pequim

Christine Ohuruogu leva ouro nos 400m feminino

Atletismo · 19 ago, 2008

A americana Sanya Richards, grande favorita à conquista da medalha de ouro nessa Olimpíada de Pequim, saiu bem forte no início da prova e parecia que levaria fácil o primeiro lugar, mas perdeu para a britânica Christine Ohuruogu. Richards passou a primeira curva na frente, mas na reta começou a perder velocidade.

Nos metros finais Christine começou a ganhar terreno e trouxe com ela a jamaicana Shericka Williams, que também superou a americana. Com o tempo de 49seg62, Christine faz sua melhor marca na temporada e levou o ouro, seguida por Shericka, que marcou seu melhor tempo (49seg69) para levar a prata.

Com 49seg93, Richards levou o bronze e se mostrou inconformada na linha de chegada ao dar um leve tapinha nas costas da vencedora. As esperanças dela agora serão depositadas na disputa do revezamento 4x400m.

Usain Bolt vence semi dos 200m e está na final

Atletismo · 19 ago, 2008

Como já era esperado, o jamaicano Usain Bolt venceu a sua série semifinal dos 200m e garantiu vaga na grande final, ao marcar o tempo de 20seg09. O americano Shawn Crawford pulou na frente, mas foi ultrapassado pelo atual recordista mundial dos 100m nos instantes finais e teve que se contentar com o segundo posto, ao marcar 20seg12.

Wallace Spearmon, dos Estados Unidos, também conquistou vaga para final da modalidade, ao chegar em terceiro com 20seg14, assim como Kim Collins, da Federação de São Cristóvão e Névis, ao estabelecer 20seg25. Esse tempo rendeu a Collins sua melhor marca na temporada.

Na outra série semifinal, Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, se classificou facilmente ao vencer e estabelecer a marca de 20seg11 (recorde nacional), contra Brian Dzingai, do Zimbábue, que marcou 20seg17. O americano Walter Dix também passou de fase, ao marcar 20seg19 na terceira posição, assim como o britânico Christian Malcom, quarto colocado com 20seg25. A grande final dos 200m será disputada nessa quarta-feira às 22h20 hora de Pequim, 11h20 hora de Brasília.

Marcos Paulo Reis avalia prova de Ohata no triathlon

Marcos Paulo Reis, treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Sidney 2000 e Atenas 2004, acompanhou o desempenho de Mariana Ohata em Pequim e faz uma avaliação da prova. Confira!

São Paulo -A brasileira Mariana Ohata, única representante do país no triathlon, participou nessa última segunda-feira (18) da prova olímpica em Pequim. Ao todo ela nadou 1,5 quilômetros, pedalou 40km e por fim correu mais 10km. Mas o seu desempenho não foi melhor do que sua última particpação em Jogos Olímpicos.

Ohata saiu da água na 27ª colocação, 12seg72 atrás das líderes. Já no ciclismo se manteve no segundo pelotão, tentando algumas vezes uma reação, porém, na corrida ela não manteve um bom ritmo e terminou a prova na 39ª posição. Essa foi sua terceira olimpíada.

"Acho que a Mariana não conseguiu nadar no pelotão da frente. Isso foi determinante na prova dela”, ressalta Marcos Paulo, que comentou a prova para uma rede de televisão. “Por mais que ela tenha sido combativa no ciclismo tentando buscar o primeiro pelotão, ela acabou não conseguindo um bom resultado”.

Durante a primeira volta do ciclismo Ohata ainda tentou se manter no pelotão da frente, brigando com a suíça Nicole Spirig (que completou a prova na sexta posição), mas o cansaço começou a bater e ela ficou para trás. “Ela pedalou muito forte tentando alguma coisa na prova, porque ali não adiantava ficar”, lembra Marcos Paulo.

Segundo o treinador, nadar forte e se segurar nas duas primeiras voltas de bike é fundamental no triathlon, algo que a brasileira não conseguiu. Por tentar recuperar algumas posições, no trecho de corrida, Ohata chegou muito cansada e ficou para trás terminando a prova na 39ª posição, duas atrás da sua marca em Atenas 2004, quando chegou em 37ª.


Marcos Paulo Reis avalia prova de Ohata no triathlon

Triathlon · 18 ago, 2008

Marcos Paulo Reis, treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Sidney 2000 e Atenas 2004, acompanhou o desempenho de Mariana Ohata em Pequim e faz uma avaliação da prova. Confira!

