Maratona · 06 ago, 2011
Na manhã desse sábado (06/08) mais de 600 atletas estarão na linha de largada da maratona fora de estrada Vila do Farol K42 Bombinhas, prova que faz parte de um circuito Mundial de provas desse estilo. O atleta local Giliard Pinheiro tentará o tricampeonato, mas ele não terá vida fácil, pois estão no Field José Virginio de Morais e Daniel Meyer.
Giliard conhece o percurso como ninguém, pois mora e treina no local da prova. Pela manhã fiz um treino e a areia está um tapete, bem diferente do ano passado, conta o catarinense sobre a edição de 2010 em que a chuva e a ressaca do mar atrapalharam os competidores.
Ao longo dos 42 quilômetros muitos desafios aguardam os atletas, como os morros, praias, pedras e trilhas estreitas, que deixam o desafio ainda mais disputado segundo Giliard. Depois do quilômetro 25, na Praia da Tainha, é a parte de decisão para mim, pois posso imprimir um ritmo mais forte. Na opinião dele, a primeira metade da prova é a mais difícil. Vou mudar a estratégia e não vou gastar tanta energia no começo, relata.
Para José Virginio, especialista em corridas de montanha, Gili é o homem a ser batido. Essa é minha terceira participação. O Gili tem saído muito forte no começo, mas como disse que vai mudar a estratégia, também terei que repensar a minha, brinca. Não dá para começar forte. Você até pode forçar na subida, mas depois fica sem perna para descer, relata o corredor que espera melhorar seu tempo em relação aos outros anos. Esse é meu primeiro objetivo. Depois eu penso em vencer.
Devido aos problemas com a chuva ano passado, muitos corredores tiveram tempos altos ao fim da prova, algo que não aconteceu com Daniel Meyer. Para mim, quanto mais lenta estiver a prova melhor, assim tenho chance de pegar os dois. Eles sempre saem feito foguetes. Ao contrário dos concorrentes, ele acha que a segunda parte da prova é mais lenta do que o começo.
Entre as mulheres, o grande destaque é Débora Aparecida Simas, que também tentará o terceiro título da competição. Eu reforço o que o Giliard falou. Não dá para sair forte desde o começo, se não você vai pagar muito caro no final. Ao ser perguntada sobre o trecho mais complicado, ela não pensa duas vezes. O Morro da Tainha é o pior trecho e as pessoas brincam que ele é o primo do Morro Maldito da Volta à Ilha, relata a catarinense que se refere ao Morro do Sertão, um dos mais difíceis da prova de Revezamento de Florianópolis.
Para Juan Carlos Asef, organizador da prova, o aumento no número de inscritos mostra que esse tipo de evento está crescendo e o Brasiltem muito potencial para ampliar provas fora de estrada. Para o ano que vem vamos abrir mil vagas e esperamos preenchê-las antes do prazo final. Também temos a ideia de fazer uma prova em outra região do país.
Quem também marca presença na prova é o idealizador do circuito mundial, Diego Zarba, que fala com carinho da prova brasileira. O nível que temos aqui de organização e recepção aos atletas podemos levar como exemplo para K42 de outros países, relata. Todas as etapas são especiais, mas a de Bombinhas tem um charme especial, finaliza o responsável pela final do circuito, em Villa La Angostura, Argentina.
A largada está programada para as 8h na praia em frente ao Hotel Vila do Farol. Além da prova principal, também haverá um percurso de 21 quilômetros, a ser disputado em forma de revezamento por duas pessoas.
Maratona · 14 jul, 2011
No dia seis de agosto os amantes das corridas de montanha vão se reunir na cidade catarinense de Bombinhas para a disputa da terceira edição da K42 Bombinhas Adventure Marathon, prova com distâncias de 42 (individual ou revezamento) e 12 quilômetros. Ainda restam pouco mais de 30 vagas e os interessados devem se apressar, pois o prazo máximo de inscrição está quase no fim.
