Corridas de Rua · 16 jan, 2007
Depois de um longo inverno, ou melhor, inverno, primavera e parte do verão, eu retomei aos meus treinos de corrida e com isso voltei com a coluna Diário. Ao todo foram seis meses de puro ócio e preguiça em relação ao esporte. Tempo que fiquei completamente parada.
Esse hiato na minha vida esportiva começou no mês de julho do ano passado. Na época estava empolgada com os treinos e competições, mas ganhei uma lesão no joelho que me obrigou a parar.
Inflamação na Patela. Esse era o nome estranho da minha lesão, que graças ao bom Deus já ficou no passado. Mas para sanar o problema fiz algumas sessões de fisioterapia e muita compressa de gelo.
Lógico que poderia ter voltado aos treinos de corrida muito antes, mas sabem como é, você vai deixando para amanhã, depois de amanhã, próxima semana e quando se dá conta, tarde demais. Por causa dessa minha preguiça somada aos afazeres da vida pessoal e profissional, estou sedentária, três quilos mais pesada e com o fôlego de fumante (ops, acho que exagerei nesse último tópico, nem fumante sou).
Mas como todos dizem: ano novo, vida nova. Não custa nada tentar mais uma vez. Por isso acordei cedo e fui ao Parque do Ibirapuera encontrar a minha assessoria esportiva, a 4any1. A Gabi, minha treinadora, quase levou um susto quando me viu.
Como fiquei seis meses parada vou começar do zero. Para isso tive que fazer o teste de três quilômetros que irá definir meu condicionamento e apontará os meus ritmos de corrida. Além do teste, também vou fazer os exames médicos básicos (ergométrico e sangue) para verificar se a minha saúde está 100%.
Todas as minhas angústias, dúvidas, desempenhos na corrida serão relatados aqui! Espero que muitos dos tópicos ajudem os corredores! Até mais.
Caminhada · 22 ago, 2006
Nunca escondi que tenho uma certa preguiça para correr, mas no último mês me esforcei. Mesmo com o frio de julho fui aos treinos do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Depois que eu participei do Revezamento Super 40k, percebi que tinha que me dedicar mais. Além disso, no inverno as pessoas estão propensas a comer mais. E nada melhor que a corrida para livrar essas coisinhas extras da época mais fria do ano.
Porém meu joelho não me deixou correr. No meio de julho, comecei a sentir uma dor no joelho direito. Essa dor não tinha hora nem intensidade certa. Algumas vezes aparecia quando ficava muito tempo em pé, ou então muito tempo sentada.
Fui ao médico para ver ao certo que dor era essa que tanto incomodava. Segundo o doutor, eu estava com uma inflamação na patela. Apesar do nome feio, a minha lesão não era tão grave assim.
Essa inflamação acontece normalmente por causa da falta de fortalecimento da perna. O que não deixa de ser verdade. Eu não freqüentava a academia desde de maio. E no mês de julho, quando retornei aos treinos, exigi muito do meu joelho, que não agüentou.
Para a inflamação na patela, os médicos aconselham compressas de gelo. No meu caso, o médico também indicou algumas sessões de fisioterapia. Tirei algumas dúvidas com o colunista e fisioterapeuta do Webrun, David Homsi. Ele também indicou o gelo.
Segundo Homsi, nesse caso deve-se fazer compressa de gelo duas ou três vezes por dia, até a dor passar. Além disso, também é necessário alongar os quadríceps e a posterior de coxa e não esquecer de fazer a fisioterapia.
Eu estou no processo de recuperação, por isso afastada da corrida até a dor passar. Espero ficar boa logo e colocar o tênis no pé.
Corridas de Rua · 27 jun, 2006
Um dia antes de qualquer prova de corrida, os participantes devem prestar a atenção na alimentação e nas horas de sono. Pelo menos eu sempre segui algumas dicas como: dormir cedo, comer carboidrato, não ingerir bebia alcoólica, entre outras coisas. E isso aparentemente sempre deu certo.
Porém, nesse último domingo, transgredi uma dessas regras. Um dia antes do revezamento Super 40, em São Paulo, sai com uns amigos e fui para um barzinho.