São Paulo -A brasileira Mariana Ohata, única representante do país no triathlon, participou nessa última segunda-feira (18) da prova olímpica em Pequim. Ao todo ela nadou 1,5 quilômetros, pedalou 40km e por fim correu mais 10km. Mas o seu desempenho não foi melhor do que sua última particpação em Jogos Olímpicos.

Ohata saiu da água na 27ª colocação, 12seg72 atrás das líderes. Já no ciclismo se manteve no segundo pelotão, tentando algumas vezes uma reação, porém, na corrida ela não manteve um bom ritmo e terminou a prova na 39ª posição. Essa foi sua terceira olimpíada.

"Acho que a Mariana não conseguiu nadar no pelotão da frente. Isso foi determinante na prova dela”, ressalta Marcos Paulo, que comentou a prova para uma rede de televisão. “Por mais que ela tenha sido combativa no ciclismo tentando buscar o primeiro pelotão, ela acabou não conseguindo um bom resultado”.

Durante a primeira volta do ciclismo Ohata ainda tentou se manter no pelotão da frente, brigando com a suíça Nicole Spirig (que completou a prova na sexta posição), mas o cansaço começou a bater e ela ficou para trás. “Ela pedalou muito forte tentando alguma coisa na prova, porque ali não adiantava ficar”, lembra Marcos Paulo.

Segundo o treinador, nadar forte e se segurar nas duas primeiras voltas de bike é fundamental no triathlon, algo que a brasileira não conseguiu. Por tentar recuperar algumas posições, no trecho de corrida, Ohata chegou muito cansada e ficou para trás terminando a prova na 39ª posição, duas atrás da sua marca em Atenas 2004, quando chegou em 37ª.

Mariana Ohata é 39ª no triathlon olímpico em Pequim

Na manhã de segunda-feira em Pequim, noite de domingo para segunda-feira no Brasil, aconteceu a prova feminina de triathlon, que teve vitória da atleta australiana Emma Snowsill conquistando a medalha de ouro. A prata foi para a portuguesa Vanessa Fernandes, o bronze para a também australiana Emma Moffat, enquanto a brasileira Mariana Ohata terminou na 39ª colocação.

A prova foi realizada na represa do Parque dos Túmulos Ming, com 24 graus de temperatura ambiente, 27 na água e umidade relativa do ar de 60%. O tiro de partida aconteceu sob uma plataforma flutuante para o trecho inicial, de 1,5 quilômetros de natação.

O início foi forte, com as atletas nadando emparelhadas em alguns momentos. No trecho final de água, as triatlhetas Magali di Marco, da Suíça, Júri Ide, do Japão, Laura Bennet, dos Estados Unidos e Sarah Haskins dos Estados Unidos, dividiam a liderança lado a lado e passaram na área de transição com diferença de um segundo entre elas (19min49 e 19min50).

Bike - Mariana foi a 27ª a sair da água, com o tempo de 20min02, 12seg72 atrás das líderes. Na liderança da prova, várias competidoras ameaçaram tomar a ponta e escapar, entre elas a inglesa Helen Tucker e Danyela Ryf, da Suíça, mas não obtiveram sucesso e o pelotão voltou a pedalar junto.

A arquibancada montada ao lado a área de transição estava lotada e durante todo o trajeto muitos torcedores aplaudiam e incentivavam as triatlhetas. Com quase uma hora de prova percorrida, dois grandes pelotões se formaram, o da frente liderado pela portuguesa Vanessa Fernandes e o de trás por Ohata, com um minuto de diferença.

Ohata se distanciou do segundo pelotão durante a quinta, das nove voltas de ciclismo, num claro esforço de chegar perto das líderes antes da transição para a corrida. Durante a passagem da última volta dos 40 quilômetros, as atletas do último pelotão se enroscaram, algumas delas caíram, e quem levou a pior foi a russa Irina Abysova, que precisou ser retirada do percurso pelos médicos.

Na área de transição da bike para os 10 quilômetros de corrida, a primeira a sair foi a triathleta da Nova Zelândia Andrea Hewitt, seguida por pelo menos outras 10 atletas com uma pequena diferença de tempo. Mariana saiu da transição na 24ª posição. Com o passar do tempo a temperatura foi aumentando e era nítido no semblante das atletas o sofrimento com o calor, que era minimizado por esponjas d’água oferecidas junto com as garrafas de hidratação.

