Mulheres_Entrevistas

Corridas femininas: marketing ou atenção com as mulheres?

Com o crescimento das corridas de rua no Brasil, não demorou para que surgissem formatos customizados para atender aos diferentes públicos. Corridas noturnas, dentro de fábricas ou sambódromos, por um percurso de bares: cada vez mais, opções diferentes estão disponíveis.

Uma das modalidades que ganhou notoriedade recentemente foi a prova feminina. Dois dos circuitos femininos mais famosos no Brasil indicam este crescimento. O Circuito WRun – que surgiu da revista WRun, voltada para mulheres corredoras – teve três etapas em 2011. Em 2012, serão cinco. O Circuito Vênus, com duas provas em 2011, dobrou o número neste ano.

Em outubro, o McDonald’s realizou em 15 cidades da América Latina a prova Mulheres em Movimento. “Acho que a mulherada passou a curtir bastante”, atesta a treinadora e colunista do Webrun, Luciana Dias. “Toda mulher gosta de um mimo de vez em quando”, continua.

Os “mimos” são os diferenciais apresentados para caracterizar a prova ainda mais como feminina. Além de kits com itens unusuais, de chinelos e nécessaires a lenços e bolsas, essas corridas oferecem uma estrutura específica para agradar as corredoras, como espaço para tratamento cosmético e aulas de yoga e pilates.

“Elas tiram um ‘dia de menina’. É uma coisa diferente, para fazer com as amigas”, comenta Luciana. A publicitária Natalia Yudenitsch, também conhecida como Corredora Zen, concorda. “Vira um programa”, conta.

Natalia vê uma grande vantagem prática nesse tipo de evento. “É uma prova mais cheirosa. Realmente faz a diferença nesse quesito”, brinca.

Ideal para iniciantes- Talvez a principal contribuição do formato seja deixar as participantes à vontade, o que pode trazer novas adeptas ao esporte. “Tanto para quem está começando quanto para quem está insegura com sua corrida, é mais confortável ir com as amigas e estar no meio das mulheres para diminuir o caráter competitivo”, analisa Natalia.

“Não fica aquela coisa de ‘ai, eu vou muito devagar, vou ficar para trás’. Acho que elas não ficam tão à vontade em provas mistas”, complementa a fundista.

O ponto negativo, segundo a Corredora Zen, é o valor da inscrição, que fica mais caro por conta de tantos benefícios periféricos. “Mas se a mulher realmente vai usufruir, fazer a massagem, o tratamento capilar e o pilates, vira um programa em que a corrida é só mais um item”.

Isso não significa, necessariamente, que a prova não é rápida. “Tem gente que vai socar a bota, lógico, mas eu diria que a maioria está lá para correr tranquila, sem preocupação com tempo”, diz Natalia.

“Inclusive por ter menos gente buscando performance, quem quer melhorar seu resultado consegue desenvolver melhor a corrida”, acrescenta Luciana. “Mas a maioria é para brincadeira”, conclui.


Corridas femininas: marketing ou atenção com as mulheres?

Corridas de Rua · 08 mar, 2012

Com o crescimento das corridas de rua no Brasil, não demorou para que surgissem formatos customizados para atender aos diferentes públicos. Corridas noturnas, dentro de fábricas ou sambódromos, por um percurso de bares: cada vez mais, opções diferentes estão disponíveis.

Uma das modalidades que ganhou notoriedade recentemente foi a prova feminina. Dois dos circuitos femininos mais famosos no Brasil indicam este crescimento. O Circuito WRun – que surgiu da revista WRun, voltada para mulheres corredoras – teve três etapas em 2011. Em 2012, serão cinco. O Circuito Vênus, com duas provas em 2011, dobrou o número neste ano.

Em outubro, o McDonald’s realizou em 15 cidades da América Latina a prova Mulheres em Movimento. “Acho que a mulherada passou a curtir bastante”, atesta a treinadora e colunista do Webrun, Luciana Dias. “Toda mulher gosta de um mimo de vez em quando”, continua.

Os “mimos” são os diferenciais apresentados para caracterizar a prova ainda mais como feminina. Além de kits com itens unusuais, de chinelos e nécessaires a lenços e bolsas, essas corridas oferecem uma estrutura específica para agradar as corredoras, como espaço para tratamento cosmético e aulas de yoga e pilates.

“Elas tiram um ‘dia de menina’. É uma coisa diferente, para fazer com as amigas”, comenta Luciana. A publicitária Natalia Yudenitsch, também conhecida como Corredora Zen, concorda. “Vira um programa”, conta.

Natalia vê uma grande vantagem prática nesse tipo de evento. “É uma prova mais cheirosa. Realmente faz a diferença nesse quesito”, brinca.

Ideal para iniciantes- Talvez a principal contribuição do formato seja deixar as participantes à vontade, o que pode trazer novas adeptas ao esporte. “Tanto para quem está começando quanto para quem está insegura com sua corrida, é mais confortável ir com as amigas e estar no meio das mulheres para diminuir o caráter competitivo”, analisa Natalia.

“Não fica aquela coisa de ‘ai, eu vou muito devagar, vou ficar para trás’. Acho que elas não ficam tão à vontade em provas mistas”, complementa a fundista.

O ponto negativo, segundo a Corredora Zen, é o valor da inscrição, que fica mais caro por conta de tantos benefícios periféricos. “Mas se a mulher realmente vai usufruir, fazer a massagem, o tratamento capilar e o pilates, vira um programa em que a corrida é só mais um item”.

Isso não significa, necessariamente, que a prova não é rápida. “Tem gente que vai socar a bota, lógico, mas eu diria que a maioria está lá para correr tranquila, sem preocupação com tempo”, diz Natalia.

“Inclusive por ter menos gente buscando performance, quem quer melhorar seu resultado consegue desenvolver melhor a corrida”, acrescenta Luciana. “Mas a maioria é para brincadeira”, conclui.

Mulheres invadem os eventos de corrida no Brasil

O número de mulheres nas competições brasileiras aumenta cada vez mais. Com isso surgem no mercado de corrida novas provas exclusivas para o público feminino, assessorias esportivas só para elas e novas adeptas do esporte. Confira.

São Paulo - A presença do público feminino nos eventos de corrida do Brasil cresce a cada ano. O fato alertou o mercado running do país e hoje este já realiza competições e exclusivas só para elas.

No mês de março, por exemplo, as brasileiras poderão participar de três provas femininas: Circuito Vênus (São Paulo, no dia 09/03), Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher (Curitiba, 09/03) e Corrida Caixa Mulher (Rio de Janeiro, 30/03).

De acordo com João Traven, organizador da Corrida Caixa Mulher, a idéia da competição é criar um cenário exclusivo para o público feminino que vai desde kit atleta diferenciado, até camiseta de prova com molde para mulheres, cores mais femininas, entre outros cuidados. “Para esse primeiro evento esperamos duas mil inscritas. Mas com certeza a prova irá entrar para o calendário de competições do Brasil”, conta.

O aumento das mulheres na corrida também foi observado pela Associação dos Corredores de São Paulo, a Corpore. Segundo estatísticas da entidade, hoje dos seus 189.083 atletas, 66.826 são mulheres. Isso representa 33% do total.

Pensando nelas, a Corpore lançou no último domingo (02), na sua corrida de abertura, um espaço exclusivo para mulheres. Nesse local elas receberam massagem e puderam usufruir guarda-volume e banheiros separados dos homens.

Passado diferente - Mas nem sempre as provas de corrida foram assim. A maratonista Márcia Narloch, que já participou de três olimpíadas, lembra que já sofreu em competições de corrida somente pelo fato de ser mulher.

Segundo a atleta, há uns 20 anos atrás a mulher não tinha espaço no atletismo. Algumas provas no Brasil, por exemplo, eram feitas com uma premiação maior no masculino e menor no feminino. “Eu nunca aceitei esse tipo de coisa e brigava com alguns organizadores por causa da diferença de premiação. É um absurdo. A mulher percorre a mesma distância do homem, e até sofre um pouco mais por causa de coisas como a TPM, entre outros”, lembra Narloch.

Para se ter uma idéia da disparidade entre homens e mulheres no atletismo, a maratona feminina estreou em Olimpíadas apenas em 1984, nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Foi a partir de então que o cenário do atletismo começou a dar valor para as mulheres.

“Essa foi a nossa primeira conquista no atletismo. De uns 15 anos para cá a categoria feminina conquistou resultados tão importantes quanto a masculina. Nós tivemos uma evolução muito grande e conquistamos nosso espaço. Não só no Brasil, mas no mundo todo”, conta.

Narloch, que hoje tem 37 anos e 25 de carreira, acredita que o número de mulheres corredoras aumentou não só no profissional, como também no amador. “As mulheres viram a importância da corrida na vida delas, no bem estar e na saúde”.

O reflexo da preocupação da mulher com a saúde e conseqüentemente com a qualidade de vida pode ser observado também nas assessorias esportivas só para elas. Hoje em São Paulo há a assessoria esportiva TPM – Treinamento para Mulheres. Comandada pela professora de educação física e bicampeã Pan-americana de triathlon, Adriana Piacsek, o grupo tem a preocupação de manter a forma de maneira descontraída.

“O trabalho que eu faço foca mais a qualidade de vida, a idéia de envelhecer com saúde e prevenir doenças. É uma coisa muito mais leve. Não é aquele treino competitivo que os homens gostam”, explica.

Do seu grupo de 70 mulheres com média de idade entre 30 e 40 anos, quase todas praticam atividade física pelo lado social e não para competir. “Elas andam, correm, encontram as amigas, conversam sobre marido, filho. É uma espécie de terapia. Ficam ao ar livre, tomam sol. É um tempo que elas podem ficar com elas mesmo”.

Para Piacsek, além do lado mental, a corrida influência muito alguns problemas típicos femininos, como a TPM. ”A corrida é maravilhosa para quem tem sintoma de compulsão e depressão nessa fase. A corrida aumenta o nível de endorfina e serotonina, que minimizam esses sintomas”, revela.

Benefícios sentidos na pele - Cristiane Camargo, que pratica corrida há três anos, percebeu diversas mudanças no seu corpo depois que começou a correr pelas ruas de São Paulo. “No meu corpo, senti total diferença. Além de emagrecer uns três ou quatro quilos eu perdi muita medida e tudo isso vem sendo mantido, pois pratico corrida freqüentemente”.