Pensei que fosse voltar cedo, no máximo meia noite. Mas conversa vai, papo vem e quando vi eram duas horas da madrugada. Acho que dormi, naquela noite, apenas umas quatro horas.
Às 8h da manhã eu já estava pronta para o meu próximo desafio: quatro quilômetros no Autódromo de Interlagos. Na verdade a distância não me preocupava, mas o local da corrida me assustava. Interlagos é um dos percursos mais difíceis de São Paulo, por causa das descidas e das subidas acentuadas.
Comecei a correr às 9h. Os primeiros 500 metros foram tranqüilos, apenas descida. Depois peguei a reta oposta e antes de completar um quilômetro senti fadiga. Minha respiração estava mais pesada e eu não tinha chegado na metade da prova.
Nunca senti tanta fadiga como nessa prova. É claro que o meu treinamento não está cem por cento, mas o fato de não ter dormido o suficiente para repor minhas energias pesou.
Passei na marcação do quilômetro dois, local do posto de água, com dificuldade. Peguei dois copinhos e resolvi andar um pouco. Depois não consegui voltar a correr, a fadiga parecia aumentar. Portanto adotei a estratégia de correr nos trechos de decidas e planos e caminhar nas subidas.
O meu resultado não foi bom, mas pelo menos completei a prova. Afinal os outros integrantes da minha equipe tinham que correr. Intrigada com essa fadiga, perguntei para o treinador Nelson Evêncio se o meu desempenho foi prejudicado por causa da falta de sono. Ele respondeu que depende de cada organismo.
Se você perguntasse para o Romário, ele diria que isto é a maior besteira. Então a primeira reposta é que tudo depende de cada um. Em geral é melhor dormir bem para render bem, conta Nelson.
Além disso, ele contou que existe o princípio da super compensação. O organismo está em um nível X. Você aplica uma carga e desgasta o organismo, deixando-o em um nível abaixo do que estava. Após um bom descanso combinado com uma boa alimentação, ele se recupera e volta num nível acima do que estava. Por isso é melhor treinar ou participar de uma prova descansado, revela.
Também é durante o sono que o organismo tem mais liberação de hormônios benéficos para a super compensação. Sem descanso não há melhora de performance. No caso da véspera de prova, é fundamental uma boa noite de sono, tanto pelo fato de você entrar na prova cem por cento recuperado dos treinos anteriores, quanto por não entrar na prova com o corpo mole e fadigado, com os reflexos comprometidos, sem poder extrair o máximo deste organismo, acrescenta.
Portanto a dica está dada. Correr com sono não é agradável. Eu vou evitar fazer isso nas próximas vezes.
Caminhada · 11 maio, 2006
Sempre achei o máximo uma pessoa ter uma coleção imensa de medalhas de prova. Mas nunca pensei que eu fosse tomar gosto por essa peculiar coleção. No último fim de semana participei da Maratona de Revezamento Mizuno Ekiden e quando acabei a prova, quis logo pegar a tal medalha.
Toda pessoa que completa uma prova de corrida recebe uma medalha alusiva ao evento. É algo de praxe e todos os inscritos fazem questão desse mimo. Até porque, a medalha é a prova da sua participação na corrida.
O curioso é que quando pequenos colecionamos figurinhas, lápis, papel de carta, moeda, latinha, enfim cacarecos dos mais variados. E quando crescemos, continuamos nossas coleções. Muitas vezes não percebemos, mas gostamos, por exemplo, de comprar livros e ver a nossa pequena biblioteca pessoal crescer.
Os corredores então tem um vício a mais, a coleção de medalhas. Acredito que toda pessoa que completa uma prova guarda a sua medalha, principalmente se ela for especial. Pelo menos eu faço isso. Apesar da minha preguiça de treinar, já tenho mais de dez medalhas.
Se pararmos para reparar na nossa coleção, observamos que criatividade não falta para a elaboração daquele metal que tradicionalmente é redondo. A medalha da Maratona da Disney, por exemplo, é no formato do personagem infantil Mickey Mouse.