Após os primeiros quilômetros de corrida, a australiana Emma Snowsill começou a abrir em relação às adversárias do pelotão, deixando para trás favorita Vanessa Fernandez, que parecia sofrer muito para correr. A portuguesa chegou a perder o segundo posto para a americana Laura Bennett, mas logo em seguida recuperou.

Snowsill errou o caminho na terceira volta, teve que pular uma barreira, mas não se abalou e seguiu firme e forte para cruzar a linha de chegada como a nova campeã olímpica. Na reta final ela pegou a bandeira australiana, cumprimentou o público e cruzou com 1h58min27. Fernandez ficou com a prata (1h59min34), primeira medalha de seu país em Pequim, seguida pela também australiana Emma Moffat, que levou o bronze (1h59min55). "A ficha não caiu ainda", ressalta a campeã. "Essa prata é como se fosse ouro para mim", comenta a portuguesa vice-campeã. A brasileira Mariana Ohata cruzou na 39ª colocação com 2h07min11.

Essa foi a terceira participação de Mariana em Olimpíadas. A triathleta de 29 anos não completou a prova em Sidney 2000, depois de ter caído da bicicleta e chegou na 37ª colocação em Atenas 2004, numa prova marcada por muita dificuldade e superação.


Mariana Ohata é 39ª no triathlon olímpico em Pequim

Triathlon · 18 ago, 2008

Na manhã de segunda-feira em Pequim, noite de domingo para segunda-feira no Brasil, aconteceu a prova feminina de triathlon, que teve vitória da atleta australiana Emma Snowsill conquistando a medalha de ouro. A prata foi para a portuguesa Vanessa Fernandes, o bronze para a também australiana Emma Moffat, enquanto a brasileira Mariana Ohata terminou na 39ª colocação.

A prova foi realizada na represa do Parque dos Túmulos Ming, com 24 graus de temperatura ambiente, 27 na água e umidade relativa do ar de 60%. O tiro de partida aconteceu sob uma plataforma flutuante para o trecho inicial, de 1,5 quilômetros de natação.

O início foi forte, com as atletas nadando emparelhadas em alguns momentos. No trecho final de água, as triatlhetas Magali di Marco, da Suíça, Júri Ide, do Japão, Laura Bennet, dos Estados Unidos e Sarah Haskins dos Estados Unidos, dividiam a liderança lado a lado e passaram na área de transição com diferença de um segundo entre elas (19min49 e 19min50).

Bike - Mariana foi a 27ª a sair da água, com o tempo de 20min02, 12seg72 atrás das líderes. Na liderança da prova, várias competidoras ameaçaram tomar a ponta e escapar, entre elas a inglesa Helen Tucker e Danyela Ryf, da Suíça, mas não obtiveram sucesso e o pelotão voltou a pedalar junto.

A arquibancada montada ao lado a área de transição estava lotada e durante todo o trajeto muitos torcedores aplaudiam e incentivavam as triatlhetas. Com quase uma hora de prova percorrida, dois grandes pelotões se formaram, o da frente liderado pela portuguesa Vanessa Fernandes e o de trás por Ohata, com um minuto de diferença.

Ohata se distanciou do segundo pelotão durante a quinta, das nove voltas de ciclismo, num claro esforço de chegar perto das líderes antes da transição para a corrida. Durante a passagem da última volta dos 40 quilômetros, as atletas do último pelotão se enroscaram, algumas delas caíram, e quem levou a pior foi a russa Irina Abysova, que precisou ser retirada do percurso pelos médicos.

Na área de transição da bike para os 10 quilômetros de corrida, a primeira a sair foi a triathleta da Nova Zelândia Andrea Hewitt, seguida por pelo menos outras 10 atletas com uma pequena diferença de tempo. Mariana saiu da transição na 24ª posição. Com o passar do tempo a temperatura foi aumentando e era nítido no semblante das atletas o sofrimento com o calor, que era minimizado por esponjas d’água oferecidas junto com as garrafas de hidratação.

Após os primeiros quilômetros de corrida, a australiana Emma Snowsill começou a abrir em relação às adversárias do pelotão, deixando para trás favorita Vanessa Fernandez, que parecia sofrer muito para correr. A portuguesa chegou a perder o segundo posto para a americana Laura Bennett, mas logo em seguida recuperou.