E os benefícios relatados pela publicitária não foram só no corpo. Para ela os reflexos também foram sentidos na mente. “Nos dias que eu corro, sinto que o dia rende mais, que tenho mais energia. E no dia que não acordo muito bem, ou estou em um momento de estresse, logo que começo a correr já me sinto bem melhor”, revela.

A esportista, que já participou da famosa Corrida Internacional de São Silvestre, confessa que gostou da idéia de ter competições voltadas para o público feminino. “Há benefícios diferentes de uma prova com homens e mulheres. Penso também que a corrida só com mulheres será light, pois não terá ninguém empurrando na largada e coisas do tipo", finaliza.


Mulheres invadem os eventos de corrida no Brasil

Caminhada · 07 mar, 2008

O número de mulheres nas competições brasileiras aumenta cada vez mais. Com isso surgem no mercado de corrida novas provas exclusivas para o público feminino, assessorias esportivas só para elas e novas adeptas do esporte. Confira.

São Paulo - A presença do público feminino nos eventos de corrida do Brasil cresce a cada ano. O fato alertou o mercado running do país e hoje este já realiza competições e exclusivas só para elas.

No mês de março, por exemplo, as brasileiras poderão participar de três provas femininas: Circuito Vênus (São Paulo, no dia 09/03), Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher (Curitiba, 09/03) e Corrida Caixa Mulher (Rio de Janeiro, 30/03).

De acordo com João Traven, organizador da Corrida Caixa Mulher, a idéia da competição é criar um cenário exclusivo para o público feminino que vai desde kit atleta diferenciado, até camiseta de prova com molde para mulheres, cores mais femininas, entre outros cuidados. “Para esse primeiro evento esperamos duas mil inscritas. Mas com certeza a prova irá entrar para o calendário de competições do Brasil”, conta.

O aumento das mulheres na corrida também foi observado pela Associação dos Corredores de São Paulo, a Corpore. Segundo estatísticas da entidade, hoje dos seus 189.083 atletas, 66.826 são mulheres. Isso representa 33% do total.

Pensando nelas, a Corpore lançou no último domingo (02), na sua corrida de abertura, um espaço exclusivo para mulheres. Nesse local elas receberam massagem e puderam usufruir guarda-volume e banheiros separados dos homens.

Passado diferente - Mas nem sempre as provas de corrida foram assim. A maratonista Márcia Narloch, que já participou de três olimpíadas, lembra que já sofreu em competições de corrida somente pelo fato de ser mulher.

Segundo a atleta, há uns 20 anos atrás a mulher não tinha espaço no atletismo. Algumas provas no Brasil, por exemplo, eram feitas com uma premiação maior no masculino e menor no feminino. “Eu nunca aceitei esse tipo de coisa e brigava com alguns organizadores por causa da diferença de premiação. É um absurdo. A mulher percorre a mesma distância do homem, e até sofre um pouco mais por causa de coisas como a TPM, entre outros”, lembra Narloch.

Para se ter uma idéia da disparidade entre homens e mulheres no atletismo, a maratona feminina estreou em Olimpíadas apenas em 1984, nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Foi a partir de então que o cenário do atletismo começou a dar valor para as mulheres.

“Essa foi a nossa primeira conquista no atletismo. De uns 15 anos para cá a categoria feminina conquistou resultados tão importantes quanto a masculina. Nós tivemos uma evolução muito grande e conquistamos nosso espaço. Não só no Brasil, mas no mundo todo”, conta.

Narloch, que hoje tem 37 anos e 25 de carreira, acredita que o número de mulheres corredoras aumentou não só no profissional, como também no amador. “As mulheres viram a importância da corrida na vida delas, no bem estar e na saúde”.

O reflexo da preocupação da mulher com a saúde e conseqüentemente com a qualidade de vida pode ser observado também nas assessorias esportivas só para elas. Hoje em São Paulo há a assessoria esportiva TPM – Treinamento para Mulheres. Comandada pela professora de educação física e bicampeã Pan-americana de triathlon, Adriana Piacsek, o grupo tem a preocupação de manter a forma de maneira descontraída.

“O trabalho que eu faço foca mais a qualidade de vida, a idéia de envelhecer com saúde e prevenir doenças. É uma coisa muito mais leve. Não é aquele treino competitivo que os homens gostam”, explica.

Do seu grupo de 70 mulheres com média de idade entre 30 e 40 anos, quase todas praticam atividade física pelo lado social e não para competir. “Elas andam, correm, encontram as amigas, conversam sobre marido, filho. É uma espécie de terapia. Ficam ao ar livre, tomam sol. É um tempo que elas podem ficar com elas mesmo”.

Para Piacsek, além do lado mental, a corrida influência muito alguns problemas típicos femininos, como a TPM. ”A corrida é maravilhosa para quem tem sintoma de compulsão e depressão nessa fase. A corrida aumenta o nível de endorfina e serotonina, que minimizam esses sintomas”, revela.

Benefícios sentidos na pele - Cristiane Camargo, que pratica corrida há três anos, percebeu diversas mudanças no seu corpo depois que começou a correr pelas ruas de São Paulo. “No meu corpo, senti total diferença. Além de emagrecer uns três ou quatro quilos eu perdi muita medida e tudo isso vem sendo mantido, pois pratico corrida freqüentemente”.

E os benefícios relatados pela publicitária não foram só no corpo. Para ela os reflexos também foram sentidos na mente. “Nos dias que eu corro, sinto que o dia rende mais, que tenho mais energia. E no dia que não acordo muito bem, ou estou em um momento de estresse, logo que começo a correr já me sinto bem melhor”, revela.

A esportista, que já participou da famosa Corrida Internacional de São Silvestre, confessa que gostou da idéia de ter competições voltadas para o público feminino. “Há benefícios diferentes de uma prova com homens e mulheres. Penso também que a corrida só com mulheres será light, pois não terá ninguém empurrando na largada e coisas do tipo", finaliza.

Marily dos Santos: da lavoura para as corridas

Confira a história da corredora de elite Marily dos Santos, que nasceu, como ela mesmo diz, “no meio do mato”, começou a correr por ser muito ativa e hoje desponta como um dos principais nomes do esporte brasileiro.

Ao conversar com essa simpática figura, o sotaque logo mostra que Marily vem da região nordeste do Brasil. Natural de Joaquim Gomes, cidade a 71 km de Maceió, ela trabalhou na roça com os pais durante a infância e adolescência e, mesmo sem perceber, a corrida já fazia parte de sua vida. “Quando eu tinha uns três ou quatro anos, eu já corria em vez de andar. Eu ia comprar um sabão, por exemplo, e não conseguia ir caminhando, ia correndo”, comenta.

Ao perceber que ela tinha essa “inquietação”, seus familiares sem querer acabaram incentivando a jovem a correr ainda mais. “Tudo quanto era recado o pessoal me mandava entregar”, lembra. E durante toda a infância Marily correu pelas lavouras até que foi convidada por seu primo, José Carlos Santana, para correr uma prova em Maceió.

José Carlos é atleta profissional, conquistou três vezes a Maratona do Rio de Janeiro, uma medalha de prata no Pan de Cuba, em 1981 e colocou a prima para correr 10 quilômetros com várias atletas de renome na região. “Tinha mais ou menos 300 atletas, entre homens e mulheres e eu obtive o quarto lugar na geral”, lembra com satisfação.

Correndo em definitivo - Depois desse dia ela começou a pegar gosto pelo esporte e, mais uma vez por incentivo do primo, participou de uma prova de 17 quilômetros. “Depois dessa prova eu fiquei toda dolorida e pensei comigo mesma que não ia correr mais. Mas, meu coração ficava dizendo para eu correr e comecei a participar de corridas em várias cidades”. A partir daí ela resolveu definitivamente que trocaria a roça pelas pistas.

Aos 19 anos, Marily se mudou com José Carlos para Juazeiro, com o intuito de treinarem juntos. “Na minha família todos gostaram da idéia, menos meu pai. Como o único corredor que ele conhecia era meu primo, achou que corrida não era coisa para mulher. Mas depois ele entendeu”, lembra. Diferentemente do pai, os homens com quem ela encontrava nas provas sempre a aplaudiam e alguns até se animavam em incentivar as irmãs para entrar no meio e seguir o exemplo de Marily.

Quando ela começou a treinar com o primo, ele logo percebeu que não seria a pessoa mais indicada para orientá-la, pois não era professor de educação física, então resolveu apresentá-la para um treinador em Salvador (BA). “A partir daí eu comecei a treinar todos os dias e fui evoluindo até chegar entre as primeiras”, lembra com orgulho.

Hoje, aos 30 anos de idade, sendo 10 como profissional, ela diz que encontrou mais vitórias do que derrotas na carreira, mas que as derrotas serviram para que ela levantasse a cabeça e seguisse em frente. Ela também se diz contente por não ter tido lesões nesse período, que a afastasse das competições. “Já senti uns cansaços, pois ninguém é de ferro, mas lesão graças a Deus nunca tive e só tenho a agradecer”, comenta.

Marily ostenta no currículo o título da Meia Maratona de João Pessoa, o campeonato Ibero-americano no Uruguai, a medalha de prata nos cinco mil metros do Troféu Brasil de Atletismo 2006; o campeonato da Corrida de São Sebastião de 2005, entre outras marcas. Para chegar até esses títulos ela contou com o apoio de várias pessoas e entidades, que a patrocinaram.

“Quem não tem patrocínio gasta a maior parte dos prêmios em dinheiro conquistados em si mesmo, com inscrição, tênis e roupa. O meu primeiro patrocínio foi a Belgo, empresa de ferro, há quatro anos atrás e logo depois veio a Mizuno, que é um bom patrocínio e sempre paga o salário direitinho”, afirma.

Sonho - Atualmente ela mora na Bahia com seu marido e treinador Gilmário Mendes e sempre que pode ajuda os pais que moram em Alagoas. “A cada seis meses eu vou para lá e já consegui comprar uma casa para minha mãe”. Especialista nos cinco e 10 quilômetros, ela diz que atualmente o grande sonho é o mesmo da maioria dos corredores de elite: disputar o Pan do Rio. “Vou tentar fazer o tempo mais baixo que puder. O tempo dos cinco mil metros atual é 16min30, então quero fazer 15min50 para garantir”, explica.