Este ano a briga pelo primeiro lugar promete ser mais acirrada do que nas outras edições, visto que já estão confirmados o bicampeão da prova, Giliard Pinheiro e os especialistas em provas rústicas, José Virginio de Morais e Naval Freitas. Além deles, estamos negociando a vinda de um queniano, que tem como melhor marca na maratona 2h12, relata Juan Carlos Asef, organizador da prova.
Giliard, além de bicampeão, mora em Bombinhas e conhece cada detalhe do percurso, o que lhe permitiu estabelecer o recorde da prova com 3h07min22. Acho que a região do Costão é onde me dou melhor, relata Gili sobre um dos trechos do percurso. Conheço todas as pedras e posso correr sem medo de errar a pisada, completa o catarinense, que antes de se dedicar às competições pintava as casas dos moradores da região.
O melhor atleta entre os homens e a melhor entre as mulheres ganharão, além de troféus e medalhas, passagem, hospedagem e inscrição para a final do Circuito K42, em Villa La Angostura (Argentina), prova a ser realizada no dia 12 de novembro. Todos os que completarem o trajeto receberão medalhas de participação. Além disso, os vencedores na geral e categorias serão contemplados com pares de tênis da Salomon.
Para garantir uma vaga no evento, basta acessar o site oficial, o www.bombinhasrunners.com.br.
Maratona · 30 mar, 2011
A inscrição para a terceira edição da K42 Adventure Marathon Bombinhas, que acontece dia seis de agosto, está com desconto para aqueles que fizerem a inscrição até o dia primeiro de abril.
A maratona de montanha continua com apenas 15% de asfalto com os demais quilômetros distribuídos entre praias e trilhas com subidas e descidas íngremes, além de um trecho de costão. A competição mantém a categoria de revezamento em dupla (2x21), a individual, e oferece a Trail Run, com trajeto de 12 quilômetros e a K42 Kid's.
Na disputa do K42 Bombinhas de 2010, Giliard Pinheiro foi o primeiro colocado seguido por José Virginio de Morais e Daniel Meyer respectivamente. No feminino Débora Simas conquistou a primeira colocação e foi seguida por Virginia Galvez e Andréia Henssler Koetz.
Para fazer a inscrição acesse o site oficial www.bombinhasrunners.com.br
Maratona · 18 nov, 2010
O Circuito K42, onde os atletas encaram uma maratona em terreno acidentado, acontece em diversas partes do mundo e anualmente tem a grande final disputada na cidade de Villa La Angostura, na Patagônia argentina. Antes da prova, muitos atletas que já haviam corrido outras etapas afirmavam que essa não era tão complicada, mas se arrependeram depois.
A subida íngreme a 1.500m de altitude na Estação de Esqui Cerro Bayo foi um dos complicadores para quase todos os participantes, incluindo alguns da elite. O trecho antes disputado em descida foi invertido e muitas vezes era necessário caminhar sob a terra fofa.
Diego Zarba, um dos responsáveis pela Patagonia Eventos, empresa organizadora da prova, afirma que a mudança foi proposital. A etapa final do Circuito K42 não pode ser desproporcional em relação às outras. A prova da Espanha tem um trajeto muito complicado, assim como a de Bombinhas (SC), que era considerada a mais difícil.
Zarba também fala sobre a velocidade do percurso, Mudamos o local de largada e acrescentamos mais uma subida, mas acredito que essa é uma prova em que se possa correr na maior parte do tempo e não querermos perder essa característica.
Avaliação Geral - Com um clima ensolarado e sem o tradicional frio que acomete a cidade, aliado ao fato de não ter havido incidentes graves, Zarba classifica a disputa como mais um sucesso. Estamos muito satisfeitos, porque os corredores gostaram e não tivemos contratempos. Pelo oitavo ano terminamos bem a prova.
