Organizadores

O Brasil no cenário internacional

Corridas de Rua · 24 nov, 2007

Estou indo agora participar aqui em São Paulo de um simpósio da Associação Internacional de Maratonas e Corridas de Rua (AIMS), que é a principal entidade focada em corridas de rua do mundo. Atualmente a AIMS congrega cerca de 240 provas internacionais que seguem as normas do atletismo de rua estabelecidas pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Possuir a chancela AIMS significa seguir padrões internacionais de organização e ter respaldo de seriedade.

O simpósio faz parte da programação da São Paulo Classic 10K Samsung que rola amanhã em sua 13ª edição. Serão discutidos temas de interesse da comunidade de corridas no Brasil e no mundo e ainda será apresentado o projeto sobre o AIMS World Congress que vai acontecer pela primeira vez no Brasil no ano de 2009.

É o Brasil se posicionando no cenário internacional de corridas de rua, no caso específico, resultado do irrepreensível trabalho da Corpore.

Alguém acredita em conspiração?

Corridas de Rua · 08 nov, 2007

Li no Muro de Recados do Webrun os seguintes comentários sobre a Meia Maratona Noturna Itanhaém. Uma mensagem informa: “deveriam ter avisado que essa seria uma corrida de aventura, passando por pântanos, atravessando rios, e se perdendo no meio da prova. Isso sem falar de correr no meio dos carros”, diz Norman.

“Pista de paralepípido escura, totalmente desorganizada e com pouquíssimas placas (muitos corredores se perderam no trajeto), não havia segurança em relação aos carros, conta o internauta Daniel, intitulando a prova como noite do horror.

Alguém acredita em conspiração?

Quantidade e qualidade no planejamento da hidratação

Quando a organização de uma corrida falha, procuro sempre fazer o meu registro com dois objetivos: alertar os corredores e tentar fazer com a organização do evento fique ciente de seus erros, muitas vezes involuntários, para que possa na próxima oportunidade evitá-los. A recíproca também é verdadeira. Quando observo que a organização prima pelo cuidado e respeito aos participantes também não deixo de elogiar.

Assim eu não poderia deixar registrar aqui minha satisfação com a quantidade do abastecimento oferecido na Ayrton Senna Racing Day (ASRD), que aconteceu no último domingo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Para cada volta de 5.275 metros havia três pontos de abastecimento, sendo, dois de água e um de isotônico. Ainda na chegada cada competidor recebia frutas e mais água.

No caso da hidratação os organizadores devem levar em consideração dois fatores: quantidade e qualidade, pois um não exclui o outro. Assim, uma ressalva precisa ser feita, uma vez que a água oferecida estava quente, já o isotônico estava bastante agradável ao meu ver.

Tudo bem que fui o último corredor de uma equipe de oito integrantes e comecei a correr às 12h, em baixo de um sol escaldante, fato que poderia servir de álibi. Mas uma prova do porte da ASRD – que por sinal é uma das minhas prediletas – poderia nos pontos de hidratação ter armazenado as garrafas de água em caminhões refrigerados ou então apenas protegidas sob uma tenda.

Seria uma solução simples, acredito que com um custo baixo, e um benefício bem alto para os corredores.


Quantidade e qualidade no planejamento da hidratação

Corridas de Rua · 30 out, 2007

Quando a organização de uma corrida falha, procuro sempre fazer o meu registro com dois objetivos: alertar os corredores e tentar fazer com a organização do evento fique ciente de seus erros, muitas vezes involuntários, para que possa na próxima oportunidade evitá-los. A recíproca também é verdadeira. Quando observo que a organização prima pelo cuidado e respeito aos participantes também não deixo de elogiar.

Assim eu não poderia deixar registrar aqui minha satisfação com a quantidade do abastecimento oferecido na Ayrton Senna Racing Day (ASRD), que aconteceu no último domingo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Para cada volta de 5.275 metros havia três pontos de abastecimento, sendo, dois de água e um de isotônico. Ainda na chegada cada competidor recebia frutas e mais água.

No caso da hidratação os organizadores devem levar em consideração dois fatores: quantidade e qualidade, pois um não exclui o outro. Assim, uma ressalva precisa ser feita, uma vez que a água oferecida estava quente, já o isotônico estava bastante agradável ao meu ver.

Tudo bem que fui o último corredor de uma equipe de oito integrantes e comecei a correr às 12h, em baixo de um sol escaldante, fato que poderia servir de álibi. Mas uma prova do porte da ASRD – que por sinal é uma das minhas prediletas – poderia nos pontos de hidratação ter armazenado as garrafas de água em caminhões refrigerados ou então apenas protegidas sob uma tenda.

Seria uma solução simples, acredito que com um custo baixo, e um benefício bem alto para os corredores.

Os últimos serão os primeiros

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!


Os últimos serão os primeiros

Corridas de Rua · 08 out, 2007

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!