Snowsill errou o caminho na terceira volta, teve que pular uma barreira, mas não se abalou e seguiu firme e forte para cruzar a linha de chegada como a nova campeã olímpica. Na reta final ela pegou a bandeira australiana, cumprimentou o público e cruzou com 1h58min27. Fernandez ficou com a prata (1h59min34), primeira medalha de seu país em Pequim, seguida pela também australiana Emma Moffat, que levou o bronze (1h59min55). "A ficha não caiu ainda", ressalta a campeã. "Essa prata é como se fosse ouro para mim", comenta a portuguesa vice-campeã. A brasileira Mariana Ohata cruzou na 39ª colocação com 2h07min11.

Essa foi a terceira participação de Mariana em Olimpíadas. A triathleta de 29 anos não completou a prova em Sidney 2000, depois de ter caído da bicicleta e chegou na 37ª colocação em Atenas 2004, numa prova marcada por muita dificuldade e superação.

Etíope Kenenisa Bekele vence 10 mil metros na China

O etíope Kenenisa Bekele confirmou o favoritismo e faturou a medalha de ouro dos 10 mil metros da Olimpíada de Pequim, com 27min01seg17, novo recorde olímpico. Ele foi seguido pelo seu compatriota Sileshi Sihine (27min02seg77) e pelo queniano Micah Kogo (27min04seg11). O brasileiro Marílson Gomes tinha índice para essa prova, mas não correu e preferiu se concentrar totalmente na maratona, no próximo dia 24.

A competição largou às 22h45 (hora local), 11h45 hora de Brasília, com 39 atletas e encerrou as disputas do atletismo desse domingo no Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro. Ao todo foram 25 voltas na pista de 400m

Logo de cara o pelotão africano mostrou toda a sua força e imprimiu um ritmo forte, puxado pelo representante da Eritréia Kidane Tadesse. Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona, começou a mostrar suas garras após cerca de 17 minutos passados e em alguns momentos brigou pela ponta.

Tadesse liderou em quase todas as parciais de passagem de volta, exceto na passagem dos mil metros, que teve o mexicano Alejandro Suarez na ponta, nos seis mil, ocasião em Haile era o líder, e nos nove mil, que teve domínio do queniano Micah. Na última volta a dupla da Etiópia apertou o ritmo, mas Micah e seu compatriota Moses Ndiema Masai não deixaram barato e os perseguiram.

Com fôlego sobrando, Sihine e Bekele iniciaram um duelo particular, que resultou na vitória desse último melhorando seu próprio recorde olímpico, que era de 27min05seg10. Haile, que optou em não correr a maratona alegando que o ar poluído poderia prejudicar sua saúde, foi o sexto colocado.


Etíope Kenenisa Bekele vence 10 mil metros na China

Atletismo · 17 ago, 2008

O etíope Kenenisa Bekele confirmou o favoritismo e faturou a medalha de ouro dos 10 mil metros da Olimpíada de Pequim, com 27min01seg17, novo recorde olímpico. Ele foi seguido pelo seu compatriota Sileshi Sihine (27min02seg77) e pelo queniano Micah Kogo (27min04seg11). O brasileiro Marílson Gomes tinha índice para essa prova, mas não correu e preferiu se concentrar totalmente na maratona, no próximo dia 24.

A competição largou às 22h45 (hora local), 11h45 hora de Brasília, com 39 atletas e encerrou as disputas do atletismo desse domingo no Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro. Ao todo foram 25 voltas na pista de 400m

Logo de cara o pelotão africano mostrou toda a sua força e imprimiu um ritmo forte, puxado pelo representante da Eritréia Kidane Tadesse. Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona, começou a mostrar suas garras após cerca de 17 minutos passados e em alguns momentos brigou pela ponta.

Tadesse liderou em quase todas as parciais de passagem de volta, exceto na passagem dos mil metros, que teve o mexicano Alejandro Suarez na ponta, nos seis mil, ocasião em Haile era o líder, e nos nove mil, que teve domínio do queniano Micah. Na última volta a dupla da Etiópia apertou o ritmo, mas Micah e seu compatriota Moses Ndiema Masai não deixaram barato e os perseguiram.

Com fôlego sobrando, Sihine e Bekele iniciaram um duelo particular, que resultou na vitória desse último melhorando seu próprio recorde olímpico, que era de 27min05seg10. Haile, que optou em não correr a maratona alegando que o ar poluído poderia prejudicar sua saúde, foi o sexto colocado.