Conversei com o Thiago Mendes, marketing da Latin Sports, e ele me contou como é o processo de criação das medalhas. A empresa organiza o famoso Ironman Brasil, que tem as distâncias 3,8Km de natação, 180Km de ciclismo e 42,2Km de corrida. Imagino que a medalha de um Ironman tem que ser muito especial. Afinal não é todo mundo que tem fôlego e energia para isso.
Nós tentamos passar um pouco do espírito de cada evento nas medalhas e nos troféus. Tentamos sempre criar uma medalha que seja robusta, que tenha personalidade e que faça o atleta se sentir recompensado do seu esforço ao recebê-la, conta Thiago.
De fato a medalha é uma recompensa, principalmente quando ela é bonita e bem feita. Eu vou continuar na busca de novos artigos para a minha coleção. Será um ótimo motivo para participar das provas e de quebra dos treinos.
Caminhada · 18 abr, 2006
Nem sempre o corpo humano agüenta a rotina do ser humano. Quando isso acontece o homem "pifa". Por isso prestar a atenção nos sinais do corpo é muito importante. Saiba mais.
São Paulo - A vida ultimamente não está fácil para ninguém. A correria das cidades grandes, a rotina, os problemas, os trabalhos, tudo é motivo para nos irritar e nos deixar estressados. Por isso escutamos de muitos médicos e especialistas que o esporte é uma maneira saudável de combater essas fadigas cotidianas, além disso, é a melhor forma de ter um corpo saudável.
Correr faz bem para o coração e para a mente. Falo isso porque já conversei com muitos médicos e porque corro. Sinto esses benefícios na pele. Quem já foi picado pelo bicho da corrida, muitos esportistas usam essa frase, sabe que se ficarmos algumas semanas sem correr, ficamos estranhos e até impacientes.
Como relatei nos meus últimos diários, a minha disciplina na corrida não é um dos meus pontos fortes. Por isso tive uma surpresa ao ver meus batimentos cardíacos tão altos. Tentei conciliar por algumas semanas o meu cotidiano com a corrida. Tinha que voltar ao meu antigo condicionamento. Resultado: o meu corpo parou.
Isso mesmo, de tantos compromissos, eventos, aulas fiquei doente e tive que passar uma semana de molho, isso significa sem correr. Ao ler o livro A Era da Iconofagia, do comunicólogo Norval Baitello Junior, me identifiquei num de seus estudos e resolvi contar no meu diário.
Calma, ainda não estou enlouquecendo. Muitos devem se perguntar onde está a corrida nessa conversa toda? Acho que todos já passaram por uma situação semelhante a essa que vou relatar. Rotina de corrida, academia, estudo, trabalho, eventos, amigos, são tantos os compromissos que quase não temos tempo para dormir. Não é verdade?
O corpo algumas vezes não agüenta essa frenética rotina e nos manda sinais de que está cansado. Às vezes pode ser uma dor de cabeça, uma moleza, uma sensação de gripe, mas como temos tantas coisas para fazer não prestamos atenção nele.
Assim como um ato de rebeldia o nosso corpo pifa. Pegamos uma doença, uma gripe que nos deixa derrubados. Não conseguimos fazer nada, nem correr. Para Baitello essa situação acontece nos corpos-bombas.
Por isso aconselho as pessoas de vida corrida, prestarem atenção nos sinais de seus corpos. Se o seu corpo está cansado, não faça da corrida ou da academia uma obrigação. Quando necessário falte ao treino sem consciência pesada e diminua a lista de compromissos.
Sentir os sinais corpo é uma forma de se sentir. Como diz o famoso ditado popular é melhor prevenir do que remediar.
Corridas de Rua · 23 mar, 2006
Inatividade, ou melhor, a falta de atividade física faz com que o seu rendimento no treino diminua. No último diário contei um pouco sobre as conseqüências da falta de atividade física no corpo. Dessa vez vou abordar os resultados dessa inatividade no coração. Confira!