Corrida de Montanha · 17 nov, 2010
Correr 42 quilômetros de uma maratona pode ser uma tarefa corriqueira para alguém acostumado a encarar provas em asfalto. Mas, para completar a K42 foi necessário muito mais do que fôlego, foi necessário chegar ao limite do corpo e da mente, já que o terreno acidentado de Villa La Angostura não permite vacilos.
Direto de Villa La Angostura (ARG) - A cidade argentina de Villa La Angostura, localizada na Patagônia Argentina, recebeu a etapa final do Circuito K42 2010. Depois de passar por diversas cidades do mundo, incluindo a brasileira Bombinas, em Santa Catarina, a charmosa vila se agitou para a oitava edição da corrida.
Dois dos principais brasileiros da elite, Giliard Pinheiro e Débora Simas, acostumados a encarar desafios, tiveram problemas no trajeto e torceram o pé. Já os amadores completaram a prova em tempos acima do planejado, pois não imaginavam que a subida do Cerro Bayo (estação de esqui da cidade) seria tão complicada.
Foi um baita desafio, porque tinham muitas subidas e descidas, conta Antônio Marinho, que uma semana antes havia completado a Maratona de Buenos Aires. Tudo o que tem de plano por lá, tinha de montanha aqui e foi um choque muito grande. Fiz minha primeira K42 e certamente não foi a última, completa Marinho, que faz um apelo aos compatriotas. Gostaria de ver mais brasileiros por aqui, a galera tem que ser mais presente na Argentina.
A prova largou no centro da cidade, num trecho de asfalto, depois de poucos metros já passou a ser inteiramente disputada em terreno acidentado, com travessias de rios, trilhas fechadas, e terra fofa. A altimetria variada também foi um fator de dificuldade, já que os atletas chegaram a 1.500 metros de altitude.
Foi difícil, chegar lá em cima é horrível, mas ao mesmo tempo é muito legal, conta Márcia dos Santos. O pior trecho é a subida para o Cerro Bayo, não tem jeito de correr por lá, só andar mesmo. Em compensação, nas trilhas foi tudo tranquilo, completa a paulista que fechou em 5h50 e não está convicta em voltar ano que vem. Talvez volte, deixa passar um pouco a adrenalina.
Novos rumos - Muitos corredores de asfalto encararam o K42 como alternativa às tradicionais competições urbanas, já que a natureza serve como incentivo e, ao mesmo tempo, desafio. A prova foi muito mais dura do que imaginei, mas consegui me divertir bastante. Tenho que aprender ainda algumas técnicas para correr esse tipo de prova, conta Luiz Butti.
Assim como os outros atletas canarinhos, ele também elegeu a subida a 1.500m como o trecho mais complicado do percurso. Também sofri bastante na descida. Enquanto o pessoal poupava energia ao descer, eu gastava. Apesar dos perrengues, ele pretende participar de mais provas do gênero, inclusive a etapa brasileira em Bombinhas (SC). Nesse tipo de prova você esquece um pouco a questão do tempo e a performance para curtir mais.
Já Celso Goldenberg relata que pensou em abandonar a prova no meio do caminho. Quase desisti, mas já que tinha chegado até a segunda subida do Cerro Bayo resolvi encarar o resto. Lá não tem mesmo como correr, só andar mesmo. Empolgado com o desafio, ele pensa em voltar em 2011, mas confessa que precisará de mais treinamento.
Em São Paulo não temos como simular essas descidas que machucam muito. Acho que no Brasil não existe uma prova tão difícil como essa, nem mesmo a Volta à Ilha, relata Celso. Isso aqui é mais do que uma maratona. Parece que corri 80 quilômetros e não 42, finaliza.
Dentre os brasileiros, quem esteve pela segunda vez na prova foi Alcedir Antenor do Espirito Santo, que mesmo com um percurso mais complicado, conseguiu melhorar o tempo. Ano passado tinham mais partes planas e o trecho de subida era descida. Foi muito dura, mas sempre vale a pena. Em 2009 ele fechou com 5h40, mas desta vez baixou em uma hora o tempo. A ideia deles foi muito boa, pois se todos os anos fosse um trajeto igual não teria graça, relata o representante de Bombinhas.