Jamaica leva ouro e prata nos 100m feminino

Atletismo · 17 ago, 2008

A festa dos 100m rasos feminino da Olimpíada de Pequim foi ao som de reggae. Isso porque a medalha de ouro e a de prata (com duas atletas empatadas) foi para a Jamaica, com vitória de Shelly-Ann Fraser (10se78), seguida por Sherone Simpson e Kerron Stewart (10seg98).

A largada foi limpa, já que não houve nenhuma queima, e logo de cara Simpson assumiu a ponta, mas não resistiu ao sprint da compatriota Shelly, que vibrou muito após cruzar a linha de chegada. Depois das jamaicanas, a americana Lauryn Williams cruzou a linha de chegada, com 11seg03 e faturou o bronze.

Após a prova, as três jamaicanas se enrolaram na bandeira do país e desfilaram para o público, que as aplaudiu muito.


Russo Valeriy Borchin é ouro nos 20km da marcha

O russo Valeriy Borchin faturou a medalha de ouro dos 20 quilômetros de marcha atlética em Pequim, após marcar o tempo de 1h19min01, seguido pelo equatoriano Jefferson Perez, 14 segundos depois, e do australiano Jared Tallent, 41 segundos depois. O brasileiro José Bagio foi o 14º colocado, mesmo resultado obtido em Atenas 2004.

A prova foi disputada num percurso de rua montado ao lado do Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro, sob um forte calor e céu azul na capital chinesa. Nesse tipo de competição, os atletas não podem perder contato com o solo e não podem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa.

Durante todo o percurso os juízes ficam de olho na postura dos atletas e os advertem em caso de irregularidade com um cartão amarelo. Em caso de três faltas pela mesma anormalidade, o competidor é desqualificado, o que acabou acontecendo com o australiano Chris Erickson e o japonês Takayuki Tanii.

O grande pelotão inicial demorou a ser desfeito, já que ninguém quis se arriscar logo de cara e se desgastar demais. Após as quatro primeiras voltas Rustam Kuvatov, do Cazaquistão, assumiu a liderança, posição que manteve até a passagem dos 20 minutos de prova, ocasião em que Javier Fernandez o ultrapassou.

Com quase 50 minutos de prova, a liderança era de Perez, seguido por Borchin, que resolveu guardar um fôlego extra para o final. Entre os quilômetros 16 e 18 os dois se mantiveram lado a lado na busca pelo primeiro lugar, mas o espanhol se manteve mais inteiro para cruzar a linha de chegada em primeiro dentro do Estádio Nacional.


Russo Valeriy Borchin é ouro nos 20km da marcha

Marcha Atlética · 16 ago, 2008

O russo Valeriy Borchin faturou a medalha de ouro dos 20 quilômetros de marcha atlética em Pequim, após marcar o tempo de 1h19min01, seguido pelo equatoriano Jefferson Perez, 14 segundos depois, e do australiano Jared Tallent, 41 segundos depois. O brasileiro José Bagio foi o 14º colocado, mesmo resultado obtido em Atenas 2004.

A prova foi disputada num percurso de rua montado ao lado do Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro, sob um forte calor e céu azul na capital chinesa. Nesse tipo de competição, os atletas não podem perder contato com o solo e não podem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa.

Durante todo o percurso os juízes ficam de olho na postura dos atletas e os advertem em caso de irregularidade com um cartão amarelo. Em caso de três faltas pela mesma anormalidade, o competidor é desqualificado, o que acabou acontecendo com o australiano Chris Erickson e o japonês Takayuki Tanii.

O grande pelotão inicial demorou a ser desfeito, já que ninguém quis se arriscar logo de cara e se desgastar demais. Após as quatro primeiras voltas Rustam Kuvatov, do Cazaquistão, assumiu a liderança, posição que manteve até a passagem dos 20 minutos de prova, ocasião em que Javier Fernandez o ultrapassou.

Com quase 50 minutos de prova, a liderança era de Perez, seguido por Borchin, que resolveu guardar um fôlego extra para o final. Entre os quilômetros 16 e 18 os dois se mantiveram lado a lado na busca pelo primeiro lugar, mas o espanhol se manteve mais inteiro para cruzar a linha de chegada em primeiro dentro do Estádio Nacional.

Ohata e Colucci já estão instalados na Vila Olímpica

Assim como Juraci Moreira, Reinaldo Colucci e Mariana Ohata também já estão em Pequim se ambientando para a disputa das provas de triathlon olímpicas. Juntamente com o Professor Cali, treinador da equipe, os dois desembarcaram nessa sexta-feira após 25 dias de treino em Jeju (Coréia) onde fizeram aclimatação e adaptação ao fuso horário e comentam um pouco sobre as primeiras impressões do local.

