ao outro, mas participar de uma atividade prazerosa e partilhar uma linguagem comum aos seus praticantes, respeitar as diferenças e entender os semelhantes.

O esporte é um rico meio de desenvolver um projeto educacional, e o psicólogo do esporte é quem vai articular todas as três capacidades tornando significativa a prática esportiva para que esse projeto se realize.

Através de modificações de regras, criação e elaboração de jogos cooperativos, re-significações e discussões de situações de perdas ou ganhos o psicólogo do esporte, juntamente de uma equipe multidisciplinar, na qual necessariamente estarão presentes um pedagogo e um educador físico, torna o esporte um instrumento de apoio para a educação.

Existem muitos Projetos Sociais que atuam através do esporte, fica aqui um apelo: não deixem de ajuda-los, todos que através do esporte, lutam para diminuir (seria melhor dizer, extinguir) a violência a que são submetidas muitas de nossas crianças, lutam para que essas crianças não venham a ser adultos violentos, lutam para que através do esporte e pela Educação desenvolva-se o respeito por todos aqueles que nos cercam.

E não devemos esquecer também que o esporte pode ser uma profissão, e tornar essa condição possível é aumentar o repertório de escolhas dessa criança.


Projetos Sociais e Psicologia do Esporte – Tudo a Ver!

Atletismo · 15 mar, 2004

Neste artigo eu gostaria de apresentar a vocês um campo de atuação, talvez menos conhecido, da Psicologia do Esporte: o trabalho em projetos sociais. O psicólogo do esporte que atua em projetos sociais tem características muito peculiares, que o diferem substancialmente do profissional que trabalha com performance, ou diretamente com atividades esportivas. Há uma diferença na visão sobre o que é o esporte.

Existem inúmeros projetos sociais que atuam com crianças e jovens de baixa renda e que tem como instrumento o esporte. Mas apenas quais são os objetivos desses projetos ao trabalhar com esporte?

Com certeza o objetivo de muitos desses projetos não é revelar talentos esportivos, então resta mais uma pergunta: O que faz um psicólogo de esporte num projeto como esse se o objetivo não é desenvolver atletas?

Tentarei responder a todas essas perguntas com os meus argumentos, e espero que fique fácil de entender as peculiaridades desse campo da psicologia. Os projetos sociais, em sua maioria, têm como objetivo trabalho com enfoque no desenvolvimento da Educação e cidadania, e o esporte é um poderoso instrumento para esse trabalho.Através de atividades coletivas pode-se desenvolver o espírito de equipe e o respeito aos limites, tanto de si quanto dos outros.

Com esportes individuais, como o atletismo, não é diferente. Podemos desenvolver a percepção das regras, o respeito para com os outros, o conhecimento de suas capacidades corporais e intelectuais. Ou seja, o esporte é capaz de desenvolver não só o físico, mas também as capacidades afetivas, cognitivas e cívicas.

É possível desenvolver capacidades afetivas, pois, através do esporte podemos ajudar as crianças a entender as vitórias e aprender com as frustrações. Cognitivas, pois se pode desenvolver o raciocínio lógico quando a criança começa a perceber, pelo próprio corpo, os batimentos cardíacos, o tempo desenvolvido numa corrida, o cansaço o descanso e as relações que há entre esses elementos. O raciocínio abstrato também é desenvolvido quando a criança pode perceber uma relação entre espaço percorrido, tempo, e intensidade do exercício.

Também é possível desenvolverem-se capacidades Cívicas, pois não há esportes sem regras, e assimilar a função das regras é entender o porquê delas existirem, possibilitar que o convívio seja harmonioso e construtivo também é possível entender que praticar um esporte não é eliminar um ao outro, mas participar de uma atividade prazerosa e partilhar uma linguagem comum aos seus praticantes, respeitar as diferenças e entender os semelhantes.

O esporte é um rico meio de desenvolver um projeto educacional, e o psicólogo do esporte é quem vai articular todas as três capacidades tornando significativa a prática esportiva para que esse projeto se realize.

Através de modificações de regras, criação e elaboração de jogos cooperativos, re-significações e discussões de situações de perdas ou ganhos o psicólogo do esporte, juntamente de uma equipe multidisciplinar, na qual necessariamente estarão presentes um pedagogo e um educador físico, torna o esporte um instrumento de apoio para a educação.