E, para tentar a vaga, ela usará o calor como benefício, isso porque enquanto algumas pessoas reclamam das altas temperaturas, ela diz que prefere correr nessas condições. “Estou acostumada com o calor, então pode botar sol para mim, igual na lavoura”, brinca.


Marily dos Santos: da lavoura para as corridas

Caminhada · 08 mar, 2007

Confira a história da corredora de elite Marily dos Santos, que nasceu, como ela mesmo diz, “no meio do mato”, começou a correr por ser muito ativa e hoje desponta como um dos principais nomes do esporte brasileiro.

Ao conversar com essa simpática figura, o sotaque logo mostra que Marily vem da região nordeste do Brasil. Natural de Joaquim Gomes, cidade a 71 km de Maceió, ela trabalhou na roça com os pais durante a infância e adolescência e, mesmo sem perceber, a corrida já fazia parte de sua vida. “Quando eu tinha uns três ou quatro anos, eu já corria em vez de andar. Eu ia comprar um sabão, por exemplo, e não conseguia ir caminhando, ia correndo”, comenta.

Ao perceber que ela tinha essa “inquietação”, seus familiares sem querer acabaram incentivando a jovem a correr ainda mais. “Tudo quanto era recado o pessoal me mandava entregar”, lembra. E durante toda a infância Marily correu pelas lavouras até que foi convidada por seu primo, José Carlos Santana, para correr uma prova em Maceió.

José Carlos é atleta profissional, conquistou três vezes a Maratona do Rio de Janeiro, uma medalha de prata no Pan de Cuba, em 1981 e colocou a prima para correr 10 quilômetros com várias atletas de renome na região. “Tinha mais ou menos 300 atletas, entre homens e mulheres e eu obtive o quarto lugar na geral”, lembra com satisfação.

Correndo em definitivo - Depois desse dia ela começou a pegar gosto pelo esporte e, mais uma vez por incentivo do primo, participou de uma prova de 17 quilômetros. “Depois dessa prova eu fiquei toda dolorida e pensei comigo mesma que não ia correr mais. Mas, meu coração ficava dizendo para eu correr e comecei a participar de corridas em várias cidades”. A partir daí ela resolveu definitivamente que trocaria a roça pelas pistas.

Aos 19 anos, Marily se mudou com José Carlos para Juazeiro, com o intuito de treinarem juntos. “Na minha família todos gostaram da idéia, menos meu pai. Como o único corredor que ele conhecia era meu primo, achou que corrida não era coisa para mulher. Mas depois ele entendeu”, lembra. Diferentemente do pai, os homens com quem ela encontrava nas provas sempre a aplaudiam e alguns até se animavam em incentivar as irmãs para entrar no meio e seguir o exemplo de Marily.

Quando ela começou a treinar com o primo, ele logo percebeu que não seria a pessoa mais indicada para orientá-la, pois não era professor de educação física, então resolveu apresentá-la para um treinador em Salvador (BA). “A partir daí eu comecei a treinar todos os dias e fui evoluindo até chegar entre as primeiras”, lembra com orgulho.

Hoje, aos 30 anos de idade, sendo 10 como profissional, ela diz que encontrou mais vitórias do que derrotas na carreira, mas que as derrotas serviram para que ela levantasse a cabeça e seguisse em frente. Ela também se diz contente por não ter tido lesões nesse período, que a afastasse das competições. “Já senti uns cansaços, pois ninguém é de ferro, mas lesão graças a Deus nunca tive e só tenho a agradecer”, comenta.

Marily ostenta no currículo o título da Meia Maratona de João Pessoa, o campeonato Ibero-americano no Uruguai, a medalha de prata nos cinco mil metros do Troféu Brasil de Atletismo 2006; o campeonato da Corrida de São Sebastião de 2005, entre outras marcas. Para chegar até esses títulos ela contou com o apoio de várias pessoas e entidades, que a patrocinaram.

“Quem não tem patrocínio gasta a maior parte dos prêmios em dinheiro conquistados em si mesmo, com inscrição, tênis e roupa. O meu primeiro patrocínio foi a Belgo, empresa de ferro, há quatro anos atrás e logo depois veio a Mizuno, que é um bom patrocínio e sempre paga o salário direitinho”, afirma.

Sonho - Atualmente ela mora na Bahia com seu marido e treinador Gilmário Mendes e sempre que pode ajuda os pais que moram em Alagoas. “A cada seis meses eu vou para lá e já consegui comprar uma casa para minha mãe”. Especialista nos cinco e 10 quilômetros, ela diz que atualmente o grande sonho é o mesmo da maioria dos corredores de elite: disputar o Pan do Rio. “Vou tentar fazer o tempo mais baixo que puder. O tempo dos cinco mil metros atual é 16min30, então quero fazer 15min50 para garantir”, explica.

E, para tentar a vaga, ela usará o calor como benefício, isso porque enquanto algumas pessoas reclamam das altas temperaturas, ela diz que prefere correr nessas condições. “Estou acostumada com o calor, então pode botar sol para mim, igual na lavoura”, brinca.

Fernanda Keller: a eterna ironwoman

Aos 42 anos, a triathleta Fernanda Keller ainda é capaz de deixar qualquer menina de vinte anos para trás. Carioca e de bem com a vida, ela não pensa em aposentadoria. E se depender da garra da atleta, ainda vamos vê-la em muitas competições de ironman. “Você já viu surfista parar de pegar onda? Comigo é a mesma coisa”, afirma. Confira a reportagem.

São Paulo - Completar uma prova de ironman não é para qualquer um. Afinal são 3,8km de natação, 180km de bicicleta e 42km de corrida. E quando o competidor é uma mulher, essas distâncias parecem ser mais pesadas, exceto para a mulher que se chamar Fernanda Keller.

A triathleta carioca tem 42 anos e ainda é uma das “tops” na modalidade. Especialista em ironman, ela irá participar do Mundial no Havaí, em outubro, pela 20ª vez consecutiva. Ela é a única mulher no mundo que tem essa marca, por isso é conhecida pelos triathletas como “Miss Consistency”.

“Eu adoro fazer o que eu faço. É muito difícil você ser profissional no que mais gosta de fazer. Eu gosto de treinar e tenho excelentes resultados. Isso é uma forma de ficar motivada para conseguir uma marca inédita de 20 edições consecutivas no Havaí”, conta.

Sua forte ligação com o Havaí vem desde 1987. Foi nesse ano que Keller participou do seu primeiro ironman. “O meu objetivo naquele ano era conseguir completar a prova sem precisar andar. Acabou que eu fui melhor do que isso. Terminei o Ironman abaixo de 11 horas. Na época um amigo me disse: a pessoa que consegue fazer abaixo de 11 horas tem que ser muito boa, porque é difícil. Depois eu pensei: nossa então eu devo ser boa mesmo. Isso foi um super incentivo para continuar”, revela.

De lá para cá, Keller não parou mais. Ela ficou seis vezes entre as três primeiras colocadas do Ironman Havaí, além de ser bicampeã do Ironman Brasil. Também já conquistou diversos títulos de triathlon como o hexacampeonato do Troféu Brasil.

Mas para obter importantes títulos é necessário treinar bastante. Segundo Keller, a sua rotina é puxada. Ela treina de cinco a oito horas por dia e descansa uma vez por semana. Em média faz cerca de 20 a 30km de natação, 400 a 500km de bike e 80 a 90km de corrida.

Para as pessoas que pretendem iniciar no esporte, ela aconselha procurar um profissional conceituado. “É muito legal fazer uma prova de Ironman. Os interessados devem procurar um acompanhamento e ter cuidado para não caírem nas mãos de técnicos errados. Tem muita gente que acaba machucando as pessoas por falta de treinamento e insegurança”, conta.

Mas Keller gosta de lembrar que ela é uma profissional. “As pessoas não precisam fazer a mesma intensidade e o mesmo treinamento que eu faço. Eu sou um atleta profissional, faço isso há mais de 20 anos e não foi de um dia para o outro que eu consegui obter essa performance. Cada um tem que procurar adequar o trabalho para chegar numa prova de ironman e ter prazer, curtir. Para depois melhorar gradativamente”, aconselha.

“As pessoas começam a treinar e esquecem do resto da vida, acham que são profissionais. Eu que sou profissional não penso em treino 24 horas por dia. Tem gente que se torna inconveniente porque só fala no esporte”, acrescenta.

Por causa do esporte, Keller tem um corpo de invejar. Com 1,67m de altura é quase impossível localizar alguma “gordurinha” extra no seu corpo. Mas para ter saúde não é necessário ser atleta profissional e quem dá a dica é a própria Fernanda Keller.

O primeiro passo para ter uma boa forma é escolher uma atividade física agradável. “Para ter um corpo saudável, não precisa correr, pedalar e nadar como eu. Faça pelo menos alguma atividade aeróbica que seja prazerosa”, conta. “Comece devagar para ganhar condicionamento físico. Depois disso a mulher consegue fazer o que ela quiser. As coisas não acontecem por mágica. É igual faculdade, a gente não faz um curso em seis meses”, acrescenta.

Segundo Keller, tudo exige um processo e um tempo. Por isso quanto mais se investe, mais frutos a pessoa colhe. “Não existe lipoaspiração, lipoescultura, essas coisas imediatas. O bom resultado é a mudança de hábito. É a pessoa se conscientizar que o que é melhor para ela é o saudável. Depois que ela prova isso não vai querer trocar. O resultado você não vê em uma semana”.

Para a carioca a parte estética é a conseqüência da vida saudável. “Se você faz alguma coisa pensando na saúde, você passa a se sentir melhor. A estética é um brinde que vai grátis. É maravilhoso”, revela.

Além das competições, Fernanda também se preocupa com social. Ela tem dois projetos que atendem crianças e jovens de classes menos favorecidas. Ambos usam o esporte como ferramenta para afastar as crianças da rua.

Keller também lançou esse ano um DVD, “Espírito Campeão”. Este relata a trajetória da triathleta, conta a história do esporte, dá dicas esportivas e mostra como é o dia a dia dela. “É um DVD interessante para qualquer pessoa, independente se ela faz triathlon. Além de matar a curiosidades das pessoas sobre o que eu faço”.