Pequim - “Chegamos bem, pois a viagem da Coréia até aqui durou apenas duas horas e vinte minutos. Agora vamos para a Vila e com certeza já vou começar a sentir o clima olímpico”, ressalta Mariana Ohata. “Mas Olimpíada é sempre Olimpíada. Ainda mais em se tratando de China! Pelo que tenho ouvido dos atletas que já chegaram na Vila, está tudo perfeito”, completa.

Já o estreante em Olimpíadas, Reinaldo Colucci, também demonstra empolgação por ter chegado à capital chinesa. “Todo atleta sonha um dia participar e competir em Jogos Olímpicos. Este sempre foi meu sonho e, desembarcando agora, já sinto que tudo começa a fazer sentido”, ressalta. “Com certeza quando eu entrar na Vila vou sentir a mesma emoção que muitos dos que estão lá estão sentido e também aqueles que já participaram de outras Olimpíadas”.

Treinos - Já o professor Cali está confiante por toda a preparação e treinamentos que foram feitos até o momento. “Viemos aqui porque temos um compromisso muito grande e vamos dar o melhor de nós para que estes momentos possam se transformar em uma grande realização. E que, além de espetacular, estes Jogos, também possa ser lembrados para sempre por nós”.

A disputa feminina acontecerá no dia 17 às 23h (hora de Brasília), enquanto os homens enfrentarão os 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida no dia 18, no mesmo horário. O local de competição é a Represa do Parque dos Túmulos Ming.


Ohata e Colucci já estão instalados na Vila Olímpica

Triathlon · 15 ago, 2008

Assim como Juraci Moreira, Reinaldo Colucci e Mariana Ohata também já estão em Pequim se ambientando para a disputa das provas de triathlon olímpicas. Juntamente com o Professor Cali, treinador da equipe, os dois desembarcaram nessa sexta-feira após 25 dias de treino em Jeju (Coréia) onde fizeram aclimatação e adaptação ao fuso horário e comentam um pouco sobre as primeiras impressões do local.

Pequim - “Chegamos bem, pois a viagem da Coréia até aqui durou apenas duas horas e vinte minutos. Agora vamos para a Vila e com certeza já vou começar a sentir o clima olímpico”, ressalta Mariana Ohata. “Mas Olimpíada é sempre Olimpíada. Ainda mais em se tratando de China! Pelo que tenho ouvido dos atletas que já chegaram na Vila, está tudo perfeito”, completa.

Já o estreante em Olimpíadas, Reinaldo Colucci, também demonstra empolgação por ter chegado à capital chinesa. “Todo atleta sonha um dia participar e competir em Jogos Olímpicos. Este sempre foi meu sonho e, desembarcando agora, já sinto que tudo começa a fazer sentido”, ressalta. “Com certeza quando eu entrar na Vila vou sentir a mesma emoção que muitos dos que estão lá estão sentido e também aqueles que já participaram de outras Olimpíadas”.

Treinos - Já o professor Cali está confiante por toda a preparação e treinamentos que foram feitos até o momento. “Viemos aqui porque temos um compromisso muito grande e vamos dar o melhor de nós para que estes momentos possam se transformar em uma grande realização. E que, além de espetacular, estes Jogos, também possa ser lembrados para sempre por nós”.

A disputa feminina acontecerá no dia 17 às 23h (hora de Brasília), enquanto os homens enfrentarão os 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida no dia 18, no mesmo horário. O local de competição é a Represa do Parque dos Túmulos Ming.

Jamaica reclama do excesso de testes antidoping

A equipe de atletismo da Jamaica tem reclamado da grande quantidade de testes antidoping fora de competição feitos em seus atletas nos últimos dias. “Estamos preocupados que isso possa ter um sério efeito. Muitos testes têm sido feitos e achamos isso extremamente incomum”, ressalta o chefe da delegação, Don Anderson. Em cinco dias firam feitos 32 testes.

Ainda de acordo com Anderson, eles não estão protestando, apenas achando incomum. Giselle Davies, representante do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que eles não receberam nenhuma reclamação oficial. “Temos um programa de doping bem compreensivo, se alguém se sentir prejudicado, deve procurar as autoridades”.