Existem muitos Projetos Sociais que atuam através do esporte, fica aqui um apelo: não deixem de ajuda-los, todos que através do esporte, lutam para diminuir (seria melhor dizer, extinguir) a violência a que são submetidas muitas de nossas crianças, lutam para que essas crianças não venham a ser adultos violentos, lutam para que através do esporte e pela Educação desenvolva-se o respeito por todos aqueles que nos cercam.

E não devemos esquecer também que o esporte pode ser uma profissão, e tornar essa condição possível é aumentar o repertório de escolhas dessa criança.

Corra atrás de seus objetivos

Certa vez eu estava conversando com um amigo que me questionava como eu conseguia treinar tanto e não desistir. Falei de motivação, de superação, e de outras coisas que os psicólogos do esporte costumam falar. Foi quando ele disse que achava esporte muito chato, que cansava e que já tinha tentado praticar inúmeras vezes e nunca tinha dado continuidade, e que na última vez resolveu aceitar: definitivamente ele não gostava de esportes.

Fiquei pensando, é certo que há uma quantidade significativa de pessoas que não gostam de esportes, mas esse sujeito tinha tentado algumas vezes e eu me pergunto: O que o fez desistir?

Fui questionando como ele tinha começado a treinar, com quem, onde, e descobri informações fantásticas que me levaram a escrever esse artigo. Meu amigo praticava atividade física com objetivo emagrecer. Para isso começou a correr influenciado pelas inúmeras pessoas que nos últimos tempos lotam os parques fazendo seu trote ou sua caminhada, e pelas incontáveis revistas e competições que divulgam cada vez mais o esporte. Disse ele que corria uma vez por semana durante uma hora. Corria até cansar e depois caminhava para descansar, corria mais um pouco e caminhava mais um pouco. Após um mês ele constatou que os esforços foram inúteis, não estava mais magro, não tinha tido nenhum ganho com a atividade, pelo contrario, teve uma pequena lesão no joelho que trazia algumas dores.

Hoje eu posso dizer que o motivo da desmotivação do meu amigo é uma falta de planejamento, ou seja, ele tem um objetivo, mas não sabe o caminho para alcança-lo.

Por isso é muito importante ao iniciarmos uma atividade física consultarmos um profissional da área de Educação Física, só ele pode montar um treino adequado ao seu objetivo. Tenho certeza que meu amigo, se desde o início, tivesse procurado um bom profissional teria continuado a treinar pois, com o treino adequado para os seus objetivos, ele não teria se cansado tanto, não teria se lesionado e melhor, teria emagrecido como desejava. E não há nada mais motivador do que se aproximar ou alcançar uma meta.

Muitas vezes sou procurado por atletas ou pessoas que gostam de praticar esportes reclamando de suas atividades e que não conseguem atingir seus objetivos com a prática escolhida. Na maioria das vezes noto que a falta de um planejamento, ou melhor, de um acompanhamento para traçar esse planejamento, é a principal causa. Nesse caso tenho certeza, o psicólogo não tem muito o que fazer, o melhor é procurar um técnico ou educador físico.

Querer praticar um esporte é ter 50% do caminho andado para se iniciar uma prática esportiva, os outros 50% é vestir uma roupa esportiva e sair por aí fazendo seu esporte preferido, mas se quiser continuar a praticar, a atingir seus objetivos, é indispensável, até mesmo numa atividade tão corriqueira como correr, o acompanhamento técnico.


Corra atrás de seus objetivos

Atletismo · 16 fev, 2004

Certa vez eu estava conversando com um amigo que me questionava como eu conseguia treinar tanto e não desistir. Falei de motivação, de superação, e de outras coisas que os psicólogos do esporte costumam falar. Foi quando ele disse que achava esporte muito chato, que cansava e que já tinha tentado praticar inúmeras vezes e nunca tinha dado continuidade, e que na última vez resolveu aceitar: definitivamente ele não gostava de esportes.

Fiquei pensando, é certo que há uma quantidade significativa de pessoas que não gostam de esportes, mas esse sujeito tinha tentado algumas vezes e eu me pergunto: O que o fez desistir?