Prova menor - Em paralelo com a prova principal, aconteceu uma corrida participativa de 13 quilômetros, para que os corredores ainda não aptos a encarar os 42, tivessem uma amostra do que é a prova. Foi uma delícia e realmente fiquei com um gostinho de quero mais, comenta Nilma Ribeiro. Fiz minha primeira prova em trilhas. Sempre corri no asfalto e pratiquei montanhismo, então resolvi unir as duas coisas e foi a prova onde mais me diverti até hoje, completa a mineira radicada em São Paulo.
O Circuito K42 acontece na Espanha, Saara, Chile e no Brasil, geralmente em épocas de baixa temporada nas localidades, o que ajuda a fomentar o turismo local. Villa la Angostura tem se tronado uma alternativa à saturada Bariloche, reduto de muitos brasileiros na temporada de inverno.
Corrida de Montanha · 13 nov, 2010
Na manhã deste sábado (13/11) a cidade de Villa La Angostura, na Patagônia argentina, recebeu a etapa final do Circuito K42. Os cerca de dois mil atletas tiveram que encarar trilhas, subidas íngremes, bosques e a vitória ficou com o espanhol Kilian Burgada e com a argentina Andréa Doblas.
Direto da Patagônia - O dia amanheceu gelado na charmosa Villa La Angostura, mas aos poucos o sol foi esquentando para animar os competidores que chegavam desde cedo para alinhar no pórtico de largada. O tiro de partida foi dado às 10h no centro da cidade e um grande número de pessoas se fez presente para aplaudir e incentivar os participantes.
Após um pequeno trecho de asfalto plano, os corredores chegaram ao terreno de terra característico da K42. A primeira subida foi leve, apenas como forma de preparação para o que ainda estava por vir, mas logo em seguida os trechos de trilha fechada com raízes expostas começaram a exigir do físico dos atletas.
No quilômetro 11 o brasileiro Giliard Pinheiro estava lado a lado com o espanhol Kilian Burgada e com o argentino Christian Mohamed, mas a partir do quilômetro 20 Kili mostrou toda a sua força de corredor de montanha e abriu em relação aos adversários. Mohamed tentou acompanhar, mas logo pagou caro pela escolha e ficou para trás, enquanto Gili preferiu ser mais conservador.
A pior parte foi a subida do Cerro Bayo, caminho que leva até a estação de esqui de Villa La Angostura. Ano passado os atletas desciam esse trecho, mas com a mudança do trajeto esse ano, a subida foi incorporada, o que dificultou a vida da maioria das pessoas.
<>bVitória - O espanhol abriu cada vez mais na liderança até cruzar a linha de chegada com o tempo de 3h08min31, seguido por Giliard com 3h17min06 e pelo argentino Gustavo Reyes, com 3h19min10. Foi uma prova muito técnica e cansativa, pois estamos no fim da temporada, conta o bicampeão da ultramaratona no monte Mon Blanc, com 166 quilômetros de extensão. Depois do quilômetro 35 eu tive certeza da vitória contra os dois ótimos adversários, do Brasil e da Argentina, completa.
Para o brasileiro Giliard, que ano passado sofreu uma torção no pé e não completou a disputa, esse ano chegar bem ao final era uma grande motivação. Estou feliz com a segunda colocação, já que não tenho como me comparar ao campeão, que é especialista em montanhas, relata o catarinense que divide o tempo entre as corridas de rua e as de montanha.