O velocista Asafa Poweel reclamou que os agentes o têm procurado com muita freqüência e tirado muito sangue de seu organismo, o que pode prejudica-lo na final dos 100m. “Eles já me testaram quatro vezes e tenho certeza que o farão novamente. Não sei quanto aos outros atletas, mas sei que isso se aplica a mim e aos meus colegas Michael Frater e Usain Bolt”.

A Agência Mundial Antidoping e o COI já avisaram antes do início dos Jogos que essa edição teria o controle mais rígido de toda a história, com novas medidas sendo tomadas para pegar os trapaceiros. As autoridades têm dado atenção especial aos velocistas, principalmente após os últimos casos de doping, como o de Justin Gatlin, ouro em Atenas e de Tim Montgomery, ouro no 4x100m de Sidney, que era cliente dos laboratórios Balco, produtores do esteróide THG.


Jamaica reclama do excesso de testes antidoping

Atletismo · 15 ago, 2008

A equipe de atletismo da Jamaica tem reclamado da grande quantidade de testes antidoping fora de competição feitos em seus atletas nos últimos dias. “Estamos preocupados que isso possa ter um sério efeito. Muitos testes têm sido feitos e achamos isso extremamente incomum”, ressalta o chefe da delegação, Don Anderson. Em cinco dias firam feitos 32 testes.

Ainda de acordo com Anderson, eles não estão protestando, apenas achando incomum. Giselle Davies, representante do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que eles não receberam nenhuma reclamação oficial. “Temos um programa de doping bem compreensivo, se alguém se sentir prejudicado, deve procurar as autoridades”.

O velocista Asafa Poweel reclamou que os agentes o têm procurado com muita freqüência e tirado muito sangue de seu organismo, o que pode prejudica-lo na final dos 100m. “Eles já me testaram quatro vezes e tenho certeza que o farão novamente. Não sei quanto aos outros atletas, mas sei que isso se aplica a mim e aos meus colegas Michael Frater e Usain Bolt”.

A Agência Mundial Antidoping e o COI já avisaram antes do início dos Jogos que essa edição teria o controle mais rígido de toda a história, com novas medidas sendo tomadas para pegar os trapaceiros. As autoridades têm dado atenção especial aos velocistas, principalmente após os últimos casos de doping, como o de Justin Gatlin, ouro em Atenas e de Tim Montgomery, ouro no 4x100m de Sidney, que era cliente dos laboratórios Balco, produtores do esteróide THG.

Juraci Moreira fala sobre as primeiras impressões de Pequim

O triathleta brasileiro Juraci Moreira, um dos representantes brasileiros na Olimpíada de Pequim, na China, já chegou a Pequim e conta suas primeiras impressões. Ele fala sobre o extravio de bagagem, problemas para respirar o ar poluído e da grande expectativa para a competição.

Pequim - Foi engraçado ter assistido a abertura e as primeiras provas da Olimpíada no Brasil pela TV e, após alguns dias, estar aqui vivenciando tudo isso de perto, fazendo parte dessa grande festa. Cheguei em Pequim no dia 12 de agosto, terça feira, às 7h45 da manhã, depois de mais de 30 horas viajando. Confesso que é impossível chegar bem de uma viagem longa como essa, pois é muito cansativa, mas é só botar o pé na Vila Olímpica que tudo isso passa logo, já que “agora estou na Olimpíada”.

O fuso horário de 11 horas de diferença com o Brasil é o maior desafio nos primeiros dias, pois durante o dia sempre estamos com sono e a noite bate aquela insônia. É assim que nos sentimos nos primeiros dias por aqui, exemplo disso que estou escrevendo este texto às cinco da manhã, hora aqui de Pequim. Minha chegada foi um pouco tumultuada, pois nenhuma das minhas três malas (inclusive a bicicleta) veio no meu vôo de Paris para Pequim, mas esses extravios de bagagem temporários acontecem infelizmente com uma certa freqüência e tento não me preocupar tanto.

Já passei por isso muitas vezes nas minhas viagens pelo mundo e até hoje sempre tive meu equipamento chegando a tempo e aqui não foi diferente. Fiquei sem malas por 24 horas, mas no dia seguinte, quarta feira, já estava montando minha bicicleta para os primeiros treinos aqui na China. Esta semana aqui na Vila não faço treinos pesados, são sessões leves e o principal é estar 100% recuperado da viagem e o mais adaptado possível ao fuso horário.