Fui questionando como ele tinha começado a treinar, com quem, onde, e descobri informações fantásticas que me levaram a escrever esse artigo. Meu amigo praticava atividade física com objetivo emagrecer. Para isso começou a correr influenciado pelas inúmeras pessoas que nos últimos tempos lotam os parques fazendo seu trote ou sua caminhada, e pelas incontáveis revistas e competições que divulgam cada vez mais o esporte. Disse ele que corria uma vez por semana durante uma hora. Corria até cansar e depois caminhava para descansar, corria mais um pouco e caminhava mais um pouco. Após um mês ele constatou que os esforços foram inúteis, não estava mais magro, não tinha tido nenhum ganho com a atividade, pelo contrario, teve uma pequena lesão no joelho que trazia algumas dores.

Hoje eu posso dizer que o motivo da desmotivação do meu amigo é uma falta de planejamento, ou seja, ele tem um objetivo, mas não sabe o caminho para alcança-lo.

Por isso é muito importante ao iniciarmos uma atividade física consultarmos um profissional da área de Educação Física, só ele pode montar um treino adequado ao seu objetivo. Tenho certeza que meu amigo, se desde o início, tivesse procurado um bom profissional teria continuado a treinar pois, com o treino adequado para os seus objetivos, ele não teria se cansado tanto, não teria se lesionado e melhor, teria emagrecido como desejava. E não há nada mais motivador do que se aproximar ou alcançar uma meta.

Muitas vezes sou procurado por atletas ou pessoas que gostam de praticar esportes reclamando de suas atividades e que não conseguem atingir seus objetivos com a prática escolhida. Na maioria das vezes noto que a falta de um planejamento, ou melhor, de um acompanhamento para traçar esse planejamento, é a principal causa. Nesse caso tenho certeza, o psicólogo não tem muito o que fazer, o melhor é procurar um técnico ou educador físico.

Querer praticar um esporte é ter 50% do caminho andado para se iniciar uma prática esportiva, os outros 50% é vestir uma roupa esportiva e sair por aí fazendo seu esporte preferido, mas se quiser continuar a praticar, a atingir seus objetivos, é indispensável, até mesmo numa atividade tão corriqueira como correr, o acompanhamento técnico.

Psicólogo ou Técnico: quem chamar primeiro?

Dizer que para um atleta ter um bom desempenho em provas é indispensável a presença de um técnico pode parecer óbvio, mas não é. Ainda há muitos atletas que desejam obter resultados em provas e treinam sozinhos. Muitos desses atletas são formados em Educação Física e montam suas próprias planilhas de treino.

Vamos iniciar nosso texto tratando de um desses casos, como o citado - o educador físico que prescreve seu próprio treino. Pensar nesse sujeito é o mesmo que pensar num cirurgião que opera a si mesmo, ou um advogado que vai a um tribunal sozinho, sem representação, ou de um modo caricato, um psicanalista que deita no seu próprio divã a fim de curar-se.

Essa situação pode ser pior quando o atleta não é um educador físico, pois este não conhece as especificidades necessárias ao treino, podendo causar lesões, ou no mínimo, não atingir os objetivos pretendidos e se sentir desmotivado por isso.

Nos exemplos acima notamos uma clareza da impossibilidade de uma...- digamos... - auto–ajuda, e podemos, então, perguntar-nos: porque um educador físico pode auto-ajudar-se?

Sobre o técnico - Falando do ponto de vista da psicologia podemos dizer que o técnico é imprescindível em qualquer caso no qual o objetivo seja o treinamento. Este profissional que garante a qualidade do treino, de modo a proporcionar qualidade de vida para aqueles que praticam uma atividade física, e melhores desempenhos para aqueles que buscam competir.

No primeiro caso o técnico é a melhor pessoa para avaliar os riscos e a qualidade da atividade que está sendo exercitada. É ele também que pode garantir a diversidade do treino, impedindo que este fique monótono e desestimulante para o praticante, motivo que leva muitos deles a desistirem após alguns meses. Nesse caso também é o técnico a melhor pessoa para avaliar a ocorrência de uma lesão, indicando uma parada ou simplesmente a redução da intensidade de treino.

No caso dos atletas, principalmente daqueles que buscam desempenho em competições, o técnico é uma figura fundamental, não só na melhoria do condicionamento físico, mas no trabalho psicológico que pode levar um atleta a ser campeão.

Um bom técnico não cuida só do corpo, é ele quem vai planejar as provas e os treinos, montar os ciclos, periodizar os treinos, discutir com o atleta sobre qual competição participar e em que momento. Ele baseia-se no desempenho físico para traçar metas, tanto nos treinos quanto em competições, que realizem os objetivos do atleta.