Morador de Bombinhas (SC), onde acontece uma das etapas do Circuito, ele diz que a prova argentina é muito mais complicada. O que mais me impressionou foi a subida do Cerro Bayo, que é muito íngreme e não consegui correr, apenas caminhar. Ele diz ainda que ter chegado à frente de Christian Mohamed, campeão de 2009, teve um sabor muito especial. Ano passado ele disse que eu não havia completado por ter quebrado no meio da prova e não pela lesão, mas dessa vez acabei torcendo o tornozelo de novo na frente dele e consegui voltar. Gili teve problemas ao pisar em falso numa raiz no quilômetro seis, mas teve força de vontade para seguir em frente. Dedico esse resultado à minha família, principalmente minha esposa, que está em casa com as crianças.
Já o terceiro colocado, Gustavo Ayres, ainda tentou um sprint final para alcançar o segundo lugar, mas era tarde demais. Confesso que não cheguei 100% aqui hoje, pois sofri muito nos treinamentos, lamenta o argentino. As duas subidas foram muito complicadas, mas na descida também era necessário controlar a velocidade para não forçar a musculatura. A mudança do percurso deixou a prova ainda mais complicada e, se não estivesse tão calor, certamente teria conseguido acelerar mais no final. Ele também dedicou o resultado à sua família e à noiva Natália, que também participou. Agradeço também aos meus patrocinadores e à minha equipe, que trouxe vários atletas para correr aqui.
Na prova feminina o pódio foi todo argentino, com Andrea Doblás soberana ao chegar mais de cinco minutos à frente da segunda colocada, Andrea Moneta (4h18min15 contra 4h23min31). A terceira posição ficou para Virginia Galvez, que marcou 4h28min32.
Foi uma prova muito dura, mas ao mesmo tempo muito bonita. Foi melhor do que ano passado, quando uma Aparecida chegou e venceu a prova, brinca a corredora sobre a vitória da brasileira Débora Aparecida Simas, em 2009. A diferença para esse ano é que tivemos subidas mais intensas, o que foi terrível, pois começávamos a subir sem conseguir correr. Para mim a mudança não favorece em nada e prefiro o trajeto antigo, completa.
Para a terceira colocada, Virginia, foi o trajeto mais duro que ela correu nos três anos que participa do K42 em Villa La Angostura. A última subida era muito inclinada e interminável, lembra. As pernas já não respondiam mais e não era possível manter um passo ritmado, pois a terra era muito fofa. Ainda prefiro o percurso de 2008, que foi muito mais fácil.
A brasileira Débora, campeã em 2009, chegou confiante por um bom resultado, mas assim como seu companheiro de treinos, Giliard, teve problemas no começo da disputa. Eu caí no quilômetro seis, torci o pé e fiquei uns cinco minutos parada para me recuperar. Conforme eu corria, parava a dor, mas se eu caminhasse ela voltava, então perdi muito tempo, lamenta.
Na última subida todo mundo seguiu numa fila indiana caminhando, não tinha um que corria, então chegávamos lá em cima com as pernas acabadas, comenta a catarinense. Eu segurei o ritmo, é chato, mas tudo bem. Ano que vem tem mais e voltarei para buscar um bom resultado, finaliza.
Esse ano o Circuito K42 passou por Lagos de Covadonga e Gran Canaria, na Espanha, pelo Sahara, Chile e por Bombinhas (SC) antes da grande final na Argentina. Para 2010, Diego Zarba, um dos responsáveis pela organização, já adianta novidades. A partir do ano que vem Portugal e Espanha também passarão a integrar o calendário. E vamos crescer ainda mais daqui para frente.
Corrida de Montanha · 12 nov, 2010
Neste sábado (13/11) acontece na Argentina a grande final do Circuito K42, competição onde os atletas têm que encarar trilhas, morros, bosques e outros terrenos acidentados. Os vencedores das diversas etapas ao redor do mundo estão na Patagonia e falam das expectativas para a disputa de Villa la Angostura.