Provas- No dia 13 de agosto, Fernanda Keller participará da corrida carioca Bowerman 10k, no Rio de Janeiro. Em outubro ela parte para seu grande desafio do ano, o Ironman do Havaí. E em novembro ela corre os 10k Nike em São Paulo.

No mês de maio, Keller participou do Ironman Brasil e não conseguiu chegar entre as três primeiras colocadas. Na época muitas pessoas especularam sua aposentadoria. Indagada sobre o assunto, a carioca é clara. “Você já viu surfista parar de pegar onda? Comigo é a mesma coisa. Algum dia se eu não obtiver mais um resultado bom para a categoria profissional, eu troco de categoria”, finaliza.

Para saber mais sobre a triathleta: www.fernandakeller.com.br


Fernanda Keller: a eterna ironwoman

Triathlon · 31 jul, 2006

Aos 42 anos, a triathleta Fernanda Keller ainda é capaz de deixar qualquer menina de vinte anos para trás. Carioca e de bem com a vida, ela não pensa em aposentadoria. E se depender da garra da atleta, ainda vamos vê-la em muitas competições de ironman. “Você já viu surfista parar de pegar onda? Comigo é a mesma coisa”, afirma. Confira a reportagem.

São Paulo - Completar uma prova de ironman não é para qualquer um. Afinal são 3,8km de natação, 180km de bicicleta e 42km de corrida. E quando o competidor é uma mulher, essas distâncias parecem ser mais pesadas, exceto para a mulher que se chamar Fernanda Keller.

A triathleta carioca tem 42 anos e ainda é uma das “tops” na modalidade. Especialista em ironman, ela irá participar do Mundial no Havaí, em outubro, pela 20ª vez consecutiva. Ela é a única mulher no mundo que tem essa marca, por isso é conhecida pelos triathletas como “Miss Consistency”.

“Eu adoro fazer o que eu faço. É muito difícil você ser profissional no que mais gosta de fazer. Eu gosto de treinar e tenho excelentes resultados. Isso é uma forma de ficar motivada para conseguir uma marca inédita de 20 edições consecutivas no Havaí”, conta.

Sua forte ligação com o Havaí vem desde 1987. Foi nesse ano que Keller participou do seu primeiro ironman. “O meu objetivo naquele ano era conseguir completar a prova sem precisar andar. Acabou que eu fui melhor do que isso. Terminei o Ironman abaixo de 11 horas. Na época um amigo me disse: a pessoa que consegue fazer abaixo de 11 horas tem que ser muito boa, porque é difícil. Depois eu pensei: nossa então eu devo ser boa mesmo. Isso foi um super incentivo para continuar”, revela.

De lá para cá, Keller não parou mais. Ela ficou seis vezes entre as três primeiras colocadas do Ironman Havaí, além de ser bicampeã do Ironman Brasil. Também já conquistou diversos títulos de triathlon como o hexacampeonato do Troféu Brasil.

Mas para obter importantes títulos é necessário treinar bastante. Segundo Keller, a sua rotina é puxada. Ela treina de cinco a oito horas por dia e descansa uma vez por semana. Em média faz cerca de 20 a 30km de natação, 400 a 500km de bike e 80 a 90km de corrida.

Para as pessoas que pretendem iniciar no esporte, ela aconselha procurar um profissional conceituado. “É muito legal fazer uma prova de Ironman. Os interessados devem procurar um acompanhamento e ter cuidado para não caírem nas mãos de técnicos errados. Tem muita gente que acaba machucando as pessoas por falta de treinamento e insegurança”, conta.

Mas Keller gosta de lembrar que ela é uma profissional. “As pessoas não precisam fazer a mesma intensidade e o mesmo treinamento que eu faço. Eu sou um atleta profissional, faço isso há mais de 20 anos e não foi de um dia para o outro que eu consegui obter essa performance. Cada um tem que procurar adequar o trabalho para chegar numa prova de ironman e ter prazer, curtir. Para depois melhorar gradativamente”, aconselha.

“As pessoas começam a treinar e esquecem do resto da vida, acham que são profissionais. Eu que sou profissional não penso em treino 24 horas por dia. Tem gente que se torna inconveniente porque só fala no esporte”, acrescenta.

Por causa do esporte, Keller tem um corpo de invejar. Com 1,67m de altura é quase impossível localizar alguma “gordurinha” extra no seu corpo. Mas para ter saúde não é necessário ser atleta profissional e quem dá a dica é a própria Fernanda Keller.

O primeiro passo para ter uma boa forma é escolher uma atividade física agradável. “Para ter um corpo saudável, não precisa correr, pedalar e nadar como eu. Faça pelo menos alguma atividade aeróbica que seja prazerosa”, conta. “Comece devagar para ganhar condicionamento físico. Depois disso a mulher consegue fazer o que ela quiser. As coisas não acontecem por mágica. É igual faculdade, a gente não faz um curso em seis meses”, acrescenta.

Segundo Keller, tudo exige um processo e um tempo. Por isso quanto mais se investe, mais frutos a pessoa colhe. “Não existe lipoaspiração, lipoescultura, essas coisas imediatas. O bom resultado é a mudança de hábito. É a pessoa se conscientizar que o que é melhor para ela é o saudável. Depois que ela prova isso não vai querer trocar. O resultado você não vê em uma semana”.

Para a carioca a parte estética é a conseqüência da vida saudável. “Se você faz alguma coisa pensando na saúde, você passa a se sentir melhor. A estética é um brinde que vai grátis. É maravilhoso”, revela.

Além das competições, Fernanda também se preocupa com social. Ela tem dois projetos que atendem crianças e jovens de classes menos favorecidas. Ambos usam o esporte como ferramenta para afastar as crianças da rua.

Keller também lançou esse ano um DVD, “Espírito Campeão”. Este relata a trajetória da triathleta, conta a história do esporte, dá dicas esportivas e mostra como é o dia a dia dela. “É um DVD interessante para qualquer pessoa, independente se ela faz triathlon. Além de matar a curiosidades das pessoas sobre o que eu faço”.

Provas- No dia 13 de agosto, Fernanda Keller participará da corrida carioca Bowerman 10k, no Rio de Janeiro. Em outubro ela parte para seu grande desafio do ano, o Ironman do Havaí. E em novembro ela corre os 10k Nike em São Paulo.

No mês de maio, Keller participou do Ironman Brasil e não conseguiu chegar entre as três primeiras colocadas. Na época muitas pessoas especularam sua aposentadoria. Indagada sobre o assunto, a carioca é clara. “Você já viu surfista parar de pegar onda? Comigo é a mesma coisa. Algum dia se eu não obtiver mais um resultado bom para a categoria profissional, eu troco de categoria”, finaliza.

Para saber mais sobre a triathleta: www.fernandakeller.com.br

Elisete Pereira: o céu é o limite

A brasileira Elisete Pereira não tem medo quando o assunto é distância. Fã e corredora de ultramaratonas, ela e mais onze atletas foram as primeiras mulheres a participarem do Revezamento dos Andes. Hoje aos 44 anos, ela afirma que a vida começa aos 40 anos, idade que retornou para a corrida. Confira!

São Paulo - Elisete Pereira tem 44 anos e não se cansa de correr. Aliás, a corrida é algo que a brasileira pretende praticar até quando virar uma “velhinha de bengala”. Desejo muito normal para uma Elisete que entrou na história mundial das provas de longa distância. No início desse ano ela e mais onze mulheres participaram do Revezamento da Cordilheira dos Andes. Foi a primeira vez, que um grupo composto apenas por pessoas do sexo feminino, participou da prova.

A competição é uma corrida de revezamento que acontece há mais de 10 anos na Argentina. Os participantes criam grupos de 12 pessoas e cada integrante corre uma maratona. No final cada grupo percorre o total de 506,340km.

Além de ter sido o primeiro grupo de mulheres na competição, a equipe de Elisete, a Kurufmawida, conquistou o segundo lugar da prova. Participaram do time das superpoderosas nove argentinas, uma chilena, uma uruguaia e a brasileira. Suas companhieras eram: María de las Mercedes Acuña, Luz Celeiro, Stella del Papa, Silvia Díaz, Marina Echeverría, Vanesa Gonzalez, Sonia Huayquilaf, Patricia Jelenek, Margarita Monzón, Cecilia Morales e Marcela Pensa.

Decisão - A sua participação na corrida aconteceu quase que por acaso, ou melhor, aconteceu por causa da internet. ”No ano passado eu corri os 100km da Argentina e fiz algumas amizades. Comecei a participar de um fórum de corrida das pessoas de lá e vi que o pessoal estava se agitando para fazer essa prova dos Andes. Então eu sugeri que se criasse um grupo só de mulheres. Parece que foi transmissão de pensamento, porque uma argentina já havia pensado nessa possibilidade”, conta Elisete. “Mostrei meu interesse em participar na prova no grupo delas. E deu certo. Elas mandaram um e-mail falando que eu seria bem recebida”, acrescenta.

A largada da prova foi dada no dia dez de fevereiro na cidade de San Juan, na Argentina e a chegada foi realizada dois dias depois em La Serena, no Chile. Elisete foi a 11ª pessoa que correu na sua equipe.

“Eu não corri na Cordilheira dos Andes. As participantes que estavam nas etapas intermediárias pegaram os trechos mais altos das provas. O ponto mais alto era 4.722m de altitude. Uma das integrantes teve que ir dez dias antes para se aclimatar. A minha etapa já era mais simples. As cidades eram mais agrícolas e já tinha uma certa civilização. Mas mesmo assim tive dificuldade. Eu corri o tempo todo com o vento contrário. Foi uma aventura total”, revela.

Elisete completou a sua etapa em 4h48min e sua equipe, a Kurufmawida, levou dois dias e duas noites para finalizar o revezamento. “Nunca pensei que fosse participar dessa competição”, diz Elisete com gostinho de quero mais.

Agora a brasileira pretende participar de provas de 48 e 72 horas de corrida individual.