Mas parece que a pergunta ainda permanece: o atleta não pode traçar as suas próprias metas e realizar o seu próprio planejamento? Bem... Então vamos falar de outro modo. O técnico é a pessoa habilitada para cobrar de um atleta mais força, ou melhor, desempenho em um treino, baseado em suas observações. É ele também que pode avaliar o limite entre desejo e realidade, e, de modo objetivo, adequá-los.

Vou dar um exemplo: o atleta A sonha em ser campeão brasileiro de atletismo. Ele é formado em Educação Física e prescreve seus próprios treinos. Ele traça metas, mede seus tempos e acredita que poderá correr o Brasileiro no final do ano. Podemos perguntar: ele está flexibilizando seus tempos e suas metas aproximando-os de seus desejos ou está traçando caminhos realmente objetivos?

O técnico, no caso acima, tem condições de mensurar o desempenho desse atleta, cobrar dele que os treinos e as metas sejam cumpridas, e traçar estratégias adequadas a realidade do corredor, sem deixar-se influenciar pelas emoções que envolvem o desejo e as frustrações que a sua não realização acarretam. Quero dizer: o atleta A pensa em ser campeão Brasileiro de atletismo, mas não consegue vencer o campeonato regional, por isso fica frustrado e está acreditando que não é um bom corredor. Com a ajuda de um técnico pode-se avaliar o que o impede de vencer, e traçar um novo esquema de treino para superar essa dificuldade.

Devemos ter claro, que o trabalho do psicólogo do esporte é muito importante, mas só surte efeito numa equipe multidisciplinar. Sozinho o psicólogo não faz milagres, não passando de um luxo desnecessário junto com o técnico ele pode colaborar muito para a melhora do desempenho do atleta.

Por isso, se você prescreve seus próprios treinos e não está conseguindo atingir os seus objetivos, antes de pensar em contratar um psicólogo, contrate um técnico. Muitos dos problemas serão resolvidos e outros aparecerão. Converse com o seu novo técnico se ele topa ter um psicólogo trabalhando com ele.


Psicólogo ou Técnico: quem chamar primeiro?

Atletismo · 13 jan, 2004

Dizer que para um atleta ter um bom desempenho em provas é indispensável a presença de um técnico pode parecer óbvio, mas não é. Ainda há muitos atletas que desejam obter resultados em provas e treinam sozinhos. Muitos desses atletas são formados em Educação Física e montam suas próprias planilhas de treino.

Vamos iniciar nosso texto tratando de um desses casos, como o citado - o educador físico que prescreve seu próprio treino. Pensar nesse sujeito é o mesmo que pensar num cirurgião que opera a si mesmo, ou um advogado que vai a um tribunal sozinho, sem representação, ou de um modo caricato, um psicanalista que deita no seu próprio divã a fim de curar-se.

Essa situação pode ser pior quando o atleta não é um educador físico, pois este não conhece as especificidades necessárias ao treino, podendo causar lesões, ou no mínimo, não atingir os objetivos pretendidos e se sentir desmotivado por isso.

Nos exemplos acima notamos uma clareza da impossibilidade de uma...- digamos... - auto–ajuda, e podemos, então, perguntar-nos: porque um educador físico pode auto-ajudar-se?

Sobre o técnico - Falando do ponto de vista da psicologia podemos dizer que o técnico é imprescindível em qualquer caso no qual o objetivo seja o treinamento. Este profissional que garante a qualidade do treino, de modo a proporcionar qualidade de vida para aqueles que praticam uma atividade física, e melhores desempenhos para aqueles que buscam competir.

No primeiro caso o técnico é a melhor pessoa para avaliar os riscos e a qualidade da atividade que está sendo exercitada. É ele também que pode garantir a diversidade do treino, impedindo que este fique monótono e desestimulante para o praticante, motivo que leva muitos deles a desistirem após alguns meses. Nesse caso também é o técnico a melhor pessoa para avaliar a ocorrência de uma lesão, indicando uma parada ou simplesmente a redução da intensidade de treino.

No caso dos atletas, principalmente daqueles que buscam desempenho em competições, o técnico é uma figura fundamental, não só na melhoria do condicionamento físico, mas no trabalho psicológico que pode levar um atleta a ser campeão.

Um bom técnico não cuida só do corpo, é ele quem vai planejar as provas e os treinos, montar os ciclos, periodizar os treinos, discutir com o atleta sobre qual competição participar e em que momento. Ele baseia-se no desempenho físico para traçar metas, tanto nos treinos quanto em competições, que realizem os objetivos do atleta.