São Paulo - Seis horas da manhã e meu despertador tocou. A preguiça de levantar era enorme. Abri os olhos e a única fresta de luz que entrava no meu quarto anunciava que o dia estava bonito. Definitivamente eu não tinha desculpas para não treinar. Levantei empolgada e fui correr no Parque do Ibirapuera.
Lá encontrei meus treinadores e colegas da corrida. O treino do dia era: seis voltas de 800 metros alternando os ritmos leve e moderado. Como ainda não estou em plena forma, fiz metade do meu treino trotando e a outra metade com o ritmo leve.
Porém, algo curioso aconteceu na minha primeira volta. Empolgada, acompanhei uns amigos e percebi que meus batimentos cardíacos estavam altos. Logo na primeira volta o meu monitor cardíaco registrou 185 BPM (batimentos por minuto), essa marca eu atinjo quando estou num ritmo bem forte, mas eu estava numa corrida leve.
Achei estranho. Alguns minutos depois os batimentos saltaram para 190. Eu não senti cansaço, dores, nada. Quando completei a volta, falei sobre os meus estranhos batimentos para meu treinador. Com um largo sorriso no rosto ele me disse em alto e bom som: Viu o que dá ficar sem treinar?
Ele estava certo. Depois de quase dois meses sem treino eu não poderia voltar como antes. Liguei então para o cardiologista Dr. Nabil Ghorayeb para tirar algumas dúvidas sobre os batimentos cardíacos, ou melhor, a freqüência cardíaca.
Segundo o Dr. Nabil, o que aconteceu comigo foi algo extremamente normal. Ele me explicou que se você fica 15 dias sem treinar, o seu corpo perde a adaptação cardiovascular que tinha adquirido. Portanto você perde o seu condicionamento físico e volta do zero.
O sedentário atingi mais rápido a máxima freqüência cardíaca. É justamente isso que difere os sedentários dos esportistas. O esportista, quando está numa atividade física, demora mais para atingir o seu limite ou às vezes nem chega nesse pico, conta.
Existe uma conta simples que revela qual é a sua freqüência cardíaca (FC) máxima:
No meu caso, que tenho 23 anos, a minha freqüência máxima é 197 BPM. A partir dela e de um monitor cardíaco, posso analisar o meu treino e o meu condicionamento físico. Assim com esses dados, eu devo treinar sempre numa faixa segura de FC, a fim de evitar possíveis riscos de eventos cardíacos.
Mas para ter certeza se o coração está trabalhando direito, o correto é fazer anualmente alguns exames básicos como o teste ergométrico e um exame de sangue completo.
Caminhada · 04 fev, 2006
O mês de fevereiro é sempre uma boa época para recomeçar. Não há mais as desculpas das festas de fim de ano e nem das férias de janeiro. Por isso voltei de férias e quero retomar a corrida e a academia. Por incrível que pareça fiquei os meus trinta dias de férias sem fazer nenhuma atividade física. Puro ócio.
Mas recomeçar é sempre difícil. Depois de ficar parada por algum tempo o corpo perde aquela vitalidade de antes e o trabalho físico precisa ser feito com cuidado e aos poucos. Parece que a gente começa quase do zero.
Eu tenho uma amiga que ama malhação e no fim do ano estava toda sarada. Ela também ficou sem treinar um mês e como ela mesma disse, depois de ficar parada ela murchou, não está mais com aquele corpo de antes.
Mas porque quando a gente fica sem treinar perdemos o ritmo e temos que começar de novo?
Segundo o treinador Wanderlei de Oliveira para cada dia perdido de corrida são necessários dois dias de treino para voltar como antes. Isso significa que no meu caso vou precisar de 60 dias para voltar ao mesmo nível de condicionamento de antes.
Se você se machuca, por exemplo, e não pode correr durante duas semanas, o ideal é fazer exercícios alternativos como natação ou bike para manter o condicionamento, revela Oliveira. E o mesmo método serve para as férias.
Para descansar do esporte praticado, a pessoa deve fazer outras atividades alternativas. Os jogadores de futebol não param por completo em suas férias. Eles fazem esportes recreativos, pedalam, entre outros. Tudo pelo condicionamento, acrescenta.