Ao analisar as aventuras de Elisete pelas Cordilheiras, muitos pensam que ela treina há muitos anos. Na verdade a ultramaratonista voltou aos treinos de corrida em 2003. Na década de 80 ela corria forte, mas abandonou tudo para constituir família e poder estudar. Hoje ela é funcionária pública, mora em Curitiba e suas filhas já estão grandes.

O curioso é que esse seu retorno ao esporte aconteceu diante de um provador de roupa. “Um dia fui experimentar uma roupa. Era um vestido meio rodado e aquilo no espelho rodou. Eu olhei e disse: não isso não pode ficar assim. Resolvi então correr. Peguei um tênis e fui correr com meu marido. No começo eu corria de um poste até o outro e a minha língua saltava pela boca”, conta.

Segundo a ultramaratonista, em quatro meses ela perdeu seis quilos e em oito meses de treino participou da Maratona de Florianópolis. De lá para cá Elisete não parou mais. Mesmo com um marido treinador, Antonio França, a atleta prefere treinar sozinha.

“Eu não corro com ele. Ele faz no máximo 50km. Eu sou o contrário. Gosto de correr 50km para cima, um dia inteiro. Vou tentar até os 80 anos de idade correr 48 ou 72 horas”, brinca.

Na primeira prova de ultra em que participou, Elisete ficou uma semana sem falar com o seu marido. “Ele dizia que era uma loucura eu participar da prova. Eu chamei um táxi, levei um monte de tênis e fui para a prova com a minha filha de apoio. De tarde ele apareceu na prova sem graça e viu que eu estava firme. Depois foi de manhã cedinho e viu que eu continuava firme. De lá para cá ele não ligou mais”, revela.

Elisete aconselha as mulheres praticarem atividade física o quanto antes. A primeira dica para isso é ter boa vontade. “Você tem que se animar independente se estiver chuva, sol ou se estiver sozinha. Se pesar durante esse processo também é importante. Quando a gente vê que diminui o peso na balança a gente fica mais animada. Eu, por exemplo, usava roupas de uma senhora de 50 anos. Hoje eu divido a minha roupa com as minhas filhas”, conta.

“A vida realmente começa aos 40. Eu não tenho mais que correr para cuidar das minhas filhas entre outros. Posso simplesmente correr tranqüila”, finaliza.


Elisete Pereira: o céu é o limite

Ultra Maratona · 03 maio, 2006

A brasileira Elisete Pereira não tem medo quando o assunto é distância. Fã e corredora de ultramaratonas, ela e mais onze atletas foram as primeiras mulheres a participarem do Revezamento dos Andes. Hoje aos 44 anos, ela afirma que a vida começa aos 40 anos, idade que retornou para a corrida. Confira!

São Paulo - Elisete Pereira tem 44 anos e não se cansa de correr. Aliás, a corrida é algo que a brasileira pretende praticar até quando virar uma “velhinha de bengala”. Desejo muito normal para uma Elisete que entrou na história mundial das provas de longa distância. No início desse ano ela e mais onze mulheres participaram do Revezamento da Cordilheira dos Andes. Foi a primeira vez, que um grupo composto apenas por pessoas do sexo feminino, participou da prova.

A competição é uma corrida de revezamento que acontece há mais de 10 anos na Argentina. Os participantes criam grupos de 12 pessoas e cada integrante corre uma maratona. No final cada grupo percorre o total de 506,340km.

Além de ter sido o primeiro grupo de mulheres na competição, a equipe de Elisete, a Kurufmawida, conquistou o segundo lugar da prova. Participaram do time das superpoderosas nove argentinas, uma chilena, uma uruguaia e a brasileira. Suas companhieras eram: María de las Mercedes Acuña, Luz Celeiro, Stella del Papa, Silvia Díaz, Marina Echeverría, Vanesa Gonzalez, Sonia Huayquilaf, Patricia Jelenek, Margarita Monzón, Cecilia Morales e Marcela Pensa.

Decisão - A sua participação na corrida aconteceu quase que por acaso, ou melhor, aconteceu por causa da internet. ”No ano passado eu corri os 100km da Argentina e fiz algumas amizades. Comecei a participar de um fórum de corrida das pessoas de lá e vi que o pessoal estava se agitando para fazer essa prova dos Andes. Então eu sugeri que se criasse um grupo só de mulheres. Parece que foi transmissão de pensamento, porque uma argentina já havia pensado nessa possibilidade”, conta Elisete. “Mostrei meu interesse em participar na prova no grupo delas. E deu certo. Elas mandaram um e-mail falando que eu seria bem recebida”, acrescenta.

A largada da prova foi dada no dia dez de fevereiro na cidade de San Juan, na Argentina e a chegada foi realizada dois dias depois em La Serena, no Chile. Elisete foi a 11ª pessoa que correu na sua equipe.

“Eu não corri na Cordilheira dos Andes. As participantes que estavam nas etapas intermediárias pegaram os trechos mais altos das provas. O ponto mais alto era 4.722m de altitude. Uma das integrantes teve que ir dez dias antes para se aclimatar. A minha etapa já era mais simples. As cidades eram mais agrícolas e já tinha uma certa civilização. Mas mesmo assim tive dificuldade. Eu corri o tempo todo com o vento contrário. Foi uma aventura total”, revela.

Elisete completou a sua etapa em 4h48min e sua equipe, a Kurufmawida, levou dois dias e duas noites para finalizar o revezamento. “Nunca pensei que fosse participar dessa competição”, diz Elisete com gostinho de quero mais.

Agora a brasileira pretende participar de provas de 48 e 72 horas de corrida individual.

Ao analisar as aventuras de Elisete pelas Cordilheiras, muitos pensam que ela treina há muitos anos. Na verdade a ultramaratonista voltou aos treinos de corrida em 2003. Na década de 80 ela corria forte, mas abandonou tudo para constituir família e poder estudar. Hoje ela é funcionária pública, mora em Curitiba e suas filhas já estão grandes.

O curioso é que esse seu retorno ao esporte aconteceu diante de um provador de roupa. “Um dia fui experimentar uma roupa. Era um vestido meio rodado e aquilo no espelho rodou. Eu olhei e disse: não isso não pode ficar assim. Resolvi então correr. Peguei um tênis e fui correr com meu marido. No começo eu corria de um poste até o outro e a minha língua saltava pela boca”, conta.

Segundo a ultramaratonista, em quatro meses ela perdeu seis quilos e em oito meses de treino participou da Maratona de Florianópolis. De lá para cá Elisete não parou mais. Mesmo com um marido treinador, Antonio França, a atleta prefere treinar sozinha.

“Eu não corro com ele. Ele faz no máximo 50km. Eu sou o contrário. Gosto de correr 50km para cima, um dia inteiro. Vou tentar até os 80 anos de idade correr 48 ou 72 horas”, brinca.

Na primeira prova de ultra em que participou, Elisete ficou uma semana sem falar com o seu marido. “Ele dizia que era uma loucura eu participar da prova. Eu chamei um táxi, levei um monte de tênis e fui para a prova com a minha filha de apoio. De tarde ele apareceu na prova sem graça e viu que eu estava firme. Depois foi de manhã cedinho e viu que eu continuava firme. De lá para cá ele não ligou mais”, revela.

Elisete aconselha as mulheres praticarem atividade física o quanto antes. A primeira dica para isso é ter boa vontade. “Você tem que se animar independente se estiver chuva, sol ou se estiver sozinha. Se pesar durante esse processo também é importante. Quando a gente vê que diminui o peso na balança a gente fica mais animada. Eu, por exemplo, usava roupas de uma senhora de 50 anos. Hoje eu divido a minha roupa com as minhas filhas”, conta.

“A vida realmente começa aos 40. Eu não tenho mais que correr para cuidar das minhas filhas entre outros. Posso simplesmente correr tranqüila”, finaliza.

Sirlene Pinho não é apenas uma atleta

Essa entrevista com a brasileira Sirlene Pinho não vai falar da corredora Sirlene. Vai mostrar a mãe e a mulher Sirlene Pinho. Mulher que sente saudade da filha e que assim como outras mulheres, também já passou pela dor de uma separação. Confira!

São Paulo - A maratonista Sirlene Pinho tem 30 anos e alguns importantes títulos na bagagem. Campeã da Meia-Maratona Corpore e vice-campeã da Maratona de São Paulo 2005, ela começou a correr quase que por acaso. Talvez o seu destino na corrida já estava traçado. Natural da Bahia, ela foi morar em Santos na adolescência. Lá trabalhou como empregada doméstica na casa do ultramaratonista Valmir Nunes.

“Eu sempre gostei de correr. De vez em quando eu trotava na orla da praia com a minha patroa, esposa do Valmir. Ele me viu correndo e falou que eu tinha jeito”, conta. Desde então ele começou a treinar a baiana que não parou mais.

Hoje a corrida é o seu sustento. Mas a sua trajetória já teve altos e baixos. Um dos momentos felizes da vida dela foi em 2000, ano em que Sirlene realizou o sonho de ser mãe. Mesmo sem ter planejado a gravidez, ela garante que ter uma filha, atualmente com cinco anos, foi uma dádiva de Deus.

“Ficar grávida foi uma benção. Acho que mesmo sem ter planejado, aquele foi o momento certo. Talvez se eu não tivesse ficado grávida naquela época, eu não pensaria em ter filhos hoje, por causa da minha carreira”, revela.

Mas a gravidez não impediu que ela parasse o esporte. Sirlene treinou até os cinco meses de gestação, depois fez apenas caminhada e hidroginástica. Logo após a quarentena, ela retornou aos treinos com mais gás e força de vontade.

“Acho que a minha carreira melhorou depois que eu tive a minha filha. Encarei a corrida com mais responsabilidade e determinação”, conta a mãe da Beatriz. Mas a dedicação aos treinos, apesar de resultar em boas colocações, faz com que Sirlene fique muitas vezes afastada da sua filha.

Até o início de junho, Sirlene irá morar em Águas de Lindóia, local onde treina para a Maratona de São Paulo. Mas sua filha não está com ela, ficou em Santos com os avôs paternos. “Tem dias que fico com muita saudade dela. Entro no banheiro e choro. Mas eu tenho que treinar aqui, porque os locais de treino em Santos estão precários”, revela. “Aqui também eu me dedico mais aos treinos. A minha rotina é dormir, correr e comer”, acrescenta.