Mas parece que a pergunta ainda permanece: o atleta não pode traçar as suas próprias metas e realizar o seu próprio planejamento? Bem... Então vamos falar de outro modo. O técnico é a pessoa habilitada para cobrar de um atleta mais força, ou melhor, desempenho em um treino, baseado em suas observações. É ele também que pode avaliar o limite entre desejo e realidade, e, de modo objetivo, adequá-los.

Vou dar um exemplo: o atleta A sonha em ser campeão brasileiro de atletismo. Ele é formado em Educação Física e prescreve seus próprios treinos. Ele traça metas, mede seus tempos e acredita que poderá correr o Brasileiro no final do ano. Podemos perguntar: ele está flexibilizando seus tempos e suas metas aproximando-os de seus desejos ou está traçando caminhos realmente objetivos?

O técnico, no caso acima, tem condições de mensurar o desempenho desse atleta, cobrar dele que os treinos e as metas sejam cumpridas, e traçar estratégias adequadas a realidade do corredor, sem deixar-se influenciar pelas emoções que envolvem o desejo e as frustrações que a sua não realização acarretam. Quero dizer: o atleta A pensa em ser campeão Brasileiro de atletismo, mas não consegue vencer o campeonato regional, por isso fica frustrado e está acreditando que não é um bom corredor. Com a ajuda de um técnico pode-se avaliar o que o impede de vencer, e traçar um novo esquema de treino para superar essa dificuldade.

Devemos ter claro, que o trabalho do psicólogo do esporte é muito importante, mas só surte efeito numa equipe multidisciplinar. Sozinho o psicólogo não faz milagres, não passando de um luxo desnecessário junto com o técnico ele pode colaborar muito para a melhora do desempenho do atleta.

Por isso, se você prescreve seus próprios treinos e não está conseguindo atingir os seus objetivos, antes de pensar em contratar um psicólogo, contrate um técnico. Muitos dos problemas serão resolvidos e outros aparecerão. Converse com o seu novo técnico se ele topa ter um psicólogo trabalhando com ele.

Planejar para vencer

Parte do sucesso de um atleta tanto em competições quanto em sua carreira depende de sua capacidade de planejar e organizar sua vida profissional.

O atleta não deve ter somente um planejamento dos seus treinos, não que isso não seja importante, pelo contrário, é muito importante, mas deve ter um planejamento das provas que pretende participar durante o ano, da sua alimentação, do seu sono, e do momento de prova em que se encontra.

Planejar parece ser um tema difícil para alguns atletas, que estão muito mais preocupados em fazer o que mais gostam, praticar o esporte que escolheram, mas a falta de planejamento é uma das principais causas do insucesso, talvez essa seja a principal diferença entre atletas amadores e de alto desempenho.

O planejamento deve abranger todos os momentos de vida do atleta, ele deve traçar metas e objetivos desde a sua carreira, se perguntar onde quer chegar com eles, até o que fazer quando parar, inclusive os momentos antes de uma prova, se perguntando qual a colocação que pretende chegar, qual a importância da prova para o projeto de sua carreira.

O planejamento está intimamente ligado à motivação, um bom planejamento é aquele que estabelece metas reais e possíveis, e não há nada mais motivador do que alcançar cada uma das metas e se aproximar de um objetivo.

Por exemplo, um atleta que pretende correr o campeonato brasileiro de atletismo na prova de 400 metros e chagar entre os cinco primeiros deve antes se perguntar em quanto tempo ele quer conquistar esse objetivo.

Para responder a essa pergunta ele deve traçar uma séria de passos ou metas que o levam até seu objetivo maior, quanto mais passos entre sua vontade e a realização do seu objetivo, mais fácil será alcançá-lo.

Esse atleta pode iniciar como primeira meta chegar entre os três primeiros no campeonato regional na prova de 100 metros no final de dois meses. Alcançada essa meta pode se propor outra, agora a prova de 200 metros e posteriormente a de 400 metros, desse modo o atleta estará se habituando com a vivência em competições.

Chegando entre os três primeiros nos 400 metros da prova regional está na hora do atleta experimentar campeonatos mais competitivos, talvez seja o momento de tentar um o estadual. Cumprida as metas até o campeonato estadual, será o momento de se lançar no Brasileiro.