Além disso, ficar parado por um grande período faz com que a pessoa volte com sobrepeso, uma freqüência mais alta e um metabolismo mais lento. E desses itens desagradáveis, que se agregam junto com as férias sedentárias, o que se torna mais visível é aquele que as mulheres odeiam, o aumento de peso.
No período em que você treina o seu metabolismo tem uma dieta alta por causa do alto gasto de energia. Quando você pára de repente, o metabolismo continua acelerado, você continua comendo o mesmo sem fazer exercício físico. Por isso você ganha quilos a mais, revela Oliveira.
Assim com o metabolismo mais lento e a freqüência cardíaca mais elevada o retorno à atividade física deve ser moderado. Começar com gás total é pedir para se para machucar. Com a orientação do profissional o atleta tem que fazer uma readaptação ao treinamento e aos pouco aumentar a intensidade, diz o treinador.
Depois da conversa com Wanderlei de Oliveira eu vou voltar de vagar nos meus treinos e tenho certeza que nas próximas férias não vou ficar completamente parada.
Caminhada · 14 maio, 2005
Vivemos na era das máquinas digitais, da música eletrônica, dos casamentos astronômicos e relâmpagos, da internet, da facilidade e praticidade, mas a velha diferença entre homens e mulheres, por incrível que pareça, ainda existe. No mundo esportivo, por exemplo, o sexo feminino ainda é visto com descaso. E não é preciso ir muito longe para perceber isso.
Todo o ano acontece no Brasil o Circuito de Corridas de Rua e Caminhada Contra o Câncer de Mama. A prova arrecada fundos para instituições e projetos relacionados ao câncer de mama, o que é uma iniciativa louvável.
A competição é feita só para elas e como qualquer prova todas as inscritas recebem número de peito, chip, medalha e camiseta para usar no dia da corrida. Você pode perguntar, mas e o descaso com a mulher? Eu me inscrevi para participar da etapa paulista do circuito do câncer e me senti lesada.
Quando fui retirar o kit fiquei surpresa em ver a camiseta do evento. Para começar o tecido é pesado e não muito agradável. Mas normalmente as camisetas de provas são assim. É raro ter eventos que distribui camisetas com tecidos mais tecnológicos. Porém a camiseta não serve nem para praticar outras atividades, porque é muito grande.
Na retirada do kit só estavam distribuindo camisetas M e G. A mulher brasileira não é muito alta e gosta de usar camisetas mais curtinhas, principalmente para praticar esporte. E a camiseta do evento parece uma camisola.
Além disso, no regulamento da prova a organização pede para todas as inscritas correrem com a camiseta da competição. E para receber a medalha da prova as mulheres também precisam estar usando a tal camiseta.
Eu não vou correr 10km em baixo de sol com uma camiseta pesada e grande! O mínimo que a organização poderia ter feito era ter dado a opção das pessoas escolherem o tamanho da camiseta entre P, M e G. Se fossem mais cuidadosos bolariam um modelo tipo baby look (um pouco mais curtinha e justinha).
O evento é só para mulher. Qual mulher gosta de sair correndo por ai com uma camisola? Estamos na era das máquinas digitais, da música eletrônica, dos casamentos astronômicos e relâmpagos, da internet, da facilidade e praticidade...Mas a camiseta de prova para as mulheres continua virando pano de chão.
Caminhada · 01 abr, 2005
O corredor de verdade deve fazer musculação para fortalecer os músculos da perna e ficar mais forte para correr. Eu, particularmente, achava que isso não era importante. Mas, eu peguei o meu resultado do Sport Check-up e os médicos me aconselharam a fazer um fortalecimento na perna, principalmente na coxa. Isso porque as pernas são fundamentais para a corrida.
Por isso comecei a fazer academia. Nunca gostei de ficar dentro de um local fechado e passar horas e horas malhando. Foi quando eu descobri uma academia só de mulheres que tem um sistema diferente, a Contours Express.