Em 2004 Sirlene ficou sem competir, por causa de uma fratura de estress na tíbia. Mesmo depois de um ano difícil na sua carreia, ela teve que enfrentar a separação. Em maio de 2005 Sirlene se separou do marido. A situação não era confortável, mas com a corrida ela teve força para superar essa fase.

“A corrida me ajudou muito quando me separei. Eu ia correr e esquecia de tudo, voltava com mais energia e mais alegre”, diz. E para Sirlene esses são os melhores benefícios da corrida para a mulher. Indagada se está pronta para conhecer uma nova pessoa. A maratonista responde rapidamente: “o que tiver que acontecer irá acontecer”.


Sirlene Pinho não é apenas uma atleta

Maratona · 10 mar, 2006

Essa entrevista com a brasileira Sirlene Pinho não vai falar da corredora Sirlene. Vai mostrar a mãe e a mulher Sirlene Pinho. Mulher que sente saudade da filha e que assim como outras mulheres, também já passou pela dor de uma separação. Confira!

São Paulo - A maratonista Sirlene Pinho tem 30 anos e alguns importantes títulos na bagagem. Campeã da Meia-Maratona Corpore e vice-campeã da Maratona de São Paulo 2005, ela começou a correr quase que por acaso. Talvez o seu destino na corrida já estava traçado. Natural da Bahia, ela foi morar em Santos na adolescência. Lá trabalhou como empregada doméstica na casa do ultramaratonista Valmir Nunes.

“Eu sempre gostei de correr. De vez em quando eu trotava na orla da praia com a minha patroa, esposa do Valmir. Ele me viu correndo e falou que eu tinha jeito”, conta. Desde então ele começou a treinar a baiana que não parou mais.

Hoje a corrida é o seu sustento. Mas a sua trajetória já teve altos e baixos. Um dos momentos felizes da vida dela foi em 2000, ano em que Sirlene realizou o sonho de ser mãe. Mesmo sem ter planejado a gravidez, ela garante que ter uma filha, atualmente com cinco anos, foi uma dádiva de Deus.

“Ficar grávida foi uma benção. Acho que mesmo sem ter planejado, aquele foi o momento certo. Talvez se eu não tivesse ficado grávida naquela época, eu não pensaria em ter filhos hoje, por causa da minha carreira”, revela.

Mas a gravidez não impediu que ela parasse o esporte. Sirlene treinou até os cinco meses de gestação, depois fez apenas caminhada e hidroginástica. Logo após a quarentena, ela retornou aos treinos com mais gás e força de vontade.

“Acho que a minha carreira melhorou depois que eu tive a minha filha. Encarei a corrida com mais responsabilidade e determinação”, conta a mãe da Beatriz. Mas a dedicação aos treinos, apesar de resultar em boas colocações, faz com que Sirlene fique muitas vezes afastada da sua filha.

Até o início de junho, Sirlene irá morar em Águas de Lindóia, local onde treina para a Maratona de São Paulo. Mas sua filha não está com ela, ficou em Santos com os avôs paternos. “Tem dias que fico com muita saudade dela. Entro no banheiro e choro. Mas eu tenho que treinar aqui, porque os locais de treino em Santos estão precários”, revela. “Aqui também eu me dedico mais aos treinos. A minha rotina é dormir, correr e comer”, acrescenta.

Em 2004 Sirlene ficou sem competir, por causa de uma fratura de estress na tíbia. Mesmo depois de um ano difícil na sua carreia, ela teve que enfrentar a separação. Em maio de 2005 Sirlene se separou do marido. A situação não era confortável, mas com a corrida ela teve força para superar essa fase.

“A corrida me ajudou muito quando me separei. Eu ia correr e esquecia de tudo, voltava com mais energia e mais alegre”, diz. E para Sirlene esses são os melhores benefícios da corrida para a mulher. Indagada se está pronta para conhecer uma nova pessoa. A maratonista responde rapidamente: “o que tiver que acontecer irá acontecer”.

Ádria dos Santos é exemplo de mulher brasileira

A reportagem do especial “Mulher” conta um pouco da história da velocista paraolímpica Ádria dos Santos. Uma Ádria que consegue correr, quebrar recordes e também cuidar da casa. Confira!

São Paulo - A velocista Ádria dos Santos é uma mulher realizada. Aos 31 anos, ela tem uma filha, carreira impecável e um currículo com 34 medalhas só de competições internacionais. Quem não conhece a brasileira, que nasceu no norte de Minas Gerais, pode até pensar que é mais uma atleta bem sucedida. Sim ela é bem sucedida. Mas Ádria também é uma mulher de muita garra.

Ela nasceu com deficiência visual e até os 18 anos tinha dez por cento da sua visão. Hoje ela enxerga apenas um clarão. Mas as adversidades da vida nunca foram um empecilho para Ádria.

Ela começou no atletismo em 1987 quando fez um teste numa associação em Minas e passou. No mesmo ano participou de uma prova de 400m e venceu. Essa é a especialidade da atleta, apesar de ter medalhas nos 100m e também nos 200m.

“Eu sempre gostei de atletismo. Fiz natação, mas não me adaptei muito. Foi no atletismo que me dei bem”, conta. E se deu muito bem. Só no ano passado ela garantiu o tricampeonato do Mundial da IAAF, além de ser eleita pela a segunda vez consecutiva como melhor atleta do ano.

“Sempre gostei de correr. Minha mãe me chamava a atenção quando eu era criança, porque tudo eu fazia correndo. Às vezes até me machucava, mas eu não conseguia fazer as coisas com calma. Acredito que é um dom mesmo”, diz a velocista.

Trabalho e família - Atualmente Ádria treina de segunda a sábado. Ela faz exercícios de pista e também musculação. Mas como tem uma filha de 15 anos, a Bárbara, ela tem que se desdobrar para cuidar da casa.

“Eu tenho que arrumar tempo para tudo, treino e família. Quando chega próximo às competições fica mais complicado e cansativo. Tem dias que treino bastante e chego cansada. Mas como a Bárbara estuda e também faz cursos, a gente se encontra mais de noite e de fim de semana”, conta. “Ela não reclama da minha rotina. Ela é uma fã e torce muito para mim. Ela só sente mais quando viajo, mas entende”, acrescenta.

Para ela ser bem sucedida é resultado de um trabalho feito com dedicação e paixão. “Quando a gente faz o que a gente gosta acaba conseguindo conciliar as coisas. Eu sempre sonhei com isso, em ser uma atleta conhecida. Batalhei para isso e me sinto bem fazendo o que eu gosto. Quando a gente faz o que gosta tudo dá certo”.

Por enquanto, Ádria não pensa em se aposentar e se conseguir o índice, ela irá disputar as Paraolimpíadas de Pequim em 2008. Atualmente o seu maior problema é conseguir um patrocínio. O contrato do seu antigo patrocinador venceu no ano passado e segundo Ádria, isso é a única coisa que a desanima.

“Esse ano eu tenho o Mundial Paraolímpico, já estou pensado em treinar bastante para me sair bem. Eu fico muito feliz quando eu me saio bem e tenho bons resultados. Eu consigo superar meus objetivos. No ano passado eu recebi várias premiações e destaques pelos meus resultados. Eu fico muito contente quando recebo esse tipo de reconhecimento. É isso que me dá força e me dá mais vontade de treinar”, diz.

“Com o meu reconhecimento eu posso mostrar para as mulheres, principalmente aquelas portadoras de deficiências visais, que a gente tem capacidade e condições de se superar, não só no esporte, mas também no trabalho. A mulher pode alcançar um espaço muito grande. Antes ela vivia dentro de casa. Hoje muitas mulheres deficientes praticam esporte e tem seus empregos”, acrescenta a velocista.

O deficiente - Atualmente existem algumas associações esportivas para portadores de necessidades especiais. Os interessados devem procurar esse tipo de associação e conhecerem as modalidades existentes. Ádria aconselha as pessoas testarem as diferentes modalidades para ver em qual delas se identificam.

“No nosso país existem muitas pessoas com preconceito. O trabalho de divulgação do esporte paraolímpico tem ajudado bastante. Mostra para as pessoas que o deficiente é capaz de fazer as coisas. Mesmo com algumas limitações são poucas as coisas que não conseguimos fazer. Tem pessoas que não sabem conviver com a diferença. Se você não tem um dedo, os outros já vão te olhar de uma maneira diferente. Essa é nossa cultura”, desabafa. Mas se depender de Ádria dos Santos essa situação não existiria. São pessoas como ela que devem ser exemplos de determinação e realização no Brasil.


Ádria dos Santos é exemplo de mulher brasileira

Atletismo · 09 mar, 2006

A reportagem do especial “Mulher” conta um pouco da história da velocista paraolímpica Ádria dos Santos. Uma Ádria que consegue correr, quebrar recordes e também cuidar da casa. Confira!

São Paulo - A velocista Ádria dos Santos é uma mulher realizada. Aos 31 anos, ela tem uma filha, carreira impecável e um currículo com 34 medalhas só de competições internacionais. Quem não conhece a brasileira, que nasceu no norte de Minas Gerais, pode até pensar que é mais uma atleta bem sucedida. Sim ela é bem sucedida. Mas Ádria também é uma mulher de muita garra.

Ela nasceu com deficiência visual e até os 18 anos tinha dez por cento da sua visão. Hoje ela enxerga apenas um clarão. Mas as adversidades da vida nunca foram um empecilho para Ádria.

Ela começou no atletismo em 1987 quando fez um teste numa associação em Minas e passou. No mesmo ano participou de uma prova de 400m e venceu. Essa é a especialidade da atleta, apesar de ter medalhas nos 100m e também nos 200m.

“Eu sempre gostei de atletismo. Fiz natação, mas não me adaptei muito. Foi no atletismo que me dei bem”, conta. E se deu muito bem. Só no ano passado ela garantiu o tricampeonato do Mundial da IAAF, além de ser eleita pela a segunda vez consecutiva como melhor atleta do ano.

“Sempre gostei de correr. Minha mãe me chamava a atenção quando eu era criança, porque tudo eu fazia correndo. Às vezes até me machucava, mas eu não conseguia fazer as coisas com calma. Acredito que é um dom mesmo”, diz a velocista.