Direto de Villa La Angostura (ARG) - Entre as mulheres o principal nome é a brasileira Débora Aparecida Simas, campeã da etapa de Bombinhas (SC) e que tentará o bicampeonato na Argentina. Após a vitória de 2009 na terra dos hermanos, ela admite uma pressão maior por um bom resultado.
Sou uma corredora de longa distância, então em provas curtas como essa me cobro ainda mais, conta a catarinense. Ganhar uma vez é muito bom, mas a pressão a gente sente demais, mas não vim a passeio e quero ganhar mais uma vez, completa com convicção.
Ainda segundo ela, a preparação esse ano foi ainda melhor. Consegui chegar bem antes da competição para fazer um treino e estou tranquila. Gosto de correr provas como essa e costumo treinar em Florianópolis em trilhas e desníveis.
Outros nomes fortes entre as mulheres são Andrea Douglas e a argentina Virginia Galvez, vice- campeã esse ano em Bombinhas, atrás de Débora.
Homens - No masculino, Christian Mohamed, argentino campeão ano passado, chega com um dos nomes fortes. Mas, para garantir mais um título, ele terá que encarar o especialista em provas de montanha, Kilian Jornet, os atletas locais, Gustavo Peyes e Samuel Ayala, além do brasileiro Giliard Pinheiro.
A pressão por todos os anos chegar à final é grande, relata Samuel. O mais importante para mim, é finalizar bem mais uma competição, conta o atleta natural de Villa La Angostura. Ano passado o corredor de 27 anos imprimiu um bom ritmo, mas chegou em décimo ao final da disputa argentina.
Gustavo, vencedor da etapa espanhola do Circuito, comenta que a organização da prova lá fora é tão boa como a da Patagônia e fala em ter um bom resultado sábado. Trabalhei nas semanas que antecederam a competição e vou chegar bem. Ele sabe, porém, que não terá vida fácil. A corrida na Espanha foi muito acirrada e acredito que aqui não será diferente, completa.
Já Kilian, um dos nomes mais cotados pelos especialistas para o título deste ano, ostenta no currículo duas vitórias na ultramaratona Mont Blanc, disputada nos Alpes franceses. Por ser um fim de temporada, não fiz nenhum treinamento específico para essa competição, conta o espanhol. Disputo mais provas curtas durante o ano e cerca de três longas, como a Mon Blanc, pois elas exigem mais do corpo, completa.
Outro destaque, o brasileiro Giliard Pinheiro, vem com fome de vitória, já que ano passado sofreu uma torção no tornozelo e foi obrigado a abandonar a disputa na metade. Dessa vez eu vim antes, fiz um treino na parte nova do percurso e estou confiante por uma vitória. Campeão da etapa brasileira do K42, em Bombinhas (SC), ele correu diversas provas como preparação, como a Maratona de Buenos Aires e o Mountain Do Costão do Santinho. Fiz vários treinos imaginando como seria a subida de Cerrobayo, que segundo o pessoal é bem pesada, conta o sobre a ladeira que leva à estação de esqui em Villa La Angostura. O problema aqui é que o circuito é muito técnico e eu não poderei usufruir da minha velocidade.
O grande adversário de Gili será o campeão de 2009, Christian Mohamed. Ano passado o Giliard deu muito trabalho durante os primeiros oito quilômetros, antes de quebrar. Dessa vez eu vim mais bem preparado e espero conseguir um bom resultado, conta.
Temos uma expectativa muito grande quanto à prova e não é possível afirmar antecipadamente quem vai ganhar, conta Diego Zarba, um dos responsáveis pela Patagonia Eventos, empresa organizadora do evento. Mudamos o percurso esse ano para deixar a competição ainda mais emocionante, completa.
A largada está programada para as 10h no centro da cidade e os competidores serão divididos em quatro setores, de acordo com o tempo previsto para completar: elite, até 5h, até 7h e mais de 7h. Além dos 42 quilômetros, haverá ainda uma disputa de 13 quilômetros simultânea e uma prova infantil no domingo (14/11).
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026