Treino e adaptação - Tento treinar sempre nos horários da minha prova no dia 19, vou largar aqui às 10 da manha e o calor e esse ar mais poluído que o normal será um grande desafio. Fiquei impressionado no primeiro dia de treinos. Fiz uma natação de uma hora e uma corrida de 60 minutos e o ar quente é incrível, parece que estamos numa sauna e minha sensação era de treinar na altitude, em que o ar não entra na quantidade necessária e precisamos respirar mais profundamente.

Mas sei que ate o dia da prova meu corpo irá se adaptar a todas essas adversidades aqui de Pequim e na hora da prova o ar, o calor e as subidas do percurso serão as mesmas para os meus 54 adversários. Sendo assim, que vença o melhor!!! Na próxima semana, quinta feira, já terei competido e, pela primeira vez em Olimpíadas, vou ficar na Vila até o encerramento, que acontece no domingo dia 24.

Podem ter certeza que serão cinco dias que aproveitarei as comidas e guloseimas que temos à vontade no refeitório da Vila Olímpica, com as tentações que nós atletas temos que enfrentar antes das provas. Depois da competição ninguém me segura (risos). Por isso, vou tratar de treinar e competir super bem, ai ficarei com crédito de calorias.


Juraci Moreira fala sobre as primeiras impressões de Pequim

Triathlon · 14 ago, 2008

O triathleta brasileiro Juraci Moreira, um dos representantes brasileiros na Olimpíada de Pequim, na China, já chegou a Pequim e conta suas primeiras impressões. Ele fala sobre o extravio de bagagem, problemas para respirar o ar poluído e da grande expectativa para a competição.

Pequim - Foi engraçado ter assistido a abertura e as primeiras provas da Olimpíada no Brasil pela TV e, após alguns dias, estar aqui vivenciando tudo isso de perto, fazendo parte dessa grande festa. Cheguei em Pequim no dia 12 de agosto, terça feira, às 7h45 da manhã, depois de mais de 30 horas viajando. Confesso que é impossível chegar bem de uma viagem longa como essa, pois é muito cansativa, mas é só botar o pé na Vila Olímpica que tudo isso passa logo, já que “agora estou na Olimpíada”.

O fuso horário de 11 horas de diferença com o Brasil é o maior desafio nos primeiros dias, pois durante o dia sempre estamos com sono e a noite bate aquela insônia. É assim que nos sentimos nos primeiros dias por aqui, exemplo disso que estou escrevendo este texto às cinco da manhã, hora aqui de Pequim. Minha chegada foi um pouco tumultuada, pois nenhuma das minhas três malas (inclusive a bicicleta) veio no meu vôo de Paris para Pequim, mas esses extravios de bagagem temporários acontecem infelizmente com uma certa freqüência e tento não me preocupar tanto.

Já passei por isso muitas vezes nas minhas viagens pelo mundo e até hoje sempre tive meu equipamento chegando a tempo e aqui não foi diferente. Fiquei sem malas por 24 horas, mas no dia seguinte, quarta feira, já estava montando minha bicicleta para os primeiros treinos aqui na China. Esta semana aqui na Vila não faço treinos pesados, são sessões leves e o principal é estar 100% recuperado da viagem e o mais adaptado possível ao fuso horário.

Treino e adaptação - Tento treinar sempre nos horários da minha prova no dia 19, vou largar aqui às 10 da manha e o calor e esse ar mais poluído que o normal será um grande desafio. Fiquei impressionado no primeiro dia de treinos. Fiz uma natação de uma hora e uma corrida de 60 minutos e o ar quente é incrível, parece que estamos numa sauna e minha sensação era de treinar na altitude, em que o ar não entra na quantidade necessária e precisamos respirar mais profundamente.

Mas sei que ate o dia da prova meu corpo irá se adaptar a todas essas adversidades aqui de Pequim e na hora da prova o ar, o calor e as subidas do percurso serão as mesmas para os meus 54 adversários. Sendo assim, que vença o melhor!!! Na próxima semana, quinta feira, já terei competido e, pela primeira vez em Olimpíadas, vou ficar na Vila até o encerramento, que acontece no domingo dia 24.

Podem ter certeza que serão cinco dias que aproveitarei as comidas e guloseimas que temos à vontade no refeitório da Vila Olímpica, com as tentações que nós atletas temos que enfrentar antes das provas. Depois da competição ninguém me segura (risos). Por isso, vou tratar de treinar e competir super bem, ai ficarei com crédito de calorias.