Trabalho e família - Atualmente Ádria treina de segunda a sábado. Ela faz exercícios de pista e também musculação. Mas como tem uma filha de 15 anos, a Bárbara, ela tem que se desdobrar para cuidar da casa.

“Eu tenho que arrumar tempo para tudo, treino e família. Quando chega próximo às competições fica mais complicado e cansativo. Tem dias que treino bastante e chego cansada. Mas como a Bárbara estuda e também faz cursos, a gente se encontra mais de noite e de fim de semana”, conta. “Ela não reclama da minha rotina. Ela é uma fã e torce muito para mim. Ela só sente mais quando viajo, mas entende”, acrescenta.

Para ela ser bem sucedida é resultado de um trabalho feito com dedicação e paixão. “Quando a gente faz o que a gente gosta acaba conseguindo conciliar as coisas. Eu sempre sonhei com isso, em ser uma atleta conhecida. Batalhei para isso e me sinto bem fazendo o que eu gosto. Quando a gente faz o que gosta tudo dá certo”.

Por enquanto, Ádria não pensa em se aposentar e se conseguir o índice, ela irá disputar as Paraolimpíadas de Pequim em 2008. Atualmente o seu maior problema é conseguir um patrocínio. O contrato do seu antigo patrocinador venceu no ano passado e segundo Ádria, isso é a única coisa que a desanima.

“Esse ano eu tenho o Mundial Paraolímpico, já estou pensado em treinar bastante para me sair bem. Eu fico muito feliz quando eu me saio bem e tenho bons resultados. Eu consigo superar meus objetivos. No ano passado eu recebi várias premiações e destaques pelos meus resultados. Eu fico muito contente quando recebo esse tipo de reconhecimento. É isso que me dá força e me dá mais vontade de treinar”, diz.

“Com o meu reconhecimento eu posso mostrar para as mulheres, principalmente aquelas portadoras de deficiências visais, que a gente tem capacidade e condições de se superar, não só no esporte, mas também no trabalho. A mulher pode alcançar um espaço muito grande. Antes ela vivia dentro de casa. Hoje muitas mulheres deficientes praticam esporte e tem seus empregos”, acrescenta a velocista.

O deficiente - Atualmente existem algumas associações esportivas para portadores de necessidades especiais. Os interessados devem procurar esse tipo de associação e conhecerem as modalidades existentes. Ádria aconselha as pessoas testarem as diferentes modalidades para ver em qual delas se identificam.

“No nosso país existem muitas pessoas com preconceito. O trabalho de divulgação do esporte paraolímpico tem ajudado bastante. Mostra para as pessoas que o deficiente é capaz de fazer as coisas. Mesmo com algumas limitações são poucas as coisas que não conseguimos fazer. Tem pessoas que não sabem conviver com a diferença. Se você não tem um dedo, os outros já vão te olhar de uma maneira diferente. Essa é nossa cultura”, desabafa. Mas se depender de Ádria dos Santos essa situação não existiria. São pessoas como ela que devem ser exemplos de determinação e realização no Brasil.

Carla Moreno não poupa esforços para vencer

O Webrun preparou uma série de entrevistas com algumas brasileiras de fibra que não têm medo de arregaçarem as mangas e irem para luta. A primeira entrevista é com a triathleta Carla Moreno. Ela ensina que para vencer é preciso determinação e alegria. Confira!

São Paulo - De bem com vida, alegre e cheia de força de vontade. Essas são algumas qualidades que ilustram a triathleta brasileira Carla Moreno, ou melhor, Carlinha como gosta de ser chamada. Aos 29 anos, a brasileira esbanja saúde e tem um currículo que deixa qualquer homem com inveja.

Dona de títulos como o Mundialito de Fast Triathlon, Internacional de Santos e Long Distance ela não poupa esforços quando o assunto é esporte. E olha que seu ganha pão não é tão simples assim. O triathlon reúne três modalidades numa única prova. Na mesma competição o atleta tem que nadar, pedalar e depois correr. Haja fôlego e habilidade para tanta coisa junta.

Mas isso nunca foi problema para Carla. Amante dos esportes, ela pratica atividades físicas desde dos três anos e foi através da natação que ela entrou em contato com o triathlon. Desde lá não parou mais. Já faz dez anos que a brasileira nada, corre e pedala.

Na sua primeira prova, em 1996, durante o Triathlon Internacional de Santos, Carla disputou a categoria amador e chegou em quarto lugar. “Decidi me tornar atleta profissional, porque você vai conquistando metas, objetivos e vai querendo sempre mais. Além disso, eu também recebi um convite de um patrocinador para me tornar profissional e aí não parei mais”, conta.

Mas com uma profissão que exige horas de treino, dedicação e superação de limites, onde ficam os amigos, familiares e os momentos de lazer? “Eu costumo conciliar isso da melhor forma possível, mas sempre treino muito e não dá para ser tudo perfeito, hoje minha prioridade é o esporte. Mas não será a vida toda”, avisa. “Minha família e meu marido compreendem isso e me apoiam muito. Eles estão sempre me apoiando e me incentivando, eu sempre digo que eu nasci para o esporte. Eu me dedico ao máximo, amo o que faço e ainda não realizei tudo o que quero”, acrescenta.

E se depender das suas metas, o triathlon ainda estará presente na sua vida por um bom tempo. Carla quer competir por mais três olimpíadas de verão e estar presente na olimpíada de inverno de 2010. “A minha maior conquista profissional ainda esta por vir. O futuro é emocionante, você não sabe o que vai acontecer”, revela.

Se existe segredo para tanta determinação e conquistas, Carla afirma que sim. “Amar o que faz, ter alegria todo dia, isso eu aprendi com um ex-técnico, o Alberto Klar, que sempre quando eu chegava para treinar me falava que primeiro eu tinha que dar um sorriso, depois o treino. É verdade! Quando você sorri, você elimina as coisas ruins. Hoje quando eu acordo a primeira coisa que faço é sorrir na frente do espelho, depois sorriu muito o dia todo. A vida é bela e Deus só me deu uma e tenho que cuidar muito bem”, ensina.

As meninas que pretendem seguir a carreira esportiva ainda têm que adicionar um ingrediente a mais nessa fórmula de sucesso. “Querer é poder. Ninguém lutará por você. O pódio só você mesma pode conquistar. Muitas pessoas podem me ajudar, mas ninguém compete no meu lugar. Eu penso nisso a cada dia, venço cada dia, cada dia faço o melhor que posso. Ser campeã é conseqüência do trabalho”, finaliza a triathleta.


Carla Moreno não poupa esforços para vencer

Triathlon · 08 mar, 2006

O Webrun preparou uma série de entrevistas com algumas brasileiras de fibra que não têm medo de arregaçarem as mangas e irem para luta. A primeira entrevista é com a triathleta Carla Moreno. Ela ensina que para vencer é preciso determinação e alegria. Confira!

São Paulo - De bem com vida, alegre e cheia de força de vontade. Essas são algumas qualidades que ilustram a triathleta brasileira Carla Moreno, ou melhor, Carlinha como gosta de ser chamada. Aos 29 anos, a brasileira esbanja saúde e tem um currículo que deixa qualquer homem com inveja.

Dona de títulos como o Mundialito de Fast Triathlon, Internacional de Santos e Long Distance ela não poupa esforços quando o assunto é esporte. E olha que seu ganha pão não é tão simples assim. O triathlon reúne três modalidades numa única prova. Na mesma competição o atleta tem que nadar, pedalar e depois correr. Haja fôlego e habilidade para tanta coisa junta.

Mas isso nunca foi problema para Carla. Amante dos esportes, ela pratica atividades físicas desde dos três anos e foi através da natação que ela entrou em contato com o triathlon. Desde lá não parou mais. Já faz dez anos que a brasileira nada, corre e pedala.

Na sua primeira prova, em 1996, durante o Triathlon Internacional de Santos, Carla disputou a categoria amador e chegou em quarto lugar. “Decidi me tornar atleta profissional, porque você vai conquistando metas, objetivos e vai querendo sempre mais. Além disso, eu também recebi um convite de um patrocinador para me tornar profissional e aí não parei mais”, conta.

Mas com uma profissão que exige horas de treino, dedicação e superação de limites, onde ficam os amigos, familiares e os momentos de lazer? “Eu costumo conciliar isso da melhor forma possível, mas sempre treino muito e não dá para ser tudo perfeito, hoje minha prioridade é o esporte. Mas não será a vida toda”, avisa. “Minha família e meu marido compreendem isso e me apoiam muito. Eles estão sempre me apoiando e me incentivando, eu sempre digo que eu nasci para o esporte. Eu me dedico ao máximo, amo o que faço e ainda não realizei tudo o que quero”, acrescenta.

E se depender das suas metas, o triathlon ainda estará presente na sua vida por um bom tempo. Carla quer competir por mais três olimpíadas de verão e estar presente na olimpíada de inverno de 2010. “A minha maior conquista profissional ainda esta por vir. O futuro é emocionante, você não sabe o que vai acontecer”, revela.

Se existe segredo para tanta determinação e conquistas, Carla afirma que sim. “Amar o que faz, ter alegria todo dia, isso eu aprendi com um ex-técnico, o Alberto Klar, que sempre quando eu chegava para treinar me falava que primeiro eu tinha que dar um sorriso, depois o treino. É verdade! Quando você sorri, você elimina as coisas ruins. Hoje quando eu acordo a primeira coisa que faço é sorrir na frente do espelho, depois sorriu muito o dia todo. A vida é bela e Deus só me deu uma e tenho que cuidar muito bem”, ensina.

As meninas que pretendem seguir a carreira esportiva ainda têm que adicionar um ingrediente a mais nessa fórmula de sucesso. “Querer é poder. Ninguém lutará por você. O pódio só você mesma pode conquistar. Muitas pessoas podem me ajudar, mas ninguém compete no meu lugar. Eu penso nisso a cada dia, venço cada dia, cada dia faço o melhor que posso. Ser campeã é conseqüência do trabalho”, finaliza a triathleta.

Vera Zugaib: a empresária corredora

Veloz e com um pique de invejar Vera começou a correr quando estava chegando aos 40 anos e desde então não parou mais. “A corrida é 10. Deixa a gente super saudável”, conta Vera ao WebRun. Confira.