Construir um plano de carreira possibilita ao atleta vivenciar inúmeras conquistas e vitórias antes de atingir seu objetivo maior, e permite também a pensar e rever sua estratégia nas derrotas.

O planejamento deve estar presente em toda a carreira de um atleta, desde um plano macro, como o que foi dito acima, até num plano micro, ou seja, dias antes de uma prova, o que se alimentar, como treinar, o que esperar de uma prova, mas isso é tema para um outro artigo.


Planejar para vencer

Atletismo · 09 dez, 2003

Parte do sucesso de um atleta tanto em competições quanto em sua carreira depende de sua capacidade de planejar e organizar sua vida profissional.

O atleta não deve ter somente um planejamento dos seus treinos, não que isso não seja importante, pelo contrário, é muito importante, mas deve ter um planejamento das provas que pretende participar durante o ano, da sua alimentação, do seu sono, e do momento de prova em que se encontra.

Planejar parece ser um tema difícil para alguns atletas, que estão muito mais preocupados em fazer o que mais gostam, praticar o esporte que escolheram, mas a falta de planejamento é uma das principais causas do insucesso, talvez essa seja a principal diferença entre atletas amadores e de alto desempenho.

O planejamento deve abranger todos os momentos de vida do atleta, ele deve traçar metas e objetivos desde a sua carreira, se perguntar onde quer chegar com eles, até o que fazer quando parar, inclusive os momentos antes de uma prova, se perguntando qual a colocação que pretende chegar, qual a importância da prova para o projeto de sua carreira.

O planejamento está intimamente ligado à motivação, um bom planejamento é aquele que estabelece metas reais e possíveis, e não há nada mais motivador do que alcançar cada uma das metas e se aproximar de um objetivo.

Por exemplo, um atleta que pretende correr o campeonato brasileiro de atletismo na prova de 400 metros e chagar entre os cinco primeiros deve antes se perguntar em quanto tempo ele quer conquistar esse objetivo.

Para responder a essa pergunta ele deve traçar uma séria de passos ou metas que o levam até seu objetivo maior, quanto mais passos entre sua vontade e a realização do seu objetivo, mais fácil será alcançá-lo.

Esse atleta pode iniciar como primeira meta chegar entre os três primeiros no campeonato regional na prova de 100 metros no final de dois meses. Alcançada essa meta pode se propor outra, agora a prova de 200 metros e posteriormente a de 400 metros, desse modo o atleta estará se habituando com a vivência em competições.

Chegando entre os três primeiros nos 400 metros da prova regional está na hora do atleta experimentar campeonatos mais competitivos, talvez seja o momento de tentar um o estadual. Cumprida as metas até o campeonato estadual, será o momento de se lançar no Brasileiro.

Construir um plano de carreira possibilita ao atleta vivenciar inúmeras conquistas e vitórias antes de atingir seu objetivo maior, e permite também a pensar e rever sua estratégia nas derrotas.

O planejamento deve estar presente em toda a carreira de um atleta, desde um plano macro, como o que foi dito acima, até num plano micro, ou seja, dias antes de uma prova, o que se alimentar, como treinar, o que esperar de uma prova, mas isso é tema para um outro artigo.

Iniciação esportiva ou pequeno campeão?

Muitos filhos de atletas vêem os seus pais treinando e pedem para praticar o mesmo esporte, até mesmo por identificação, mas vale perguntar: quando é o momento de especificar em uma modalidade?

É muito comum crianças até aproximadamente dez anos, quererem imitar os pais, e pedirem para praticar, treinar, ou jogar o mesmo esporte que o adulto. Aí a postura do adulto normalmente é de desconcerto que se baseia em questionamentos referente à intensidade do treino: será que o corpo da criança agüentaria? Ou de proibição: ele ainda não tem idade. Ou mesmo, no outro pólo, de orgulho, e logo colocando o filho numa escolinha, em um centro de treinamento, em uma consultoria esportiva.

Quando estamos tratando de crianças temos de tomar alguns cuidados ao encaminhá-las para o esporte, quem pratica sabe do beneficio que ele proporciona, e privar a criança desses benefícios seria um ‘pecado’, porém a rotina de treinos de competições pode estressar e traumatizar o infante de tal modo que resulte num desinteresse total por esporte quando ela chegar na vida adulta.

Nunca devemos esquecer também que as crianças estão em fase de crescimento, e que seus corpos estão em formação, e o desenvolvimento do corpo com uma atividade a fim de ganhar desempenho poderia trazer problemas de formação, no corpo da criança, irreparáveis.