As aulas duram em média 40 minutos. É um circuito que mescla aparelhos de musculação com exercícios aeróbicos e abdominais. Assim é possível trabalhar diversos grupos musculares num curto espaço de tempo.
Além disso, a academia, que tem origem americana, afirma que é possível emagrecer com no mínimo três sessões semanais e uma alimentação balanceada. Já faz três semanas que estou freqüentando a Contours Express e posso falar que não emagreci. Mas já percebi algumas mudanças no meu corpo. E achei ótimo!
Para fortalecer as minhas pernas estou fazendo alguns exercícios como leg-press, extensora, adutora e abdutora. Um dia depois da minha última aula eu fique com algumas dores nas pernas, mas eram aquelas dorzinhas de esportistas.
Corridas de Rua · 04 mar, 2005
Depois de quase seis meses treinando fui fazer o meu primeiro check-up. Fiz os exames num dos melhores locais do país, o Sport Check-up do Hospital do Coração (Hcor).
O interessante é que lá a pessoa consegue fazer todos os exames necessários para exercer uma atividade física sem risco, num único dia. Ou melhor, numa única manhã. O exame começa às 7h e vai até às 13h. Além disso, o paciente recebe uma atenção especial de todos os médicos e funcionários do Hcor.
O meu exame começou pontualmente às 7h00 da manhã. O curioso é que naquele dia só tinha mulheres para fazer o exame. Segundo uma das secretárias do Hcor, ela nunca tinha visto um dia de check-up esportivo só com mulheres. Normalmente as pessoas que fazem esse tipo de exame são do sexo masculino.
O meu dia de check-up foi assim:
6h30 Acordei e não pude tomar o café da manhã. Precisava chegar no Hcor em jejum de 12h. Além disso, não pude desprender a minha urina.
7h00 Cheguei no Hcor e logo fui encaminhada para fazer os exames laboratoriais. Primeiro a enfermeira coletou o meu sangue e depois eu tive que coletar a minha urina. Conheci as duas mulheres que também estavam fazendo o exame junto comigo. Ambas tinham mais de 50 anos e fiquei surpresa com a disposição delas. Ah, elas também tinham um corpo muito melhor do que qualquer garota de 20 anos.
8h00 Fui fazer o eletrocardiograma. Não me lembro se eu já tinha feito esse teste na minha vida. Na hora que a enfermeira prepara você para o teste parece que você vai receber choque elétrico. Isso porque ela coloca uns eletrodos nos pulsos e tornozelos que lembram cenas de filme. Mas o exame é tão rápido que quando você pensa que vai começar, já acabou. Além disso, não dá para sentir nada.
8h30 Como ninguém é de ferro e para continuar os exames fui tomar um café da manhã. Depois de algumas horas de jejum nada melhor que um lanche né?
8h50 Depois de um bom café da manhã fui me consultar com a nutricionista. Ela fez uma série de perguntas sobre o meu hábito alimentar e também fez aquele exame de dobras cutâneas.
9h15 Além do eletrocardiograma também é feito o ecocardiograma. Este exame é uma espécie de ultra-som do coração.
10h15 Mais uma consulta. Só que agora com o ortopedista que analisa suas articulações e pergunta se você sente algum tipo de dor. Eu sinto um pouco de dor na lombar. Segundo o médico, essa dor é causada porque eu tenho uma pequena lordose.
11h00 Me consultei com o cardiologista. Ele tirou a minha pressão conversou e sobre a minha saúde
12h30 O último exame foi o tão conhecido teste ergoespirométrico. Nunca tinha feito esse teste antes. Depois de ficar toda plugado você tem que andar na esteira. Então os médicos vão aumentando a velocidade até chegar no seu limite máximo. Além disso, você respira por uma máscara. Não é muito cômodo correr com um monte de fio e uma máscara no rosto, mas o teste não dura muito tempo. É algo suportável.
13h00 - Terminei a bateria de exames. Gostei porque fiz tudo de uma vez só. Agora tenho que voltar em 10 dias para buscar os resultados.
Onde:
Sport Check-up Hcor
Tel: (11) 3053-6574 / (11) 3053-6575
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