EXCLUSIVO, de São Paulo- Uma quinta-feira qualquer seis horas da manhã. Dia e hora em que muitas pessoas estão dormindo ou então com preguiça de levantar. Mas não para a empresária Vera Zugaib.

Normalmente neste horário ela já está de pé e correndo. Isto porque Vera treina corrida durante a semana no Parque do Ibirapuera em São Paulo. E isso ela já faz a sete anos. “Quando estava beirando os 40 anos de idade pensei que tinha que fazer algo para manter a saúde e forma, então comecei a correr”, revela.

Desde então Vera não parou mais. E a partir de treinos ela passou a disputar muitas competições, algumas até internacionais como a Maratona de Boston, Paris, Mônaco, Veneza entre outras.

Porém uma das mais difíceis para a atleta foi a Maratona de Blumenau, em 1999. “Eu me machuquei durante a prova, tive uma infecção generalizada nas pernas”, revela, a corredora. “Porém isso não foi motivo de desistir da prova e eu consegui completar o percurso”, revela.

No Brasil ela já participou cinco vezes da São Silvestre, também da Maratona de Porto Alegre e São Paulo. E para conseguir competir Vera treina três vezes por semana e chega a correr no máximo 70 km. Um volume considerado baixo para os treinadores, mas que no caso dela é o suficiente.

Preconceito- Por existir muito mais homem no mundo da corrida do que mulher, Vera, poderia ser discriminada pelo sexo oposto. Mas isso é uma coisa que segundo ela não ocorre.

“Sempre existiu mais homem do que mulher na corrida. Mas acho que esse número vem diminuindo. E preconceito da parte deles nunca existiu. Os homens são nota mil”, revela Vera.

Produtos- Indagada sobre os produtos de corrida, Vera disse que cada vez mais a indústria esportista está se preocupando com as mulheres. E por incrível que pareça no Brasil é mais fácil encontrar produto esportivo feminino do que no exterior.

“Já fui algumas vezes para o exterior e no Brasil os produtos esportivos para a mulher são mais bacanas do que nos outros lugares”, conta.

Meta- No ano que vem Vera irá começar a competir na categoria 50 a 54 anos. E ela pretende ficar entra as primeiras colocadas das provas. Além disso, Vera afirmou querer correr até os 95 anos de idade.


Vera Zugaib: a empresária corredora

Corridas de Rua · 11 mar, 2004

Veloz e com um pique de invejar Vera começou a correr quando estava chegando aos 40 anos e desde então não parou mais. “A corrida é 10. Deixa a gente super saudável”, conta Vera ao WebRun. Confira.

EXCLUSIVO, de São Paulo- Uma quinta-feira qualquer seis horas da manhã. Dia e hora em que muitas pessoas estão dormindo ou então com preguiça de levantar. Mas não para a empresária Vera Zugaib.

Normalmente neste horário ela já está de pé e correndo. Isto porque Vera treina corrida durante a semana no Parque do Ibirapuera em São Paulo. E isso ela já faz a sete anos. “Quando estava beirando os 40 anos de idade pensei que tinha que fazer algo para manter a saúde e forma, então comecei a correr”, revela.

Desde então Vera não parou mais. E a partir de treinos ela passou a disputar muitas competições, algumas até internacionais como a Maratona de Boston, Paris, Mônaco, Veneza entre outras.

Porém uma das mais difíceis para a atleta foi a Maratona de Blumenau, em 1999. “Eu me machuquei durante a prova, tive uma infecção generalizada nas pernas”, revela, a corredora. “Porém isso não foi motivo de desistir da prova e eu consegui completar o percurso”, revela.

No Brasil ela já participou cinco vezes da São Silvestre, também da Maratona de Porto Alegre e São Paulo. E para conseguir competir Vera treina três vezes por semana e chega a correr no máximo 70 km. Um volume considerado baixo para os treinadores, mas que no caso dela é o suficiente.

Preconceito- Por existir muito mais homem no mundo da corrida do que mulher, Vera, poderia ser discriminada pelo sexo oposto. Mas isso é uma coisa que segundo ela não ocorre.

“Sempre existiu mais homem do que mulher na corrida. Mas acho que esse número vem diminuindo. E preconceito da parte deles nunca existiu. Os homens são nota mil”, revela Vera.

Produtos- Indagada sobre os produtos de corrida, Vera disse que cada vez mais a indústria esportista está se preocupando com as mulheres. E por incrível que pareça no Brasil é mais fácil encontrar produto esportivo feminino do que no exterior.

“Já fui algumas vezes para o exterior e no Brasil os produtos esportivos para a mulher são mais bacanas do que nos outros lugares”, conta.

Meta- No ano que vem Vera irá começar a competir na categoria 50 a 54 anos. E ela pretende ficar entra as primeiras colocadas das provas. Além disso, Vera afirmou querer correr até os 95 anos de idade.

Márcia Narloch: sonho realizado com o esporte

Confira a entrevista especial que o WebRun fez com a atleta Márcia Narloch. Indagada sobre a mulher no esporte, Márcia acha que elas ainda têm preconceito em correr.

EXCLUSIVO, de São Paulo - Com pouca estatura, 1,53m de altura, Márcia Narloch mostra que tem pernas para correr. Natural de Joinville, Santa Catarina, a “baixinha” tem um currículo de invejar. Bicampeã da Maratona Internacional de São Paulo e 6º lugar nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg nos 10 mil metros, Márcia revela que achou na corrida uma forma de realizar todos os sonhos pessoais.

“A corrida seria o melhor caminho para o meu futuro. Eu consegui ser uma grande atleta e eu não iria conseguir isso, se eu fosse trabalhar em outro ramo”, revela Márcia. Mas antes de encarar esse desejo a atleta tinha uma rotina bem diferente da que ela tem hoje.

Márcia ajudava a tia dela nas tarefas domésticas, além de ser assistente de uma professora de natação para crianças. E no esporte ela encontrou um novo rumo.

Hoje 80% do tempo da atleta é dedicado ao treino. “Eu me dedico mais a minha carreira porque sempre quero conquistar os melhores resultados”, conta. E este ano Márcia terá o esforço redobrado. Isto porque 2004 é ano de Olimpíada e ela já tem índice para disputar a Maratona Olímpica.

Mas para ela ainda não é hora de pensar nos Jogos Olímpicos de Atenas. “ O meu objetivo por enquanto é marcar um novo recorde sul-americano na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, só depois vou pensar em olimpíada”, conta.

Mulher na Corrida - Segundo Márcia não existe diferença dos homens para as mulheres que correm. E por incrível que pareça o preconceito na corrida está nas próprias mulheres.

“A mulher ainda não está adaptada ao esporte, principalmente ao atletismo. Elas pensam que tem um desgaste, que envelhece a pele. A gente não está acostumada a ver as mulheres voltadas para o esporte. Elas são mais femininas e não querem ser desgastar”, revela Márcia.

E mesmo assim na corrida a mulher consegue ser mais persistente do que o homem. “A gente é mais guerreira traça os objetivos e quer vencer”, conta Márcia fazendo uma comparação aos homens.

Benefício - Um dos principais benefícios do esporte para a mulher é na saúde. “A corrida é uma prevenção para o futuro da saúde da mulher. Aquelas que fazem algum tipo de esporte se sentem melhor”, revela.

Além disso, na corrida não existe idade para começar. “O início tem que ser devagar para não causar lesão. Ela vai se sentir outra mulher e também vai melhorar o corpinho, o que é muito bom”, finaliza Márcia Narloch com uma dica para aquelas mulheres que pretendem começar a correr.


Márcia Narloch: sonho realizado com o esporte

Mulheres · 10 mar, 2004

Confira a entrevista especial que o WebRun fez com a atleta Márcia Narloch. Indagada sobre a mulher no esporte, Márcia acha que elas ainda têm preconceito em correr.

EXCLUSIVO, de São Paulo - Com pouca estatura, 1,53m de altura, Márcia Narloch mostra que tem pernas para correr. Natural de Joinville, Santa Catarina, a “baixinha” tem um currículo de invejar. Bicampeã da Maratona Internacional de São Paulo e 6º lugar nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg nos 10 mil metros, Márcia revela que achou na corrida uma forma de realizar todos os sonhos pessoais.

“A corrida seria o melhor caminho para o meu futuro. Eu consegui ser uma grande atleta e eu não iria conseguir isso, se eu fosse trabalhar em outro ramo”, revela Márcia. Mas antes de encarar esse desejo a atleta tinha uma rotina bem diferente da que ela tem hoje.

Márcia ajudava a tia dela nas tarefas domésticas, além de ser assistente de uma professora de natação para crianças. E no esporte ela encontrou um novo rumo.

Hoje 80% do tempo da atleta é dedicado ao treino. “Eu me dedico mais a minha carreira porque sempre quero conquistar os melhores resultados”, conta. E este ano Márcia terá o esforço redobrado. Isto porque 2004 é ano de Olimpíada e ela já tem índice para disputar a Maratona Olímpica.

Mas para ela ainda não é hora de pensar nos Jogos Olímpicos de Atenas. “ O meu objetivo por enquanto é marcar um novo recorde sul-americano na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, só depois vou pensar em olimpíada”, conta.

Mulher na Corrida - Segundo Márcia não existe diferença dos homens para as mulheres que correm. E por incrível que pareça o preconceito na corrida está nas próprias mulheres.

“A mulher ainda não está adaptada ao esporte, principalmente ao atletismo. Elas pensam que tem um desgaste, que envelhece a pele. A gente não está acostumada a ver as mulheres voltadas para o esporte. Elas são mais femininas e não querem ser desgastar”, revela Márcia.

E mesmo assim na corrida a mulher consegue ser mais persistente do que o homem. “A gente é mais guerreira traça os objetivos e quer vencer”, conta Márcia fazendo uma comparação aos homens.

Benefício - Um dos principais benefícios do esporte para a mulher é na saúde. “A corrida é uma prevenção para o futuro da saúde da mulher. Aquelas que fazem algum tipo de esporte se sentem melhor”, revela.

Além disso, na corrida não existe idade para começar. “O início tem que ser devagar para não causar lesão. Ela vai se sentir outra mulher e também vai melhorar o corpinho, o que é muito bom”, finaliza Márcia Narloch com uma dica para aquelas mulheres que pretendem começar a correr.