O que fazer então? Qual é a solução para iniciar seu filho pequeno numa atividade esportiva?

A melhor solução é através da iniciação esportiva, que deve acontecer sempre de forma lúdica, com brincadeiras e jogos para que o futuro pequeno atleta aprenda as diversas possibilidades do seu corpo e de seus movimentos.

Especificar logo de início é impedir que a criança desenvolva uma boa educação física e impossibilitar a liberdade de escolher qual atividade mais lhe agrada.

Uma boa iniciação esportiva deve, como já foi dito, trabalhar principalmente com o lúdico e desenvolver as diversas potencialidades de movimentos que exige a atividade física. Conforme a criança cresce é interessante lentamente introduzindo as mais diversas modalidades esportivas: as coletivas e as individuais, para que ela, no final de sua infância, início da adolescência, quando é o momento das escolhas, decida qual caminho seguir, qual esporte praticar e como praticar.

Os pais atletas não devem se sentir culpados ou decepcionados caso seu filho não goste de esporte e prefira outras atividades, principalmente na adolescência é comum haver uma tentativa de diferenciação dos pais, e a forma que normalmente é encontrada para isso, é a negação dos valores familiares.

Um pai deve ficar orgulhoso por ter dado a seu filho a possibilidade de escolher o esporte que quisesse, e a possibilidade de praticar ou não esporte. Esse pai ensinou ao filho o exercício da liberdade e juntamente com ele o da responsabilidade.


Iniciação esportiva ou pequeno campeão?

Corridas de Rua · 18 nov, 2003

Muitos filhos de atletas vêem os seus pais treinando e pedem para praticar o mesmo esporte, até mesmo por identificação, mas vale perguntar: quando é o momento de especificar em uma modalidade?

É muito comum crianças até aproximadamente dez anos, quererem imitar os pais, e pedirem para praticar, treinar, ou jogar o mesmo esporte que o adulto. Aí a postura do adulto normalmente é de desconcerto que se baseia em questionamentos referente à intensidade do treino: será que o corpo da criança agüentaria? Ou de proibição: ele ainda não tem idade. Ou mesmo, no outro pólo, de orgulho, e logo colocando o filho numa escolinha, em um centro de treinamento, em uma consultoria esportiva.

Quando estamos tratando de crianças temos de tomar alguns cuidados ao encaminhá-las para o esporte, quem pratica sabe do beneficio que ele proporciona, e privar a criança desses benefícios seria um ‘pecado’, porém a rotina de treinos de competições pode estressar e traumatizar o infante de tal modo que resulte num desinteresse total por esporte quando ela chegar na vida adulta.

Nunca devemos esquecer também que as crianças estão em fase de crescimento, e que seus corpos estão em formação, e o desenvolvimento do corpo com uma atividade a fim de ganhar desempenho poderia trazer problemas de formação, no corpo da criança, irreparáveis.

O que fazer então? Qual é a solução para iniciar seu filho pequeno numa atividade esportiva?

A melhor solução é através da iniciação esportiva, que deve acontecer sempre de forma lúdica, com brincadeiras e jogos para que o futuro pequeno atleta aprenda as diversas possibilidades do seu corpo e de seus movimentos.

Especificar logo de início é impedir que a criança desenvolva uma boa educação física e impossibilitar a liberdade de escolher qual atividade mais lhe agrada.

Uma boa iniciação esportiva deve, como já foi dito, trabalhar principalmente com o lúdico e desenvolver as diversas potencialidades de movimentos que exige a atividade física. Conforme a criança cresce é interessante lentamente introduzindo as mais diversas modalidades esportivas: as coletivas e as individuais, para que ela, no final de sua infância, início da adolescência, quando é o momento das escolhas, decida qual caminho seguir, qual esporte praticar e como praticar.

Os pais atletas não devem se sentir culpados ou decepcionados caso seu filho não goste de esporte e prefira outras atividades, principalmente na adolescência é comum haver uma tentativa de diferenciação dos pais, e a forma que normalmente é encontrada para isso, é a negação dos valores familiares.

Um pai deve ficar orgulhoso por ter dado a seu filho a possibilidade de escolher o esporte que quisesse, e a possibilidade de praticar ou não esporte. Esse pai ensinou ao filho o exercício da liberdade e juntamente com ele o da responsabilidade.